sábado, 4 de julho de 2009

Fourth of July


Hoje os americanos comemoram seu Dia da Independência. Além dos desfiles, das paradas, dos pick nicks nos parques, dos concertos gratuitos, dos fogos de artifício, hoje será o dia das grandes promoções - as lojas abrem as portas pra acabar com seus estoques, vendendo tudo a preço de banana. Mami em Nova Yorque certamente não irá perder as pechinchas!

Bom, enquanto o Bruno dorme aproveito para atualizar meu blog com algumas curiosidades históricas sobre este feriado nacional dos EUA. A Proposta de Independência foi apresentada por um líder político da Virgínia, Richard Henry Lee, a uma comissão de representantes das demais 12 colônias que se rebelaram contra a coroa inglesa, dando início à Revolução Americana, unindo-se para combater as força armadas britânicas numa guerra que durou 5 anos (1775-1780).

Após a proposta ter sido votada e aceita, o documento de Declarcão da Independência foi redigido e assinado por uma comissão de 5 representantes, no dia 2 de Julho de 1776 - ou seja, dois dias antes da data em que se comemora a Independência. Isso porque até o documento ser impresso e divulgado publicamente, dois dias haviam se passado.

Mas se você argumentar com os americanos que o dia da independência deles é dia 2 de Julho, eles provavelmente vão rir da sua cara. Até Thomas Jefferson, principal autor da Declaração da Independência e que se tornaria o terceiro presidente da América, na época acreditava que tal documento só fora assinado mesmo no dia 4!

Mito ou não, é bonito ver todas as casas, carros, carrinhos de bebê, com a bandeirinha dos States. Você liga a rádio e - graças! pararam de tocar Michael Jackson! - todas as músicas que tocam falam da América... o país relamente para para celebrar sua independência e não somente para curtir mais um feriado.

O patriotismo aqui faz todo o sentido do mundo. Aqui eles têm do que se orgulhar mesmo, a maioria do povo vive uma vida digna - tem acesso gratuito à educação, cultura, lazer. Até as famílias mais pobre têm condições de ter um carro, uma roupa boa, uma escola de qualidade pros filhos, na qual eles ficam praticamente o dia inteiro e onde recebem 3 refeições. Isso é que é vida... afinal, o governo aqui sabe que não haverá pátria amada, idolatrada, se ele não prezar pelo seu cidadão. Nem só de pão e circo viverá o homem, mas de boas condições para que as pessoas cresçam com caráter, com um ideal, com competência para realizar seus sonhos. Seus american dreams!

Deus salve o Brasil, porque a América mesmo com a crise não tá assim tão precisada... hehehe...

8 comentários:

Ivo e Fátima disse...

PRIMEIRÃO

Sogrão

Ivo e Fátima disse...

Pandinha linda!

Boa aula de história. Parabéns.

E você parece cada dia mais integrada ao American Way of Life. After all, that`s the land of opportunity.

Beijos do Sogrão.

Tete disse...

O americano idolatra mesmo este país...e com toda razao pelo jeito!!!
Vc sabe que já estou ficando com saudade do meu nene. No próximo sábado ele já vai estar ai com vcs. Tomara que ele aproveite!
Beijos

Panda disse...

Sim, sogrão!!! Aqui estamos nós, na terra das oportunidades e eu mais feliz do que nunca que vou fazer mestrado sem pagar nada e até ganhar uns troquinhos dando aula de Português na Universidade da Carolina do Norte!

Ai que chique essa sua nora está lhe saindo hein? E assim que eu for mestra poderei ser professora efetiva ao invés de apenas bolsista! E já vou emendar um Doutorado, quem sabe na Europa ou no Canadá? hehehe...

Teté, se depender de mim e do Bruno o Daniel vai aproveitar mooooooitoooo! Estamos ansiosíssmos pela chegada dele e da vó. Beijos!!!

André Ramiro disse...

ô coisa fina!

Panda disse...

Ramiro!!! Aqui a coisa é finíssima! Na verdade não dá pra comparar mesmo. São realidades muito diferentes. Mas dá raiva porque a gente aí poderia desfrutar de muito mais qualidade de vida com o tanto de imposto que a gente paga.

Flávio Jacobsen disse...

Qual Carmem Miranda, vão dizer que você voltou americanizada... hahaha.

Panda disse...

hehehe, e você acha que já não falam? Eu não ligo, nunca vou deixar de ser brasileira, mas nunca fui uma brasileira abrasileirada mesmo... então...