quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

As últimas aventuras de 2009!



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Hoje acordamos bem cedinho. Marina sussurra pra vó: tá acordada? E a vó: sim, acordei faz um tempão. Da outra cama sussurro eu: eu também tô acordada. E Bruno voz de trovão: tá todo mundo acordado e quieto pra não acordar os outros!

Bom dia Boone! Levantamos, tomamos café bem gostoso e saímos para Hawksnest pra fazer tubing, vulgo bóia-cross, só que na neve. É claro que a vó não pôde se aventurar nas pistas, mas ela foi com a gente e quando a gente voltou estava ela lá, bem formosa comendo um pretzel e tomando suco de laranja! Não é que a danadinha foi lá na lanchonete e comprou tudo direitinho?

Fomos almoçar num restaurante em Banner Elke - uma outra cidadezinha no meio das montanhas - e voltamos para o Hotel. No hotel, resolvemos ligar pra recepção pra ver se eles não traziam um colchão melhorzinho... coitadas da vó da Marina! O colchãozinho de campanha do sofá-cama do quarto era fiiiino, e tinha uns buracos no meio, se elas dormissem lá mais uma noite ficariam tortas pra sempre! E elas não queriam dormir na cama. Não, o Bruno é muito grande e não cabe no sofá... enfim. Era um problema e precisava ser resolvido.

Aí o Bruno ligou na recepção, explicou a situação e o rapazinho nos transferiu para um quarto maior, com duas camas queen!!! Agora aqui estamos, após a mudança para o outro quarto, no andar superior, discutindo o que faremos logo mais para o nosso Reveillon!

E esta foi a última postagem do ano!



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Up in the mountains!


Malas prontas, pegamos a interstate 77 sentido norte rumo às montanhas da Carolina do Norte. Duas horas de viagem para chegarmos até Boone, o coração do que eles chamam High Country. Tudo ia bem, Bruno guiando nessas estradas maravilhosas, verdadeiros tapetes norte-americanos, até que ele falou: xiiii, acho que vou levar uma multa. Radar? Nããão. Aqueles guardinhas de beira de estrada, que saem do nada, bem quando você ultrapassa o limite de velocidade. Paramos o carro e, seguindo o protocolo, Bruno esperou o "officer" nos abordar com as duas mãos no volante.

Ele mui educadamente nos cumprimentou e disse o motivo da abordagem, pediu os documentos do Bruno e do carro, conferiu no seu computador de bordo se éramos ou não criminosos, e voltou com um papelzinho. Multa? Nããão, apenas uma notificação, uma advertência! Em meio a tudo o guardinha foi muito amável, perguntou se íamos esquiar, e nos desejou uma boa viagem: drive safe! Polícia de primeiro mundo. Very polite e muito ética.



Após a primeira emoção da viagem, paramos num desses "rest area" para um cigarro (eu e Bruno), um xixi (vó e Marina), e de quebra achamos este boneco de neve desmantelado! Quase boneco de gelo, é bem verdade. Que a neve depois que cai vai empredando, adquirindo uma consistência assim estranha, nem neve nem gelo...




Chegando em Boone, uma cidadezinha no meio do nada, lotada de carros e de gente - porque no inverno é que isso aqui bomba - fomos procurar nosso hotel, onde havíamos reservado uma suíte double standard para toda a semana.

A cidade em si é feia, está tudo em construção, "revitalização" do centro turístico-montanhístico, então além do estado caótico daquela neve meio marrom degelando na beira da estrada, tem o caos dos cones, das máquinas, das manilhas, guias e guindastes. Assim, nenhum glamour como imaginamos. Mas isso não foi nada.

Ao chegarmos no nosso hotel - o High Country Inn - ficamos um pouco desapontados. A recepção escura, feia, velha, caindo aos pedaços, e tudo com uma decoração de gosto duvidoso. Mas enfim. Já que estamos aqui né, vamos ver o que dá. Pegamos a chave do quarto e fomos conferir. O Bruno nem deixou a vó sair do carro. Entramos eu, ele e Marina, no chiqueirinho. Nem arrumado o quarto estava! Ah, não, aqui não dá pra ficar, disse o Bruno indignado. Ele então pegou a lista telefônica no próprio quarto, ligou para outro hotel e conseguiu fazer uma reserva no Comfort In, muito mais chique, com lareira na recepção, piscina aquecida, café da manhã...


Chegamos no nosso quarto, colocamos nossas roupas de banho e fomos tomar um banho de piscina! Como a vó e a Marina não trouxeram maiôs, eu emprestei um biquininho meu - que ganhei da Fátima logo que comecei a namorar o Bruno e que portanto não cabe mais no meu bundão há alguns anos - e a vó teve que comprar um maiô pra ela. Que modelito! O maiô vem com um saiotinho muito charmoso, a vó ficou parecendo uma coelhinha da play-boy, ou uma das garotas do calendário.



Subimos, tomamos banho e saímos jantar num lugar bem bacaninha, buffet de saladas, sopas, pizzas e sobremesa... enchemos a pança e agora estamos no quarto prontos pra dormir e descansar, pois amanhã, quem sabe quais aventuras nos esperam?

Uma casa habitada...


Nunca na história desta nossa casa o banheiro de visitas foi tão vastamente ocupado! Agora o nome deste cômodo da casa é "o banheiro das meninas", que mesmo sendo azul - e sendo azul a cor estereotipada dos meninos - não mais lhe faltam toques femininos! Laquê, escovas para mil e uma utilidades, creminho, maquiagens, bobes! Não é demais?

Agora estamos em processo de arrumação de malas. Vamos passar a semana nas montanhas! Esquibunda na neve, menos 14 graus, hot-tub e diversão garantidos. Vou tentar atualizar o blog das montanhas, ok?

Se não nos falarmos, até ano que vem.

E claro!

Feliz Ano Novo!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vó e Marina Chegaram em Charlotte!!!


Apesar do quase desencontro - elas desembarcaram na zona E e a gente estava esperando na zona A, no outro extremo do aeroporto - as nossas visitantes chegaram bem e já estão devidamente adaptadas!

Metade das malas eram presente para nós! Ô coisa boa! Obrigada a todos que mandaram mimos! Agora o nosso Natal finalmente se completou! E com a Vó e a Marina aqui, vamos fechar 2009 com chave de ouro e começar 2010 com o pé direito!

Beijos beijos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Festinha pós-natalina na casa do John

Ontem a gente foi na casa do John para um open house! Estavam lá eu, Bruno, John, sua filha Jennifer, a netinha Julia e o amigo Bob.


Depois chegaram mais 3 casais, um deles pai dessa linda bebezona de 10 meses, que já anda!!!


Bruno, Robert e John conversando na confortável varanda, ao lado da lareira... a casa do John é muito massa!!!


Atiramos com pistola e espingarda de chumbinho, jogamos ping-pong, sinuca... foi muito divertido!

Christmas Evening!


Nossa noite de Natal foi na casa dos Maldonado! Olha o capricho da Ana na arrumação da mesa! Mas não tava só bonito... tava tudo muito bom também! A gente tá aqui tudo no mesmo barco né. Primeiro Natal em Charlotte, longe da família... mas mesmo assim nos divertimos bastante. O Bruno muito sacana, pra ser o engraçadão da mesa, contou do incidente ocorrido comigo em casa, antes de irmos pra ceia.

Então. Após acordar cedo, preparar salpicão, sobremesa, deixar tudo pronto pra de noite e ainda por cima limpar tudo antes de sair sem deixar uma bagunça em casa, olhei para as minhas mãos e fiquei com vergonha. Estavam horríveis, as cutículas enooormes, uma vergonha. Também né, desde que vim pra cá nunca fui no salão. Nem pcortar cabelo, quanto mais fazer a unha. Então resolvi fazer minha unha, eu mesma.

Tava tudo indo bem, até que eu resolvi me levantar fazer não sei quê, mas esqueci que estava com o vidrinho de acetona entre as pernas. Ele virou imediatamente, enxarcando minha calça, calcinha, e consequentemente, queimando tudo nos países baixos.

Comecei a gritar de dor e o Bruno arrancou minhas calças. Subi as escadas com o Bruno me abanando, entrei na banheira e o Bruno me salvou - uma vez que com minhas unhas feitas eu fiquei só com as mãos pra cima e o Bruno que fez o resto!

Mas só porque ele me salvou, ele se achou no direito de contar isso na mesa de Natal. Pelo menos a história rendeu umas boas risadas. Eu fiquei mais vermelha que as minhas unhas, agora bem feitas. Mas enfim. Hohoho. Já passou!


Quero que você me aqueça neste inverno!



Assim amanheceu o dia no sábado 19 de dezembro em Charlotte. Tudo branquinho de gelo. Neve mesmo, só nas montanhas. Não tem feito muito frio ultimamente. Acho que o dia da foto foi o mais frio até agora, mas a gente nem sentiu... porque neste dia foi a festinha de aniversário meu e do Arthur aqui em casa, com direito à Feijoada, Capirinha, Cuba Libre, jogo de dardos, violão e cantoria! E para desfrutar de tudo isso, a presença indispensável dos amigos, é claro!


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Esteve tudo muito bom... comida boa, companhia agradável, só sucesso!!! E ainda por cima ganhei de aniversário muitos bons presentes! Desde roupas, bolsas e acessórios, até - por incrível que pareça - um Ipod do John! Fiquei de cara! Mas o que me impressionou mesmo sobre o John neste dia foi o fato de que ele, sendo das Bermudas, conheceu o John Lennon enquanto morava lá, pouco antes de ele voltar pra NY e ser assassinado... diz o John que foi nas Bermudas que John Lennon compôs seu último album. Incrível!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Véspera de Natal


Véspera de Natal! Acordei cedinho e comecei a fazer um salpicão. Vou fazer também mousse de maracujá para a nossa ceia. Figurarão nesta primeira ceia internacional de Charlotte: eu e Bruno, Paula e Luis, Ana, Welson, João e Giovani (os filhos da Ana e do Welson).

A vocês aí no Brasil, um ótimo Natal! Por aqui asseguramos que nossa noite será muito agradável, ao lado de pessoas muito queridas! Já que a gente não tem família em Charlotte, damos um jeito de montar nossa família postiça. Tipo pinheirinho artificial. Não é de verdade, mas também é bonito e cumpre a função.

Pinheirinho de alegria tralalalala lalalalá! Sinos tocam noite e dia tralalalalala lalalalá!

Agora, minha mensagem de Natal para os meus amados amigos e familiares:

Irmãããããos!

Lembrai-vos de celebrar o verdadeiro sentido do Natal! Não é presente! Não é comilança! Não é fartura! É o nascimento do Menino Jesus!

Ps.: Pobrezinho, nasceu em Belém, num estábulo. Mal podia dormir por causa das vacas mugindo. Maria e José, exaustos da jornada de alguns dias pelo deserto, deviam estar morrendo de fome. E os magos do Oriente nem pra trazer um peruzinho de presente! Mas trouxeram ouro, incenso e mirra. E você sabe o que é mirra? Mirra é tipo um óleo que se usava no embalsamento de cadáveres! Tadinho de Jesus... isso é presente que se ganhe no nascimento? Mas voltando...

Queridos pais e futuros pais! Não enchei vossas crianças de presentes! Antes, ensinai-as a repartir, fazendo-as doar os brinquedos que se acumulam nos baús e nos armários, presenteando as criancinhas pobres que mal têm o que comer, quanto menos com o que brincar!

Ensinai as nossas crianças o valor da gratidão e do merecimento. Educai-as para que se tornem adultos responsáveis, honestos, e mais ou menos equilibrados para, no mínimo, encarar o mundão com facilidade e, se possível, mudá-lo para melhor.

Aos irmãos que têm esgotado tempo e saúde com sentimentos negativos de raiva, inveja, ódio, lembrai-vos dos ensinamentos de Jesus! E disse Jesus: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!

Queridos irmãos! Lembrai-vos de que a vida é demasiado curta para vivê-la se lamentando! Deixai, pois, de lado todas as birrinhas, briguinhas, mesquinharias, ranzinzices! Sede felizes!

São os votos da Panda, a pastorinha!

Que a paz esteja convosco!

Feliz Natal e um oáááátimo 2010!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Reflexões do Exílio


Após quase um ano de exílio voluntário, creio que já seja possível relacionar os prós e contras de ter deixado a terrinha. Não considerando os motivos óbios que são as saudades dos amigos e da família, há certas coisas que só a pátria-mãe nos pode proporcionar.

O primeiro e mais óbvio fator é aquele que te pega pelo estômago. A comida! Ah! Como comer é bem melhor e mais barato em Curitiba! Aqui na terra do hambúrguer e da coca-cola, das comidas prontas e pasteurizadas, não é possível desfrutar de um bom menu sem gastar, no mínimo, 15 dólares por pessoa. Convertendo a moeda, dá pra ter uma noção de que comer bem custa bem caro por aqui! Frutas e verduras não têm o mesmo sabor, e ainda assim são bem mais caras. Assim sendo, fica tão mais cômodo passar num fast-food e pedir por um "dólar mêniu",que antes mesmo de considerar a duvidosa conveniência do fato, você já está uns quilos mais pesado.

O peixe morre pela boca, diz o ditado. A ambiguidade da expressão - que tanto pode ser relacionada ao fator "alimentação", quanto às palavras que se deixam escapar de nossa boca, ora atribuindo-nos uma culpa que não gostaríamos de assumir, ora evidenciando uma faceta de personalidade que prezamos por ocultar - vem bem a calhar como elemento de transição
para o próximo item de meu compêndio. A língua!

Tudo na língua-mãe é mais fácil. Expressar sentimentos, sensações, fatos, acontecimentos. A língua é um fator importantíssimo na construção do indivíduo. É, portanto, mais do que um instrumento de comunicação, é uma questão de identidade. De forma que, em inglês, jamais atingi a totalidade de ser eu mesma. Eu não me sinto Xanda Lemos em inglês. Antes, sou Alex (Éliks), um ser esquisito, estranho, incompleto, com os mesmos 31 anos de idade, mas a competência linguística de uma criança americana de 3. E um sotaque idiota.

Na universidade,tal barreira é deveras desanimadora. Como estudante, os montes de livros e textos para ler - em inglês - tomam muito mais tempo do que eu pensava. Ler, reler, buscar significados no dicionário, e muitas vezes não entender tudo. Porque significar em uma língua não se resume em traduções de palavras isoladas; dependendo do contexto, das cosntruções idiomáticas, uma mesma palavra pode ter sentidos diversos. Uma luta árdua travada com uma língua estranha, que mesmo depois que você a domina, nunca, nunca será sua língua.

Escrever e apresentar trabalhos também são tarefas ingratas. Seria tão mais fácil se tudo fosse em português! Ser, seria, mas não é. Então todos os meus escritos, antes de serem entregues aos professores, precisam passar por uma revisão feita por alguém nativo da língua, para melhorar as construções sintáticas do meu inglês aportuguesado.

Como professora, procuro falar em Português o máximo que posso. Mas quando vejo os olhinhos assustados de meus alunos, sinto que algumas explicações - principalmente de pontos gramaticais - são melhores em inglês. E aí tenho que me virar. Isso quando eles não vêm com perguntas as quais - por serem feitas em inglês - eu não entendo! Tenho que me desculpar, pedir para repetir a questão, quando não preciso da ajuda de outros alunos, para que eles, parafraseando o colega, me ajudem a compreender o que diabos estão perguntando!

Ainda às sombras da questão linguística, tem aquela fase interlinguística, em que você ao mesmo tempo em que tenta se aperfeiçoar na língua-alvo, passa a se esquecer da própria língua. Fogem as palavras. Apagam-se as expressões. Você sabe que tem o conhecimento do que quer dizer na ponta da língua, mas ele não sai. Assim, você começa a inventar uns termos, como por exemplo: você quer dizer algo como sair passear com o cachorro, e acaba dizendo andar o cachorro (walk the dog); economizar ou guardar dinheiro se transforma em salvar dinheiro (to save money). Pronto! Sua identidade está fortemente abalada, à medida em que se sente incapaz de uma boa performance em qualquer que seja a língua!

Outro fator que pesa mais aqui do que no Brasil é a condição de trabalho. Aqui não existe décimo terceiro, aqui não tem abono de férias, e nem as férias podem ser tiradas por 30 dias corridos, como no Brasil é comum ocorrer. Não. Nada disso. Assim, se tirar férias, tem que ser por no máximo dos máximos 15 dias, e usar o dinheiro com que você conta todo mês, nada mais. Para as compras de Natal, o bom é ir economizando desde o começo do ano. Porque senão o Natal é magro, como será o nosso, sem presentes pra mim ou para o Bruno. Assim sendo, meus queridos, não esperem este ano lembrancinhas natalinas. Por ser nosso Natal de primeira viagem, não salvamos dinheiro! E assim começamos a perceber as desvantagens do primeiro mundo.

Para finalizar, todo o conforto desta terra é merecedor de grandes elogios sim, mas pensando bem, pesando bem, as vantagens de morar nos States custam muito. Custam a distância, a saudade, a solidão, a monotonia, a falta de opção, e a sua própria identidade. Daí a pergunta: vale a pena?

Tal resposta depende tão somente de nós. Somos "nozes" que vamos decidir se esta estadia aqui nos valerá a pena ou não. Vai depender de nossa habilidade de reconstrução. Porque no atual momento, estamos ainda nos desconstruindo. Estamos fragamentados, divididos entre aqui e aí. Ora achamos que tudo aqui é lindo. Ora reconhecemos o quão maravilhoso é o nosso país. Ora nos orgulhamos de aqui estarmos, ora nos questionamos: o que é que eu tô fazendo aqui? E assim vamos.

Mas uma coisa é certa: sem desafios, a vida não tem graça. Se tudo é muito fácil, a gente nunca cresce, não sai da sombra da mediocridade. As adversidades podem ser um pé no saco, mas serão sempre a força propulsora da humanidade. É isso que devemos ter em mente quando nada parece ter sentido. Porque tudo na vida faz sentido, basta a gente querer enxergar. E nunca ter medo de agir, de mudar, de abandonar um barco pra construir outro. A mediocridade, a apatia e o comodismo são as únicas coisas que devemos temer.

Porque a vida é curta demais pra esperar que bênçãos caiam dos céus. Pra ficar chorando sobre o leite derramado. Pra passar a vida inteira se arrependendo de algo que fez ou deixou de fazer. Pra ficar pensando como teria sido se, quando na verdade, o tempo não pára pra pensar. É tempo de agir. De encarar os fatos, e de buscar o melhor deles para dar sentido às nossas vidas.

Nós somos atores, autores de nossa própria história. O que queremos que ela conte depois, no futuro, só depende do que escrevemos agora, no presente.

Viver é uma oportunidade que temos para fazer a diferença, para escrever uma história memorável. O que não é fácil. Exige muito. Por isso que 99% das pessoas preferem se acomodar, se recolher nas suas vidinhas, nos seus mundinhos. Eu muitas vezes tendo à inércia. Tenho preguiça, e frequentemente me nego a colocar todo meu esforço nas coisas que me proponho a fazer, ou nas coisas que a vida me impõem.

Outras vezes, acho que sou muito convencida, que é petulância da minha parte pensar de que vim ao mundo para escrever uma história. Este senso de inferioridade e de anonimato que marca a era pós moderna é o grande mal da humanidade. Precisamos botar mais fé no nosso taco. Fazer acontecer não somente para desfrutarmos de uma vida mais abastada, sem dificuldades sejam elas financeiras, sociais, emocionais. Mas para vivermos uma vida feliz, vitoriosa, da qual você possa se orgulhar, e dizer: Amigos, eu vivi!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ladri di Biciclette

Acabei de assistir a esta belíssima obra do Cinema Italiano e fiquei tão apaixonada que resolvi fazer uma postagem especial sobre o filme. Se você ainda não assistiu, não deixe de ver!

"Ladrões de Bicicleta" foi produzido em 1948 e narra a história de um pai de família que, em meio a uma crise econômica pós-segunda-guerra, finalmente consegue um emprego. No entanto, para realmente ser contratado, Antonio Ricci precisa ter uma bicicleta!

Aflito, uma vez que ele penhorara a magrela já havia algum tempo, ele e a esposa decidem vender as roupas de cama para readquirir a bicicleta. Empregado e com bicicleta, a família agora tem perspectivas de um futuro promissor! Entretanto, logo no primeiro dia de trabalho, enquanto Ricci está trepado na escada colando seus posters nos muros de Roma, um malandro foge com a bicicleta. Pega ladrão! E ninguém se mexe! Ninguém pára o delinquente! Dá uma réiva!


Assim Antonio, com a ajuda de alguns amigos e principalmente de seu filho Bruno - que aliás rouba a cena do filme! - começarão uma busca por toda a cidade, afim de resgatar a bicicleta que, mais que um meio de transporte, é a condição de trabalho, a comida, é a vida desta família.

O plot é mais ou menos este... não conto mais porque senão perde a graça! E não deixem se enganar só porque o filme é antigo e em preto e branco... eu nunca tinha assistido a nenhum filme do Vittorio de Sica, e acabo de descobrir que ele foi um dos precussores do movimento neorrealista do cinema italiano, com mais de 40 filmes produzidos.

Graças às aulas de cinema cubano estou tendo curiosidade de conhecer outros cinemas fora do mainstream de Hollywood! Enfim, para alguém que nunca foi muito fã de cinema como eu, evoluí bastante, vocês não acham?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Our First American Football Game

Estamos no auge da temporada de Futebol Americano , um campeonato de grandeza proporcional ao Brasileirão, no Brasil.


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E a final está por vir, é o que eles chamam de Super Bowl, e adivinha quem vai tocar? The Who!!! Sim, porque aqui nos intervalos do super bowl sempre tem um showzasso... mas a final é só em fevereiro... dependendo de onde for, e de quanto for, a gente até vai.

Eu como nunca torci para nenhum time de futebol Americano, simpatizei com o time de Charlotte... agora sou Panthers até morrer.

Go Panthers!

Ps.: Após informações do sogrão sobre o preço do ingresso para o Super Bowl, que será na Flórida, a parte em que digo que "a gente até vai" é totalmente mentira!!! Mais de 4 mil dólares por pessoa. Ma nem que eu fosse rica!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Homenagem de Final de Ano

Aqui vai minha humilde homenagem de fim de ano! Hohoho! Feliz Natal e um excelente 2010 para todos nós! Beijos beijos, Panda de Belém.



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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Zum Zum Zum... Trinta e Um.


Trinta e um na veia, véia! Tia-avó! Professora Lemos Zagonel! São tantas emoções que fico tonta, zuretinha! Zum zum zum... eu já tô com trinta e um. Lembro-me como se fosse ontem. Eu, Tati e Amanda no aniversário de 29 anos do meu irmão Gu, cantando, as 3 pentelhas: zum zum zum, para trinta falta um! Era 6 de julho de algum ano distante. A Amanda nem era minha cunhada. Ou era? Lembro como se fosse ontem, mas minha memória é curta, infelizmient. Passa rápido demais. E a vida é tããããão legal!

Então, meu querido diário. Como você deve saber, ontem foi meu aniversário. Quase ante-ontem. Acordei às 7:30 da matina, assim que o Bruno saiu pro trabalho. Fiz xixi, escovei os dentes, voltei pra cama e comecei a estudar. Estudei, tomei banho, tocou o telefone, era a Paula - minha amiga e fiel escudeira e assessora para assuntos aleatórios em Charlotte - me dando os parabéns.

Depois de estudar mais, me arrumei e saí almoçar com o Bruno e o Arthur, que também é nascido neste belo dia 15 de dezembro. Almoçamos no italiano Macarroni e o Bruno me deixou na Universidade. Atendi dois alunos durante minhas office hours, e mais um telefonema, desta vez da Ana, outra amiga brasileira que conheci aqui em Charlotte, com quem iremos passar o Natal.

Às 5 da tarde, fui aplicar a prova final para uma das minhas adoráveis turmas de Português. Depois da prova teve uma festinha para comemorar o aniversário meu e da Lavonda, uma aluna muito querida, que é também nascida neste belo dia 15 de dezembro

O John, meu aluno mais velho, comprou um bolão, confeitado com as palavras: "As Senhoras do Feliz Aniversário". É uma pena que não tirei nenhuma foto. A festinha serviu também de despedida, pois agora as aulas terminaram. Em janeiro começa a Spring Season... o segundo semestre escolar. Além da festinha e do bolo, ganhei dos meus alunos um cartão musical (passarinho quer dançar, o rabinho balançar, pois acaba de nascer, tchurururu... só intrumental, óbvio), uma caixa de bom-bons de uma das minhas alunas, e um kit-coquetel de outra aluna muito querida, junto com um cartão especial!

Ao chegar em casa, tinha surpresa do sogrão e da sogrinha me esperando! Era um kit-flores. Uma caixa verde, direto do Quênia. Dentro, um vaso, as flores bem enroladinhas num plástico, um cartão e um balãozinho. Veio também com as instruções de como montar e uns sais minerais para colocar na água. Rosas do Quênia, enviadas para os Estados Unidos por encomenda do Brasil. Um amor global, certamente!

Assim que terminei de montar o vaso, o telefone tocou. Vó Diva do Brasil, sil, sil! Dando os parabéns e contando as novidades... vai pra Foz no Natal, e em seguida voa pra Charlotte, pra passarmos o ano novo juntos, eu, Bruno, vó e Marina! Algum tempo depois, nova ligação. Sogrão e sogrinha!

Via skype eu, Cris e Lydio improvisamos um fado, uma versão "purtuguesa di Purtugal di Juáum i Meria", do Chico. Também via skype, liguei pro Du e pra Keith pra eles não se esquecerem de me dar os parabéns. No Canadá tá nevando. Eu quero neve, mas aqui não tem! O jeito é ir pra Quebec... Quebec... Quebec to where you once belonged... ah, os Beatles!

Só faltaram os Betles para animar meu aniversário mesmo! Porque os amigos e familiares marcaram presença via e-mail, orkut, facebook... obrigada a todos que animaram meu dia! Que lembraram de mim, que me enviaram felicitações, e principalmente, obrigada ao Bruno que, aqui do meu lado, tem amado uma mulher mais velha, com TPM, estressada, mas nota A em todas as matérias do mestrado. A lôco!

Ontem estreiei o hobby e a camisolinha super sexy que a vó me mandou pelo Caetano... mas isso só foi possível porque meu marido fez uma depilação pró nas minhas pernocas não mais peludas. Ele disse que a experiência foi boa. Meio que se vingou de todas as minhas pequenas maldades durante esses quase 9 anos de convivência. A dor foi a mesma. Mas com a diferença de que com a depiladora desconhecida a gente aguenta sem dar xilique. Que saudades do Brasil! Que saudades de um salão Marly nessas horas.

Bom, agora que as aulas terminaram, e que eu estou com 31, prometo fazer uma retrospectiva dos eventos marcantes desses últimos dias - incluindo show dos Criaturas em Charlotte, o primeiro jogo de futebol americano, e mais uma seção da Panda Gourmet com bolinho de caranguejo inventado pelo Bruno, sem esquecer é claro da canção de fim de ano em homenagem aos queridos amigos e familiares do Brasil.

E essas são as cenas das próximas postagens...

Até mais!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Querido Papai Noel:


Este foi um ano ambíguo. Um ano paradoxo. Por um lado, um oáááátimo ano, certamente. Por outro, um ano um pouco triste e de intensa saudade. Muitas mudanças. Muitas conquistas. Muitas perdas. Muitas alegrias, muitas novidades, nascimentos na família (separação também, é bem verdade). Momentos de completa impotência, de imensa felicidade e de eterna saudade. Este foi um ano maluco. Deve ter a ver com o zodíaco. Foi um ano em que todos os erros que cometemos foram admitidos. Humildemente pedimos perdão, crescemos, aprendemos. Inutilmente nos penitenciamos, nos culpamos, nos arrependemos e enfim a redenção do pecado, tão ingenuamente cometido, nos vem como uma bênção dos céus: “Num berço de palha dormia Jesus...” Já é Natal... Faço 31... E eu nem percebi! Estive muito ocupada em minha missão de ser boazinha o ano todo (não que eu faça isso só para ganhar bons presentes). Mas ufa! Até aqui nos ajudou o Senhor, amém benza Deus, oxalá graças aos céus! Com Maná, adubando dá, e das sementes do bem, só colhemos bons frutos. Isso em plena crise econômica, hein? Muitas provações. Algumas intempéries. Tsc, ah. Histórias a mais pra contar.


Um ano novo logo vem... tudo vai recomeçar. Somos seres abençoados! Ao menos uma vez por ano, temos oportunidade de repensar a vida, e de pensar no que mudar para ficar melhor, na busca do aperfeiçoamento de pelo menos uma instância, do corpo, da alma e do coração. A vida é curta. O tempo escapa. Precisamos fazer escolhas, tomar decisões o quanto antes. E muito mais importante que isso, precisamos ter força de vontade e coragem para tornar escolhas, atitudes. Esse ano o meu pedido para o Papai Noel é: leva no teu saco a minha preguiça embora, e junto com ela alguns quilos e pneuzinhos. Dá-me mais paciência e mais disciplina. E também, se possível, essa listinha:


- Camisas de botão e manga comprida (temo que o tamanho seja G)
- Sobretudo quentinho nas cores bege ou verde-escuro
- Uma bota peluda por dentro (Maria Sapatão, 37-38).
- O livro Cartas ao Mundo, de Glauber Rocha
- Revolução do Cinema Novo, de Glauber Rocha
- Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, de Glauber Rocha
- O Século do Cinema, de Glauber Rocha.
- Riverão Sussuarana, de Glauber Rocha.
- Obra completa de Machado de Assis
- Meia Calça 40 fios (preta GGGG)
- Cacharréus (marrom, preta, bordô)
- Aquela blusa de meia calça, que chamam de “segunda pele” (preta)
- Perfume Tati, dO Boticário.
- Própolis Spray (extrato puro, sem essa de mentol e hortelãzinho...)


E assim, Papai Noel, lhe desejo um ano novo cheio de atitudes revolucionárias, ao invés dessa paz que todo mundo deseja desde a época de Abraão, de Caim e Abel, e que enfim é uma falsa paz, que o mundo jamais conseguiu. Isso que chamam de paz é puro comodismo. Desejo um ano de conscientização revolucionária do indivíduo, principalmente dos jovens, para que eles passem a pensar e parem de se acomodar com a atual conjuntura social, cultural e política. Que voltem a estudar, e a enxergar na educação os horizontes de um futuro melhor. Desejo um GlauberiAno Novo, um Ano Ítalo Calvino, e claro, um ano cheio de esperança, amor, trabalho e perseverança! Feliz 2010!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Clipe da Cosmonave

Esta minha família é muito talentosa... filhos do Lydio Roberto, Yan e Yuri, e meus adoráveis sobrinhos da Cosmonave incluindo Mateus e Ricardo... you're aaawwweeeesome!!!!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Alô Brasilia!


Ana, este convite é especialmente para você que está em Brasília! Aproveite para convidar os seus amigos brasilienses, pois este show é im-per-dí-vel! Sotaque, alma, música paranaense de finíssimo bom gosto e competência. Recomendo mooooinnntooo!!!

Beijos

Clique aqui!

Clicando no título desta postagem, você verá como eu estou internacionalmente famosa!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Du chegou para animar o Thanks Given!



Quando os Peregrinos chegaram nos States em busca de sua liberdade protestante, eles não manjavam nada de como sobreviver nessa terra estranha. Nem tudo que plantava dava, e fazia um frio do cacete. Felizmente, os índios que aqui habitavam deram aos cara-pálida algumas dicas; mostraram como cultivar a terra, o que plantar, como caçar, enfim. Depois de todas as lições "absolvidas", os Peregrinos resolveram agradecer a Deus pela colheita bem-sucedida. Por isso o dia de Ação de Graças é comemorado no Outono, após a colheita ter sido colhida. Os colonos então mataram uns patos e perus, amassaram umas batatas, cozinharam milho, fizeram muita Pumpkin Pie e renderam graças pela fartura. Eventualmente, depois, eles exterminaram os índios - como todo colonizador que se (des)preza. Mas, desde aquela primeira colheita em 1621, os americanos nunca deixaram de agradecer a Deus.



Este foi o meu primeiro Thanks Given in U.S., e tive a oportunidade de desfrutá-lo ao lado do meu amado marido e do meu querido cunhado Caetano, na casa dos Coleman. Arthur e Karen nos acolheram com mesa farta e receptividade calorosa, característica do adorável casal! Seguindo a tradição, cada um de nós teve que dar um pequeno discurso, fazer uma oração dizendo por que somos gratos. Eu agradeci a oportunidade de passar meu primeiro Thanks Given in U.S. ao lado do meu amado marido, do meu querido cunhado Caetano, e dos adoráveis amigos Coleman.

Na verdade se dissesse tudo por que sou grata, a comida iria esfriar... mas agora com a pança cheia, e aproveitando o momento para refletir sobre a gratidão - que, mais que um sentimento, deve ser antes de tudo uma atitude - vou deixar aqui registrados alguns motivos para dizer "obrigado".

Primeiro, sou grata aos meus pais que sempre confiaram em mim e que me deram de presente ao mundo. Aos meus irmãos, ao lado de quem passei muito mais bons que maus momentos, e que me deram de presentes esses meus sobrinhos tão lindos!

Segundo, sou grata ao sogrão e à sogrinha, que puseram no mundo o meu Bruno, o menino por quem antes de me apaixonar, cheguei até a ter certa antipatia... e olha que a recíproca era verdadeira. Quem diria! Quase 9 anos de convivência e nenhuma dúvida: encontrei o amor da minha vida! Tantas histórias juntos, tantas conquistas. Pedras no caminho de vez em quando, mas nenhuma delas intransponível. Até por elas, eu também sou grata.

Sou grata a todos vocês que são o motivo da minha disposição para a vida, sei que isso é suuuper piegas, mas vocês são a alegria do meu viver! Minha família, meus amigos, eu amo vocês e sou grata por tê-los por perto, mesmo longe!

E para terminar porque tá tarde e na hora de dormir porque amanhã é black friday e o dia é longo, obrigada sogrão por nos ter enviado de Thanksgiven uma passagem aérea para o Du nos visitar! E pela Fatiminha e Vó Vivinha pelos mimos que mandaram pelo Caetano.


Happy Thanks Given Day!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CRIATURAS EM CHARLOTTE!!!



Cartazinho de última hora, para showzinho de última hora! Mas já que a banda tá reunida, nada melhor do que fazer um barulho, não é mesmo?

domingo, 22 de novembro de 2009

Chegada do Caetano e Show do Roger Daltrey!

Ontem fomos buscar o Caetaninho no aeroporto duas vezes. Na primeira, chegamos lá e descobrimos que o vôo só chegaria às 4:20 da tarde, constatando que havíamos nos enganado em relação ao horário. O Bruno não percebeu mas na verdade o vôo saía de Chicago à 1:30 da tarde, ao invés de chegar em Charlotte neste horário. Daí, para não perdermos a viagem, resolvemos passar no Fillmore, uma casa de shows, para comprar nossos ingressos para o show do Roger Daltrey. Missão cumprida, voltamos para a casa tirar a costelinha de porco que o Bruno preparou especialmente para o Caetano, mas que por causa da confusão de horários, ele não pôde desfrutar.

Comemos a costelinha (deixamos um pouco pro Tanão, claro), arrumamos a cozinha e já estava na hora de voltar pra buscá-lo de novo! Desta vez deu tudo certo. Chegamos na hora, o Caetano logo apareceu! O encontro foi emocionante!!!



Fomos pra casa, Caetano tomou um banhão, descansou um pouco, jogamos um pouco de dardo, e fomos pro show. Que showzaaaaaço! O veinho continua em forma, apesar de sua voz estar meio rouca de tantos shows (está quase no final desta turnê nos States).



Ele abriu o show com Who are you, who who who who! Fora esta, o show contou com outros sucessos do Who como Pictures of Lily, My Gerenation, Mobile, Baba O'Riley, Tatoo, Behind Blue Eyes, Young Man Blues... foi um show moooointo massa!


Então o Caetanão já chegou com uma ótima impressão de Charlotte, apesar do domingo chuvoso e frio!

A gente no Fillmore, feeling more! Much more fun than before, for shure!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-feira treze


Quinta-feira é o dia mais lindo da semana. Sexta não tenho aula, não dou aula, precede o sábado, pre-precede o domingo... quinta-feira é um dia oáááátimo. Aaaawesome!

Já é uma da manhã, portanto, já é sexta-feira e fui pra cama mas não dormi. Dor na consciência de não atualizar blog, não responder comentário. Mas não é por preguiça... juro.

Gente eu tô ficando velha. E foi-se o tempo em que eu estava ficando pra titia. Agora eu tô mais pra tia-avó.

Verdade verdadeira. Não é metáfora. Nem manha. Realmente, SEREI tia-avó! Grand-aunt, very soon.

Consegui terminar meu final draft de Cinema Cubano a tempo. Estudo comparativo entre os Cinemas Revolucionários Cubano e de Glauber Rocha.

Cuban Imperfect Cinema and Brazilian Cinema Novo. This is the title of my final project. Glauber Rocha foi o Chê do Brasil. Acho que ele queria que o Brasil fosse uma grande Cuba.

Em Charlotte chuva e frio já tem três dias. Final de semestre. Natal chegando. Propagandas natalescas pipocando nas vitrines da TV.

No dia que eu descobri que eu serei tia-avó eu fiquei bipolar. E ainda estou.

Por aqui não se fala em outra coisa que não o apagão no Rio. Sim, porque o Rio sendo a sede das próximas Olimpíadas, o Paraguai e os demais estados brasileiros - palcos do blecautchi - não viram notícia.

Piada jornalesca da charlótea: como o Rio quer ser sede das Olimpíadas se não paga as próprias contas? Neste caso, a conta de luz, caso alguém não tenha entendido a piada.

Hmmm... que mais? Acho que só. Tem mais novidade não.

Neste very moment 1:18 AM. Na sala, downstairs. Barulho do aquecimento, tic-tac do relógio, plecplecplec das teclas do computador. E uma cervejinha pra dar sono.

Mas o sono não vem. Vou produzir umas idéias. Carpe madrugadem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Aniversário!

Uma das minhas turmas de Protuguese Classes resolveu comemorar o aniversário de um aluno na sala. Foi uma festa surpresa planejada pelo John, meu aluno mais velho (de camisa azul no lado direito da foto).


Ele mandou fazer um bolo especial para a ocasião, e olha que bonitinho que ficou!



Eu achei engraçado, "O Aniversário", mas pelo menos foi bem didático. E não disse nada sobre o que geralmente se escreve nos bolos (o nome do aniversariante, ou ainda, Parabéns, Fulano!) , porque afinal de contas, aula é aula... festa é festa.

E agora eles já sabem cantar "Parabéns pra você". Na próxima festinha vou ensinar "Com quem será", hehehehe...

Me acharam na foto? Uma dica: estou com a jaqueta de couro bege que ganhei da Vó Vivinha.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Carta Outonal


E assim o tempo vai passando, e o vento sussurando sucessivas estações. E nestas folhas de plátano que se deixam cair rubras e graciosas no gramado do quintal, escuto lamentos, canções. Uma sensação de saudade inevitável sempre invade as horas vagas do meu coração. No meu pulso, o relógio sibila os segundos que vagarosamente - por ínfimos que sejam - aumentam tic-tac tic-tac tic-tac alimentam tic-tac tic-tac o meu amor, tic-tac a minha saudade.

Falo por mim, mas façam também do Bruno as minhas nostálgicas palavras. No calor da distância, na ausência das visitas, na fria constatação de que há de se levar a vida, não importa onde, nem o tamanho da ferida, sim temos de constatar que vamos bem, obrigado! Contudo, todavia, dentro da medida, desconsiderando aquela dorzinha de não tê-los por perto, nunca antes na nossa história tivemos tanta convicção de nossas conquistas. Somos felizes! E estamos com saudades.

Trabalhando muito, se divertindo um pouco, aos poucos a gente vai se agregando à nova realidade, se acostumando com ela e, para tornar tal processo um pouco mais fácil, vai assim deixando de lado as atualizações do que era para ser um diário de bordo, as visitinhas premiadas com comentários nos blogs prediletos, os chats eletrônicos via twitter, msn, orkut ou skype. A vida exige demais da gente. A gente exige demais da vida.

A verdade é que o tempo vai passando sem deixar tempo pelo caminho. E nessas horas que não passam tic-tac-tic-tac nove meses já se foram tic-tac-tic-tac muitas águas já rolaram tic-tac-tic-tac mas nenhuma novidade tic-tac tic-tac. Já são meia noite e cinco tic-tac-tic-tac e o Bruno está dormindo tic-tac-tic-tac eu bebendo vinho tinto tic-tac-tic-tac nesta noite de outono.

As baratas rarearam, se bem que ante-ontem uma apareceu para encarar o destino trágico fatal do aerosol. Amanhã é dia de Maria, mais dois trabalhos para fazer de Cinema Cubano, aula pra preparar, e ainda por cima festinha na casa do Arthur que mora logo ali na Carolina do Sul. Conseguirá Panda Lemon cumprir com todas as suas tarefas domésticas estudantis docentes e sociais? Provavelmente não. Para que fazer no sábado o que se pode fazer no domingo e na segunda?

Limpamos o terreno da horta na semana passada. Agora jazem ali um pé de hortelã e um de manjericão, já ficando queimados da friaca charlotteana. Ano que vem espero Dondaliet nova em folha para plantar nova horta, desta vez com menos pepinos... mas antes disso, esperamos Caetano, para dar mais graça ao nosso primeiro feriado de Ação de Graças. E por enquanto é só, pessoal! Até a próxima carta - quiçá outonal.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eu, me, comigo.

Chamaram-me Alexandra desde o dia em que nasci.
O tempo foi passando e, é claro, eu cresci.
Passou o tempo, passou o ônibus, passou o Halley, mas eu não vi.
Aliás, perdi muita coisa.
E na insignificância de minha existência, ainda não fiz nada de muito importante.
Mas ao longo do caminho eu, errante,
aprendi que – como tudo – o muito importante
é muito relativo.
Mesmo assim, não entendo nada sobre a relatividade das coisas.
Para mim, ela é somente uma explicação simples pra tudo.
E talvez seja por isso que simplicidade resida nas coisas mais belas do mundo.
Mas peraí! O mundo não é complexo?
E existe coisa mais relativa do que as coisas mais belas do mundo?
Não, definitivamente! Não posso discorrer sobre a complexa relatividade de tudo.
Do belo, do mundo, de mim e de todos.
O paradoxo é inevitável.
Todos os caminhos são ruas sem saída.
Sei que minha história será apenas mais uma parábola.
Uma repetição de tudo que nasce, cresce, fortalece, reproduz, enfraquece e depois morre.
E assim, recolhida em minha finitude, ajudo a expandir o infinito circundante.
Explosões de constante mudança pulsam em mim agora e a cada segundo.
Nunca fui a mesma pessoa.
Nunca serei.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fantasmas do Largo


Num dos casarões mal-assombrados do Largo da Ordem, num boteco sujo, mas muito bem frequentado pela freguesia de bêbados, artistas e burocratas das classes média e burguesa-decadente curitibanas, encontrei Ruan e Taiana. Era o fim de uma tarde sem vento, de céu carregado e um calor  intenso, incomum à paisagem.

Ruan era a mesma pessoa: baixo, jambo, invocado, mal-humorado. Taiana fisicamente não mudara também, baixinha, magrinha, bocuda, sorridente, dentes bem grandes mas alinhados, cabelos escorridos pretos, com franja. Casados recentemente, namoraram desde criança. Na época do colégio, viviam brigando e fazendo as pazes. E pelo que pude notar nesta ocasião, as coisas continuavam as mesmas. Ruan estúpido, Taiana sorridente. Em cada dentão de Taiana reluziam boas doses de paciência para com seu par. Ruan não fazia questão mesmo de ser simpático. Sua sinceridade às vezes irritava.

Agora já beirando os 30, as convenções da sociedade o tornaram um Ruan mal-humorado e meio mudo. Pra não ter que ser sincero, preferiu se calar, mas demonstrava no corpo uma certa indiferença forçada. Um desprezo pelas pessoas e pela mulher. Sentado assim, meio largado na cadeira, com um braço esticado alcançando o copo, e o outro apoiando a cabeça, dava pra ver que ele ainda era a mesma criança triste e enfadonha. Só que agora ele não dizia tudo que pensava e isso o deixara mais velho e um pouco calvo.

Taiana ninguém podia imaginar que passava dos 30. Seu sorriso pueril e rostinho anjelical enganavam bem. Eu nunca confiei muito nela, confesso, e além de paciência, via nos seus dentões sempre à mostra um quê de falsidade. Porque para mim não era possível alguém sempre estar feliz às sete horas da manhã fazendo fila pra cantar o hino nacional. Talvez eu tivesse inveja de sua disposição matinal. Talvez eu tivesse uma pontinha de ciúmes porque ela era bonita e tinha namorado, e eu era feia e todos caçoavam de mim e me chamavam de juruna, e porque eu, e não ela, era alvo das bulliers, amigas da minha irmã.

Talvez eu invejasse sua capacidade para comer e não engordar; ela sempre comia bom-bons, pipoca, salgadinho, e no almoço, daquele prato feito - salada, bife acebolado e uma montanha de arroz e feijão - não sobrava nada. Ela ainda trazia uma banana na lancheira e comia junto. Eu também devia ter inveja de ela gostar de salada e ter coragem de comer uma banana assim, na cantina, na frente de todo mundo. Eu tinha vergonha de comer banana porque sempre achei que juruna era um tipo de macaco e as pessoas iriam caçoar ainda mais de mim; assim, minhas bananas apodreciam na mala, embolorando meus cadernos e cartilhas, fazendo a professora, minha mãe e meu pai brigarem comigo.

Mas agora eu não lembrava dessas coisas, eu estava feliz por reencontrá-los assim, do nada, naquela tarde pesada e escura, naquele bar decadente frequentado por fantasmas do Largo da Ordem. Tomei uma cerveja com eles e trocamos frases feitas, fizemos perguntas retóricas como o que tem feito, tem visto o fulano?, você não mudou nada, quem te viu quem te vê, e conversa vai, conversa vem, copos de cerveja vazios, cheios, vazios, cheios, a noite foi caindo e as luzes se acendendo, aquela garoinha sem-vergonha deixando a tarde ainda mais surreal, indecisa agora entre o chumbo e o vermelho de um sol de outono prestes a nos deixar.

Vinte e poucos anos depois, e ainda assim sem assunto, nos pusemos a observar aquele véu de cerração que não molhava nada além dos paralelepípedos, fazendo brotar no chão um limo que ora ou outra quase derrubava o sujeito desavisado. Ruan olhava as pessoas distraído da mulher e de mim, e disse, com seu falar tsatsibissatsi, que asssim que alguém esscorregassse ele ia se levantar para ir ao banheiro. Foi uma das poucas coisas que ele disse sorrindo. E como não fosse mais possível, Ruan desistiu de esperar e foi ao banheiro, mas antes de alcançar os degraus do boteco, escorregou e levou um tombo fenomenal, daqueles patéticos, em câmera lenta.

De pronto eu e Taiana levamos um susto, tentamos segurar o riso mas não conseguimos, e ele ficou puto, não aceitou a ajuda dela para se levantar e foi pisando pesado pro banheiro. Na volta ele pegou a mulher pelo braço e disse que se visse ela se engraçar de novo pra outra mesa lhe dava uma surra, deixou uma nota de 50 e os dois se foram, ele andando rápido, ela correndinho atrás, olhando pra mim e dando tchauzinho, sempre sorrindo.

As luzes amareladas acentuavam ainda mais a neblina-quase-garoa curitibana, e o calor abafado fazia uma fumaça rala emanar dos paralelepípedos. Eu continuei ali, olhando os dois sumirem no Largo. Achei tão bonita minha cidade surreal, embaçada num sorriso sarcástico que no canto dos meus lábios se desenhava, como um alívio... alívio saudoso... de não mais fazer parte daquela cena, de não mais pertencer à paisagem que insistia em me apagar daquela mesa úmida. Alívio de naquele momento ter compreendido, numa epifania meio embriagada, que eu acabara de exorcisar os meus fantasmas do Martinus.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O SEXTO DEDO UNIVERSAL!



Queridos e polidáctilos fãs! Se você tem um amigo na Europa, no Equador ou no Japão e sempre teve vontade de mostrar o Sexto Dedo para ele, seus problemas acabaram!

Agora o nosso disco pode ser inteiramente comprado/downloadeado no I-Tunes, no Tune-Core e na Free Amazon.

Mas não é só isso! Se você ou seu amigo exilado preferirem adquirir apenas algumas falanges, ou seja, somente algumas músicas, não tem problema. O ambiente democrático da net faz com que seja possível adquirir quantas músicas quiser sem pagar a mais por isso!

Ao adquirir um produto Criaturas você estará ajudando a banda a se reunir para uma série de shows com músicas inéditas no Brasil no início do ano que vem. Por isso, ajude a divulgar o Sexto Dedo!

Não deixem o sonho acabar!

O Homem-Mosca ainda voa!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Paranoia #1: A vingança das baratas.


E disse a Barata: Eu vi o que você fez na semana passada.

Chovia muito aquela noite e eu não pude ir fumar no quintal. Chovia torrencialmente. E eu não pude dormir sem antes fumar um cigarro. Mas fumar dentro de casa podia eu tampouco. Fui para a garagem. Resolvi não acender a luz, não sei por que cargas d'água. Acendi o cigarro. A primeira tragada sempre me arranca uma careta, que apesar de estar no escuro, longe de qualquer reflexo, pude visualisar perfeitamente. De repente me dei conta de que o escuro me desviava o prazer das tragadas, como se não ver a fumaça fosse prejudicial à saúde. A garagem cheia de tralhas, e eu no escuro. Vai que uma aranha...

Assim que acendi a luz, vi uma barata. Ela estava andando, tive nítida impressão, em minha direção; fez meia volta assim que a luz se acendeu. Por sorte tinha na prateleira um aerosol para baratas, formigas e outros insetos. Não hesitei. Cheguei com a lata bem perto da cascuda e lancei o spray nas suas costas, ela tentou voar mas só andou rapidinho, tonteou, subiu na parede, caiu de costas. Mais spray na barriguinha, morre filha da puta, olha o laquê, eu sarcástica pensava baixinho e ao mesmo tempo lembrava do clássico de Kafka. Um pouco sufocada do veneno e das rajadas de fumaça que eu soprava na barata ofegantemente, dado que a garagem era fechada, resolvi apagar o cigarro e a luz, chega de inalantes venenosos por hoje, eu pensei, vou tomar um leite antes de dormir. Amanhã varro a defunta.

Abri a geladeira e cheirei a caixinha do leite, não tava azedo ainda - curioso porque já devia estar aberto há mais de uma semana. Tomei um gole meio grosso, viscoso, quase iogurte. Resolvi segurar a ânsia porque aprendi na sétima série que leite era básico e que fazia bem para ácidas intoxicações, equilibrava o PH e essa merda toda, just in case o veneno da barata se voltasse contra a envenenadora.

Subi as escadas. Como de praxe, quando cheguei no último degrau, lembrei de pegar o isqueiro na garagem, dado que aquilo é uma estufa e que o calor é infernal, vai que vaza ou explode... abri a porta, desci os dois degraus e tateei a prateleira pra procurar o isqueiro, mas não senti nada na mão, e bem estranhamente, senti algo no pé. Chutei o ar com veemência, meu chinelo voou longe, será que a porra da barata... acendi a luz. Não era a barata. Era uma legião delas, uma legião de cinco ou seis, eu confesso, mas o suficiente pra me arrancar um berro no romper da madrugada.

Peguei o veneno e jateei aos sete ventos, sacudi a roupa, comecei a me coçar inteira e estapear as pernas, a cabeça, os braços, tamanha a paranóia de que mil baratas me escalavam o corpo, tipo Indiana Jones. Tudo isso eu fazia com uma mão - e enquanto pulava como um pajé em cerimônia de cura, cuidando bem pra não pisar na barata morta e sentir aquele cleque - a outra acionava o aerosol em mim, no ar, no chão. Fiquei naquela dança patética bem umas frações de segundo até retomar o controle da situação. Muito bem! Baratas tontas, eu também. Esqueci do isqueiro e voltei pra cama só com um pé de chinelo.

Aquela noite tive muitos pesadelos e no dia seguinte acordei um caco. Vomitei uma gosma verde e espumante no chão. Na garagem, mil formigas devoravam as baratas envenenadas, e eu pensei, que porra de veneno que também mata formiga uma ova! e resmunguei escárnios inteligíveis enquanto pegava meu chinelo virado num canto. Mais veneninho, agora nas formigas. Algumas morriam, outras dispersavam, algumas nem tchum.

Maldito calor, maldito veneno, malditos insetos, preciso de um cigarro, cadê meu isqueiro?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ilustríssimo sogrão

Em foto oficial no Skywalk - Grand Canyon

Tendo em vista vossa alegação de que minha resposta anterior fora insuficiente, venho por meio desta retificar-me junto à vossa adorável pessoa, postando, desta vez, uma mensagem mais cuidadosamente elaborada.

Confesso que meus olhos nem sequer notaram, na primeira e ávida lida, tal volume de equívocos linguísticos cometidos em vosso primeiro comentário, uma vez que atentei não para a forma, mas sim para o conteúdo da mensagem.

Ainda agora me recuso a reparar em tais detalhes, com excessão talvez de "Paninha", que ficou deveras engraçado, lembrando-me de "Flanelinha" - designação daquele tipo de trabalho informal existente no Brasil e demais países em desenvolvimento (sempre fui contra os termos "países subdesenvolvidos" ou "de terceiro mundo". Aliás, existem países de segundo mundo? Haveria uma lacuna semântica em tão injusta nomenclatura?).

Pois bem, tão estimado sogrão! Como tu sabes, impossível não ficar saudosa dos eventos familiares e das especialidades gastronômicas oferecidas nestas ocasiões, mas tal sensação pouco se assemelha ao ciúme ou à inveja, sentimentos esses que fazem mal ao coração podendo até causar gastrite. A saudade, por sua vez, pode doer um pouco, mas com o tempo se torna um estado emocional de certa forma até agradável, de modo que algumas vezes, quando não mais temos motivos para sentir saudades, sentimos saudades de sentir saudades, não é mesmo?

Quanto à nossa foto no Skywalk, tanto ela merece uma postagem especial que o farei tão logo eu a receba em algum formato compatível (gif ou jpg), caso a técnica que me utilizei para extraí-la do PDF não obtenha sucesso.

Sem mais para o momento e certa de que o trabalho não apenas dignifica o homem como também lho proporciona memoráveis aventuras, despeço-me com o ávido desejo de que muitas obras se façam cumprir no decorrer deste ano, para que no vindouro possamos desfrutar do prazer de vossa companhia, quem sabe, no Alasca?

De sua sempre saudosa norinha,

Panda.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Grand Canyon Experience

Passeio obrigatório para quem vai a Vegas é visitar a famosa represa Hoover Dam. Famosa mesmo, você certamente já deve tê-la visto no filme do Superman, naquela cena clássica em que ele salva um garotinho que cai de uma barragem. Lembrou? Então.



Esta é a Hoover Dam, que represa o Rio Colorado, cuja nascente fica lá nas montanhas rochosas do estado que leva o mesmo nome (onde eu estava no final de 2007), percorrendo vales e cannions nos desertos de Utah e Arizona, ali fazendo divisa com o estado de Nevada, a mais ou menos umas 30 milhas (aproximadamente 50 quilômetros) de Las Vegas.



Las Vegas, por sua vez, não seria a mesma sem o Rio Colorado e a Hoover Dam. Toda a energia que abastece a cidade e seus incontáveis milhões de luzinhas vem de lá. A represa é de fato a divisa entre os dois estados, e para ir de Nevada para o Arizona em direção ao Cannion, você obrigatoriamente tem que passar pela barragem. A estrutura impressiona. É um gigante no meio do deserto.


Construída no início da década de 30 - época em que o país ainda era assolado pela Grande Depressão - a Hoover Dam ficou pronta em 1936, dois anos antes do planejado. Toneladas de pedras tiveram que ser removidas dando lugar às toneladas de concreto necessárias para levantar o paredão que represa o rio. É, sem dúvida, uma das maravilhas da engenharia moderna.


Chegando no estado do Arizona, a paisagem já começa a ficar diferente, e paredões de rochas e montanhas levantam-se no horizonte do deserto, já nos dando uma noção da magnitude do Grand Cannion e, inevitavelmente, nos lembrando daqueles filmes de bang-bang que assistíamos na Seção da Tarde em nossa infância. Eu olhava praquilo ali e só ficava esperando pra ver um índio surgir no topo de uma pedra, ou quem sabe, um cowboy daqueles do mundo de Marlboro.


Mais uns bons 50 quilômetros de highway e estrada de terra, você chega na reserva dos índios Hualapai, que construíram a mais nova atração do deserto, o Sky Walk.


Uma estrutura metálica e de vidro que, presa a um dos paredões do cannion, avança para o precipício em direção à outra margem, que fica a uns 5 quilômetros de distância. Além de desembolsar alguns dólares, você precisa de uma boa dose de coragem pra encarar a aventura. Dá um frio no saco!


Impressionante que antes de entrar nesta atração você fica ali, no topo do cannion, e entre você e o abismo não tem nenhuma gradezinha sequer. O único dispositivo de segurança é um aviso mui amigo do guia turístico: não se aproxime demais da margem e não ande fora da via asfaltada, o deserto tem cobras e escorpiões e o hospital mais próximo fica em Las Vegas!


Clique na imagem para ampliar e ver "o menino dos meus óculos".

Mesmo assim, impossível não se aventurar e escalar as formações rochosas para se sentir no topo do mundo. Ta aí uma das paisagens mais encantadoras que nossos olhos já viram, da qual certamente jamais nos esqueceremos!


Agradecimentos mais que especiais ao sogrão e à Fatiminha, que além das fotos desta postagem nos propriciaram estes grandes e memoráveis momentos para enriquecer o conteúdo do meu humilde e desatualizado Diário de Bordo!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Viva Las Vegas!


Esta postagem é um oferecimento Xandy & Brunior Produções. Agradecimentos: Sogrão pelas fotografias. Fatiminha pela cessão de seus relatórios de viagem. Mas sogrão, o crédito pelo título da postagem eu devo ao Bruno, que vira e mexe canta do jeitinho que é só dele: Vivaaa Las Vegaaas...


Aos 15 dias de agosto embarcávamos eu, Bruno, Sogrão e Fatiminha, para mais uma grande aventura após o show do Paul no sábado 14, em Atlanta. Destino: Las Vegas. Seis horas de vôo. E pelo menos duas delas sobrevoando os desertos e cannions do Arizona e de Nevada.

Arriving in Las Vegas, entramos no saguão do aeroporto e já demos de cara com um monte de slots, ou caça-níqueis. Bruno e eu pegamos nossa mala e saímos fumar um cigarro lá fora, não eram seis horas da tarde e devia estar uns 40 graus. Enquanto isso Sogrão e Fatiminha esperavam pacientemente pela mala, que só seria entregue no dia seguinte no hotel onde ficamos, o Mirage.

O nosso hotel visto do Stratosphere

Fora o imprevisto da mala, que hopefully iria chegar ainda naquela noite de domingo, tudo estava muito lindo. Pegamos um táxi para o hotel e, enquanto o Bruno e o Ivo faziam o check-in, eu e Fátima admirávamos a decoração, as muitas pessoas indo e vindo, as duas meninas andando de biquíni e salto alto... Do saguão do hotel para a entrada dos quartos tínhamos que passar pelo cassino: uma infinidade de caça-níqueis, garçonetes, gamblers, dealers, mesas de poker e de 21, restaurantes, bares, lanchonetes, pubs, tudo dentro do próprio Mirage!

Deixamos nossos pertences no quarto e fomos dar uma voltinha no Ceasar's Palace, um outro hotel que, como a maioria deles em Las Vegas, inclui cassino, lojas, praças de alimentação, galerias de arte, auditórios de shows e teatros. Jantamos no Planet Hollywood e voltamos para o nosso hotel a tempo de assistir a uma erupção vulcânica no Volcano Mirage. Um show de luzes e águas sonorizado com tambores num chafariz disfarçado de vulcão, bem meia boca na verdade. Tão meia boca que falhou na primeira tentativa. A gente pensou, tá é só isso? Daí a música parou e começou de novo. Ah, bom, agora sim. Daí na segunda vez deu certo, mas mesmo assim, quando acabou, a gente pensou: tá, é só isso? E era. Tão trivial que o vulcão entra em erupção de uma em uma hora, todos os dias, sempre das sete da noite até meia noite! Subimos e fomos pra caminha, e pasmem, sem apostar na sorte.

Na segunda de manhã acordamos e o Ivo já estava no computador trabalhando, então eu, Bruno e Fátima saimos tomar café no Mc'Donalds. Aqui nos States, até as onze da manhã o Mc'Donalds só serve café da manhã, e não o cardápio comum que conhecemos. Tá certo que o café é bem americano, tem omelete, biscuit com sausage, burritos de queijo, presunto e ovo e outras bizarrices deliciosas que saboreamos com prazer.

Voltamos resgatar o Ivo e enquanto o Bruno subiu para chamá-lo, eu e a Fátima resolvemos apostar 1 dólar cada uma nas maquininhas. Ganhei logo de cara 18 dólares! Claro que nas outras jogadas perdi tudo. Ivo e Bruno chegaram e seguimos para o Stratosphere, uma torre de centos e tantos andares, em cujo topo há um observatório, 360º de overview de Las Vegas, além de ter 3 brinquedos radicais. Um deles você fica num carrinho de montanha russa, cujo trilho não deve ter mais do que 10 metros, que desce do terraço numa inclinação de uns 45 graus pra fora do prédio, ou seja, parece que vai cair lá de cima. Se alguém de nós foi? Não. Muito caro. Mas nem se fosse de graça! Os outros brinquedos eram um elevador (bem no topo) e outro que ficava rodando, pra fora do prédio também. Não, não fomos em nenhum, achamos inclusive que o elevador era o menos estúpido de todos. Onde já se viu ficar se aventurando nesses wild rides a 350 metros de altura? Benza Deus. Se fosse há 15 anos atrás, eu provavelmente iria em todos. Eu não tinha medo de nada naquela época!



Voltamos para o hotel e o Ivo tinha mais coisas do trabalho para resolver, então eu, Bruno e Fatiminha fomos na piscina. Lá encontramos com uma família muito simpática de Curitiba. Era um casal e 3 filhos. O mais velho era ninguém menos que o campeão brasileiro de Poker. Mas como ele ainda não tinha 21, não podia jogar em Las Vegas e estava muito frustrado. Infelizmente só conversamos muito brevemente, pois tínhamos que tomar banho para tchanananãããm... ver o LOVE!


O Love na verdade foi o motivo principal da nossa ida a Las Vegas. Fora o sonho de conhecer a cidade, claro. Mas principalmente depois de assistir ao espetáculo, fica ainda mais claro que só ver o Love já é um motivo mais do que justificável para ir pra lá. Não existem palavras - nem fotografia, infelizmente - pra explicar o quão maravilhoso é este show. Boa parte da trilha sonora, quem já ouviu o CD conhece, mas no show são inseridos diálogos e também outras músicas. É inacreditável. Muito emocionante, eu não vi uma pessoa que não saiu de lá, senão com a cara inchada, com os olhos vermelhos de chorar. É fora de série. Inexplicável, muito muito muito muito maravilhoso. Todos deveriam ter uma oportunidade de assistir. Principalmente quem é fã dos Beatles.


Um dos motivos, aliás, pelo qual chorei e chorei bastante, é que eu queria que tanta gente também pudesse estar ali sentindo e vendo a mesma coisa que a gente... deu uma saudade dos sobrinhos, dos irmãos, da mami, dos amigos... ai, ai!

Bom, por enquanto é só. Ainda falta narrar as aventuras no deserto: Hoover Dam, Grand Cannion, Sky Walk, e nossa última noite em Vegas, com direito a um show de ilusionismo do mágico e comediante Lance Burton. Mas estes episódios serão narrados em uma próxima postagem. Até lá!