sábado, 16 de agosto de 2008

Jueves: La Provincia de Buenos Aires

Hoje saímos da capital federal argentina, a cidade de Buenos Aires, para conhecer suas cercanias, outras cidadezinhas que ficam na Buenos Aires província. Ao todo, o país é formado por 23 províncias, o que corresponderia aos nossos estados. A longo da Avenida 9 de Julho - a mais larga da América do Sul - há 23 praças entre as pistas, que representam as províncias do país.

Ao sair da cidade, beiramos o Rio da Prata, que separa a Argentina do Uruguai e cuja margem oposta não se pode ver. Na região mais periférica da cidade está o Aeroporto para vôos domésticos e o gigantesco estádio do River Plate, com capacidade para mais de 80 mil torcedores.

As cidadezinhas na província são mais parecidas com lugarejos europeus. A vegetação ajuda a criar esse clima "Europa". Geralmente elas têm somente uma rua principal, uma avenida que é o centro comercial da cidade, e as ruas transversais e paralelas são residenciais. Casas muito chiques, por sinal.

Em Tigre, fizemos o famoso passeio pelo delta do rio Paraná. Uma hora de barco para percorrer 15 km de micro-ilhas, onde os argentinos mais abonados têm sua casa de campo e seu barco. No começo o passeio é legal, mas depois foi ficando entediante. O Bruno até dormiu, tadinho.

Culpa do guia que não parava de se repetir. Poxa, nem tem muito o que falar... é um rio, umas ilhas, umas casas, pronto. Cala a boca! Mas não. Ele não parava de falar, e falava dez vezes as mesmas coisas. Dez vezes! As mesmas coisas! Como eu disse, ele falava dez vezes as mesmas coisas. Vêem? Era assim que ele fazia.

Voltamos pra BsAs ciudad às duas da tarde, e pedimos pra ficar perto dos museus. Fomos no MALBA, no Museo Nacional de Belas Artes, no Museo de Design e no cemitério da Recoleta, que além da arquitetura dos mausoléus, oferece a curiosidade de ser habitado por dezenas - ou quem sabe centenas - de gatos. Serão as almas penadas? O Bruno diz que sim.

De noite fomos só no La Diosa, uma casa noturna que fica num lado meio obscuro da cidade (na beira do Rio da Prata), e que mais parece ser um bar de beira de estrada, pra caminhoneiros. Só jantamos e caímos fora.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Miércoles: caminando!




Amanheceu um dia lindo de sol. Depois de acordar, fazer xixi, tomar banho, escovar os dentes, tomar o desayuno, saímos caminhar pela cidade. Passamos no Banco do Brasil para resolver assuntos financeiros que poderiam ter sido resolvidos sem termos ido ao banco, e isso mordeu uma fatia de nosso precioso tempo. Primeiro revisitamos a praça do governo, entramos na catedral e seguimos caminhando até Puerto Madero. Fomos num museu flutuante e almoçamos no El Gatto.


Depois andamos até San Telmo, o bairro dos antiquários, artesanatos e chapéus. A arquitetura antiga encanta, mas os prédios não estão lá no melhor estado de conservação. Há muitas ruelas e becos, as calçadas são estreitas e me fizeram lembrar Tremembé, a cidade onde passei todas as férias de julho da minha infância e que também traz uma arquitetura colonial.


De noite fomos pra Palermo, jantamos no El Preferido, que não é exatamente um restaurante, mas sim uma venda, um armazém praticamente. Seguimos então caminhamos pelo bairro, percorremos as ruas mais agitadas, onde estão os bares e casas noturnas que são o principal atrativo do local.


O fim da noite foi divertido, fomos numa casa noturna chamada Te mataré Ramirez, um restaurante afrodisíaco cujo cardápio oferece pratos sensuais, como fatias de salmão em formato de vulva e pro aí vai. Os saleiros são em forma de espermatozóide e o ambiente é excitante por si só.






As paredes, o teto, tudo é de veludo vermelho, com espelhos, luz de velas, almofadas, e o cardápio ilustrado com temas sexuais é um convite ao prazer. Como já tínhamos jantado, comemos só a sobremesa. Fondue de chocolate com frutas da estação, lascas de brownie e trufas. Assistimos a um show teatral muito interessante! Apesar da proposta "erótica" e literária (paródias e citações de Shakespeare e outros escritores consagrados), a encenação cômica dos atores foi o forte do show, que está há cinco anos em cartaz.

Depois de andar tudo isso, pegamos um táxi pro hotel e nos entregramos aos braços de Morfeu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Segundo dia de lua de mel

Bom, não aguentei esperar... porque já estou ficando apavorada com a possibilidade de esquecer alguma coisa desta viagem que está sendo tão linda. Já que o Bruno continua roncando aqui do meu lado, vou descrever como foi nossa terça-feira.

Às sete e meia da matina o telefone tocou. Era nossa agente de viagens, dizendo que às nove eles viriam nos buscar para o city tour. Horário estranho, mas ela justificou dizendo que nós não atendemos o telefone na noite anterior, enquanto andávamos na tempeestade sob o mesmo guarda-chuva.

Nos arrumamos, tomamos o café mais gostoso do mundo - café de hotel é sempre um banquete - e um argentininho bonitinho, mas com os dentes levemente comprometidos, veio nos chamar para o nosso tour. Era um ônibus grande, quase cheio, de turistas brasileiros e de outras nacionalidades. Passamos pelos principais pontos da cidade, e a guia ia explicando primeiro em espanhol, depois em portunhol, depois em inglês, cada detalhe interessante do passeio.

Fomos na praça das nações, onde uma flor mecânica gigante abre de dia e fecha de noite, fomos na plaza del gobierno, onde está a casa rosada (você sabia que a casa rosada é rosada porque fora pintada com gordura e sangue animal para protegê-la da umidade e que continua sendo pintada de rosa por tradição?). Fomos no Caminito, en La Boca, lá onde fica o estádio do Boca Juniors. Passamos pelos belos bairros de Palermo e da Recoleta, zonas requintadas onde ficam as embaixadas, os museus, os monumentos principais da cidade. A idéia deste tour era mesmo de conhecer o que a cidade oferece, pra depois você escolher onde ir com mais calma. E olha... deu pra perceber que cinco dias é pouco.

Voltamos pro hotel e fomos almoçar em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. E lá eu saboreei a coisa mais deliciosa que já comi na minha vida: Lomo à Parisiense... era uma carne com molho branco e purê de batatas, simples, mas que sabor!

De tarde ... hmmm... não lembro o que fizemos de tarde! Fomos às compras? Sim, sim, Bruno acabou de confirmar que na terça saímos torrar nossos reales, nossos pesos, nossa plata. Gastamos sem nenhum pudor. Sobretudo de couro, paletós, blusas de lã... fomos de personal shopper, um guia que te busca no hotel, te carrega as sacolas, te induz a gastar seu dinheirinho sem o menor escrúpulo e depois de devolve no hotel, tudo com muita simpatia. O nosso guia era argentino, mas falava um português impecável, sem aquele sotaque irritante de argentino, mas com um sotaque igualmente irritante de carioca.

Perdoem! Mas para mim não há nada mais pedante do que sotaque carregado. Um certo afetamento. Hum.

Depois que chegamos no hotel, acho que minha ficha caiu. Notei que estava podre, cansada talvez desde muito tempo, com toda aquela ansiedade que precedeu o casório, a canseira da festa seguida da noite de núpcias, depois fazer malas, viajar, chegar, sair, passear. Caí na cama antes das oito e só acordei no dia seguinte.

Falar nisso, vou acordar o Bruno pra gente ir pra balada: vamos no cassino ver se estamos com sorte no jogo, e depois, se ganharmos algo, gastar tudo no La Diosa, uma boate em Palermo. Brinde da agência de viagens. Buenas noches mi queridos. Y hasta luego.

Impressões de Viagem

Enquanto o Bruno dorme eu aproveito pra descansar ao seu lado... li mais um belo capítulo da biografia do Hendrix e agora resolvi atualizar minhas impressões de viagem. Sim, pois se não as ponho num papel ou na web, elas vão sumir da minha memória de peixe, cedo ou tarde.

Chegamos aqui na segunda-feira, no horário previsto de aterrissagem, mais precisamente, três e nove da tarde. No entanto, tivemos que esperar na pista para alguns aviões decolarem antes de desembarcarmos. Ao chegarmos no saguão do aeroporto, ninguém da agência estava esperando por nós, como era pra ser, então resolvemos buscar informações. Isso demorou mais ou menos uma meia hora... até que descobrimos que eles nos esperavam às duas da tarde, e não às três e meia... assim, tivemos que pegar um táxi pro hotel.

Ainda no aeroporto me dei conta de que os argentinos são pessoas muito argentinas. Quero dizer com essa frase estúpida de que eu poderia, olhando para todo aquele povo que ia e vinha de diferentes lugares do mundo, apontar quem era e quem não era argentino. O argentino é, em primeiro lugar, elegante. Não importa o quão esdrúxulo seja seu corte de cabelo. A elegância do argentino é inquestionável.

No hotel: nosso quarto é uma reconfortante mistura do clássico com o moderno. TV LCD, cômodas art noveau e um quadro impressionista na parede. Cama king size delícia, banheira hidromassagem maravilhosa... enfim. Um hotel 4 estrelas.

Obs.: Bruno começou a roncar.

Saímos pra comer às seis da tarde, porque até então só tínhamos degustado aqueles cereais e amendoinzinhos chinfrins que essas companhias aéreas nos dão. Para recompor os ânimos e o bom humor, nada do que uma dica quente do Caetanão: fomos comer o famoso chorizo jugoso con papas fritas do El Establo, que fica a três quarteirões de onde estamos. Eu não fazia a menor idéia do que era um chorizo jugoso. Na verdade, podia ser qualquer coisa, que no estado de fome em que nos encontrávamos... enfim. O tal chorizo é um pedaço descomunal de uma carne saborosíssima, o jugoso é o adjetivo divinal para mal passado; a carne meio cruda, sagrando, uma carnona de verdade, não esses bifinhos que a gente no Brasil pensa que é carne.

Depois de jantar e de ficar com o zóio parado e a barriga pesando, fomos caminhar pela peatone Florida (rua de pedestre, eu acho que peatone é pedestre, Caetano me diga se eu estiver errada). Tava garoando, mas a garoa apertou, fomos então atrás de uma sombrinha, ou como dizem aqui, un parágua. Fomos numas 10 lojas e nada. O jeito foi então ir ao shopping. Um lugar chique, requintado, onde certamente pagamos uma fortuna por um guarda-chuva bengala da Voghe. E assim que saímos, adivinhem: a chuva parou? Não. Mas tinha um cara vendendo sombrinhas por uma bagatela. E durante a caminhada, cada lojinha que a gente passava tinha mil paráguas pra vender, de todos os preços, cores, estampas. Pffff!

Em nossa caminhada, fomos observando a suntuosidade dos prédios antigos, a elegância anteriormente citada dos argentinos em ternos de risca de giz, paletós de lã, chapéus, casacos de couro, seus cortes de cabelos curto-compridos - como bem observou nossa querida Eliza - enfim, esse jeito argentino de ser. Os velhinhos são os mais elegantes. As senhoras, sempre muito bem vestidas e penteadas, maquiadas... chiques. Um povo bonito de ficar olhando e admirando.

Nas ruas, além do espanhol e do português, ouvimos francês, italiano e inglês. Buenos Aires é uma cidade cosmopolita! O mundo inteiro está querendo respirar os bons ares daqui. Dizem que tudo é muito barato. Mas eu não achei muuuuito barato. Achei que alguma coisa ou outra é mais barata do que no Brasil. Mas dizer que tudo é barato, hmmm, não sei não... eu acho que é exagero. E como não entendo nada de economia, detesto fazer contas e não sou de economizar, vou ficar bem quieta. Um aviso aos naufragantes: aqui é fácil de afundar em dívidas!! Tudo é lindo e dá vontade de levar pra casa.

Amanhã tem mais. Beijos!

Cultivando el panzón!


Apesar de estarmos caminhando bastante, creio que as calorias ainda nos vencem. Também... com esses pratos carnívoros - muito mais afrodisíacos que os pratos eróticos do restaurante de ontem à noite - fica impossível almejar uma dieta. Nham nham. Chorizo jugoso, lomo al hierbas... hmmmm... sem falar nas cervejas. Apesar de eu não ter provado toda a variedade de cervejas aqui existentes - por un precito muy bajo - as cervejas nacionais Quilmes e Isenbeck já estão na minha lista de preferidas, entre a Heineken e Stella Artoir.





Lua de Mel em Buenos Aires

Uhuuuuuuu... seguramente una ciudad muy bela! Estamos ótimos. Nossos celulares não funcionam. Mas nosso portunhol até que tá funcionando, hehehe... ontem fomos a um restaurante afrodisíaco onde assistimos a um teatro-cômico-erótico muito legal! Beijos a todos...















Seguem algumas fotos da nossa lua de mel... não vou escrever nada porque não temos muito tempo, uma semana é pouco e Buenos Aires é uma cidade com muita coisa pra se fazer; e como uma imagem vale mais do que mil palavras...



domingo, 16 de março de 2008

08/03/2008 - Swimming with the sweet dolphins



Depois de fazer o check out e antes de ir para Tampa, tínhamos um compromisso muito importante marcado para encerrar nossa estadia em Orlando: nadar com os golfinhos!

Chegamos no Discovery Cove, o aquário de água salgada onde você pode passar o dia mergulhando entre enguias, peixes exóticos e tubarões - destes últimos sempre mantendo uma distância segura de alguns centímetros de vidro, é claro - e tomamos um belo café da manhã. Colocamos nossos sleeves e snorkels e ficamos a manhã toda explorando as profundezas relativamente rasas dos aquários, até a hora do almoço.

Comemos bem - todas as refeições faziam parte do pacote - e esperamos até dar a nossa hora pra o tão esperado encontro com os golfinhos. Assistimos a uma breve palestra e fomos para o aquário principal, onde aqueles belos e dóceis animais trabalham duro para nos entreter.

Os golfinhos são encantadores, inteligentes, sociáveis e talentosos. Eles emitem sons engraçados por aquele buraquinho que têm em cima da cabeça. Adoram um cafuné no dorso e na barriga, beijinhos no queixo, peixes fresquinhos para recompensar as manobras que demonstram, e um gelinho sabor peixe cru pra matar a sede.

Depois de tudo, eles ainda nos dão uma carona muito divertida até a parte rasa do aquário. Basta segurar nas barbatanas superior e lateral do seu corpo - que parece feito de borracha - e pronto, em alguns segundos você já está onde dá pé. Para finalizar, um balé aquático de golfinhos, muito perfeitamente sincronizado! Um verdadeiro show!

Depois nadamos na piscina aquecida e de água doce e corrente, que dá a volta em todos os aquários de água salgada. Foi um dia inteiro na água, deu pra enrugar e eu até desidratei, passei mal no final da tarde e fui de ambulância pro hospital. Mas fiquei boa logo e pudemos seguir nossa viagem pra Tampa às sete da noite.

Chegamos em Tampa e jantamos o mais tradicional prato americano: hamburger e fritas. Demos entrada no hotel e caímos no sono numa confortável cama king size! Muito providencial após dormirmos em camas separadas no hotel da Disney… ehehehe…
Nossas férias estão tão perfeitas, até parece lua de mel.

07/03/2008 - Magic Kingdom



Nosso último dia em Orlando foi no parque mais famoso da Disney, onde está o castelo da Cinderella e onde todos os personagens desfilam! Você tem duas opções pra chegar lá, uma delas é de trem e outra de barco. Fomos de barco, mais ou menos dez minutos de travessia, mas a ansiedade faz parecer mais demorado.

A primeira coisa que fizemos ao chegar lá foi tirar aquela famosa foto com o castelo de fundo. O céu estava fechando, o que deixou a nossa foto mais surrealista e bonita, na minha opinião, claro.
De brinquedos emocionantes, tinha a Space Mountain e um barquinho que ia na boa e de repente caía, mas nenhum deles chegou nem perto da montanha russa do Aerosmith.

Houve dois desfiles durate o dia chamados Family Parade, e de noite teve o desfile principal, quando todas as luzes se apagam para os carros com os personagens, cujas roupas eram infestadas de luzinhas, brilharem na avenida.

Depois deste desfile teve o famoso show pirotécnico, quase chorei de emoção! Tem todo um show sonoro além dos fogos… e os rojões explodem em perfeita sincronia com as músicas e as falas. Uma beleza, uma perfeição, um sonho!

Embaixo de chuva, bem verdade… na volta, pegamos o barquinho e no caminho do barco pro carro a chuva resolveu cair de verdade. Resultado, ficamos encharcados, o Bruno meio mau humorado, e eu achando tudo lindo!

Voltamos pro hotel, tomamos um banho e começamos a arrumar as malas pois amanhã vamos pra Tampa, cidade onde fica o Busch Gardens.

sexta-feira, 14 de março de 2008

06/03/2008 - MGM Universal Studios



Hoje foi um dia muito divertido! Na MGM estão os dois brinquedos mais emocionantes na minha opinião: a montanha russa do Aerosmith e a torre do terror.

Além do mais, almoçamos num restaurante que imita aqueles cinemas antigos, nos quais as pessoas assistiam aos filmes de dentro dos seus respectivos automóveis.

As outras atrações foram filminhos 3D, uma apresentação meio circence do Indiana Jones e passeios pelos cenários incrivelmente realistas da MGM.

Hoje é o nosso penúltimo dia na Disney. Mas muitas emoções ainda nos aguardam, vocês verão! Então até lá.

quinta-feira, 13 de março de 2008

05/03/2008 - Às compras de conversível







Acordamos meio tarde demais pra aproveitarmos os parques, por isso resolvemos tirar o dia pra ir nos outlets fazer compras. Para tanto teríamos que pegar o carro que alugamos pra viajar pra Miami alguns dias antes do previsto, então ligamos na locadora pra ver se rolava mesmo e tudo deu certo.




Quase morri de emoção quando o Bruno veio me buscar no saguão do hotel naquele PT Cruiser branco, com a capota aberta, todo galã, de óculos escuros e cara de safado! Esse meu maridão é fogo… o melhor de todos! Mulheres, podem morrer de inveja… homem como o meu, difícil de encontrar. Mas continuem tentando, quem procura acha, minha vó sempre dizia.




Compramos um monte de roupas chiques por precinhos inacreditáveis. Coisas que no Brasil custam o olho da cara… tenis e roupas da Adidas, calças da Levis, blusas e camisas da Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, Gap… pela primeira vez na vida vou vestir roupas de marca!




Quase 30 anos na cara e nunca tive uma Levis! Na verdade, não porque eu não podia comprar, mas sim por uma questão de princípios… Acho um absurdo, uma falta de noção de mundo gastar uma fortuna numa calca jeans, ou num tenis, numa camisa… Mas da mesma forma, é incrível pagar 15 pila numa blusinha que no Brasil não custaria menos de 60, ou 60 numa calça que aí eu pagaria 180, porque só assim faz sentido e até me dá gosto de ostentar roupas de marca.




Claro que estava me sentindo o máximo, fazer compras em Orlando e encher o banco de trás de um conversível com sacolas e mais sacolas de roupas novas deixa qualquer ego nas alturas. E para comemorar e fechar nosso dia com chave de ouro, fomos jantar num restaurante na Itália, dentro do Epcot Center.


Chegamos um pouco antes do horário da reserva e aproveitamos pra dar um pulinho na Alemanha tomar um chopp. Fomos então pra Itália, jantamos maravilhosamente bem, eu comi um salmão delicioso com camarões e ostras e o Bruno foi num macarrão tipo fetuccini. Depois da janta terminamos de percorrer os demais países, compramos mais alguns presentinhos e voltamos pra casa muito satisfeitos e felizes!




quarta-feira, 12 de março de 2008

04/03/2008 - Animal Kingdom




Acordamos quando deu na telha e já passava das dez quando terminamos de tomar café. O primeiro parque que fomos foi o Animal Kingdom, que na verdade é mais um zoológico que um parque, não tem muitas atrações radicais, mas só a montanha russa do pico Everest já faz valer a pena!



De tarde, depois de explorarmos todos os cantos do reino animal, fomos pro Epicot Center. Depois de entrarmos naquela bola gigante e viajarmos no tempo, fomos pra Marte, numa missáo especial apavorante, mas muito bem sucedida - apesar de o Bruno ter passado mal depois desta experiência.


Esta atração é de fato a mais pesada, tanto que você pode optar pra ir na fase iniciante, mas a gente é muito macho e ignorou o aviso… quase morremos do coração! Trata-se de um simulador de lançamento de foguete, treinamento pra astronauta. Forças gravitacionais medonhas, velocidades estonteantes, gravidade zero… porra, você pode morrer fácil fácil numa brincadeirinha dessas… me borrei, mas curti! O Bruno, tadinho, quando saiu tava branco, suado, passando mal… ficou com ar na cabeça, segundo ele, com o cérebro flutuando. Por isso ele não foi no outro simulador de vôo comigo, dessa vez mais light, mas nem por isso menos emocionante.



De noite vimos o show de fogos e voltamos pra casa porque o parque estava fechando, mas combinamos de voltar no dia seguinte pra terminar de explorar o mundo!

terça-feira, 11 de março de 2008

03/03/2008 - Disney World, where your dreams come true!

Acordamos cedinho e fomos pro DIA, Denver International Airport. Inevitável a lembrança do dia que cheguei aqui, completamente sozinha e perdida! Mas agora ao lado do meu gatinho, com o inglês mais afiado e rumo à Disney, nada a temer, só a ansiar…
No Aeroporto em Atlanta

Depois de entregarmos o carro na locadora, pegarmos o trenzinho pra ala correta do aeroporto - que é gigantesco - tudo na maior correria porque chegamos em cima da hora, o Bruno esqueceu de tirar o cinto pra passar na porta de detector de metal e foi levado por um policial pra ser revistado. No fim tudo deu certo, mas quase per demos o vôo, foi o tempo de chegar no portão de embarque e entrar no avião! Ufa… que sufoco!
Dentro do Disney Magical Express

Fizemos uma ponte aérea em Atlanta e chegamos em Orlando quase uma hora depois do previsto… viu, não é só no Brasil que os vôos atrasam! No aeroporto pegamos o Disney Magical Express, ônibus que nos levou até nosso hotel dentro da Disney, o All Stars Movies.
Nossa bagagem no saguão do hotel

Fizemos o check in, levamos nossas tralhas pro quarto, tomamos um banhão, nos arrumamos e fomos pra Downtown jantar no Planet Hollywood. Comemos exageradamente bem e fomos passear, conferir as lojinhas e atrações eletrônicas, aqueles simuladores interativos malucos, muito divertido! Íamos curtir uma balada e tomar uma cervejinha, mas esquecemos nossas identidades no hotel e meus pés estavam me matando porque quis ser chique e fui de vestidinho e bota, mas o que tem que andar não é brincadeira, então dei uma de mulherzinha e quis voltar pro hotel… de taxi!

Mas eu não estava uma gracinha?

segunda-feira, 3 de março de 2008

02/03/2008 - Here we go!




Dormi mal, acordei pior, e só melhorei depois de tomar uns chás de madrugada. Nevou a noite inteira e voltou a fazer frio, pois os últimos dias estavam quentes - entre zero e cinco graus - e ensolarados. Levantamos, acordamos a Ashey e o Shane e fomos todos tomar um café cinco estrelas no Sunshine.



Voltamos pro housing pra deixar os dois e a hora da despedida foi mais difícil do que eu imaginava. Deu um nó na barriga de novo… e senti aquela mesma sensação estranha do dia em que o Bruno chegou. Claro, outras partes do nosso plano estavam prestes a se concretizar.



Mas sim, uma parte de mim ficou em Keystone. Vou sentir saudades dos meus amigos, dos meus roomates, das baladas e festas, do meu snowboard que vendi pra uma peruana, da vista maravilhosa, das montanha, ah, quantas marcas da minha bunda não deixei impressas nestas montanhas!




Mas era hora de ir… e fomos pela Loveland Pass, uma estradinha sinuosa no meio das montanhas, onde a grande maioria dos trechos é sujeita à avalanches, então parar, nem pensar. Enfrentamos uma tempestade de neve no meio do trajeto e algumas vezes não dava pra enxergar nada além de um branco pertubador. Adrenalina pura! Mas saímos ilesos.




Quando entramos na Interstate, porém, nos deparamos com um engarrafamento animal… domingo de tarde, é claro que todo mundo volta das montanhas pra Denver. Foi então que o Bruno viu uma placa indicando o túmulo do Bufalo Bill. Fomos conferir, saímos do engarrafamento e subimos a montanha pela estradinha que a placa indicava, mas infelizmente o monumento e o museu estavam fechados. Seguimos pela mesma estradinha e saímos em Denver, sem engarrafamento, e com direito a uma visão panorâmica de vales, montanhas, cidadezinhas… perfeito!




Chegando na cidade paramos no Denver Art Museum, que nos chamou a atenção pela arquitetura arrojada. Lá visitamos a mostra Impressionista e outras exposições. Demos uma volta pelo centro e viemos pro hotel, onde estamos agora.




O Bruno tá roncando bravamente e eu pela primeira vez estou feliz por ouvi-lo roncar! Agora vou tentar dormir pois amanhã nosso vôo para Orlando sai às sete da matina, o que significa que teremos que acordar às cinco, que por sua vez significa que provavelmente eu vá acordar de mau humor.



Será, acho que não, pô, tamo indo pra Florida, calorzinho, Mickey, Pateta, montanha russa, uhuuu! Sem falar que vamos ficar num hotelzão arregado dentro do parque… e que vamos andar de carro conversível. E que vamos nadar com os golfinhos!



Ai, a gente é muito chique! Então tá né. Boa noite.

01/03/2008 - Sightseeing



O Bruno acordou cedinho e tentou, em vão, me tirar da cama… fazia tempo que eu não dormia um sono tão pesado e gostoso, sem interrupções! Incrível como eu me sentia insegura aqui e não sabia. Dormi tranqüila nos braços do meu nenem.



Fomos tomar café em Silverthorne e na volta paramos no Lake Side, onde tem a vila e a pista de patinação no gelo. Depois fomos pra Breckenridge, passeamos e almoçamos no restaurante do Forest Gump, Bubba Gump. De tarde voltamos pra Keystone e fomos pra River Run. Mostrei a vila, o lugar onde trabalhei por esses meses, as pistas de esqui. Compramos alguns presentinhos e voltamos pra casa, ufa, eu tava podre!

Podre mesmo, depois de tudo que comemos comecei a passar mal do estômago e fui pra cama. O Bruno ficou socializando até altas com meus amigos.

Odeio essa sensação de ir embora… agora há pouco fizemos as malas, desmontei meu quarto inteirinho, as paredes ficaram vazias sem as minhas poesias, posters, painéis… deu uma depressãozinha básica e um mal estar psicossomático, provavelmente. Well… lets wait for tomorrow morning.

29/02/2008 - Welcome to Keystone, Bruno!



Hoje acordei cedinho e fui com a Ashey e com o Shane (amigo dela que chegou em Keystone ontem) tomar café em Silverthorne. Estávamos muito ansiosas pela chegada do Bruno e o dia demorou mais do que o normal pra passar.

Conforme a hora foi chegando, foi me dando um frio na barriga e uma sensação estranha… não podia acreditar que dali a poucas horas veria o meu gatinho depois de quase três meses!

Quase no final da tarde meu telefone tocou e era ele: Xanda, tô aqui em baixo. Desci os três lances de escada quase voando, e quando cheguei lá embaixo caiu a ficha: sim, o Bruno estava em Keystone, bem na minha frente! Pulamos no pescoço um do outro, beijamos, abraçamos e ficamos dando risada feito dois retardados.

Subimos e ele conheceu a Ashey e o Shane. Matamos a saudade, enfim… nos arrumamos e fomos jantar no Ruby Tuesday com meus amigos Ron e Lisa. Depois fomos todos pro Goat curtir a balada. Jogamos foosbal, curtimos a banda, dançamos um pouco e então bateu o bode e voltamos pra casa.

Que sensação esquisita nos encontrarmos aqui… hehehe… Mas muito sabiamente, o Bruno disse que esta sensação ocorre todas as vezes em que os planos começam a se tornar realidade. Ainda estou meio no ar… ansiosa pra ir pra Denver, depois pra Disney, depois pro Brasil, e não vou mentir, também ansiosa por voltar aqui em abril e ano que vem, se tudo der certo, pra morar, depois é claro da minha formatura e do nosso casamento!

Todos os nossos planos, desejos e sonhos têm se concretizado. Claro que a gente dá um duro danado pra isso. Mas eis a recompensa… onde estamos, onde chegamos, aonde ainda vamos chegar! Somos um casal de sorte… e sem dúvida formamos um belo par.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

20/02/2008 a 28/022/2008 - Uploading Information



Faz tempo que não atualizo isso aqui... a realidade é que os últimos dias têm sido difíceis, todos estamos meio deprimidos pelo que aconteceu e também porque eu estou indo embora. Bom saber que vou fazer falta... mas vou sentir muitas saudades daqui também, das pessoas que conheci e principalmente dos amigos que fiz.


Os americanos me surpreenderam. Não sei se por causa do Bush, mas a imagem que tinha deles era negativa. No entanto, me deparei com pessoas extremamente maravilhosas, e os americanos imbecis com quem cruzei não fizeram a menor diferença.


Estou feliz porque amanhã o Bruno chega e talvez isso tenha me dado fôlego pra voltar a escrever... quase três meses longe do meu amor, a saudade tá que não cabe mais dentro do peito! Hoje nos falamos por telefone e pedi pra ele trazer quinze camisinhas pra amanhã, porque como não estou tomando nenhum anticoncepcional, temos que nos prevenir de alguma forma. Minha porta está pronta, e a Amber já está avisada de que provavelmente ela não vá conseguir dormir pelas próximas duas noites, hehehe...


Bom, voltando à nossa interminável noite, apesar de estarmos todos jururus, temos nos esforçado pra conseguir nos divertir, afinal de contas, a vida continua e estamos no Colorado, o estado mais festeiro dos Estados Unidos. Quando não saímos, fazemos nossas festas aqui em casa, e desde que a Ashey tá morando aqui nossa casa virou um agito. É um entra e sai de gente, incluindo advogados, detetives, policiais, jornalistas (dei até entrevista!) e os amigos é claro.


Temos ido no hot tub quase todas as noites também. Não tem nada melhor pra relaxar e deixar os problemas um pouco de lado. Continuamos freqüentando o nosso segundo lar - a saber, o Goat - assiduamente, assim tenho aperfeiçoado minhas técnicas de pebolim e sinuca.


O Drew, nosso amigo que foi espancado na festa, voltou ontem da Florida e já está quase cem por cento melhor. Nem parece que tava tão feio há alguns dias atrás. Infelizmente o cara que começou a briga não está mais aqui e eu acho que o caso dele vai acabar em pizza. E ele gastou mais de seis mil dólares em medicamento, hospital, médicos... fora o tempo que ficou sem trabalhar.


O julgamento será em abril e eu vou ter que estar aqui, claro que não vou precisar pagar nada, o governo dos EUA vai me bancar, passagem, hotel, alimentação, tudo. Uma beleza. Pelo menos vou poder viajar de graça. Uma pena o motivo ser tão mórbido.


Mas daqui 13 dias tô chegando para a felicidade geral de vocês. E volto com exigências: quero um churrasco com muita picanha mal passada e farofa!



19/02/2008 - The court


Acho que se dormi três horas foi muito. A Ashy me acordou às sete da manhã pra gente se arrumar e ir na audiência em Breckenridge, que só seria às dez e meia, mas ela não conseguia mais dormir. Tomamos um café e ficamos fumando um cigarro atrás do outro até dar a hora da gente ir.

Chegamos lá e tinha uns dez presos com aquelas correntes no pé, uniforme listrado e numerado, como nos desenhos animados e nos filmes. Comecei a procurar pelo cara, ele tava sentado com um guri e um velho, provavelmente um parente e o advogado.

Toda a seção foi traduzida simultaneamente do inglês para o espanhol, pois não havia nenhum intérprete brasileiro ou português lá. Foi uma palhaçada; o juiz só disse porque ele estava naquela audiência, e que ele estava proibido de beber ou consumir qualquer tipo de drogas incluindo marijuana, e que não poderia se aproximar da vítima, nem da casa da vítima, nem do trabalho da vítima etc. O advogado dele fez uma petição, pois seu cliente não tem mais emprego aqui e quer ir pra Carolina do Norte, onde ele tem parentes que o podem sustentar. Porra, o cara tem grana pra pagar 15 mil dólares de fiança e agora não tem dinheiro pra continuar aqui… palhaçada revoltante. Na sexta o juiz vai dar a resposta para esta petição e o julgamento mesmo só será daqui a alguns meses, depois de algumas audiências.

Frustrante. Saber que o cara tá solto… ele tava rindo o filho da puta. Ficamos brochados. Viemos pra casa e a Ashey fez uma comida… de tarde eles dormiram e eu fiquei aqui zumbizando. A Amber chegou de Denver deprimida e eu fiquei consolando ela… falei com o Bruno pela internet… às sete fomos no hot tub e desta vez arrastei a Amber. Bati na porta da mulher que cuida do centro de recreação onde ficam as piscinas e ela estava com a minha chave, graças!

Agora acabei de chegar e a Ashey e o Jeff foram tomar banho juntos… espero que eles aproveitem bastante. Porque a Ashey disse que, apesar de não se lembrar de nada, só pelo fato de ela saber ela não consegue sentir nenhum prazer quando ele tenta alguma coisa com ela… e ele não insiste, o Jeff é um amor de menino, quieto, paciente, divertido, inteligente, fico feliz que ele esteja do lado dela nestas horas, compreendendo e ajudando. Mas sei lá… é triste… ver a carinha deles, olhando um pro outro, tão apaixonados e sem ter nenhum clima pra praticar umas safadezas. Foda… sabe que nem eu sei se eu teria clima pra isso, porque eu vi, eu lembro de tudo, e quase vomito quando me lembro… mas chega de falar nisso.

Vou nessa. Nanar!!!! Piscina dá fome e já laricamos o resto do almoço… agora bateu um sono… então boa noite.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

18/02/2008 - Why, Lord, why…

Poster que ganhei pra desenhar na garrafa maior... eu só tinha canetinha verde e preta, então... achei que ficou legal!!! Clique na imagem para ampliar. Do not swallow, it's a bottle full of poison!

To começando a achar que Deus tá de cara comigo. Como eu previa, levei a bronca no trabalho e assinei minha primeira advertência, mais duas dessas e eu sou mandada embora. Isso foi o de menos. Durante o trabalho virei a minha unha fazendo uma cama, ela quebrou bem no meio da carne, sabe, descolou pela metade, ai que dor filha da pu...


Depois do almoço recebi uma ligação da Ashy perguntando se eu tinha lido o jornal… saiu uma nota sobre o caso e ela contava uma história diferente da que os detetives nos disseram. O cara está solto, pagou a fiança de quinze mil doletas, vai responder o processo em liberdade e a pena é de 4 a 12 anos de cadeia, se for condenado. A primeira audiência é amanhã de manhã às 10:30 então troquei meus days off pra amanhã e depois ao invés de quarta e quinta.


De noite eu, a Ashy e o Jeff fomos no Wall Mart, em Frsico, comprar umas roupas mais formais pra audiência. Comemos um cheese burger e compramos uma caixa de cerveja pra tomar em casa, pois a gente sabia que tinha uma longa noite pela frente…


Na volta passamos no Goat pra encontrar com a Tina, ela tava com a chave do antigo apartamento da Ashy (aqui no primeiro andar), e a Ashy precisava ter entregue a chave hoje. Então a Ashey desceu do carro e entrou no bar pra buscar a chave, mas segundo ela, a Tina tava com uma amiga velha e gorda e ambas estavam bêbadas… enfim, esta amiga da Tina jogou um copo de cerveja na Ashey, que por sua vez saiu do bar furiosa e chorando, mas pelo menos ela tinha pegado a chave.


No meio do caminho, porém, Ashey notou que a Tina tinha dado uma chave errada, então voltamos pro bar, desta vez o Jeff desceu e eu fiquei tentando conter a Ashy no carro. O Jeff voltou pê da vida, a Tina disse que a chave certa tava na casa da gorda amiga dela. Saímos do estacionamento do bar pra casa, e assim que entramos na highway fomos abordados por uma viatura da polícia rodoviária. O Jeff encostou o carro, baixou o vidro e os cops pararam atrás da gente com o farol alto e mais um spot de luz iluminando nosso carro. Ficamos dando risada, porque não, não tem mais nada nesse mundo que possa acontecer com a gente! Então os cops desceram do carro com suas lanterninhas superpotentes e nos abordaram. Sentiram o cheiro de cerveja dentro do carro, já que a Ashey tinha acabado de tomar um banho, viram a caixa de Coors Light me acompanhando no banco de trás e supuseram que o Jeff poderia estar bêbado. Então depois de pedirem os documentos do carro, carteira de motorista, checarem todos os documentos do Jeff, aplicarem o teste de grau alcoólico nele, tudo na mais perfeita educação harmonia, fomos liberados.


Chegamos em casa exaustos… tomamos umas cervejas, fizemos um som e eles foram dormir. Então eu fiquei sozinha na cozinha, just as lonely as I wanted to be. Singing alone in Keystone. E fiz uma canção pra minha amiga. Quem quiser ouvir, só acessar o link na seção “Vídeos e links interessantes“, no canto esquerdo superior desta página.


São três horas da manhã e eu não tô com o mínimo sono… quer dizer, não tô com vontade de dormir, porque sim, estou cansada… mas simplesmente o dia de amanhã incomoda. Bem… a música explica. Basta compreender meu inglês macarrônico.

17/02/2008 - Loose your mind and you loose everything

Eu e a Ashy pouco antes daquela maldita brazilian party...

Não sei onde estava com a cabeça. Saí do trabalho com o cardkey que deve ser devolvido ao final de cada expediente. Só me dei conta que tinha esquecido quando cheguei no hot tub… tentei ligar no trabalho pra avisar, mas já era tarde e ninguém atendeu. Provavelmente vou ter que assinar uma advertência amanhã. Erro grave contra a política de trabalho da Vail Resorts não devolver a chave que abre todas as portas do hotel. Mas enfim… agora já foi.


Saímos do hot tub, a Ashey foi dormir no Jeff e o Tillmann veio me trazer em casa. Mas cheguei aqui e me dei conta de que tinha deixado minha chave no vestiário do hot tub. Bati na porta pra ver se o Jeff (meu roomate) estava, mas ninguém respondeu. Liguei no celular dele e ele não atendeu. Liguei pro Jeff namorado da Ashey pra ver se eles podiam voltar e me emprestar a chave, mas ele também não atendeu. Então liguei pro Tillman e expliquei que estava sem a chave, ele voltou me buscar e fomos no hot tub tentar resgatar meus pertences, porque no meu chaveiro está meu ski pass, minha employee ID, a chave da minha P.O.Box, a chave de casa e um abridor de cerveja portátil que afanei do hotel. Mas já passava das nove e o hot tub fecha às nove, o que significa que o código que abre a porta não funciona depois deste horário.


Então fui pra casa do Tillmann, já que não tinha pra onde ir e ninguém estava atendendo a porra do celular. O roomate dele, Josh, é chefe de cozinha num restaurante no topo da montanha e ele tinha acabado de chegar do mercado e estava empolgado pra cozinhar. Jantei um macarrone and cheese emperequetado com temperos mil e lá pela meia noite consegui falar com o Jeff meu roomate, ele estava chegando em casa. Então o alemão me deu uma carona, de novo, pra casa.


E adivinhem se não esqueci mais nada… deixei minha carteira de cigarros no Tillmann… agora tô aqui, comendo as unhas sem cigarro, preocupada com a minha chave, com a bronca que vou levar no trabalho amanhã, enfim aquela velha história… não esquece a cabeça porque tá grudada no pescoço… e ai ai, meu pescocinho vai rolar amanhã.


Tsc. Whatever.

16/02/2008 - It’s getting better all the time



A Ashy e o Jeff chegaram de Denver e me ligaram, então avisei que o quarto da Brit tava vago e na mesma hora a Ashy foi resolver os tramites da mudança.

Assim que eu voltei do trabalho ajudei ela subir e ajeitar as coisas no seu novo quarto! Lá pelas sete da noite o Jeff chegou e eles me convidaram pra ir no hot tub. É claro que eu não ia negar, tava sentindo uma dor terrível na lombar e até achei que fosse o meu ciático inflamando de novo. Mas felizmente a dor era por causa daqueles dias malditos por quais todas as mulheres não grávidas passam mensalmente. Mas nada que um belo jato de água quente dentro de uma banheira gigante não aliviasse.

Diferente dos outros dias, desta vez levamos umas cervejas num saco cheio de gelo, então foi mais relaxante e divertido. Demos caldo uns nos outros, fizemos sauna, competição de natação, mas logo chegou um cara com o filho então tivemos que nos conter e esconder as cervejas, porque não pode entrar com bebida no hot tub.

Alguns minutos depois chegou o Tillmann, um alemão que a gente já conhecia do Goat e do Snake. Ele mora no Summit Cove, então ficamos nós quatro mais um tempo cozinhando na banheira, até que a fome bateu e fomos jantar no Wendy’s, uma lanchonete muito mais interessante do que Mc Donnalds ou Burguer King.

Enchemos a pança e fomos deixar o Tillmann em casa, ficamos um pouco lá e depois voltamos, era quase meia noite. Não existe nada mais relaxante, principalmente nesses dias, do que um hot tub, uma boa sauna e uma piscina aquecida pra nadar… mil vezes melhor e mais funcional do que relaxante muscular, certamente. Ah, mas os buscopans caíram bem antes de dormir.