sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A Última Postagem do Ano!!!!

A todos os meus Familiares e Amigos e Leitores deste blog um Feliz Ano Novo cheio de paz, amor, e muitas conquistas!

2011 VEM AÍ!!!!

Contagem regressiva...

Deculpem a postagem rápida, mas por aqui muita festa e tanto assunto que seria impossível contar tudo numa só postada!!!!

Aguardem...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Família Zagonel Paim em Charlotte!

Hoje acordamos às cinco da manhã com tudo branquinho, e enquanto o Bruno foi para o aeroporto, eu fiquei em casa ajeitando os últimos detalhes para receber os nossos Papais Noéis do Brasil! 
 
É claro que eles se maravilharam com a bela paisagem nevada! E também adoraram nosso lar e seus aposentos... 

Depois de tomarmos café fomos logo abrir os presentes! Uma mala inteira era só pra nós! CD's, DVD's, pantufas, cintos, livros de culinária, pulseira, brinco, blusa, bolsinha de maquiagem,  cartões e cartinhas... veio muito mais coisas do que tinha na nossa lista! E assim nosso Papai Noel engordou da noite pro dia! Além de encher o nosso saco de neve! 

Obrigada a todos que nos mimam mesmo de longe... estamos com muitas saudades de vocês e  esperamos retribuir o carinho em breve!


 João Pedro escalando seu beliche!

 E "quebrando tudo" na bateria!

 Tava feliz o menino!!! Não parou quieto até a gente sair fazer guerra de neve.
Vídeos serão postados em breve.
 
 Gustavão e Bruno relaxing no sofá...

Enquanto a Berna desfazia as malas...

Depois do almoço e de duas garrafas de vinho, demos uma cochilada e de tardinha saímos passear. Primeiro os levamos para conhecer o campus da Universidade, que com neve fica ainda mais bonito! E logo seguimos para ver as luzes de Natal no autódromo da Nascar. Você não precisa sair do carro, e sintoniza a rádio num canal com músicas de Natal que fazem a "trilha sonora" do passeio. O João Pedro adorou as luzes, e nós adoramos entrar na pista de corrida e ver de perto aquele circuito oval com 45º de inclinação na pista! Ivo foi o assunto do evento... afinal impossível não constatar que ele iria curtir muito este passeio.

Beijos a todos e até as próximas postagens!

Feliz Natal!

Flagra: Bruno registrou o momento em que Mamãe Noela perdia o vestidinho... 
Alguns meses atrás, no aeroclube de Charlotte.

Então é Natal... o ano passou voando, e não sei se é imperssão, mas cada ano que passa parece que passa mais rápido. Meu aniversário foi ontem e hoje é Natal. Dez dias desde então, em que passei festejando, limpando, organizando a papelada da escola, cozinhando receitas pela primeira vez para as festas de Natal que de tão boas passaram num piscar de olhos. O mundo gira depressa... e nessas voltas nós vamos... hi Lilly, hi Lilly hoho!


Natal Parte I - A Vingança do Peru
Celebramos o Natal tradicional brasileiro na casa de amigos que conhecemos em Charlotte, na primeira semana em que aqui chegamos. Ana e Welson organizaram o evento para o qual compareceram cinco famílias brasileiras. Ao todo foram 24 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, muitos dos quais ainda não conhecíamos. Em todos os sentidos, foi uma GRANDE festa!!!

Natal Brasileiro - Christmas Eve 2010
 
Paula e Luís com os sobrinhos - são gêmeos, Roberta e Alexandre - nós, os Maldonado (Ana, Welson, João, Giovani), Mirna e sua turma (Márcio, Murilo e Lucas), um amigo deles que não lembro o nome, e esta  família enorme e maravilhosa que conhecemos lá... Ela brasileira, ele espanhol, com sete filhos das mais variadas idades, todos adotados! E brasileiros!  

Nosso Natal foi um American way do tradicional Natal brasileiro... cada um ficou encarregado de trazer sua própria bebida e contribuiu com uma parte da ceia. O peru ficou por conta dos donos da casa, afinal tinha que ser um peruzão daqueles pra alimentar a cambada toda!!! Mas o peru foi uma novela... Ana desabafa: o peru tinha que ser grande, mas enorme pra caramba, foi difícil de achar, difícil de colocar no carrinho, e depois de tanto trabalho, o peru não cabia no freezer... na hora de cozinhar, ficou cinco horas no forno, o forno pifou, peru não assou, e agora Noel? 

No fim foi tanta gente e tanta comida que o peru nem fez falta. Mas os três engenheiros que estavam no recinto tentaram consertar o forno, e acabaram por provocar três pequenas e sucessivas explosões. A  culpa foi do peru! Sabotagem, puro espírito de vingança. E mesmo com o forno arrumado, o peru não ficou pronto. O nosso peru de Natal foi um símbolo de resistência. Não foi comido porque não quis ser assado! Fica aí um belo exemplo a ser seguido, o exemplo do peru.

O host da festa e seu fogão depois dos reparos.


Fizemos um amigo secreto mucho loco, que na verdade não era amigo secreto, mas algo parecido, em que cada um saía com um presente - eu ganhei uma gaita de boca e Bruno uma coberta bem fofa e felpuda. No auge da festa os vizinhos ligaram: tinha outra festa aqui na rua de casa, da qual conseguimos pegar o finalzinho... e a previsão avisava: esse natal vai ter neve!




Natal Parte II - Let it snow, let it snow, let it snow!!!

Acordamos tarde e nada de neve, mas o dia estava estranho, entre o branco e o cinza, parecia mesmo que ia nevar. Dia preguiçoso, quando deu duas horas comecei a cozinhar o arroz com chanpagne e amêndoas, receita da sogrinha, para a segunda ceia natalina, desta vez seguindo a tradição americana - eles comemoram no dia 25, entre o almoço e a janta...

Fomos na casa de nossos vizinhos Belinda e Mike, que são grandes amigos e cozinheiros de mão cheia. Mike é o mestre do grill. Convidamos dois amigos - Teo (brasileiro de Natal) e Amit (um amigo indiano) que não têm família aqui e estavam sozinhos nesta data em que ter uma companhia é o espírito da coisa! E daí foi outra festa! E guess what, a neve veio com tudo... deixou a paisagem ainda mais natalina, tipo nos filmes... E uma comidarada sem fim!

Amit, Teo e Belinda


Nesse momento de satisfação gástrica plena, só posso dizer o seguinte: nosso Natal só teria sido melhor se o Santa tivesse trazido vocês aqui...


Natal Parte III - A preparação

João Pedro quando a gente saiu do Brasil... agora deve estar um mocinho!


Amanhã cedinho chegam em Charlotte a Berna, o Gustavo e o João Pedro!!! Sortudos, vão chegar aqui com tudo branquinho! Tô com peninha do Bruno, que vai ter que levantar às 5 da manhã pra buscá-los no aeroporto... mas tenho certeza de que ele irá com muito gosto, afinal, é sempre um prazer receber visitas do Brasil!

Esperamos que tenham tido um Natal excelente e que 2011 seja um ano de muitas conquistas, muito trabalho e muita garra pra que tenham muitos sonhos realizados, e principalmente, um ano com muita saúde pra encarar novas jornadas e novos desafios!!!

São nossos sinceros votos...

E Boas Festas!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Não deixe pra depois o que vc pode fazer com 32!

Yeeeey!!!!

O Semestre finalmente terminou e eu já posso comemorar meu aniversário!!! Ontem, nevertheless, foi o PIOR aniversário de todos. Primeiro, poque não dormi. Não por ansiedade, 32 são 32, veja lá que a marca é marcante, mas não fez a MENOR direfença, ante as (im)possibilidades acadêmicas.

Ontem foi a sengunda noite da semana em que passei em claro, não fazendo planos, não sonhando com um esplendoroso porvir, mas trabalhando, lendo, resumindo, interpretando. Argh! Morrendo de raiva. Escrevendo. E chorando. Acreditando, no máximo, num A. Ontem foi patético.

Poucas vezes senti pena de mim mesma. Neste aniversário, no entando, foi uma delas. Sabe o que é tocar o telefone e você optar por não atender, porque os ponteiros do relógio temem em correr enquanto você ainda está na página 3 de um 10-page paper? É muito frustrante.

Mas o que passou passou. Às seis da tarde - dead line pro meu paper - mandei o que pude por e-mail e me enfiei debaixo do chuveiro. Menos alguns graus lá fora... toca a campainha, atendo flores e um balão feliz - Happy Birthday!  Meu amor sempre me impressiona... sempre me mima e me fez feliz!

Tenho que me arrumar, imprimir meu trabalho, onde é o bar? Não sei, caralho! Tá tudo atrasado, estamos todos perdidos. Tá tudo virado de cabeça pra baixo. Faz dias que não durmo, e que não acordo o Bruno. Faz dias que me interno, e que me esfolo neste inverno. Menos alguns graus lá fora.

Está nevando.

Mas agora eu estou feliz, na medida em que é me dado estar! Se meu aniversário só começou agora, então não vai ter hora pra terminar!!!! Obrigada a todos os recados e aos parabéns que me foram dados! Agoreu vou preparar uma reviravolta, porque a vida só vai, e nunca volta!

Não deixarei para depois, o que posso fazer com 32.

Adeus, amigos!

Até depois!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Queridos Papais Noéis

Mais um ano passou voando e eu não fiz nada do que havia prometido no ano passado: não fui na academia, não parei de fumar, e isso pra falar somente nas promessas das quais me lembro. Se bem que eu dei uma boa emagrecida e minhas calças de novo precisarão ser ajustadas numa próxima ida ao Brasil. Mas isso se deve à quantidade de leitura e da falta de tempo para cozinhar e comer, sem falar nas caminhadas no campus, do meu escritório para a sala de aula, e de lá para a biblioteca, e da biblioteca para o estacionamento... ao todo deve dar bem umas 3 milhas... carregando livros pesados, é muito mais do que uma ginástica, é quase uma tortura. 

Também me esforcei pra caramba, mas de todos os papers deste semestre só tirei um A, o resto tudo B. Tudo bem. Se meu cérebro não consegue computar mais que 2 livros de 400 páginas por semana, é porque eu sou uma pessoa normal que aprecia outras coisas além de livros chatos sobre história da América Latina e Ditadura Militar brasileira; nada de errado nisso. 

Este ano aprendi que posso ler 300 páginas em inglês da noite pro dia, bastando para isso eu não dormir de noite e tomar muito café para me manter acordada durante o dia; (chazinho o c@^*%@#!). Também notei que estou escrevendo e me expressando em inglês mais naturalmente. Aprendi ainda que tenho um  ótimo marido cozinheiro, que apesar de ele ter sido totalmente negligenciado durante o semestre, tem me ajudado com os afazeres da casa e me tratado como uma princesa. Aprendi que televisão não é mesmo meu forte e  que vivo muito bem sem ela. Aprendi, enfim, que assim que eu terminar meu mestrado, vou demorar pelo menos uns 5 anos até fazer doutorado. 

Portanto, Papais Noéis, fica aqui meu balanço anual, com várias constatações e aprendizados... e com a humildade para assumir meus fracassos, também me defendo: eu tenho ralado e dado duro  por aqui... e adoraria receber como alento um saco cheio de parentes pro Natal. Pra matar a saudade e fazer um Natalzão daqueles, aqui em casa. Será que um dia vou conseguir realizar esse sonho? Senão agora, aceito somente os mimos e presentes  vindos do Brasil. Então, segue as listas de sugestões minha e do Bruno:

Xanda
·         Livro Rock Brasileiro dos Anos 80 (Arthur Diapeve)
·         Livro 1985: O Ano em que o Brasil Recomeçou (Edmundo Barreto e Pedro Só)
·         Livro Dias de Luta (Ricardo Alexandre)
·         Livro Diário da Turma 1976 - 1986: a História do Rock de Brasilia (Paulo Marchetti)
·         Livro Filho da Revolução (Carlos Marcelo)
·         Quaisquer livros que tratem sobre música e política
·         Quaisquer livros que tratem da transição entre Ditadura Militar e Abertura Política em 85.
·         CD’s do Chico Buarque (minha coleção foi extraviada)
·         CD’s do Chico Science
·         DVD’s de filmes brasileiros (menos Deus e o Diabo na Terra do Sol, e Lóki, que já temos: sugiro Bicho de 7 Cabeças, Estômago, Cidade de Deus, Se Eu Fosse Você, etc.)
·         Um cinto marrom não muito fino nem muito grosso
·         Café Damasco (pelo menos uns 3 pacotes, para dar tempo de durar até a próxima visita, que por sua vez deverá me trazer mais café)
·         3 Esmaltes Framboesa da Colorama
·         Boina Verde ou Bege

Bruno
·         Pantufa 40-41
·         Cinto marrom bem bonito
·         Um livro de receitas brasileiras ou de churrasco
·         Um daqueles limpadores de mesa pra recolher farelo
·         Um kit de fazer caiprinha

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Ditadura Esmiuçada!


No terceiro livro da série de Gaspari, e após ler pelo menos mais 6 volumosos tratados sobre a ditadura milica dos gaúchos no Brasil escritos por gringos como Thomas Skidmore, Victoria Langland e outros autores que minha memória encalacrada não consegue mais lembrar, me consolo com esta linda foto da minha princesa Alice, que habita um reino tão distante de me deixar aflita... no momento estou respirando para terminar as 84 páginas restantes da Ditadura Derrotada... Gaspari é um louco. Gênio. E como todo gênio, maluco. Mas quanto talento! Ler as barbaridades, tchê, é de amargar, mas a leveza do narrador espanta. 

Saudades de postar aqui... de escrever abobrinhas, de filosofar sobre a atualidade. Mas no momento estou atolada em 74 - e em parte em 1910, na Revolução Mexicana. Caudilhos malditos... porque é que toda  história é marcada por personagens tão pedantes????

A lista de natal está em andamento e será postada em breve. Papais Noéis via Berna, se preparem. 

E não tá uma bonequinha esta minha sobrinha neta?

Até mais ver.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bob Dylan em Charlotte



Assim que anunciei aos quatro ventos que ia no show do Bob Dylan, muita gente manifestou invejinha, inveja branca. Pois bem! Inveja branca eu não admito. Porque esse foi um show pra deixar, quem não foi, roxinho de inveja! Hoje eu vi um mito fazer um show intimista, num ginásio pequeno e espantosamente não lotado. E um Bob Dylan nem um pouco mais afinado; mas rouco, contido, velhinho e bem comportado.

Antes, um breve contexto:

Depois de dias e noites de auto comiseração acadêmica, sentindo pena de mim mesma por tanto esforço só ter - por enquanto - me rendido míseros B+, eu segui tentando, em vão, ser boa mulher, professora, dona de casa e musicista. Meu marido, Bruno, amado, também tem se sacrificado. Me ajudando nos afazeres de casa, lavando, cozinhando, fazendo compras, trabalhando, pagando contas. Eu ainda limpo. Boto a louça na máquina. E os meus sogros queridos, mal consegui paparicá-los... porque não tem sobrado tempo para mais nada além de livros, papers, book reviews, class plans. Quanto menos tempo pro Blog. Aliás, minha vida de blogueira anda pendurada por um fio. Portanto, nada mais merecidamente conquistado, do que um show do Bob Dylan num ginásio não lotado.

O espanto:

Estamos no outono, e o Ivo e a Fátima quando vieram, trouxeram o friozinho antes de partir em Outubro. O céu tem ficado do jeito que eu gosto, azulzinho daqueles de inverno. As folhas colorindo, e caindo. Um clima Halloween nas casas enfeitadas com abóboras e bruxas. Trinta e um tem trick-or-treat, e eu, não me dando conta de como o tempo passa rápido, ontem me lembrei num espanto: amanhã tem o show do Bob Dylan! Na hora escrevi no facebook. Mais pra me gabar do que pra lembrar pra mim mesma. Confesso.

O Ingresso:

Custou 25 dólares pra mim e 45 pro Bruno que não é aluno da UNCC. Barato. Primeira fila da arquibancada, poltronas 4 e 5. Pelo menos a fila era A (já que eu até agora só tirei B).


O show:

Proibido tirar foto com flash. Proibido filmar. Proibido fumar também. E a gente, na primeira fila, virou alvo dos lanterninhas, que sempre nos importunavam e uma hora até quase confiscaram nossa máquina. Portanto, as fotos que tirei (e ficaram uma meleca) são tudo o que tenho para oferecer, salvo dois videozinhos que gravei na malandragem. Nenhum completo, infelizmente. Assim que eu botar no computador, ilustro a postagem.
O show atrasou mais de meia hora - o que não é comum. Talvez porque esperassem por um público que nunca veio. E apesar de muita gente ter chegado depois que o show já havia começado, ainda assim a Halton Arena ficou com muitos bancos vazios. Um desperdício. Um espanto! Ah se fosse no Brasil. Ah se fosse em Curitiba!


O Palco:

Com um pano de fundo fosco, onde imagens do passado se projetavam, o palco era um palco simples, iluminação básica, e nenhum sinal de superprodução.Tirando, é claro, os equipamentos de som. Duas mesas gigantescas, uma pro som no palco, outra pro som na geral. Um rodie manco andando apressado, afinando instrumentos, conferindo cabos. Acho que ele tinha uma perna-de-pau. Nenhum telão. Mais intimista que este, só mesmo o show do Roger Daltrey ano passado.

O Mito e a História:

Bob Dylan é uma lenda viva. E para mim, só de pensar em Bob Dylan é abordar, mais do que música,  a história. Uma história de luta poética. Que podia até ser desafinada, mas tinha estética. Estética política e muito, muito romântica e controvertida. Os anos 60 e seus mil movimentos, a guerra fria, o Vietnã, Che Guevara e Cuba, o homem na lua, a liberação da mulher, as  grandes arquiteturas, as ditaduras. As imagens refletidas naquele pano de fundo tosco contavam tanto mais dessas histórias que qualquer livro de história que eu já tenha lido nesse semestre pro mestrado. Até as imagens, em tempo real, da própria banda tocando atrás de si mesma, num tom sépia, preto-e-branco envelhecido, lembravam esse tempo ido, que nunca vivi, e que só descobri na música e nos livros. O show em si foi... como posso traduzir? Uma catarse.

O Set List

Ao todo tenho certeza de que não foram mais de 20 músicas. Muitas delas eu não conhecia. E as que eu já sabia, demorava pra eu reconhecer. Os arranjos eram completamente diferentes, mas não menos geniais. Lay Lady Lay, Just Like a Woman, My Wife's Home Town, A Hard Rain's Gonna Fall, Ballad of a Thin Man e Like a Rolling Stone são as que minha memória parca - e ainda soferndo do baque - consegue ordenar, assim logo de cara, mas pelo menos eu acho que está em ordem de tocada. Amanhã provavelmente vai ter o set list em algum lugar na net e eu coloco aqui! Mas Max! Ele não tocou Blowing in the Wind nem Hurricane. 


A banda

A banda que acompanhou o bom e velho Bob Dylan era composta por 5 músicos. Um baterista, um baixista, um violonista, um guitarrista, e um multi-instrumentista que tocava de tudo: sopro, teclado, ukulele, guitarra, percussão. Bob Dylan na gaita, às vezes revezava instrumento, ora tocando um tecladão antigo, ora uma guitarra velha e um pouco desafinada. O som em si - principalmente no incício do show, tava meio emboladão. O baixo quase não se ouvia. A bateria dava estalo na orelha. E os primeiros acordes da gaita quase mataram os velhinhos do coração. Mas de Lay Lady Lay (que certamente foi a segunda música) em diante, tudo ficou melhor!


Like a Rolling Stone

E Bob Dylan fez o que ele sabe fazer melhor. Chegou no palco, mal o público começou a aplaudir, a música começou. Ele cantou uma atrás da outra. Não disse uma palavra. Um olá, um obrigado, nada. Todos os sinais de satisfação para com o público se traduziram em gestos simples, numa leve curvada de cabeça. Fiquei com a impressão de que para ele, falar qualquer palavra seria comprometer a rouquidão que lhe restara. Foi cuspir pra cima e levar na testa. Logo após este sentimento malicioso, ele saiu do palco. Os músicos saíram atrás. O público enlouqueceu, se levantou, começou a aplaudir e gritar muito mais do que tinham gritado em todas as músicas anteriores. O que? Acabou? Não pode ser!
Nada... tinha sido só um break de 5 minutos, logo eles voltaram com tudo, para dar um tapa na orelha da plateia! Tocaram uma sequência de hits num set-list de segundo turno bombástico, abrindo com Like a Rolling Stone. Chorei. Achei que ele cantou essa música com tanta paixão, com tanta força na voz rouca, que me fez pensar se ele não estava cantando pra si mesmo a canção. Chorei porque me lembrei que o Alexandre me disse: "Fomos num show dos Stones em São Paulo onde Dylan fez a abertura. Foi lamentável o que a produção fez: Dylan não pode usar os equipamentos dos Stones em sua apresentação." Chorei, enfim,  porque me emocionei. Chorei de felicidade, de saudade, de vontade ir lá e invadir o palco e de cantar junto! Nem que fosse só um refrãozinho!
Logo depois que o público foi ao delírio, ele agradeceu, apresentou a banda, voltou a tocar e dali 5  mais músicas Bob Dylan se despediu do palco, e desta vez não ia voltar. Acabou muito rápido. Se tudo que é bom dura pouco, Bob Dylan foi oááááááátimo, porque durou pouco demais pro meu gosto!


Efeito Colateral

Eu ainda estou em êxtase. E tudo o que eu disser aqui não vai traduzir nem uma nota deste show. No fim, não importa o público pacato. Não importa o Bob Dylan pacato. Nem a guitarra alta, com solos meia-bocamente executados. Não importa nada disso. Afinal, estamos falando de Bob Dylan, do melhor Walt Whitman de todos os tempos. A carga emocional é chocante. Delirante. E certamente, vai ficar pra sempre encrustada no meu id, alimentando minha alma de lembranças e arrepiando todos os pelinhos desta panda que vos escreve!


Lamentações 

A divulgação do show foi nula. E no cartaz (não vi nenhum pendurado na Universidade) está escrito: don't you dare miss it. Yet many dared, many missed it. Stupid University kids... lamentável. 



Últimas considerações 

Melhor pra quem foi. Sem stress, sem muvuca, sem confusão... e como cantou o mestre, the answer, my friend, is blowing in the wind. The answer is blowing in the wind.





quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Constatação

O que mudou em mim
Depois que eu me mudei?
Alguém me perguntou
Certo dia em que voltei.

Inventei qualquer resposta
Só pra não passar em branco
Mas na verdade, por enquanto
O que mudou foi pouca bosta.

Continuo a mesma pessoa
Um pouco mais velha
Um pouco mais feia
Um pouco mais gorda

Mas a mesma menina boba
Zombando dos outros
Sentindo a falta dos outros
Fazendo tudo pelos outros
Dependendo da hora.

Mas o  que mudou em mim
Não foi nada
Perto do que mudou por aí
Depois que eu vim me embora.

Por que será que quando a gente se vai
Leva junto uma ideia fixa
De um lugar que era nosso
E que idealmente nunca muda?

Aprendi estudando imigração
Que o nome dessa atemporalidade
É desculturação.

Hoje estou desculturada.
Mesmo com a globalização!
Pois por mais que eu acompanhe as notícias
E nelas eu veja que as coisas não mudam
A minha história particular
Deste lugar que sempre foi meu
Essa história, que não sai no jornal
Da vida em família
Dos amigos, dos bares
Muda revolucionariamente.

E me deixa descontente
Esta triste realidade:
Na verdade eu mudei muito pouco.
E minha ausência é um fato silencioso
Que alguns sentem, e poucos demonstram.

E quando eu volto pra aí
Eu fico no limbo
Tudo mudou
Mas em mim
Nada mudou

Dentro de mim
Esteja eu aí ou aqui
Tudo resiste à mudança.

Eu queria que meus sobrinhos continuassem crianças
Eu queria me sentar naquela mesma mesa de bar
Eu queria ter fé em Deus e no mano Mateus.

Mas o bar já não existe
As crianças fizeram filhos
As reles bandas não mais existem
E o mano Mateus virou irmão na fé de Deus.

E você, Xanda Lemos, você ainda existe?

. . .

Os meus heróis játinham morrido de overdose quando eu nasci.
Mas pelo menos, eu tirei um inimigo do poder.

. . .

Eu votei sempre no Lula.
Eu me decepcionei pra caralho.
Eu não gosto da Dilma.
Eu gosto da Marina 
Mas acredito que o Serra é a única opção.

...
Só que eu não mudo nada.
Porque eu não voto nesta eleição.

Muito triste, minha constatação.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Clássicos Paranaenses

Paulo Leminski e Alice Ruiz


Uma apresentação da literatura do Paraná, com leituras e comentários.

Orientador: Ivan Justen Santana
(Mestre em Letras pela USP)

Início: 07/10/2010

Período: Quintas-feiras à tarde, das 15h às 17h,
no Centro Paranaense Feminino de Cultura
(Visconde do Rio Branco, 1717, tel. 3232-8123).

Curso aberto a todos os interessados, gratuito
(certificado aos participantes com 80% de presença).

Carga horária: 20h(em 10 sessões semanais de duas horas).

***

O curso Clássicos Paranaenses objetiva divulgar a literatura paranaense (desde suas origens e formação até a produção contemporânea) e assim ampliar a consciência do público leitor sobre a literatura feita no Paraná.

Compõe-se especialmente de leituras de textos selecionados, acompanhadas de comentários sobre autores e obras.

Apesar de primordialmente destinado às integrantes do Centro Paranaense Feminino de Cultura, o curso estende-se também à comunidade em geral (jovens e adultos), sendo gratuito e franqueando a todos os interessados as instalações do Centro Feminino.

O orientador, Ivan Justen Santana (Licenciado pela UFPR, Mestre pela USP), pesquisa as letras paranaenses desde 1991.

Sinopse da ementa:

(No. da sessão – Tema – Principais autores)
1 – Origens da Literatura Paranaense – Bento Cego
2 – Romantismo no Paraná – Fernando Amaro; Júlia da Costa
3 – Origens do Simbolismo – Dario Vellozo; Silveira Neto; Nestor Victor
4 – Evolução do Simbolismo – Emiliano Perneta; Andrade Muricy
5 – Pré-Modernismo x Modernismo – Emílio de Menezes; Euclides Bandeira; Sharffenberg de Quadros
6 – O Modernismo paranaense – Tasso da Silveira; Ada Macaggi; Newton Sampaio
7 – O caso Dalton Trevisan – Dalton Trevisan
8 – A síntese da poesia paranaense – Helena Kolody
9 – Pós-Modernismo – Jamil Snege; Paulo Leminski; Alice Ruiz
10 – Contemporaneidade – Cristóvão Tezza; Marcos Prado; autores atuais

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Domingão pra completar...

Repassando o convite do Caetano:
 
 
olá amigos colegas e afins!
 
Neste domingo 26/09 20h tem o espetáculo CABARÉ DOS PALHAÇOS no Espaço Cultural Cia dos Palhaços.
A trilha sonora será executada ao vivo por conta da CENTRAL SISTEMA DE SOM, que é:
Leonardo Daniel - bateria, teclados e samplers
Caetano Zagonel - contrabaixo
Guilherme Miúdo - cavaquinho wah wah
Mariana Miúdo (musicista convidada) - flauta transversal
 
SERVIÇO
Espetáculo: Cabaré dos Palhaços - dom 26/09 20h
Local: Espaço Cultural Cia dos Palhaços (R. Amintas de Barros, 307, Curitiba-PR)
Preço sugerido pela casa: R$20, meia R$10 (tecnologia social do ingresso - saiba mais no site)
Contato: 41-3077-5009 - www.ciadospalhaços.com.br

 
compareçam!


Show de primeira!



É hoje e amanhã... pra quem quiser fazer uma boa ação e ouvir boa música, de alma e som paranaenses!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Filme Idiota


Geroge Clooney, ou melhor, o Americano, é um assassino e construtor de armas. Como tal vive sozinho, sempre fugindo, e sempre paranoico. Um mote interessante. Porém, apesar da própria capa e de todas as sinopses indicarem, ou melhor, sugerirem um excelente thriller envolvendo muito suspense e ação, na verdade o filme é devagar quase parando, enfim, não passou de uma grande decepção. 

E como se mede a decepção de ir ao cinema na esperança de ver um filme bom e o filme ser meia-boca? Pelo número de suspiros impacientes que você dá durante a projeção. Ou pelo número de vezes que você pensa em levantar e ir embora. A decepção é, enfim, proporcional ao tamanho do arrependimento de não ter resolvido ir embora antes, na esperança de um turning point que nunca viria. Ra rá!

Dá muita raiva. Até pra quem gosta do galã - como eu - vai ficar revoltado.  Por isso, deixo aqui minha dica: não desperdice seu tempo, muito menos seu dinheiro pra ver o filme no cinema. Arranje mais o que fazer, outro filme para ver, ou espere sair em DVD pra assistir no conforto de casa. Sério! Dá muita raiva! 

Tá. Pra não dizer que o filme é uma grande, grande merda, devo confessar que as locações e os settings são super interessantes, que a fotografia é oátima, que os ângulos de câmera sugerem muitas possíveis interpretações que, infelizmente, não passarão de interpretações pois nunca serão confirmadas, e que tudo isso é muito "cult" pra quem curte cinema, mas perde todo o sentido quando os clichês mais clichês da sétima arte (como o protagonista se apaixonar por uma prostituta e ela pelo assassino) são frustrados por um final idilicamente triste. Tenha dó!!! 

Beijo gente. Fui!!!



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ZZ Top, Tom Petty and The Heart Breakers



Hoje presenciamos outro grande momento de nossas vidas: vimos Tom Petty e os Heartbreakers ao vivo, em alto e oááátimo som, no anfiteatro da Verizon Wireless. O lugar era uma beleza, estrutura de dar gosto, que deu conta de um público numeroso, ávido pelos mais empolgantes acordes do bom e velho rock'n'roll! O palcão era animal! Telões compridos nas laterais e umas colunas de tela em background, projetando as mais loucas imagens e efeitos de luz! Mega-produção... tudo bem equalizado, ouvia-se perfeitamente, nenhuma microfonia, nenhuma cara feia de músico no palco. Tudo nos trinques, como todo mega show deveria ser.



ZZ Top abriu a noite com seu blues barulhento e encorpado, produzido pelo power trio texano que, já na flor dos 60 anos de idade, toca junto há 40 décadas... barbudos, velhos, exóticos, exibicionistas, piadistas e, acima de tudo, excelentes músicos, ZZ Top agitou uma arena ainda meio vazia, cheia de um público tímido, entrecortada por alguns entusiastas que, fãs de verdade, dançavam e entoavam letras, acordes, gritos e aplausos!

Eu não sou muito fã de ZZ Top, nunca fui, mas hoje posso dizer que nunca serei, porque ainda que ao vivo seja mais legal, o som, sei lá, não me atrai. Gosto do blues menos barulhento, menos cheio de meia volta volta e meia vamos dar, menos progressivo, mais arraigado nas origens. Blues é blues, bicho. Mas não tenho por que falar mal, afinal, depois de um Tom Petty e uns Heartbreakers, até o ZZ Top pareceu mais harmonioso.



O Tom (sim, já me sinto nesse grau de intimidade!) é um artista tímido, humilde, de poucas palavras e muitas canções. Do rockão nervoso às baladas embaladas, ele transita entre sonoridades diversas,  paradoxicalmente usando quase sempre as mesmas notas, fazendo tudo soar tão simples e ao mesmo tempo tão perfeito. 

Gosto do Tom Petty porque ele tem a fórmula da simplicidade em cada música, em cada arranjo, nada sobra, tudo é bem organizadinho, e se por acaso o caos acontece num ponto da música, faz todo o sentido... Gosto do Tom Petty porque o som que ele faz tem identidade. Uma vez que você conhece o trabalho, é escutar o primeiro acorde de qualquer música dele no rádio, e saber logo de cara: isso é Tom Petty. Soa Tom Petty. É claro que é Tom Petty.

Gosto do Tom Petty porque ele me lembra minha juventude, da minha primeira banda. Aprendi a escutar Tom Petty quando eu tocava no Wasted, banda despoticamente comandada por Joan Lang, apaixonada por Tom Petty, de sair coraçãozinho dos olhos, crazy mesmo pelo cara.

Gosto da voz característica do Tom Petty. Do jeito que ele canta, das letras que ele compõe, das músicas que ele produz (se é que é ele quem produz). Eu gosto dos dentes do Tom Petty. E do sorriso, obviamente. Das guitarras então, não sei de qual gosto mais: se da Fender Jaguar, se da Gibson J-200, se da Gretsh, semi-acústica, se da Rickenbacker. Acho que da Rickenbacker, se eu tivesse que escolher assim, agora neste momento.

E hoje eu gosto bem mais do Tom Petty, porque ele me fez arrepiar, cantar, dançar, pular, gritar, e sorrir que nem uma retardada o tempo inteiro. Sim, ele me fez feliz, durante aproximadamente duas horas, e provavlemnte pro resto dos meus dias... sempre que eu lembrar deste domingo, vou sorrir nem que seja só por dentro!

E claro... para o resto de meus dias também lembrar que a razão de toda essa felicidade só podia ser o meu amado menino Bruno... que me deu mais esse presente! E agora em outubro Bob Dylan vem aí... aguardem!


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Companheiros e companheiras!



Não deixai-vos enganar por esta vil, 333ª (tricentésima trigésima terceira) postagem! Trezentos e trinta e três é só a metade de meia-meia-meia, o famoso número da besta. A postagem é, portanto, só meio besta, ou pelo menos por enquanto.

Mas lembrem-se!  Este é ano de eleição!

Depois de três cervejas e de um feijãozinho preto (com lingüiça americana, diga-se de passagem), resolvi curtir a vadiagem e compor mais uma postagem. Mas voltando ao feijãozinho, num tom meio sacana (e hoje até que tô no mood pra sacanagem), digo que a minha lingüiça predileta é de fato a brasileira. Mas deixemos de besteira. Ou pelo menos por enquanto.

Por aqui tudo bem, tudo azul, com pouca ou nenhuma chuva, e um calor até que bem agradável. O som ensudercedor das cigarras é que me assusta e incomoda. E assim falou Zaratustra, quando ainda estava na moda: Nietzsche não ME explica. Nem Freud, nem e muito menos Dostoiewski. 

Eu queria ter tempo pra ler os clássicos filosóficos do Iluminismo: Voltaire, Russeau, e o que mais dos benditos e malditos franceses?! Deus, como eu ainda sou burra! Uma burra confusa e, o que é ainda pior, uma burra moderna e colonial, isto é, veja, uma burra controversa.

Mas mudemos de conversa. Falemos sobre os mudos! Já que quase todos os mudos do mundo assim o são porque são surdos, eu me pergunto: de que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar?  

Eu quero ouvir o Chico Buarque!

Eu quero comer um cookie!

Banana no cu que é bom o k@R&IHº!

E disse o Rei: Todos estão surdos!

/dizem que sou louco . . . por pensar assim . . . se sou muito louco . . . por eu ser feliz . . . mais louco é quem me diz . . . e não feliz . . . não é feliz . . . eu juro que\

Hoje eu estou tocando piano, banjo e violão. Mais ou menos bem, como de costume, dependendo do ponto de vista de quem ouve ou escuta. E lendo livros chatos, bons, interessantes, incessantes, e tudo ao mesmo tempo.

Geintein! Eu não tenho tempo pra nada e ainda assim me dou ao luxo embriagado do brainstorm. Close the gate! O Príncipe da Pérsia vai salvar a princesa, com certeza.

Eu bem que queria organizar meu pensamento, mas neste very momento tudo que me vem é  válido, é oátimo, é uma beleza. Eu não matei meu pai. Eu acredito em você. Muito obrigada. Não tem de quê. Ou - de nada.

Você não se preocupe não, mãe, sogro, sogra, irmã(o), tia, tio, avó, sobrinho, primo, amigo, leitor. Eu na minha mais embriagada e sã consciência, peço-lhes paciência... às vezes no silêncio (ensurdecedor das cigarras) da noite, entre uma e outras cervejas, eu escrevo pela primeira vez -- desde que o semestre começou -- tudo que me vem à cabeça.

É! Q-qu-que-quem sabe eu esteja louca! Pior que a Lady Gaga, gaga, louca e gagá! Mas, mais dia menos dia,  mais médica do que louca, digo com todas as letras: tragam-me outra cerveja! Porque ainda que tudo exploda, toda loucura -- ainda que muita, e sendo ainda pouca -- é eterna e portanto dura.

E LEMBREM-SE: ESTE É ANO DE ELEIÇÃO.

Garção!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Aniversário do Bruno!

 Bruno, eu, Bob e Cathy

Quinta que passou meu amor fez 31! A festa foi sexta dia 27, e foi oááááátima! Mas dada a correria da semana (que desde então continuará até meados de dezembro), deixei a atualização só pra hoje. Devido ao número de convidados (mais de 30) resolvemos fazer a festa no Midtown Sundries, um barzinho bem batuta que tem aqui do lado de casa. E todo mundo apareceu!

Vizinhos Mike (à direita), o marido da Deby (que não lembro o nome à esquerda) e o Arthur no meio.

O Mike também estava aniversariando, então fizemos a festa juntos! 


A vizinhança de fato apareceu em peso: Chuck, Karen, Terry (esposa do Chuck) e Dan  (marido da Hope que me levou pra praia) com seu charmoso chapéu Panamá!


E alguns amigos da UNC também foram! Paris e seu cacho que também não lembro o nome...


E só dois brasileiros compareceram ao nosso get together: nosso intercambista João Paulo e a Rafaela, do Recife, que também está aqui pelo mesmo programa que ele!


Belinda e Mike, nossos queridos e adoráveis vizinhos que junto conosco armaram a festa... foi  tudo lindo, divino maravilhoso! E agradecemos imensamente os presentinhos enviados por correio! Tia Cati, Fatiminha, Ifinha, vó Rosa e vó Diva mandaram muitos CD's legais: Sinatra e Jobim, Jimmy Hendrix em edições especiais de 40 anos, e o mais novo trabalho do Pato Fu, um CD genial intitulado Música de Brinquedo. Agradecemos à Tati que nos mostrou a obra e nos instigou a incluí-la na lista! E agradecimentos especiais à  Tia Cati,  que me mandou um mimo de mini-poemas completos de Pessoa/Caieiro!

Obrigada, família! Amamos vocês!


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fim de Férias em alto estilo!


Para fechar minha fase de mamata com chave de ouro, fomos neste fim de semana para o Smith Mountain Lake, que fica a mais ou menos 3 horas daqui, no estado vizinho da Virgínia. Nossos amigos Matt e Christina vinham há tempos nos fazendo propaganda de como o lugar era lindo e de como seia legal se a gente fosse. Não resistimos, e há duas semanas atrás aceitamos o convite e esperamos ansiosamente pela última sexta-feira!

O que eu disse pra vocês anterioirmente ser uma cabana, era uma casa mesmo, toda equipada. A propriedade pertence ao cunhado da Christina, marido da irmã gêmea dela, Melissa, casal que nos recebeu mui graciosamente, nos oferecendo a melhor suíte da casa. Eles têm duas filhas e estão com um gurizinho na barriga, quase pronto pra rebentar em outubro. Muito simpático o casal!



O lugar em si realmente, era de tirar o fôlego... um lago no meio das montanhas, cercado de casas fenomenais e iluminado de um sol já não mais tão quente, realmente, não deixa nada a desejar e corresponde a todas as expectativas, por maiores que sejam! Nadei, nadei, nadei muito! Tomamos muitas cervejas, comemos picanha que o Bruno e o Matt prepararam, andamos de barco, de jet ski, o Bruno até pilotou! Eu só fui na garupa da Donna, a madrasta da Christina e da Melissa, que mora ali naquele paraíso junto com o pai delas, um coroa bonachão que, beirando seus 60 anos, não abre mão da vida de bon vivant: tem um carrão conversível, o jet ski mais potente e um barcão super chique! Todos pilotados pela Donna, já que o véio não nega fogo e bebe bem!


Sábado a noite só que me deixou jururu. Estávamos no pier, pescando, tomando cerveja e conversando, a noite estava meio quente, abafada... eu me abanando com meu leque super chique que a Vó Vivinha me deu há alguns anos... a Melissa chegou com os apetrechos de fazer as unhas e perguntou se eu não queria fazer o pé, e eu disse, por que não? Assim, posicionei minha cadeira de maneira que a luz do pier iluminasse o meu pezinho e ela pudesse pintar as minhas unhas. 

Mas ao arrumar a cadeira mais pra perto da beirinha, meu leque escorregou do meu colo e caiu no lago. Na manhã seguinte a primeira coisa que fiz foi mergulhar pra tentar resgatar o tesouro. Mas não encontrei... dei de cara com um peixe, mas o leque que é bom... nada. A profundidade ali devia ser de 3 a 4 metros e quando eu chegava lá no fundo meu ouvido parecia que ia explodir. Mas fora isso e o fato de eu ter deixado nossa máquina em casa, o resto tudo foi perfeito!

As fotos acima são da máquina do David e da Melissa. Assim que recebermos as fotos da máquinha do Matt e da Christina, coloco elas aqui.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Muito boa!!!


Essa foi demais!

Eu mandando mal no Chopin!

Hehehehe...

Campanha!!!



Aproveitando a leva de divulgação de "projetos amigos", encaminho aqui a mensagem da Pilar! Eu já votei! E agora estou divulgando.

Olá Amigos,

Meu blog "Conversa pra Mãe Dormir" está concorrendo no BlogBooks desse ano na categoria Universo Feminino e pode virar livro com a sua ajuda!

Você pode ajudar votando e divulgando.

É rápidinho e você pode votar quantas vezes quiser!!!!

Eu e o Chico agradecemos imensamente.
O link para votação é: http://migre.me/16c2e

E pra conhecer um pouco mais o blog, acessem: www.conversapramae.blogspot.com

bjos

Alessandra Pilar e Chico Terra



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Hosting for one Weekend!

 Papá improvisado que saiu melhor que esperávamos

As aulas estão começando e com elas a minha velha e atribulada rotina de professora e estudante! Mas as férias de verão foram deliciosamente quentes e relaxantes, estou mais do que preparada pra voltar com tudo e mergulhar de cabeça nas neuroses acadêmicas, as quais tanto aprecio!


Nosso "filho" brasileiro por um fim de semana

E olha só que legal, fim de semana que passou recebemos um estudante brasileiro aqui em casa. Ele veio pra estudar na UNC, num programa de intercâmbio em que meus melhores alunos de Português vão pro Brasil (Rio, Recife e BH) enquanto os brasileiros vêm pra cá! Ao todo são 6 brasileiros em Charlotte, e como alguns deles chegaram no sábado e o Residence Hall da Universidade só abria na segunda, alguns professores se voluntariaram a receber os estudantes.


Carioca sem praia fica triste né... mas tem piscina!

Nós ficamos com o João Paulo, um carioca "muito maneiro", 20 anos e flamenguista roxo! Logo simpatizei. Afinal, Flamengo até morrer meu pai foi e eu também serei. O mais curioso é que a irmã dele se chama Alexandra e eles só chamam ela de Xanda. Outra coincidência, o padrasto dele escreveu um livro que eu tenho (ganhamos de casamento da Deborazinha e do Diego): Sexo, Drogas e Rolling Stones. Mais coincidências impossível, né?


Com outros intercambistas: Anne de BH, Marco da Itlália e JP.

Bom, meu povo adorável, farei o possível para atualizar o blog com frequência. mesmo depois que as aulas começarem. Semana que vem com certeza, pois voltaremos com muitas novidades da Virginia. Vamos pra lá passar o meu último fim de semana de férias numa cabana, na beira do lago, com nossos vizinhos Matt and Christina! Uhuuu!

Ah! Outra coisinha... ontem me ligaram dizendo que eu ganhei um Cruzeiro! Daí eu achando que era balela, disse que muito obrigada, mas não estava interessada. Daí o rapaz falou, mas você preencheu o cupom e foi sorteada! E eu, impaciente, que cupom, que sorteio? Ao que o rapaz replicou: você preencheu o cupom no Irish Festival. Ah, tá... não lembrava... too much beer. Fale com o meu marido.


No Irish Festival com o Arthur, a Karen, o Scott e a esposa que não lembro o nome.
As I said. Too much beer.

Mas enfim. Ganhei um cruzeiro no sorteio uma ova! Cinco minutos depois toca o telefone de casa. O mesmo cara querendo falar com o Bruno, que também tinha preenchido o cupom e também tinha sido sorteado!  Rá, rá. Palhaçada... Tem que ir pra North Myrtle Beach, assistir uma palestra, pagar umas taxas de não sei o que lá pra embarcar. No fim gasta-se menos comprando um Cruzeiro pras Bahamas do que ganhando este que eles oferecem! Tsc, tsc, tsc... mas então tá! Agora eu vou. Tchau!

sábado, 14 de agosto de 2010

Aos fãs, com carinho!

Estamos estreiando uma oááátima e inédita linha de produtos Criaturescos! 


São camisetas, bonés e copos personalizados!

Cópulos escuros: mantém sua bebida na temperatura certa!


Acesse agora mesmo nossa Reverbnation Store!


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A volta triunfal do Ciclojam!

video


Desde o final do século passado (hehehe, ok, desde 1996) o produtor Cyro Ridal vem batalhando pra mostrar um pouco do que se produz musicalmente na cena independente de Curitiba. Primeiro na extinta e saudosa Estação Primeira e depois na Rádio Educativa, o Ciclojam deu tão certo que passou a ser veiculado também na telinha da TV Paraná Educativa. 

Não somente pela relevância cultural - uma vez que este é e foi o primeiro programa exclusivamente dedicado à cultura underground da nossa cidade - mas também pela originalidade do formato (músicas executadas ao vivo intercaladas com depoimentos dos músicos, tudo captado por 3 ou mais câmeras que exploravam ângulos meticulosamente inusitados!) o Ciclojam se tornou referência como espaço para divulgação da música independente curitibana. Isso até o mais lóki dos governadores, Roberto Requião - dentre outras medidas que vieram aniquilar os incentivos culturais de nosso estado - proibiu a execução do programa, alegando que música independente não era cultura!

Assim, Cyro Ridal tentou por outras políticas públicas (como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura) botar novamente o programa pra rodar. Graças ao apoio da Lúmen FM e do Canal Futura, o programa já tinha casa nova. Além de reprises, foram ao ar gravações inéditas, que com o tempo também passaram a ser reprisadas. Enquanto isso, Curitiba e sua mania de band-boomer não parava de mandar novos sinais sonoros. Cyro, de ouvidos parabólicos e sempre antenados, resolveu arregaçar as mangas e, ainda que sem verba para locação de espaço, ilhas e equipamentos de filmagem, botou a mão na massa, arranjou  novos parceiros (eu e a Gramofone dentre eles!), deu um pé na bunda das burocracias e voltou a produzir, na cara e na coragem. 

O resultado você pode conferir toda quarta-feira, às 22h30 (com reprises aos sábados no mesmo horário), na Lumen TV/Canal Futura (16 UHF e 32 NET). A estreia da nova temporada do Ciclojam foi ontem, mas passa de novo no sábado, portanto, ainda há tempo pra acompanhar desde o início! 

As bandas da nova leva são Koti e os Penitentes, Charme Chulo, Giovani Caruso e o Escambau, Poléxia, Diedrich e os Marlenes, Anacrônica, Cassim & Barbária, Mordida e Cosmonave, esta última, a banda dos meus amados sobrinhos! Não perca... e quem quiser conferir um pouquinho do formato antigo, clique aqui pra ver a minha banda, há 5 anos atrás...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tá frio aí?



Então que tal uma sopinha quentinha pra te aquecer neste inverno? Hmmm... as delícias que minha amiga irmã e chef Ariana prepara são explosões de sabor! Recomendo sem moderação.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Caro cidadão curitibano!


Vamos fazer de Curitiba um exemplo de cidadania? Repasso aqui a mensagem. Eu já votei!

Dia 25/07/2010, foi colocado no ar o site www.votolivre.org. A iniciativa foi divulgada em várias mídias importantes como O Estado do Paraná, Gazeta do Povo, Portal RPC, Folha de Londrina, entre outros, mas muitos passam despercebido por desacreditarem no assunto.


A Voto Livre é uma associação sem fins lucrativos e sem vínculo político, que foi idealizada com o intuito de incentivar a democracia de forma DIRETA.

Nossa democracia é representativa, e a cada 2 anos votamos em pessoas que julgamos aptas a assumirem seus cargos para tomar a decisão por nós. É como se assinássemos uma procuração dando total autonomia para um político resolver assuntos referentes a nossa vida e cotidiano.

Esse sistema político atual é falho, e cada vez que abaixamos a cabeça para ele estamos nos anulando como cidadãos. Mas podemos mudar isso!

A internet nos veio como um presente e temos o dever de utilizá-la em favor da nossa humanidade comum.
Nesse primeiro instante, foi lançada no site da www.votolivre.org a Lei da Bicicleta, (Institui a bicicleta como modal de transporte regular em Curitiba ) a qual pode ser entendida com maiores detalhes no site, e devido a se tratar de uma proposta de lei municipal, somente eleitores curitibanos podem votar.

Já ouvi de muitas pessoas que não andam de bicicleta e não se interessam pela lei, mas não é esse o ponto. Chegamos no momento de pensar globalmente e agir localmente. Deixar de lado somente o que NOS interessa e passar a tomar decisões pensando no TODO, pois sem dúvida alguma isso terá reflexo positivo na nossa vida pessoal.

Votar na Lei da Bicicleta não significa apoiar somente a idéia da bicicleta, mas acima de tudo, apoiar a idéia da Voto Livre. É dizer em voz alta “Nós queremos ser ouvidos, nós temos esse direito!”. Tudo o que foi feito até agora, foi feito com muito carinho e esforço de pessoas que acreditaram na idéia. Foram ouvidos muitos profissionais de diferentes áreas de atuação e foi tudo muito bem estudado para garantir que essa seja uma ferramenta segura para o benefício da sociedade.

SOZINHOS NÃO SOMOS NADA E JUNTOS PODEMOS IR MUITO LONGE! Precisamos de 65.000 votos de eleitores curitibanos.

Se possível, divulgue esta informação para sua lista de e-mails!