quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

20/02/2008 a 28/022/2008 - Uploading Information



Faz tempo que não atualizo isso aqui... a realidade é que os últimos dias têm sido difíceis, todos estamos meio deprimidos pelo que aconteceu e também porque eu estou indo embora. Bom saber que vou fazer falta... mas vou sentir muitas saudades daqui também, das pessoas que conheci e principalmente dos amigos que fiz.


Os americanos me surpreenderam. Não sei se por causa do Bush, mas a imagem que tinha deles era negativa. No entanto, me deparei com pessoas extremamente maravilhosas, e os americanos imbecis com quem cruzei não fizeram a menor diferença.


Estou feliz porque amanhã o Bruno chega e talvez isso tenha me dado fôlego pra voltar a escrever... quase três meses longe do meu amor, a saudade tá que não cabe mais dentro do peito! Hoje nos falamos por telefone e pedi pra ele trazer quinze camisinhas pra amanhã, porque como não estou tomando nenhum anticoncepcional, temos que nos prevenir de alguma forma. Minha porta está pronta, e a Amber já está avisada de que provavelmente ela não vá conseguir dormir pelas próximas duas noites, hehehe...


Bom, voltando à nossa interminável noite, apesar de estarmos todos jururus, temos nos esforçado pra conseguir nos divertir, afinal de contas, a vida continua e estamos no Colorado, o estado mais festeiro dos Estados Unidos. Quando não saímos, fazemos nossas festas aqui em casa, e desde que a Ashey tá morando aqui nossa casa virou um agito. É um entra e sai de gente, incluindo advogados, detetives, policiais, jornalistas (dei até entrevista!) e os amigos é claro.


Temos ido no hot tub quase todas as noites também. Não tem nada melhor pra relaxar e deixar os problemas um pouco de lado. Continuamos freqüentando o nosso segundo lar - a saber, o Goat - assiduamente, assim tenho aperfeiçoado minhas técnicas de pebolim e sinuca.


O Drew, nosso amigo que foi espancado na festa, voltou ontem da Florida e já está quase cem por cento melhor. Nem parece que tava tão feio há alguns dias atrás. Infelizmente o cara que começou a briga não está mais aqui e eu acho que o caso dele vai acabar em pizza. E ele gastou mais de seis mil dólares em medicamento, hospital, médicos... fora o tempo que ficou sem trabalhar.


O julgamento será em abril e eu vou ter que estar aqui, claro que não vou precisar pagar nada, o governo dos EUA vai me bancar, passagem, hotel, alimentação, tudo. Uma beleza. Pelo menos vou poder viajar de graça. Uma pena o motivo ser tão mórbido.


Mas daqui 13 dias tô chegando para a felicidade geral de vocês. E volto com exigências: quero um churrasco com muita picanha mal passada e farofa!



19/02/2008 - The court


Acho que se dormi três horas foi muito. A Ashy me acordou às sete da manhã pra gente se arrumar e ir na audiência em Breckenridge, que só seria às dez e meia, mas ela não conseguia mais dormir. Tomamos um café e ficamos fumando um cigarro atrás do outro até dar a hora da gente ir.

Chegamos lá e tinha uns dez presos com aquelas correntes no pé, uniforme listrado e numerado, como nos desenhos animados e nos filmes. Comecei a procurar pelo cara, ele tava sentado com um guri e um velho, provavelmente um parente e o advogado.

Toda a seção foi traduzida simultaneamente do inglês para o espanhol, pois não havia nenhum intérprete brasileiro ou português lá. Foi uma palhaçada; o juiz só disse porque ele estava naquela audiência, e que ele estava proibido de beber ou consumir qualquer tipo de drogas incluindo marijuana, e que não poderia se aproximar da vítima, nem da casa da vítima, nem do trabalho da vítima etc. O advogado dele fez uma petição, pois seu cliente não tem mais emprego aqui e quer ir pra Carolina do Norte, onde ele tem parentes que o podem sustentar. Porra, o cara tem grana pra pagar 15 mil dólares de fiança e agora não tem dinheiro pra continuar aqui… palhaçada revoltante. Na sexta o juiz vai dar a resposta para esta petição e o julgamento mesmo só será daqui a alguns meses, depois de algumas audiências.

Frustrante. Saber que o cara tá solto… ele tava rindo o filho da puta. Ficamos brochados. Viemos pra casa e a Ashey fez uma comida… de tarde eles dormiram e eu fiquei aqui zumbizando. A Amber chegou de Denver deprimida e eu fiquei consolando ela… falei com o Bruno pela internet… às sete fomos no hot tub e desta vez arrastei a Amber. Bati na porta da mulher que cuida do centro de recreação onde ficam as piscinas e ela estava com a minha chave, graças!

Agora acabei de chegar e a Ashey e o Jeff foram tomar banho juntos… espero que eles aproveitem bastante. Porque a Ashey disse que, apesar de não se lembrar de nada, só pelo fato de ela saber ela não consegue sentir nenhum prazer quando ele tenta alguma coisa com ela… e ele não insiste, o Jeff é um amor de menino, quieto, paciente, divertido, inteligente, fico feliz que ele esteja do lado dela nestas horas, compreendendo e ajudando. Mas sei lá… é triste… ver a carinha deles, olhando um pro outro, tão apaixonados e sem ter nenhum clima pra praticar umas safadezas. Foda… sabe que nem eu sei se eu teria clima pra isso, porque eu vi, eu lembro de tudo, e quase vomito quando me lembro… mas chega de falar nisso.

Vou nessa. Nanar!!!! Piscina dá fome e já laricamos o resto do almoço… agora bateu um sono… então boa noite.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

18/02/2008 - Why, Lord, why…

Poster que ganhei pra desenhar na garrafa maior... eu só tinha canetinha verde e preta, então... achei que ficou legal!!! Clique na imagem para ampliar. Do not swallow, it's a bottle full of poison!

To começando a achar que Deus tá de cara comigo. Como eu previa, levei a bronca no trabalho e assinei minha primeira advertência, mais duas dessas e eu sou mandada embora. Isso foi o de menos. Durante o trabalho virei a minha unha fazendo uma cama, ela quebrou bem no meio da carne, sabe, descolou pela metade, ai que dor filha da pu...


Depois do almoço recebi uma ligação da Ashy perguntando se eu tinha lido o jornal… saiu uma nota sobre o caso e ela contava uma história diferente da que os detetives nos disseram. O cara está solto, pagou a fiança de quinze mil doletas, vai responder o processo em liberdade e a pena é de 4 a 12 anos de cadeia, se for condenado. A primeira audiência é amanhã de manhã às 10:30 então troquei meus days off pra amanhã e depois ao invés de quarta e quinta.


De noite eu, a Ashy e o Jeff fomos no Wall Mart, em Frsico, comprar umas roupas mais formais pra audiência. Comemos um cheese burger e compramos uma caixa de cerveja pra tomar em casa, pois a gente sabia que tinha uma longa noite pela frente…


Na volta passamos no Goat pra encontrar com a Tina, ela tava com a chave do antigo apartamento da Ashy (aqui no primeiro andar), e a Ashy precisava ter entregue a chave hoje. Então a Ashey desceu do carro e entrou no bar pra buscar a chave, mas segundo ela, a Tina tava com uma amiga velha e gorda e ambas estavam bêbadas… enfim, esta amiga da Tina jogou um copo de cerveja na Ashey, que por sua vez saiu do bar furiosa e chorando, mas pelo menos ela tinha pegado a chave.


No meio do caminho, porém, Ashey notou que a Tina tinha dado uma chave errada, então voltamos pro bar, desta vez o Jeff desceu e eu fiquei tentando conter a Ashy no carro. O Jeff voltou pê da vida, a Tina disse que a chave certa tava na casa da gorda amiga dela. Saímos do estacionamento do bar pra casa, e assim que entramos na highway fomos abordados por uma viatura da polícia rodoviária. O Jeff encostou o carro, baixou o vidro e os cops pararam atrás da gente com o farol alto e mais um spot de luz iluminando nosso carro. Ficamos dando risada, porque não, não tem mais nada nesse mundo que possa acontecer com a gente! Então os cops desceram do carro com suas lanterninhas superpotentes e nos abordaram. Sentiram o cheiro de cerveja dentro do carro, já que a Ashey tinha acabado de tomar um banho, viram a caixa de Coors Light me acompanhando no banco de trás e supuseram que o Jeff poderia estar bêbado. Então depois de pedirem os documentos do carro, carteira de motorista, checarem todos os documentos do Jeff, aplicarem o teste de grau alcoólico nele, tudo na mais perfeita educação harmonia, fomos liberados.


Chegamos em casa exaustos… tomamos umas cervejas, fizemos um som e eles foram dormir. Então eu fiquei sozinha na cozinha, just as lonely as I wanted to be. Singing alone in Keystone. E fiz uma canção pra minha amiga. Quem quiser ouvir, só acessar o link na seção “Vídeos e links interessantes“, no canto esquerdo superior desta página.


São três horas da manhã e eu não tô com o mínimo sono… quer dizer, não tô com vontade de dormir, porque sim, estou cansada… mas simplesmente o dia de amanhã incomoda. Bem… a música explica. Basta compreender meu inglês macarrônico.

17/02/2008 - Loose your mind and you loose everything

Eu e a Ashy pouco antes daquela maldita brazilian party...

Não sei onde estava com a cabeça. Saí do trabalho com o cardkey que deve ser devolvido ao final de cada expediente. Só me dei conta que tinha esquecido quando cheguei no hot tub… tentei ligar no trabalho pra avisar, mas já era tarde e ninguém atendeu. Provavelmente vou ter que assinar uma advertência amanhã. Erro grave contra a política de trabalho da Vail Resorts não devolver a chave que abre todas as portas do hotel. Mas enfim… agora já foi.


Saímos do hot tub, a Ashey foi dormir no Jeff e o Tillmann veio me trazer em casa. Mas cheguei aqui e me dei conta de que tinha deixado minha chave no vestiário do hot tub. Bati na porta pra ver se o Jeff (meu roomate) estava, mas ninguém respondeu. Liguei no celular dele e ele não atendeu. Liguei pro Jeff namorado da Ashey pra ver se eles podiam voltar e me emprestar a chave, mas ele também não atendeu. Então liguei pro Tillman e expliquei que estava sem a chave, ele voltou me buscar e fomos no hot tub tentar resgatar meus pertences, porque no meu chaveiro está meu ski pass, minha employee ID, a chave da minha P.O.Box, a chave de casa e um abridor de cerveja portátil que afanei do hotel. Mas já passava das nove e o hot tub fecha às nove, o que significa que o código que abre a porta não funciona depois deste horário.


Então fui pra casa do Tillmann, já que não tinha pra onde ir e ninguém estava atendendo a porra do celular. O roomate dele, Josh, é chefe de cozinha num restaurante no topo da montanha e ele tinha acabado de chegar do mercado e estava empolgado pra cozinhar. Jantei um macarrone and cheese emperequetado com temperos mil e lá pela meia noite consegui falar com o Jeff meu roomate, ele estava chegando em casa. Então o alemão me deu uma carona, de novo, pra casa.


E adivinhem se não esqueci mais nada… deixei minha carteira de cigarros no Tillmann… agora tô aqui, comendo as unhas sem cigarro, preocupada com a minha chave, com a bronca que vou levar no trabalho amanhã, enfim aquela velha história… não esquece a cabeça porque tá grudada no pescoço… e ai ai, meu pescocinho vai rolar amanhã.


Tsc. Whatever.

16/02/2008 - It’s getting better all the time



A Ashy e o Jeff chegaram de Denver e me ligaram, então avisei que o quarto da Brit tava vago e na mesma hora a Ashy foi resolver os tramites da mudança.

Assim que eu voltei do trabalho ajudei ela subir e ajeitar as coisas no seu novo quarto! Lá pelas sete da noite o Jeff chegou e eles me convidaram pra ir no hot tub. É claro que eu não ia negar, tava sentindo uma dor terrível na lombar e até achei que fosse o meu ciático inflamando de novo. Mas felizmente a dor era por causa daqueles dias malditos por quais todas as mulheres não grávidas passam mensalmente. Mas nada que um belo jato de água quente dentro de uma banheira gigante não aliviasse.

Diferente dos outros dias, desta vez levamos umas cervejas num saco cheio de gelo, então foi mais relaxante e divertido. Demos caldo uns nos outros, fizemos sauna, competição de natação, mas logo chegou um cara com o filho então tivemos que nos conter e esconder as cervejas, porque não pode entrar com bebida no hot tub.

Alguns minutos depois chegou o Tillmann, um alemão que a gente já conhecia do Goat e do Snake. Ele mora no Summit Cove, então ficamos nós quatro mais um tempo cozinhando na banheira, até que a fome bateu e fomos jantar no Wendy’s, uma lanchonete muito mais interessante do que Mc Donnalds ou Burguer King.

Enchemos a pança e fomos deixar o Tillmann em casa, ficamos um pouco lá e depois voltamos, era quase meia noite. Não existe nada mais relaxante, principalmente nesses dias, do que um hot tub, uma boa sauna e uma piscina aquecida pra nadar… mil vezes melhor e mais funcional do que relaxante muscular, certamente. Ah, mas os buscopans caíram bem antes de dormir.

15/02/2008 - I’m only sleeping

Cartao que eu fiz pra Ashy

Dia tranqüilo no trabalho, serviço nem demais nem de menos, mas ainda assim estava podrona por causa dos shots da noite passada e das últimas noites mal dormidas.


Cheguei em casa e fui direto pro banho, e do banho vim direto pra cama. O Bruno me ligou de novo e antes de dormir fiquei sonhando acordada, que saudades do meu amor e que vontade de poder estar bem confortável nos seus braços! Mas está cada vez mais perto o grande dia do nosso reencontro, e logo eu vou poder realizar todos os meus sonhos com ele…


A Amber foi pra Denver e a Brittaney tá se mudando pro bloco da frente e então em breve terei uma nova ou um novo suitemate. Vou falar com a Ashy ver se ela não quer subir na vida (ela mora no primeiro andar aqui no meu bloco, e eu no terceiro, então… hehehe), ia ser legal se ela morasse aqui com a gente.


Hmmm… nada mais aconteceu hoje… então fui dormir lá pelas nove da noite. E dormi!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

14/02/2008 - Valentine’s Day


Hoje fiquei meio deprê o dia todo… não consigo tirar toda essa merda da cabeça… insônia, mal estar, falta de apetite, solidão… tô um caco e a Amber ficou aqui me paparicando.


Durante o dia recebi várias mensagens de Happy Valentine’s Day dos meus amigos americanos, mas obviamente eu não tinha muitos motivos pra ter um dia feliz, com meu Valentine tão longe de mim e com tanta encrenca mais perto do que eu gostaria.


De tardinha consegui tirar uma soneca e acordei com meu sogrão no telefone. Falei com ele e com a Fátima e logo depois o Bruno ligou! Assim meu dia começou a fazer mais sentido, mas enfim, já era noite.


Então tomei um banho e fui com a Britaney no Snake River Saloon, a banda de um amigo dela ia tocar e eu estava em casa o dia inteiro e pensei, por que não tentar me divertir, chega de ficar em casa chorando.


Chegando lá encontrei o Kevin, aquele americano em quem há algumas postagens atrás eu dei um fora e que nunca mais tinha visto. Ele foi um grande idiotinha, acho que porque não conseguiu superar a rejeição. Mas eu não tava nem ligando, tava comendo um delicioso sanduíche e esperando minha vez na sinuca, não tinha tempo nem disposição para considerar babaquices alheias.


Finalmente fui jogar e o vencedor da última rodada disse: we are playing for shots. E eu respondi: Ok! Great! Let’s play, dude. E é óbvio que eu ganhei e ele me pagou uma Heineken. Ganhei vários jogos seguidos e tava mandando tão bem que não vencia tomar minhas long necks. Então passei a cobrar shots de tequila, até que fiquei retardada e perdi… mas a banda ia começar a tocar, então, perdi na hora certa.


Boa banda, os caras tocavam covers de clássiscos do rock, mas não fiquei muito tempo porque tinha que pegar o último ônibus pra casa. E como não era o Drew que estava dirigindo o EASE bus, tivemos que descer no ponto e caminhar até aqui… pelo menos ultimamente não tem feito aqueeeeeele frio, so it was not that bad.


Cheguei em casa e empacotei. Primeira boa noite de sono após o terrível episódio de três dias atrás. Bom, minha gente, é isso! Não se preocupem tanto comigo, eu tô sabendo me virar bem, melhor do que eu imaginava. E assim vou levando, até o dia do Bruno chegar, e até o dia de chegar aí e reencontrar todos vocês!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

13/02/2008 - To Serve and Protect


Sim, eles prenderam o cara e neste momento ele está enjaulado pensando na cagada que fez… a detetive Amy veio aqui em casa pra eu fazer o reconhecimento, ela trouxe umas fotos e pediu pra eu indicar qual era o criminoso. Ele estava sem óculos na foto, mas eu nunca ia esquecer daquela cara de retardado. E a minha descrição foi perfeita: fat, short brown hair, crossed eyes, had glasses on… a detetive me elogiou tanto, ela disse que se não fosse eu, o cara estaria no Brasil. Ele já estava com passagem marcada porque alguém tinha o avisado de que a polícia estava atrás dele.

Caso encerrado em menos de dois dias. Amy tava que não se continha, ela disse que trabalha com casos de estupro há dez anos e existem casos que desde então ainda não foram resolvidos, e que graças a mim, em menos de 48 horas tudo está solucionado.

De noite eu e a Ashy fomos no hot tub de novo, desta vez sem o Jeff porque ele tava trabalhando, e conseguimos relaxar um pouco, afinal de contas, tínhamos um bom motivo pra estarmos mais aliviadas.

O Drew voltou pra Florida e vai ficar um tempo lá, até se recuperar da cirurgia, porque ele certamente vai precisar de cuidados e procedimentos pós cirúrgicos e lá ele tem toda a família, mãe, pai, irmã… ele vai ficar bem.

Ainda estou chocada com tudo mas hoje pelo menos acho que vou conseguir dormir. Amanhã é Valentine's Day e a Ashy e o Jeff vão passar uns dias em Denver... well... all I know is that everything is gonna be alright. Depois desta merda toda, algo de bom há de acontecer pra gente, tenho certeza.

12/02/2008 - It’s been an endless hard day


Não consegui dormir, não consegui parar de chorar, nem de lembrar daquelas cenas terríveis da noite passada. Fui pro trabalho mesmo assim, porque só iria ser pior ficar em casa sem poder fazer nada por meus amigos.


De manhã recebi uma ligação da Ashleigh, ela estava bastante assustada mas não se lembrava de nada na noite passada. Logo depois o Jayme me ligou me perguntando como eu estava, e eu disse, porra, como você acha que eu estou, eu estou bem, mas meus amigos estão no hospital… comecei a perguntar do cara gordo e vesgo e ele disse que ninguém conhecia ele, que ele apareceu na festa do nada, mas que uma amiga dele achava que o cara trabalhava no City Market. Na mesma hora liguei pro detetive Morgan e eles foram lá conferir a informação. Vinte minutos depois o detetive me ligou dizendo que sim, a informação estava correta, tinha um brasileiro com a mesma descrição que eu passei que trabalhava no City Market, mas ele não tinha ido pro trabalho. E que agora ele tinha o nome completo do cara, o endereço, social security number, tudo pra pegar o idiota.


Meio dia meu celular ficou sem bateria e nunca um dia demorou tanto no trabalho, estava ficando louca porque queria a todo custo saber se pegaram o idiota ou não.


Cheguei em casa podre, mas disposta a passar mais uma noite sendo interrogada se preciso, pra acabar de uma vez por todas com esse pesadelo. Coloquei meu celular pra carregar, liguei pro Jeff, ele estava voltando do hospital com a Ashleigh e estavam vindo pra cá. Assim que eles chegaram, contei a última novidade e o Jeff saiu na mesma hora pra procurar o cara no City Market. Tadinho… ele tá arrasado. Todos nós estamos. Quando ele voltou, ligamos pro Drew pra saber como ele estava e ele já estava em casa. Então fomos lá pegar ele pra ir no hot tub com a gente.


Ficamos os quatro sentados um em cada canto da piscina, todos mudos, olhando pro nada. Aquele silêncio pesando nas nossas costas e tanta coisa passando por nossas mentes. Tristeza. Mas apesar de saber que nunca mais seremos os mesmos depois de ontem, tenho certeza de que tudo vai acabar bem e de que amanhã todos nós seremos mais fortes.

11/02/2008 - TRISTE RETRATO DO MEU PAÍS


Hoje fui trabalhar empolgada porque de noite ia numa brazilian party em Breckenridge. Era aniversário do Jayme, meu amigo gaúcho que mora lá com mais dez cariocas. Ele ficou o dia inteiro no trabalho me falando sobre a festa, contando que eles compraram um monte de bebida, luz, som, que a festa seria de arromba e eu poderia levar meus amigos americanos.

Então convidei todos os meus amigos mas só o Drew e a Ashleigh toparam a parada. O Drew veio nos buscar aqui em casa às nove da noite, passamos no Summit Cove pra dar uma carona pra mais 3 brasileiros e chegamos na festa às dez.

Tudo estava indo perfeitamente bem, eu e meus dois camaradas americanos ficamos meio deslocados porque na festa só tinha brasileiro e todos só falavam português então fiquei fazendo sala pros meus amigos. Lá por onze e meia da noite o Drew quis ir embora. A Ashleigh estava começando a ficar bêbada demais, o que na verdade era muito estranho porque ela só tomou dois drinks de vodka e energético e um shot de tequila. E a gente bebe muito mais do que isso quase sempre e não fica naquele estado.

Então eu disse pra ela que o Drew já estava no carro nos esperando, que ela fosse indo pois eu ia no banheiro. Quando saí do banheiro e não vi mais a Ashleigh, me despedi do Jayme e dos poucos brasileiros que conhecia na festa, que realmente estava bombando, e fui pro carro. Mas a Ashleigh não tava lá. Então voltei pra procurar ela, entrei em todos os quartos, pedi pra acenderem a luz porque não se enxergava nada na sala, mas os idiotas não acenderam. Então comecei a perguntar onde estava a minha amiga pra todo mundo na festa, e um cara veio com uma câmera me mostrando o que ela estava fazendo… vi uma foto de um cara lambendo ela e na mesma hora me subiu o sangue porque a Ashleigh tem namorado, ela é completamente apaixonada por ele e eu sabia que havia algo de errado em alguém fotografando ela sendo chupada por um idiota qualquer naquela merda de festa, então perguntei, onde ela está e o cara apontou o lugar.

Cheguei no closet próximo ao hall de entrada e ela estava esparramada no chão, completamente mole e desacordada, com um gordo escroto em cima dela, e um monte de cara em volta olhando. Fiquei possessa. Empurrei todos os doentes que estavam lá olhando, chutei o gordão, ele caiu de lado e esmurrei duas vezes a cara dele, uma porrada deu no lado da cabeça e a outra no pescoço, eu estava cega, errei o nariz do cara em duas tentativas, então o cara conseguiu levantar e fugir.
Comecei a vestir minha amiga e arrastei ela até o hall de entrada pra colocar seus sapatos. De repente, um cara passou voando por cima da gente, uma briga estava rolando mas eu não tava nem aí, tudo que eu queria era colocar a porra da bota na minha amiga e cair fora daquela festa. Então o Jayme veio desesperado pedindo pelo amor de Deus, tira teu amigo americano da festa que os caras vão matar ele.

Não entendi nada, estava tentando tirar a minha amiga da festa, e o Drew supostamente era pra estar nos esperando no carro. Mas infelizmente ele voltou pra festa pra procurar a Ashleigh também e se meteu numa encrenca por pouca bosta, uma garota deu com uma garrafa de cerveja na cabeça dele, não se sabe se por querer ou não, então ele jogou cerveja na garota e o namorado dela foi pra cima dele, não só ele, mas seus amiguinhos cariocas bombados também. O Drew é tão pequenininho, magrinho, baixinho... que grande covardia, que monstros aqueles idiotas.

Resultado, meus dois amigos americanos foram corporamente e seriamente lesados. Arrastei a Ashleigh pro carro e o Drew estava nos esperando com a cara toda ensangüentada, deformada, suas mãos, tinha sangue por tudo… perdi o chão, e aqueles foram os piores momentos aqui em Keystone e provavelmente em toda a minha vida. Só senti algo pior quando meu pai morreu. O nó na garganta, o peso no peito, o desespero… um pesadelo.

Paramos no posto próximo a festa e ligamos pra polícia, eles chegaram em menos de dez minutos com uma ambulância e duas viaturas. Pegaram nossas identidades, o Drew foi pro hospital de ambulância, e eu fiquei explicando o que tinha acontecido pros policiais e quando eles tentaram interrogar a Ashleigh ela não falava nada, só resmungava coisas sem sentido.

Então eles levaram a Ashy pro hospital também porque ela estava visivelmente dopada, e eu fiquei encarregada de mostrar para os policiais onde era a festa. Entrei na viatura, apontei o caminho e fiquei dentro do carro, conforme eles mandaram.

Um tempo depois um dos policiais veio me buscar pra eu tentar reconhecer o estuprador mas ele não estava mais na festa. Então eles me levaram pro hospital também e lá um detetive veio me interrogar de novo e eu tive que reconstruir toda a história. Não parava de chorar um segundo.
Os policiais foram muito bacanas e me garantiram que com as informações que eu lhes dei seria fácil encontrar o filho da puta que estuprou minha amiga.

Depois eles me deixaram ver meus amigos, o Drew levou pontos no rosto e fez todos os tipos de exame. Está com cinco fraturas na face e felizmente não houve nenhum dano cerebral, mas vai ter que fazer uma cirurgia pra remover pedaços de ossos e colocar algumas platinas... A Ashleigh seria encaminhada para um setor de toxologia e seria submietida a uma série de exames corporais e de DNA e eu não poderia ficar com ela. Então às cinco da manhã os policiais me trouxeram pra casa.

Não tenho palavras pra explicar o quão mal eu estou. Estou me sentindo culpada por tê-los levado naquela merda de lugar. E o pior de tudo, estou morrendo de vergonha de ser brasileira. Por que aqueles playboyzinhos idiotas não espancaram o cara que tava estuprando minha amiga, não, os doentes ficaram lá olhando e ainda tiraram fotos daquela cena degradante. Estou revoltada. Triste, destruída por dentro, completamente sem norte e humilhada.

Mas não vai ficar assim. Não vou dormir enquanto não botar este filho da puta atrás das grades, onde ele provavelmente vai apodrecer se for julgado pela lei americana. E os playboyzinhos que bateram no meu camarada vão ter que gastar uma boa grana do seu rico dinheirinho pra pagar as contas de hospital, cirurgia, danos corporais, dias de trabalho que ele vai faltar e tudo mais.

É. Estes brasileiros que denegriram a nossa imagem aqui estão encrencados, e certamente vão pagar pelo que fizeram. Por que aqui, meus amigos, a lei é Lei. Aqui as coisas funcionam. Aqui os policiais existem para nos servir e proteger, e não para nos intimidar ou abusar do poder. Motivo pelo qual não, não quero mais morar no Brasil, eu tenho vergonha do meu país e sei que o que aconteceu nesta noite é um reflexo de quão banalizada é a violência aí e de como não temos mais valores.

Eu sinceramente espero que esses guris tenham irmãs, ou que um dia tenham filhas, e que se lembrem de que elas podem a qualquer momento estar nesta mesma situação.

10/02/2008 - Hanging out with friends



Depois do trampo fui até Dillon conferir minha P.O.Box porque estou ansiosa pra receber a carta da Tininha. Mas não tinha nada além de junk mail, então fui até Frisco pra comprar um fone novo pra mim.

Cheguei em casa quase congelando de frio, não estava muito bem agasalhada, somente com o uniforme e com uma jaqueta mais… então tomei um banho quente e uma sopa enlatada horrorosa e tava pronta pra ir dormir. O Drew me ligou convidando pra ir no Goat mas não tava afim de ir lá de novo…

Lá pelas nove chegaram a Ashleigh e o Jeff aqui em casa e ficamos jogando conversa fora e tocando violão até meia noite e pouco. Estamos planejando de ir buscar o Bruno em Denver… vamos um dia antes pra curtir uma balada de blues e no dia seguinte vamos pro aeroporto.

Então quando o Bruno aparecer no saguão eu vou sair correndo em sua direção e vou pular no pescoço dele e vou beijá-lo escandalosamente por alguns minutos, até perder o fôlego. Então vou apresentar meus dois melhores amigos pra ele e nós vamos almoçar. Daremos uma volta em Denver, no centro da cidade, pra tirar umas fotos legais antes de subir a montanha.

Mal vejo a hora! Eu amo você, meu amor. A falta que você me faz não é brincadeira… e todo esse tempo longe só fez crescer meu sentimento e minha admiração por você. Faltam só 19 dias. 19 dias. DEZENOVE DIAS!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

09/02/2008 - Hate to loose!



Fuck! Odeio perder, e sim, hoje só mandei mal… mandei mal na sinuca, mandei mal no foosball, mandei mal, mandei mal. Réiva! Tava puta da cara e ainda por cima uma amiga idiota da Ashleigh ficou bêbada e me irritou, quase dei um murro na cara dela. Sim. Acho que a TPM está de volta rondando o meu adorável ser.

O trabalho foi susse. Mesmo sem música, porque estou trabalhando sozinha e não preciso ficar ouvindo as estúpidas músicas mexicanas ou assistindo telemundo...

Cheguei em casa e o Bryan veio aqui e eu tava sem saco pra ser simpática e disse que tava saindo. E saí, fui no Goat e perdi tudo e a idiota da amiga da Ashleigh me tirou a vontade de ficar lá. Liguei pro meu amigo bus driver e ele me trouxe na porta de casa e essa foi a única parte legal do dia.

08/02/2008 - Sweetdreams



Ontem ficamos apavorando até as três da matina então hoje acordei que era um caco pra ir pro trabalho. Mas fui. E fazia tempo que não tinha tanto quarto pra limpar. E eu estraguei o fone de ouvido do meu I-pod, so yeah, I had to work without music today.

Não sei qual o meu problema com fones… sempre estrago! Ou eles simplesmente param de funcionar, ou simplesmente eu os parto em dois pedaços. Definitivamente tenho que comprar novos fones.

Cheguei em casa podre podre podre de marré marré marré e a Ashleigh me ligou pra gente sair mas não, desta vez a minha cama estava mais convidativa que qualquer hang out with friends.

E assim fui pra cama às oito da noite e dormi feito um anjo até às cinco da manhã, quando o despertador da maluca da minha roomate tocou e ela não ouviu e eu que tive que ir lá desligar… o bom de tudo é que durante a noite eu não ouvi nem um oh my god da minha roomate, ela chega lá por onze, onze e pouco e fica no rala e rola até altas... mas desta vez o sono pegou pesado. E sonhei com muita gente que eu amo aí no Brasil. Saudades hojes especiais do meu brother Gu, ele ia adorar este lugar, tenho certeza que ia apavorar no snowboard.

Ai ai… quanto mais chega perto o dia de eu ir embora, mais feliz eu fico por saber que vou rever o meu adorável esposo, e toda a nossa família que eu amo tanto! E por outro lado, já estou começando a ficar com saudades daqui…

Embora meu trabalho seja uma bosta, eu mais me divirto do que trabalho, certamente. E nunca apavorei tanto, nunca saí tanto, nunca me senti tão jovem com quase trinta, nunca imaginei que fosse ser tão bom ser brasileira no meio dos americanos, também nunca pensei que fosse dar uma de snowboarder, e nunca vi uma paisagem tão encantadora! Tanta coisa! Definitivamente… Eu nunca vou esquecer isto aqui. E sim, vou voltar numa próxima estação, desta vez casada e com meu amorzão!!

07/02/2008 - The Foosball Queen




Fui pro trabalho e felizmente tinha pouco serviço pra muita gente. Então só fiquei me enrolando pra fazer hora. Cheguei em casa e a Tyra tava batendo na minha porta. Ficamos aqui conversando, e de tardinha recebi uma ligação maravilhosa do Brasil, era o Bruno e a Cris. Enquanto eu estava no telefone minha amiga foi se arrumar pra gente ir jogar sinuca. Acho que viciei. Conto os meus quarters em sinuca. Se tenho 6 quarters (one quarter = vinte e cinco cents americanos) tenho uma sinuca e meia. Hehehhe…


Chegamos lá e as duas mesas estavam ocupadas, com um monte de moedas para as próximas rodadas. Então me empolguei que na noite passada estava mandando bem no pebolim e resolvi investir minhas moedas no pebolim mesmo. Joguei sozinha com um americanozinho idiota e ele tava me humilhando. Então deu um não sei o que em mim, baixou o ronaldinho, hehehe, e ganhei de virada. E assim foi.


Meus amigos - Ron, Lisa, Tyra, Tina, Chris - estavam assistindo e me incentivando, yeah, kick his ass, look at her, shes the foosball queen man, e eu estava me sentindo o máximo! Yeah! Foi muito divertido! Então o Alex, o meu parceiro de foosball da noite anterior chegou e quis jogar em dupla e fodeu tudo, perdemos bonito.

Meu xará Alex. Ele está rindo da minha roomate.

Quando acabaram-se os nossos quarters e viemos aqui pra casa, eu, o Alex, a Tyra, a Ashleigh e o Jeff. Ficamos tocando violão e apavorando na cozinha e aqui no meu quarto, só pra deixar a minha roomate constrangida, uma vez que sim, ela estava com o manezão... pffff!

06/02/2008 - Rocking the mountain and the bus service!




Hoje fui fazer snowboard sozinha, numa montanha mais radical, chamada Montezuma, em Araphoe Basin. Que aventura! Peguei a rota azul, mas no meio do caminho sei lá o que eu fiz que entrei na rota preta e puta que pariu, é uma pista cheia de ondulações, rugosa, horrorosa, enfrentei as curvas mais radicais e íngremes as quais jamais imaginei que pudesse dominar… e na verdade, não dominei, caí pra burro, mas serviu pra eu aprender mais. Hehehe…

Cheguei em casa podre e morrendo de sede, com as pontas das orelhas ressecadas do frio, e elas estão descascando, ugh, that’s disgusting. Tomei um banhão quente e durante o banho uma cerveja gelada e olha, que coisa boa tomar uma cerveja no banho!!!!

De tardinha fui no Goat jogar sinuca. Fui sozinha porque nenhuma vivalma quis ir comigo e eu não queria ficar em casa, já que minha roomate está se saindo uma grande - em todos os sentidos - ninfomaníaca. Cheguei no bar e todo mundo me olhou como se eu fosse uma esquisita, acho que aqui não é muito comum garotas irem em bares sozinha, mas blé, não tô nem ligando. Coloquei minhas moedas na mesa, fui comprar uma high life e fiquei esperando chegar minha vez. E rárá, tirei o fodão que estava há três rodadas (desde quando eu cheguei) jogando e ganhei mais dois jogos, o que significa que ganhei 3 rodadas e só paguei uma. Depois a Ashleigh chegou e a gente jogou pebolim (foosball) com mais dois garotos, e o meu parceiro era meu xará, também se chamava Alex.

Pouco antes da meia noite recebi uma ligação abençoada! Há dois dias atrás conheci o Drew, motorista do E.A.S.E Bus (Extended Area Service Express), único ônibus que funciona até meia noite e até duas da matina nos finais de semana. Conheci ele no Goat, naquele dia maluco da tequila. Ele é da Florida, um toquinho de gente, magricelo e mais baixo que eu, enfim, eu nem lembrava que tínhamos trocado telefones. Quando ele me ligou e eu vi “Drew” no meu celular, eu perguntei pra Ashleigh, who tha fuck is Drew, e ela disse, the bus driver, and then I remembered that night, I was drunk and told him that he’s always so angry and the other drivers are so cool.

Enfim, pedi desculpas e expliquei que tinha bebido um pouco demais naquela noite e ele disse que tudo bem, e me perguntou onde eu estava e eu disse que estava no Goat, então ele ofereceu uma “carona”… resumindo, não precisamos andar do ponto até em casa debaixo de neve, ele nos deixou aqui na porta de casa! Hahahaha… me senti tão importante! O ônibus entrando no Sunrise Housing e me deixando aqui na frente… eu sou foda!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

05/02/2008 - Madri Gras Street Party and Parade


Acordei às sete e meia da manhã com a Ashleigh batendo na minha porta, pois ela tinha esquecido o uniforme do trabalho dela aqui em casa. E ela estava feliz da vida! O Jeff, de quem ela gosta, passou a noite com ela e finalmente a beijou!
Durante o dia não fiz nada além de arrumar o meu quarto e ler. Às quatro e meia fui pagar meu último aluguel e fui pra River Run presenciar o evento que é para ser o carnaval dos americanos. Um frio animal, embora não estivesse nevando.
O desfile demora mais ou menos duas horas, mas eu não fiquei até o fim, estava congelando. Os carros alegóricos são caminhonetes, caminhões, tratores, enfeitados de acordo com o tema que o bloco escolhe. As pessoas ficam pulando e dançando enlouquecidas em cima dos seus carros, que geralmente estão equipados com caixas de som poderosas. O melhor carro na minha opinião foi o do Super Mario Bros. As fantasias eram de bombas, nuvenzinhas, cogumelos, muito engraçado e bem original!



Enquanto vão passando, as pessoas que compõem os blocos ficam jogando colares de missanga pra galera. Muito bonita a festa, mas não, não tem nada a ver com carnaval. Primeiro porque as músicas são legais… os carros tocam rock, e não aqueles sambas-enredo repetitivos. Mas as fantasias e os carros são feitos sem qualquer profissionalismo, tudo em casa, improvisado, sem qualquer compromisso com a perfeição. Inclusive, eu acho que aqui a filosofia é: quanto mais tosco melhor.
É… foi mais congelante do que interessante. Mas adorei os colares!


E há um novo link no canto superior esquerdo desta página, com a música que compus aqui pro Bruno e que finalmente consegui publicar no youtube! Minha internet não é das melhores... ontem fiquei o dia inteiro sem conexão. Mas enfim, sou eu tocando e cantando e o Jeff, meu roomate (e não o garoto da Ashleigh), fazendo o B-box, uma espécie de percussão vocal, coisa de rapper. Espero que gostem! Eu errei toda a letra... yeah we can always do better. Bye!

04/02/2008 - Im going crazy!



Me and Erica



Acordei com dor de garganta e não fui trabalhar. Acho que por causa das cervejas quase congeladas de ontem no jogo. Fui almoçar em Frisco com a Ashleigh e com o Jeff e voltamos pra casa lá por quatro da tarde. Sem ninguém combinar nada, todo mundo resolveu bater aqui em casa hoje. A Erica, a Tyra, o Chris, o James… a galera foi chegando do nada, então resolvemos apavorar! Cada um comprou uma garrafa de sua bebeida predileta e mandamos bala. Eu, por causa da garganta não comprei cerveja, fiquei com a Erica nos shots de tequila, a Ashleigh e o Jeff nos shots de Jäger, a Tyra destruindo seu Jack Daniels com energético e o James e o Chris cagando nos seus uísques com coca-cola. Quando todo mundo ficou retardado, resolvemos ir no Goat jogar sinuca e pebolim.


Tyra, 36 anos, malucona!


Pra variar, eu apavorei todo mundo na sinuca e estou aperfeiçoando minha técnica pebolinesca. Deu meia noite e o James, o Chris e a Erica pegaram o ultimo ônibus, e uma hora depois eu, a Ashleigh e o Jeff voltamos aqui pra casa, a Tyra locona continuou bebendo… no bar não bebi nada além de água, tava uma pilha e morrendo de sede por causa dos shots de tequila com sal!

Também com essa mesa inspiradora, só posso apavorar!

Fazia tempo que não ficava tão retardada, não conseguia parar de dar risada na volta, e antes de entrar em casa fiquei igual uma idiota rolando na neve, fazendo guerrinha com a Ashleigh, comendo bolas e bolas de neve fresquinha! Foi uma bebedeira divertida… me senti uma criança! E depois do macaroni and cheese que a Ashley preparou e que eu quase comi cru de tanta fome que eu estava, dormi feito uma pedra!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

03/02/2008 - Superbowl Game


Cheguei em casa onze e meia, delícia de folga no domingo! Falei com o meu amor, o que tornou meu dia mais lindo ainda. Fui tomar banho e me arrumar pra ir até Dillon conferir minha P.O. Box e ligar pra merda da companhia telefônica que não aceitou meu cartão porque era internacional, mas debitou os meus créditos e não carregou meu celular. No entanto, notei que tudo ao redor estava parado. Cena estranha pra um domingo em Keystone. Encontrei a Ashleigh com uma caixa de cerveja, e ela estava indo pra casa assistir a final de futebol americano. Sim, um evento comparado à copa do mundo pra eles.

Dei meia-volta e assisti à grande final entre o New York Giants e New England Patriots. Os Giants ganharam de virada e eu pude entender como o jogo funciona… foi legal!!!!

No intervalo teve show do Tom Patty and The Heart Breakers. E eu liguei na companhia telefônica e vou ter que ligar de novo amanhã, mas eles me asseguraram que eu vou receber os créditos ou meu dinheiro de volta. Meno male.

02/02/2008 - Done with parties



Ontem depois do trabalho fui na Ashleigh, coz she told me were going to have a big party, since her crazy Jamaican roomate was out of town. Tomamos três Heinekens cada uma e os convidados começaram a chegar.

Já fui em festas melhores… e piores também. O fato é que eu não estava me diverted muito. Meia noite, hora de virar abóbora e ir pra cama. Não entendo porque quando certas pessoas bebem, ficam insuportáveis. Eu bebo bem e sempre fico na boa e, até mesmo quando passo dos limites, mantenho um certo grau de noção. É por isso não tenho paciência com esses cabaços americanos que tomam uma dose e se tornam seres repugnantes. Quase chutei as bolas de um idiotinha que folgou com meu cigarro.

Eu estava na casa da minha amiga, e tinha deixado meus cigarros em cima da mesa, e o imbecil simplesmente pegou a minha carteira e distribuiu 5 cigarros, quatro pra cada um dos seus amigos idiotas e um pra ele. Fiquei puta. Quer fumar, compre seus cigarros. Se não tem grana pros próprios cigarros , at least ask me first ok, you asshole.

Mandei todo mundo se foder, pedi meus cigarros volta e vim dormir. Bando de pedaços de merda. E era meia noite. Hora de virar abóbora. Adoro me sentir superior a esses americanos idiotas! Pensei que a Ahsleigh pudesse ter ficado brava comigo, pelo jeito que agi com seus supostos amigos. Mas meia hora depois ela tava aqui no meu quarto me elogiando… tinha mandado todo mundo embora. Hehehehe… não brinquem comigo seus americanos estúpidos. Because Im a crazy Brazilian girl! And I’ll kick your asses.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

01/02/2008 - A Day in Breckenridge

Jantar de quinta, de hoje não tem foto!

Acordei de ressaca e liguei avisando que não ia trabalhar. Dormi até às dez e meia e acordei bem melhor. Aproveitei pra terminar a revisão do Cancioneiro, livro da Mara cuja revisão já deveria estar pronta desde o Natal…

De tarde o Bryan ligou me convidando pra ir em Breckenridge, uma cidadezinha que fica do outro lado do Dillon Lake, que eu nunca tinha ido. Ele tinha que comprar um presente de Valentine’s Day pra namorada dele, uma peruana que atualmente mora em Miami. Saímos daqui às quatro da tarde, pegamos o ônibus e fomos.

Breckenridge é maravilhosa, tem um centro histórico em cuja praça estavam espostas esculturas de gelo. Também tem muitas galerias de arte, muitas lojas, restaurantes, bares, lamentei ter esquecido minha câmera em casa, mas certamente vou voltar lá algum dia desses pra tirar umas fotos.

Depois de comprarmos o presente, fomos jantar no Mountain Flying Fish, um restaurante de comida japonesa. Pelo preço, achei que não valeu muito a pena, pois os sushis daquela vez na casa da Christina estavam melhores. Mas como não fui eu quem paguei, whatever.

Estou tão ansiosa, faltam somente 28 dias pra eu ver o meu amor e eu tenho que planejar a nossa estadia aqui. O Bryan já ofereceu os tickets gratuitos pros lifts que ele tem, porque pra subir a montanha por um dia você paga 90 dólares por pessoa. Uma fortuna. Eu não pago nada, posso subir quantas vezes eu quiser, mas para a família só tenho tickets de desconto de U$40,00.

Também vou improvisar uma porta aqui no meu cantinho, pra podermos ter a nossa privacidade, dentro do possível é claro. Até já afanei um lençol do hotel para isso. Preciso agora de corda e parafusos. E a Amber que se cuide, proque não vou me preocupar, como ela, em ser discreta. Hehehe… mal posso esperar! Minha vingança será maligna! E ao mesmo tempo deliciosamente benigna… uhu!

31/01/2008 - Party in my place


Hoje foi dia de pagamento e este é o único dia que não ligo de ir trabalhar. Descansei bastante nos últimos dois dias e me senti especialmente bem disposta pra limpar tudo sem achar uma bela bosta. No final do expediente a Ashley me ligou dizendo que tinha feito compras e que iria cozinhar comida Mexicana, desta vez comida Mexicana de verdade, tortilhas picantes.

Encontrei com ela no ônibus e viemos aqui pra casa. Além dos meus roomates ela convidou o Jeff e o Bryan. Às seis e meia o Jeff chegou com uma caixa de Corona, e lá pelas sete e meia chegou o Bryan com uma garrafa de vinho. A Ashley pra variar comprou um Jägger, sua bebida predileta, que se parece bastante com a nossa catuaba.



A comida estava realmente deliciosa, e o jantar foi um sucesso. Ela cozinha muito bem. As companhias foram agradáveis, uma vez que o Jeff e o Bryan são oátimos e que o Jeff, meu roomate, e a Brittaney também são muito divertidos. A Amber tava no trabalho, e quando ela chegou, chegou de mau humor e desligou o som. Então peguei o violão e fizemos um som na cozinha.

Deu meia noite, meus roomates foram dormir e eu já tava pra lá de Bagdá, então pedi desculpas a todos e os convidei, delicadamente na medida do possível, a se retirarem do meu recinto!

30/01/2008 - Employee Party


Hoje não fiz nada, fiquei em casa o dia inteiro e só saí de tarde pra lavar roupa. Detesto ir na lavanderia. É um saco ter que ficar esperando… pior ainda deixar a roupa lá lavando, depois ter que voltar pra colocar na secadora, depois voltar e dobrar tudo, afff… sem falar que após toda a sessão me sinto uma baleia orca, pois as roupas encolhem e é um sufoco pra vesti-las!


De noite fui no jantar que a empresa ofereceu pros empregados, supostamente era pra ser comida Mexicana. E era, mas os tacos não estavam apropriadamente picantes, como deveriam ser. De qualquer maneira, comi bem, tinha uma banda chamada Mariachis e eles tocaram boa música Mexicana, uma vez que até agora só escutei os lixos sonoros lá produzidos devido ao péssimo gosto musical de minhas companheiras de trabalho cucarachas.


Depois tinha patinação no gelo na faixa, mas eu estava com tanta preguiça e fazia tanto frio que resolvi voltar pra casa dormir!