sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Artemísia Vulgaris ou Mugworth: A Força Mágica das Ervas




Eu ouvi falar desse matinho pela primeira vez através de uma amiga que tive, a Suzana. Su se foi muito cedo, morreu sozinha no leito de um hospital público em Curitiba após complicações respiratórias causadas por recorrentes pneumonias. Por pouco não foi sepultada como indigente… demorou semanas para a mãe dela saber do paradeiro da filha.


Su era uma menina dócil, silenciosa e com tendências suicidas. Por ser diferente, era taxada de "doida." Filha de imigrantes japoneses, Su cresceu no cu do Brazil com a confusão de uma identidade incompleta e hifenizada. Era brasileira, mas era japonesa. Ou talvez não fosse brasileira nem japonesa. O pai da Su era engenheiro agrônomo, lavrador, e faleceu alguns anos antes que ela. A mãe era doente, depressiva, acumuladora, e nunca aprendeu Português. Su via na mãe a origem de todos os males e frustrações de sua vida. Às vezes Suzana escrevia no face aquele textão raivoso, um desabafo que ninguém entendia bem o que era, nem por quê nem pra quem ela estava falando, mas eu sim sabia o que era, de onde vinha e a quem ela estava se referindo.


Minha mãe um dia notou e disse, nossa, Xanda, você viu o que aquela sua amiga japonesa postou hoje no feice? Por que ela é assim? Ela é doidinha né? Doidinha, sim, quem não é… Mas antes de ser doida ela era uma mulher, meiga, boa, amiga, uma das poucas que sempre foi me visitar toda vez que eu fui ao Brasil.


Durante essas visitas a gente falava bem e mal do mundo, dava muita risada e cantava David Bowie no jardim e fazia planos para o futuro tão incerto e sem esperanças que ela tinha. Acho que era por isso que a Su gostava de mim. Eu enchia a vida dela de música e de possibilidades fantásticas. Bolsas de estudo no Japão. Projetos culturais de curta metragem. Livros de haikai. Tour ecológica nos bairros de Curitiba para conhecer as ervas daninhas que eram boas pra saúde. Su gostava de arte, literatura, cinema, de ler e de escrever poesias e de plantar e conhecer as propriedades medicinais das plantas. Mas Su nunca levou nenhum desses projetos a cabo.


Um dia ela me disse que tinha muita Artemisia vulgaris no caminho entre o Barigui e a casa dos meus sogros e que a Artemísia era ótima para cólicas menstruais. No mesmo dia ou semana em que ela me disse isso, um outro amigo meio "xamã" publicou no Facebook sobre a Artemísia, e como ela vinha sendo usada na medicina popular e tradicional do mundo todo por séculos e séculos. Era a erva fundamental para o trato do útero, para descer ou regular a menstruação, ou para quaisquer inflamações ou doenças femininas tipo cistite, vaginite, ovário policístico, etc.


Artemísia é sim uma erva feminina, o próprio nome da planta vem de Artemis, a grande deusa grega da guerra. E a danada é daninha, dá em todo lugar, e ainda tem efeitos psicotrópicos e mágicos, ajuda a ter insights, "sonhos vívidos," e a se lembrar dos sonhos. Por outro lado, ela é uma erva extremamente tóxica e deve ser consumida com parcimônia. Grávidas e lactantes não podem ingeri-la, nem em pequenas quantidades. O resto dos mortais devem evitar seu uso prolongado. Achei tão interessante essa coincidência, de ler mais sobre algo que acabara de saber da existência, que marquei a Su nessa postagem.


Votlando para os EUA eu busquei saber se em Atlanta tinha artemísia, ou mugworth, mas nunca achei a erva, nem naquelas prateleiras de chás e temperos a granel que tem nos mercados internacionais daqui.


Porém, eis que ontem encontrei a Mugworth numa lojinha do lado de casa, Health Unlimited. Na hora peguei um saquinho, enchi com a erva, voltei pra casa, fiz o chá. Tomei com mel porque ele é bem amarguinho. Lembrei com carinho da Su. Sorri sozinha no quintal, não estava frio, tinha um solzinho bom e eu aproveitei pra lagartear por ali. Eu e Su sempre nos sentávamos na grama do quintal dos meus sogros, sob sol do inverno curitibano, pra meditar sobre a vida e as nuvens… senti que o vaporzinho do chá de artemísia me soprava o espírito da Su. Mandei boas vibes pra ela e pro universo.


Minhas aftas (estou com 4) pararam de doer na hora e minha garganta também melhorou imediatamente. As plantas curam. (Minha mãe tinha um livro com esse título.) De noite eu tive um sonho muito doido… que eu estava no aniversário do Flávio Bastos, mais conhecido como Júpiter Maçã. A festa era tipo numa chácara, que podia ser a casa dele ou o Bar do Morro em Sapiranga, não sei, quase não havia móveis. As pessoas começaram a chegar, tinha gente de todas as tribos, sexos, idades. Eu aparentemente era amigona do Jupiter, apesar de na vida real a gente ter se cruzado uma ou duas vezes e nossas interações sido altamente tóxicas e etílicas. No sonho nosso papo era aberto, artístico e intelectual, sobre a estética modernista, sessentista, e psicodélica do Sétima Efervescência.


Na festa também estavam Bruno e o baby, a minha mãe e a minha irmã, uns índios guerreiros, com máscaras, de corpos pintados, e umas meninas todas de glitter e tule, vestidos espalhafatosos, outras de roupa mais simples, como eu. Era um happening muito doido com comida e bebida -- uma hora a cerveja acabou e eu pedi pra um garçom trazer mais, eu ia colaborar pra pagar as beras mas meus dólares eram falsos. Tive que pagar com cartão.


O Bruno foi convidado a participar de uma dança em que ele se deitava em cima de uma garota e depois vinha outra por cima, e a coreografia era um misto de dança rastejante com ilusionismo, de repente todos sumiam. Eu fiquei com ciúmes mas fingi que estava de boa… saí da muvuca meio puta, era noite, uma fina neblina embaçava a luz do poste e carregava de brisa gelada os ares dos pampas onde a gente fumava. Amanhã faz sol e céu azul, eu disse. E o Flávio corrigiu. "Não, não... aqui não funciona assim. Aqui chove o tempo todo," e notei que a neblina era na verdade uma chuva fina que caía, um véu constante que deixava a noite branca e misteriosa, mas não menos escura nem menos iluminada.


A arte da artemísia é essa de nos reconectar com seres guerreiros, seja Júpiter e ou seja Su, ambos kamikasis, ambos Samurais na sombra de bonsais, habitantes de outras esferas muito acima de nossa razão, eles que sempre conheceram e compreenderam, como nenhum de nós, a pequenice da vida diante dessa louca imensidão do cosmos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Cuarenta en Cancún

Da esquerda para a direita: Fatiminha, eu, Bruno e BoniTony, e Ivovô

Não se iludam, raros leitores, vou limitar meu muy malo Espanhol apenas ao título desta postagem. Ela narra, um pouco tardiamente, nossa primeira aventura no mar do Caribe. A viagem foi um presente do meu maridão para celebrar, em grande estilo, meus quatro decênios de existência.



Saímos do frio de Atlanta na sexta-feira, 14 de dezembro, véspera do meu niver. Não foram nem três horas de voo até desembarcarmos no verão da Península de Yucatán, ao sul do México. Mal chegamos no aeroporto e já fomos cercados por ambulantes do turismo. ¿Hablan Español? English? Eles perguntavam e, nas duas línguas, iam nos oferecendo todo tipo de pacote para pirâmides, passeios marítimos, experiências piratas, etc.



Conseguimos nos desvencilhar dos primeiros vendedores e saímos pegar a van que nos levaria até o hotel, um resort excelente chamado Panama Jack. A vista do nosso quarto era de tirar o fôlego, de um lado tinha o verde fosforescente do mar do Caribe, do outro o verde escuro de um dos muitos lagos que banham a Península.


O Panamá Jack oferece estadia completa com refeições e, o mais importante, muitos bons drinks, tudo incluído. Portanto, tudo o que você tem que fazer, além de comer, beber, se divertir e relaxar, é dar "propinas" (gorjetas) para os funcionários.




Tiramos um dia para fazer um passeio até as ruínas de Chichen Itza, que foi, antes de Colombo, um importante centro político e religioso da civilização Maia pré-colombiana.


O passeio incluiu outras atrações como a visita a uma vila Maia moderna e a um dos muitos "Cenotes"--ou furnas-- que serviam, de acordo com as antigas tradições maias, não apenas para fornecer água. Alguns deles eram exclusivamente tratados como um lugar sagrado, onde sacrifícios e oferendas aos deuses eram realizados.



Yucatán é um México completamente diferente, a paisagem praiana do Caribe à parte, o interior é coberto de vegetação, portanto não remete em nada o solo desértico do centro e norte do país. A comida, a simpatia e amabilidade dos Mexicanos, no entanto, continuam as mesmas!

 

A semana passou rápido demais, mas deu pra relaxar e descansar e renovar as energias para um 2019 cheio de novas emoções... que aventuras nos aguardarão quando chegarmos para redescobrir no Brasil em Abril? Aguarde as próximas postagens...





quinta-feira, 8 de março de 2018

O Futuro é Feminino?

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Como muitas mulheres que conheço e desconheço, hoje dia 8 de março, acordei um pouco revoltada com a hipocrisia da data. Ao apontar para esta hipocrisia não quero diminuir a importância deste dia, muito pelo contrário. Quero chamar a atenção para o fato de que, em pleno 2018, portanto há mais de 100 anos depois que ela foi criada, ela ainda seja necessária para garantir uma reflexão acerca do que significa ser mulher hoje. Todo dia é dia para celebrar nossa beleza, nossa força, nossa resiliência, nossa capacidade de suportar as dores e as humilhações a que somos submetidas repetidamente, seja por nossa formação biológica, seja por nossa sociedade opressora e patriarcal.

Todo dia é dia para lembrar à sociedade que nos marginaliza, da nossa centralidade para a (r)existência, da nossa importância enquanto agentes principais na formação, na nutrição, e na educação de seres humanos (bons e ruins), e do nosso valor que vai além, muito além, da nossa capacidade de trabalho, quase sempre  tão mal remunerada e pouco reconhecida.

Todo dia é dia para lembrarmo-nos de que sim, somos mulheres de fases. E que isso não deveria ser interpretado como um defeito, como algo negativo. Precisamos reconhecer e assumir a nossa essência, aquela que muitas vezes se mostra "irracional" ou "ofensiva demais" em nossas TPMs. Precisamos do 8 de março para lembrar que a TPM -- a qual muitas vezes usamos como justificativa para nos desculparmos por súbitas tendências "antissociais," por crises de choro, ou ataques de nervosismo -- não significa estar vulnerável e sentimental. Significa, sim, estarmos fortes o bastante para nos mostrarmos sem máscaras, sem resguardos, e para darmos vazão às nossas emoções mais profundas que a sociedade, no afã de nos adestrar, nos ensinou a reprimir e a esconder.

Precisamos do 8 de março para refletir sobre esses preconceitos que nos tolhem e nos amarram. Precisamos desta data para tentarmos ampliar nossas ferramentas de combate a esses preconceitos. Precisamos deste dia para evidenciar que a nossa luta é diária.

Mas e o futuro? Será o futuro feminino? E se for? O que isso significaria?

Menos patriarcalismo, mais mulheres nos livros de história. Filhos que não sejam machos, mas sim, homens. Filhas que não sejam escravas dos padrões de beleza e de comportamento impostos pela sociedade. Uma sociedade que não imponha ideais de masculinidade e feminilidade, mas que respeite a natureza, as vicissitudes, a fluidez, e as peculiaridades inerentes a cada um de nós.

Um futuro feminino, para mim, não eliminaria nem reprimiria o masculino. Um futuro feminino apenas cuidaria mais do meio ambiente e dos seres vivos em geral. Investiria mais no amor, na compreensão, no respeito, na educação. Valorizaria mais o tempo com a família do que as horas remuneradas de trabalho. Dedicaria-se mais e mais plenamente à produção de seres humanos melhores, mais felizes, e mais completos. Não é disso, enfim, que o mundo precisa?

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O Café e a Fé

Confesso que tenho estado desmotivada no trabalho. Toda manhã é uma luta pra estudar, ler e escrever sobre os mais de 300 livros que preciso saber para passar nos meus exames. Então, para animar a lida, comecei o dia fazendo uma quantidade, talvez exagerada, de café. Aqui nos Estados Unidos temos “pequenos canecos” térmicos que refletem a mania de grandeza do país. O tamanho do artefato é justificável por ser inversamente proporcional à intensidade do “cháfé” americano. Mas o café que eu compro não é fraco, é bem forte, colombiano, tipo o tradicional cafezinho brasileiro. Hoje com mais sono por estar tomando remédios para gripe (faz 12 dias que estou doente), resolvi encher o caneco. Parte de mim achava que isso era uma ótima ideia. Você precisa estar atenta e esse café vai te manter acordada e te deixar alerta. Outra parte me autocondenava: minha filha, pra que tudo isso, você tem certeza de que todo esse café vai te fazer bem? Ignorei. Trabalho em primeiro lugar. Enfim.
Trouxe o café para o meu “home office” que consiste de uma pequena escrivaninha abarrotada de livros canetas e computadores no fundo do meu grande quarto. Mas recém passado, o café ainda estava muito quente, assim pelando, então resolvi tirar a tampa da caneca térmica para que esfriasse um pouco. Repousei o caneco na mesa, atrás do laptop. Estava bom. Aroma perfeito! Comecei meu trabalho, e entre um livro e outro, e algumas linhas escritas, eu dava uns golinhos, que prazer, que prazer enorme é tomar um café gostoso e quentinho logo cedo. Mas não sei o que aconteceu, acho que esbarrei num livro, ou puxei o fio do computador prum lado, só sei que quando vi o meu copão de café virou na mesa, e ele estava sem tampa, e cheio até praticamente a boca. Foi aquele splésh. Que merda! Que MEEERDAAAA! Eu gritava ao mesmo tempo que saí correndo pegar uns panos na lavanderia para limpar o estrago. Mas no meio do caminho, ao invés de começar a chorar, eu ri. Ri e me senti idiotamente bem. Acho que era aquela parte de mim que julgava ser ruim tomar muito café.
Limpando primeiro a mesa, fiquei aliviada pois os livros que molharam eram meus e ufa! Não os da biblioteca. O meu computador estava intacto. Nem um pingo de café aqui. No pé do monitor auxiliar, sim, tinha café pra todo lado, mas tinha também muita poeira, daquelas que estavam precisando há tempos de um pano e, agora, bem, agora já não precisam mais. O chão debaixo da mesa também estava uma vergonha, precisava ser limpo. Dos meus seis porta-lápis e canetas (eu não estou exagerando) apenas três molharam e só por fora. O café que estava pelando não me queimou. Ou seja. Minha reação de rir pode ter sido irracional, mas foi a mais correta, pois considerando o potencial do acidente, realmente, tive muito mais motivos para rir do que para chorar. E ainda por cima sobrou um pouquinho de café. A quantidade certa? Talvez isso já seja polianar demais. Mas sim! Tenho mais sorte que juízo e não só isso, tenho muito mais sorte que azar!
Acendi uma vela e um incenso para os meus anjinhos musicais e agradeci por esse dia cinza e chuvoso e por tudo que eu tenho, inclusive, por meu trabalho. Nessa breve meditação, lembrei que amo o que eu faço, que eu escolhi isso para minha vida, e que mesmo se eu me revoltar e não querer mais seguir carreira acadêmica, um Ph.D. não vai me fazer nenhum mal. Não sei o que foi, se o santo para quem o café caiu me iluminou, mas me sinto ótima e estou mais motivada. Até a sinusite melhorou. Amém! Que assim seja. Obrigada universo. E cosmos, desculpe por mandarem um carro para nosso espaço ontem. Eu também achei o lançamento muito legal, mas por outro lado, esse lance do Starman no Tesla foi uma bruta desnecessidade. O que passa na cabeça desses homens muito poderosos? Por que eles gastam dinheiro com essas excentricidades espaciais quando a terra onde vivemos tem tanta coisa para mudar? Por que eles fazem essas coisas para agradar o próprio ego em nome da promoção do bem e do avanço da humanidade? Devemos perdoá-los? Oh well. Melhor voltar ao trabalho. Pelo menos as perguntas dos meus exames, todas elas terão uma resposta!  

No blog 2018 começou assim: depois de janeiro, mas antes do carnaval.



Uma das metas do ano é escrever todos os dias, não no blog, mas também no blog que andava largado. O Diário de Bordo fez dez anos ano passado e eu nem comemorei, que boba! Só porque fiquei com o ciático atacado por seis meses, dos quais três fiquei paralítica quase aleijada, tomando boletas fortes que me deixaram muito mal e deprimida? Estar viva e inútil, hm, não tinha mesmo o que comemorar. Fiquei afastada da universidade por um semestre, isso me deixou ainda mais pobre, de espírito e de dinheiro. Andei enfim muito abatida e me sentindo inútil e incompetente. Eu me culpei muito, e quando fui ficando boa e finalmente parei de tomar os remédios, bebi tudo o que não tinha podido tomar durante a fase mais aguda da crise. Ou seja. Não me tratei muito bem, não fiz muito para me ajudar. Para não ser assim tão injusta, eu me dediquei mais à minha família, eu fiz os exercícios da fisioterapia, eu voltei a estudar, então não, eu não me fiz só mal. E tudo bem se perder um pouco. O melhor de tudo é que tudo isso está no passado.

Minha coluna está bem melhor, tenho dor mas só na lombar (nunca achei que fosse achar isso bom), não preciso ir mais duas vezes por semana na fisioterapia, já consigo pegar meu filho no colo, correr, caminhar, dirigir, limpar a casa, ou seja, voltei a ter autonomia e a não mais depender da ajuda de outras pessoas. E que pessoas maravilhosas me ajudaram, e tanto! Vamos lá: meus orientadores, Tom, Jeff e Yanna, me apoiaram muito. Meu marido mais ainda, emocional e financeiramente. Minha mana Cris, minha mamãe me deram colo e colo pro Anthony, meus sogros Ivo e Fátima me cuidaram e cuidaram do Anthony, Flavinha e Caetano também vieram nos visitar e me animaram muito, minhas amigas da universidade, principalmente a minha amiga Audrey veio em casa quando pôde, cozinhou e faxinou enquanto eu não conseguia me mexer e não tinha nenhum familiar aqui. Também a Hannah me levou ao hospital quando eu não conseguia dirigir, enfim... se esqueci de alguém, pode me lembrar que eu edito isso aqui e incluo o nome. Sou rica de amigos. Amo vocês. Obrigada por tudo!

Das Postagens que não fiz em 2017:

2017 - Dezembro

  • Ano Novo em família, só nós (Bruno, eu e Bonitony) Ivovô e Vovó. Queijos e vinhos e champagne. Lindo.
  • Natal foi aqui em Atlanta e contou com a presença em peso da família do meu amor. Além do sogrão e da sogrinha, vieram a bisa Diva, a Marina, a Berna, o Gustavo e o João Pedro. Nosso amigo (e ex- vizinho) Josh também passou o Natal aqui. 
  • Aniversário, festa de última hora? Não. Um girls night out na véspera com Audrey, Danielle, Jeniffer, e Jen, muitos drinks e ostras, chique, me lambuzei. No dia 15 saí jantar com meu amor, fomos comer sushi no Tomo! Lambuzei-me mais.
  • Teve show de Natal dos Criaturas, foi live stream e mais de 2000 vizualizações. 


2017 - Novembro

  • Teve aniversário de 2 aninhos do Anthony, com todos os vovós! Vó Lita, Vó Fátima, vô Ivo, e muitos amigos.
  • Teve muita festa e rota da cerveja com Caetano e Flávia.


2017 - Julho/ Agosto

  • Viagem ao Brasil. Não consegui fazer minha pesquisa no Rio, São Paulo e Brasília como estava programado, porque não conseguia nem sentar nem caminhar nem ficar de pé sem urrar de dor. 
  • Foram seis semanas de cama e fisioterapia, idas ao terreiro, curandeiro, quiropata, acupunturista, e muito tramol, mas nada ajudou muito... voltei pra casa e mal conseguia andar


2017 - Maio

  • Conhecemos Seattle e o Alaska para comemorar os 40 anos de casados da Fátima e do Ivo! 
  • Tirando a dor nas costas que começaram aí, e o voo direto que perdemos em Atlanta, o que nos fez esperar 6 horas até nos colocarem num avião para Los Angeles, e de lá para Seattle, foi tudo lindo. 
  • Fiz um diário de bordo no caderninho sobre as aventuras no cruzeiro. Quem sabe tirarei fotos para postar aqui.

terça-feira, 28 de março de 2017

Senta que Lá Vem A Nossa História

Greg Weeks, meu professor de Ciências Políticas durante o Mestrado na UNCC, me pediu uma música para a vinheta introdutória pro seu podcast. Eis o resultado. Mandei "A Nossa História" -- já que o programa é sobre a política na América Latina... então agora senta, que lá vem a nossa história!

Two Weeks Notice: A Latin American Politics Blog: Podcast Episode 29: Venezuela and the OAS: In Episode 29 of Understanding Latin American Politics: The Podcast , I consider the obstacles to the OAS taking some sort of action with re...

domingo, 8 de maio de 2016

Primeiro Dia das Mães


Mãe! Este é o primeiro dia das mães em que eu consigo compreender a dimensão do amor e do sacrifício seu por nós. Quando o Anthony estava no hospital, a dor que eu sentia só não doía mais porque a minha gratidão de chorar por um filho que eu podia abraçar não deixava... Naquele momento vi a sombra de uma vaga ideia da sua dor ao perder um filho, e por isso, quando chorei no seu colo, soluçava por medo, mas também por você e por ele, numa epifania dolorosa de saber a grandeza enorme do seu coração de mãe que, mesmo pequeno e partido, arranjou espaço para nós  e mais oito netos. Nunca nos faltou cuidado e zelo. Nunca nos faltaram sorrisos seus. Seu amor, mãezinha, é o maior presente que temos. Obrigada!!!

sábado, 30 de abril de 2016

Fotonovela

Anthony ficou muito feliz com a chegada do vovô.


-- Vovô!!! Não me lembrava desse seu sorrisão tão grande! Foi bem de viagem? 


Vovô o abraçou e respondeu que sim, que a viagem tinha sido oááaaatima! 

-- Mas vovô, disse Anthony, me conta uma coisa... é verdade mesmo que você só veio pra ficar um pouquinho e ainda por cima vai levar a vovó embora?


Vovô ficou sem palavras e os dois choraram! 

**** The End ****

terça-feira, 26 de abril de 2016

Primeiros Ranguinhos


O baby tá fazendo um regime de engorda porque da última vez em que fomos à pediatra ele havia baixado a curva de crescimento. 

Desde terça-feira passada (20 de abril) ele está fazendo uma refeição nova. 

Terça e quarta ele comeu cenoura cozida com carne. Não gostou nadinha. Mais cuspia que engolia. No terceiro dia mudamos o menu. 

Quinta, sexta, sábado, domingo e segunda ele comeu abacate. Adorou. Mas dava um trimilique na hora de engolir. 

Hoje ele comeu batata doce cozida com franguinho. Adorou também! Nem fez careta. E só deu siricutico pra engolir depois de várias colheradas. 

Meninão forte da mamis. Já tá bem mais gordinho!!! 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Quase Cinco Meses do Nosso Bebê!



Sou mãe! Ser mãe, mulher, e estudante de PhD são as melhores coisas mais difíceis do mundo. Ainda bem que tenho um marido e um filho maravilhosos, e duas vós dedicadas que têm me ajudado muito a enfrentar essas aventuras!!!

Talvez por isso não haja nenhuma crise de identidade aqui. Às vezes acho que sempre fui mãe, só me faltava o filho. E o filho veio. Lindo, lindo!



Anthony é um anjo, feliz da vida! E quando aqueles olhinhos sorriem pra mim meu mundo pára e eu transbordo de felicidade -- quem precisa de cruzeiro no Caribe quando se pode mergulhar diariamente naquele azul?


Às vezes custa pra ele dormir, resmunga de olhos fechados, no colo se joga pra trás com os bracinhos abertos, parece que quer pular de pára-quedas e na queda lutar com o anjo do sono... mas aos poucos cede, dorme tranquilo. A noite toda, tem dia que por 12 horas ininterruptas. Que bebê bonzinho!


Ele gosta de passear a pé no canguru. Adora! Parece que lembra de quando eu caminhava muito  durante a gravidez. E agora ele está começando a prestar mais atenção em tudo, olha pro céu, pras flores, pro chão, e até arrisca uns comentários vez em quando.


O banho é uma festa. Mas vá botar a roupa... Meu bebê curte mesmo é ficar peladão.


E descobriu as mãos. Essas impressionantes mãozinhas.

Meu nenem tem a cabeça quente e faz uns barulhinhos muito legais puxando a voz assim pra dentro.

No dia 4 de abril descobri um dentinho prestes a romper a gengiva inferior. O dentinho incomodou... eram dois. Despontaram em menos de duas semanas.

Anthony tem muita sorte, pois tem as melhores vovós do mundo!

O primeiro sol da primavera com vovó Talita!
Inclusive esse post dedico pra vocês, vovós. Às que vieram cuidar do Anthony, e ao vovô que ficou sozinho láááááááááá longe, só pro netinho ficar no zelo do melhor colinho de todos, que é colo de vovó. Quem tem vovó tem tudo!!!

Vovó Fátima e Anthony com seu passaporte!!!

Amamos vocês, vovós! Muito obrigada por tudo que fazem por nós!

E Vovô Ivo, estamos em contagem regressiva para sua chegada!!!