quarta-feira, 27 de agosto de 2014

London London

Eu na saída do underground em Westminster 

Cinco Dias Majestosos

Vibrante: esta talvez seja uma das palavras mais adequadas para descrever Londres. Situada no sudeste da Inglaterra, a terceira maior cidade europeia (atrás de Istambul e de Moscou) pulsa constantemente. Imenso coração do Reino Unido, Londres abriga cerca de onze milhões de habitantes, dos quais estima-se que quase cinco milhões sejam imigrantes. Um verdadeiro caldeirão de línguas e culturas. Por que será que gente do mundo todo quer viver em Londres? Simples. A cidade é um centro cultural mundial por excelência, líder em moda, arte, comércio, saúde, educação, pesquisa, transporte, turismo. Um lugar onde o passado que data do império romano ainda está vivo, podendo ser constantemente revisitado. E onde o futuro se ergue imponente, sem nenhuma cerimônia, na transparência metálica das estruturas dos arranha-céus. Londres é um presente que o mundo nos oferece, berço de preciosidades arquitetônicas, artísticas, históricas e literárias. Ao todo, foram cinco dias majestosos, que aproveitei intensamente, como vocês irão constatar.

I’m Wandering Round and Round...

O sistema de transporte de Londres também contribui
para que a cidade seja o maior centro turístico do mundo 

Cheguei no aeroporto de Heathrow na quarta feira, 20 de agosto, às seis da matina. Passei pela imigração que – quite surprisingly – não me pediu nenhum dos mil documentos listados no site. O cara me deixou entrar depois de duas perguntinhas apenas: quantos dias vai ficar? Cinco. Qual o motivo da viagem? Vacation. Ele me corrigiu: Holidays! E pam! Passaporte carimbado. Saltitante, fui direto para o guichê do Heathrow Express e comprei um ticket de ida e volta Heathrow-Paddington Station, a forma mais rápida e barata de se chegar e sair da cidade. Custou 31 libras.

Na Paddington Station, por 36 libras, comprei outro passe para usar trem, ônibus e metrô nas zonas principais Londres por uma semana. Depois de pegar metrô para o meu destino, que era a Farringdon Station, saí do underground para uma ensolarada, barulhenta, fria e movimentada Londres! 

Narrando assim parece que foi fácil né? Rárrá! Dei muitas voltas, gente. Me perdi primeiro no aeroporto, depois na Paddington Station, e finalmente, me perdi outra vez para achar o endereço do flat onde ia ficar. Tive que estabelecer assim os meus primeiros contatos com os lovely londoners. Alguns não tão lovely, claro. Mas a maioria sim: um deles inclusive desviou do seu caminho pra me levar até a St. John Street, onde eventualmente eu cruzaria com a rua que eu estava procurando. Muita gentileza!

Now, where to go?

A torre mais famosa do Westminster Pallace

Às dez da matina, já devidamente instalada no apê que aluguei via Airbnb (muito mais barato que hotel) saí de guia e mapa na mão pronta para começar a explorar as redondezas. Voltei pra Farringdon Station -- e dessa vez não errei o caminho! -- e peguei o trem para a estação de Westminster. Qual não foi minha emoção ao emergir do subterrâneo e dar de cara com o Thames River! Às margens do qual girava a famosa London Eye! À minha direta a linda Westminster Bridge! E olhando pra cima o mais famoso ainda Big Ben! Fotos! Muitas fotos. Os sinos badalavam e eu ria à toa! Não acreditava que eu não estava sonhando. Ou melhor do que isso, que estava realizando mais um sonho!

The Mall

Londres é assim: arquitetura romana, gótica medieval, vitoriana,
dá pra contar a história da humanidade só olhando pros prédios. 

Pela manhã explorei a pé praticamente toda aquela região que eles chamam The Mall, com seus monumentos, praças, igrejas, parques e prédios antigos. Ali também está a imponente Westminster Abbey, onde as coroações e casamentos reais ocorrem desde mil seiscentos e bolinha, e onde reis, rainhas, e grandes heróis nacionais estão enterrados. Os restos mortais de Darwin e Newton também repousam lá. O lugar também recebeu, em 1674, a ossada das duas crianças encontradas debaixo de uma das escadarias da White Tower. Tudo indica serem os esqueletos dos pequenos príncipes Richard e Edward, misteriosamente desaparecidos em 1483. Eles provavelmente foram assassinados pelo próprio tio Richard III, que após a morte de seu irmão, o rei Edward IV, declarou-os herdeiros ilegítimos do trono, se auto conclamou rei.

Nelson's Column na praça de Trafalgar

Em aproximadamente três horas e meia de caminhada passeei pela Parliament Square, pelo St. James Park, Buckingham Pallace e Whitehall – primeira sede da Scotland Yard, onde horse guards fazem desfiles pomposos de hora em hora. Almocei uma barrinha de cereal nas escadarias da Trafalgar Square, no centro da qual há a famosa Nelson’s Column, uma coluna romana de mármore. Com 46 metros de altura, ela é cercada por quatro leões de bronze. O monumento é uma homenagem ao Almirante que morreu em 1805 na batalha de Trafalgar. Lá de cima ele observa a cidade numa clássica pose de bravura. 

O sol a pino deixou o tempo mais agradável, e enquanto comia admirava tudo: o sol, céu azul,  nuvens, pombos, pessoas, pedintes e turistas. Ao meu lado direito, os arcos e colunas de um portal. À minha frente, o monumento, os quatro leões, e as duas fontes suntuosas com seus sereios e golfinhos vomitando água com simétrica perfeição. Contrastando com tanta seriedade clássica, no topo da escadaria à minha direita tinha um esdrúxulo galo azul, gigantesco, destoando de tudo em volta!

À esquerda a cúpula da National Gallery, e do lado direito,
a torre da Igreja Saint Martin.

Curioso... o que diabos faz esta escultura ali? O que ela representa? Não sei. Certamente ela reflete um tipo de humor inglês que eu nunca serei capaz de entender. Enfim!  Atrás de mim, pior que o galo, tinha um Mickey gigante, gingando desajeitadamente ao som daquela música do Michael Jackson que toca na abertura do Video Show. Era a trilha sonora para a coreografia de três dançarinos de break -- ou hip-hop -- que se apresentavam em frente da galeria nacional. Ao longo da praça uma gama de artistas, mágicos, estátuas vivas, jedais levitantes, músicos excelentes tocando e cantando a troco de centavos e o desdém dos transeúntes.

National Gallery e National Portrait Gallery


Vista da London Eye

Pra fugir do calor e do caótico, porém fantástico, cenário da Trafalgar square, entrei na Galeria Nacional. Como a maioria dos museus de Londres, esta e a galeria de retratos são atrações gratuitas e uma fica colada na outra. Nelas você tem acesso às obras de artistas renomados como Monet, Degas, Van Ghog, incluindo artistas dos séculos treze, catorze, quinze e dezesseis, até o século XX. Leonardo Da Vinci, Botticelli, Rafael, Michelangelo, Cézanne, Velázques... para citar os que eu lembro. Dá pra gastar um dia inteiro em cada uma delas. É uma sucessão de obras magníficas! Fiquei a tarde toda ali, enchendo os olhos de beleza, e me sentindo muito sortuda por ter tido a oportunidade de ver tantos quadros que nunca tinha contemplado fora dos livros de arte.

Saint Martin Church 

Seis badaladas soaram da torre da Saint Martin Church, que fica bem ao lado das galerias, me lembrando de que o tempo passa depressa demais, e que Londres era uma cidade cheia de outras atrações. Mas meus pés estavam cansados, e apesar da minha alma estar bem alimentada, meu estômago já roncava. Então, em jejum, resolvi entrar na igreja e descansar um pouco. Lá, a missa acabava de começar. Um coral de quatro vozes cantavam, à capela, aqueles hinos sacros em latim. Completamente alienada aos ritos da eucaristia católica, fiquei bem quietinha meditando, e me emocionei muito com os cantos. Chorei de alegria e de saudade, e principalmente, de emoção pelo poder que a música tem de me arrebatar.

London Eye


Esta roda gigante é a roda da fortuna. Fila o dia todo, e o ticket não é barato.
Pelas minhas contas, os caras devem fazer meio milhão de libras por dia...

Depois fui enfrentar uma hora de fila pra pegar o ticket da London Eye, e outra meia hora pra entrar na roda gigante e, realmente, vi a cidade com outros olhos. O sol se pondo, o Tames cintilando lá em baixo. No horizonte passado e futuro se derramavam numa profusão arquitetônica silenciosa! E este foi o meu primeiro dia em Londres. Foi como deveria de ser: esplendoroso e cansativo. Tirando as 36 horas sem dormir e o dia inteiro de bateção de perna, a fome monstra e uma bolha no pé, na manhã seguinte, cedinho, tinha que estar na Conferência da BRASA (Brazilian Studies Association) no Kings College – real motivo de minha visita. Assim, não fui pra nenhum pub me embebedar. Comportada, peguei o metrô de volta pra casa, tomei um banho, dei umas últimas editadas no meu paper e apaguei! Dormi muito bem disposta a pedalar até a universidade... mas vamos deixar os demais dias para as demais futuras postagens.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As Brumas de Grandfather Mountain

A gente na entrada da trilha e a placa avisando, be prepared! 

Este fim de semana resolvemos encarar uma aventura radical por dois motivos: primeiro, para comemorar nosso aniversário de casamento. Sim! Parece que foi ontem, mas já tem seis anos! Segundo, para aproveitar o final do verão e curtir um fim de semana inteiro nas montanhas, fazendo algo desafiador ao lado da Luiza que, sendo filha do meu irmão ~ um aventureiro nato ~ já devia estar achando a vida nos States muito pacata.

 Bruno e Luiza ao povo brasileiro: aquele abraço! 

A Grandfather Mountain fica a mais ou menos duas horas de Charlotte, entre Linville e as cidades de Boone e Blowing Rock. Além da ponte pênsil, suspensa num abismo de uma milha de altura, o parque tem zoológico, museu, e onze trilhas de dificuldades variadas, das quais algumas eu e o Bruno já havíamos desbravado separadamente; eu com o nosso amigo Rato, e o Bruno com o Caetano, quando ele esteve aqui. Naquela primeira ocasião eu e o Rato pegamos chuva na serra e não aproveitamos bem as trilhas. Fizemos uma só, até a ponte, provavelmente a mais fácil delas. Depois o Bruno e o Caetano foram pra lá num dia ensolarado, e puderam fazer esta trilha mais desafiadora que eu jamais pensei que seria capaz de fazer, tanto o Bruno falou que quase morreu de medo, que precisava de preparo físico, que se um bobeasse morria. Mas me encorajei, depois alguns meses de corrida e caminhada, julguei estar mais em forma para encarar a aventura. Rá!

Vilinha comercial no centro de  Blowing Rock
Chegamos em Blowing Rock na sexta-feira à tarde, debaixo de muita chuva, e ficamos num hotel bem batuta. Blowing Rock é uma cidade pequena e pitoresca, típica das montanhas norte-americanas. No sábado pela manhã acordamos e fomos tomar um café bem reforçado antes de encarar a escalada.

"Neblina baixa, sol que racha" não funciona nas montanhas. 

Na estrada a visibilidade era zero, não chovia muito, mas a neblina era densa. A gente já sabia que não ia ver aquele mar azul de montes, mas isso não nos desanimou. Estávamos indo mais pela aventura do que pela vista. Em vinte minutos chegamos no parque, pagamos vinte dólares por cabeça e recebemos um CDzinho explicativo, que vai dando várias informações interessantes conforme você vai passando pelo caminho até o topo. 

A ponte que atravessa a garganta da montanha a 1.62Km de altura

No topo tem a ponte. No lado oposto da ponte, a ponta de um abismo. No lado oposto do abismo, quase invisível, o pico mais alto da Grandfather Mountain, nosso destino. Vamos encarar? Fomos.



A vida é fichinha gente. A caminhada é que é dura.
Sabe a metáfora da vida ser uma dura caminhada? Esquece a vida, pensa só numa dura caminhada! A trilha era íngreme, e cheia de obstáculos: pedras, lama, mato, bicho. Bicho! Aquela montanha você tem que aproximar com respeito. Além de subir e descer os vales agarrando-nos em rochas e às vezes até em cordas, tivemos inclusive que encarar uma cobra no caminho!

Seria Lúcifer na floresta? Não, tadinha. Essa era do bem.

Para nossa sorte, era uma cobrinha sossegada, ela nem se importunou com a nossa presença. Continuou bem feia e horrorosa no meio da trilha, provavelmente aproveitando a tímida réstia de sol que o meio-dia traria para nós naquele sábado.

Lu e eu, a eremita das montanhas.
Depois, no topo, entramos literalmente nas nuvens! E na descida, chuva! Escorrega mas não cai. Ainda bem. Olha! Foi realmente uma aventura daquelas! Cansa só de lembrar. A Luíza, no auge de seus dezesseis, com as juntas novinhas em folha, ia serelepe e saltitante nos guiando na frente. A danada às vezes nem usava as escadinhas que tinha pra subir ou descer de uma pedra pra outra. Saltava e escalava com a destreza de uma montanhista nata. E eu atrás ia me superando, o Bruno me dando apoio moral.

Grandfather Gap tem escadinha. Imagina se não?

No final da caminhada minhas pernas estavam que nem mais existiam, meus joelhos rangendo, meus pés doíam, meus músculos tremiam, e a minha respiração arfando no peito molhado de chuva e suor e tudo isso junto era o que me lembrava de que eu não estava morta! Juro. Houve momentos em que eu pensei que eu não ia chegar no carro nunca... podem ir sem mim! Vou virar a Panda eremita das montanhas.

Eu pensando puta merda paguei vintão pra sofrer!

No dia seguinte não havia uma parte do meu corpo que não doesse. Agora, por exemplo, enquanto eu escrevo e rio, dói os dedos e o abdome. Mas o importante é que atingimos os nossos objetivos que eram 1) fazer a trilha e escalar até topo e 2) seguir até a Indian Cave, que nem era uma caverna, era uma gruta bem aberta e meio sem graça.

Felizes celebrando os seis anos de casório!

Ao todo foram três horas e meia de caminhada, alguns mil metros de elevação, nem sei quantas milhas de distância, mas milhas suficientes para dar uma fome daquelas. Mesmo assim, antes da janta, passamos fazer uma visitinha pro meu primo urso, que mora lá no parque. 

Ursinho fofinho perdido nas brumas da Grandfather Mountain

Depois de tanto esforço, nada melhor do que repor as energias com um bifão no ponto... e domingueira acordamos tarde, tomamos um tradicional café da manhã americano com direito a pancakes ovos batatas e bacon e voltamos pra Charlotte exaustos, mas inteiros, e acima de tudo, vitoriosos!

(Toca o tema Carruagem de Fogo)

~ f i m ~

Após um Longo e Maravilhoso Verão...

Eis que finalmente decidi atualizar o meu Diário de Bordo, que ficou relegado ao esquecimento desde o México e de nossa viagem primaveral para New Orleans. Mas de março e abril para cá, muitas águas rolaram. 

Eu e sogrão fumando e bebendo SOCIALMENTE no Flying Saucer
Primeiro, sogrão e sogrinha vieram nos visitar em maio! Como de praxe, eles chegaram com uma mala só de presentinhos e mimos. Discos, livros, roupas, balas de banana, sonho de valsa, farinha branca de Morretes! Era um verdadeiro baú da felicidade. Embora eles tenham ficado conosco apenas duas semanas e os dias passassem voando, ainda assim deu tempo de terminar o maior projeto de verão já realizado por Xandy & Brunior Empreendimentos: a construção da horta, sob a supervisão de Fátima e euzinha.

Projeto e Execução da obra: Engenheiros Ivo e Bruno Zagonel
(Update: a horta está frondosa rendendo abobrinha de montão, tomates cereja e ervas finas, tais como salsinha, cebolinha, manjericão. Também temos morangos. Mas são tão azedos, que acho que plantamos uma cruza de morango com limão. Ou eles azedaram de saudades do dedinho verde da sogrinha!)

Mesmo tendo chegado aqui em meados de maio, Ivo e a Fátima tiveram a sorte de pegar os primeiros dias de piscina no condomínio. Ou seja, eles não somente fugiram do friúme, como chegaram em casa bem bronzeados em pleno inverno curitibano.

Ivo e Fátima numa relax, numa tranquila, numa boa

Depois que eles se foram e deixaram um vazio na casa e em nosso coração, eu e Bruno fomos dando sequência a uma série de projetos de verão, que incluiu 1) a restauração da porta de entrada; 2) a limpeza e reorganização da garagem, 3) limpeza e organização do baú escolar, 4) pintura e montagem do armário do quarto de hóspedes. Todos iniciados e finalizados com sucesso, antes da chegada das próximas visitas!

Minha irmã Cris e minha sobrinha Lu (não somos parecidas?)

Dia 23 de junho foi a vez da minhirmã Cris Lemos chegar. Ela veio com a missão de trazer nossa sobrinha Luíza para uma temporada de seis meses aqui nos States. Fora os stresses normais que de vez em quando quase sempre ocorrem quando duas ou mais Lemos se encontram, a diversão foi garantida! Fomos assistir os fogos de 4 de Julho em Uptown Charlotte, passeamos em Waxhaw, Davidson, Hendersonville... Em função da Copa, não viajamos pra fora do estado, pois a maioria dos jogos assistimos aqui em casa, na companhia de amigos brasileiros e americanos. 


Pé na estrada rumo às montanhas

Após depressão do 7x1, sabíamos bem que o Brasil não passaria da Holanda e, mesmo se passasse, né. Que graça teria. Assim, sem titubear, saímos para uma agradabilíssima day trip com o intuito de renovar nossas energias recém esfaceladas pelo futebol. 

Primeiro andar das Triple Falls

O destino, DuPont State Forest, um parque nas montanhas com cinco cachoeiras, das quais visitamos três. Que delícia! Assim pudemos desfrutar de mais uma das mil maravilhas naturais que existem aqui na Carolina do Norte. Foi muito gostoso!

Eu e Lu: as ogras mais lindas das Montanhas

Um mês passou rápido e logo a Cris teve que voltar pra Curitiba, deixando aqui muita saudade e levando com ela mil presentinhos para a Alice, que certamente recebeu sua vovó de braços abertos e se deliciou com seu próprio baú da felicidade, cheinho de roupas e livros e maquiagens e brinquedos e princesas e mimos sem fim. 

Após uma tarde no museu, nada melhor que saborear um delicioso southern barbecue.

Assim passamos a maior parte do nosso verão 2014 e demos início a esta nova experiência familiar, que é ter a Luiza morando aqui com a gente. Para um casal balzacquiano sem filhos, de repente ter uma adolescente de dezesseis anos em casa pareceu um pouco aterrador. Mas a Luíza é uma menina de ouro, e tanto eu como o Bruno estamos adorando nossa nova companheirona! Já a matriculamos na High School aqui pertinho de casa. As aulas começam no fim de agosto, quando então nossas vidas vão se transformar radicalmente. Eu vou ter que reaprender matemática química física biologia pra poder ajudá-la com os deveres... e fora isso levantaremos às seis da matinha, porque as aulas começam às sete. Mas enquanto as aulas não começam, a gente aproveita as últimas semanas de férias e aguarda ansiosamente a chegada de Dondalieta!!! Que venha mamis!!!