quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Queridos Papais Noéis

Mais um ano passou voando e eu não fiz nada do que havia prometido no ano passado: não fui na academia, não parei de fumar, e isso pra falar somente nas promessas das quais me lembro. Se bem que eu dei uma boa emagrecida e minhas calças de novo precisarão ser ajustadas numa próxima ida ao Brasil. Mas isso se deve à quantidade de leitura e da falta de tempo para cozinhar e comer, sem falar nas caminhadas no campus, do meu escritório para a sala de aula, e de lá para a biblioteca, e da biblioteca para o estacionamento... ao todo deve dar bem umas 3 milhas... carregando livros pesados, é muito mais do que uma ginástica, é quase uma tortura. 

Também me esforcei pra caramba, mas de todos os papers deste semestre só tirei um A, o resto tudo B. Tudo bem. Se meu cérebro não consegue computar mais que 2 livros de 400 páginas por semana, é porque eu sou uma pessoa normal que aprecia outras coisas além de livros chatos sobre história da América Latina e Ditadura Militar brasileira; nada de errado nisso. 

Este ano aprendi que posso ler 300 páginas em inglês da noite pro dia, bastando para isso eu não dormir de noite e tomar muito café para me manter acordada durante o dia; (chazinho o c@^*%@#!). Também notei que estou escrevendo e me expressando em inglês mais naturalmente. Aprendi ainda que tenho um  ótimo marido cozinheiro, que apesar de ele ter sido totalmente negligenciado durante o semestre, tem me ajudado com os afazeres da casa e me tratado como uma princesa. Aprendi que televisão não é mesmo meu forte e  que vivo muito bem sem ela. Aprendi, enfim, que assim que eu terminar meu mestrado, vou demorar pelo menos uns 5 anos até fazer doutorado. 

Portanto, Papais Noéis, fica aqui meu balanço anual, com várias constatações e aprendizados... e com a humildade para assumir meus fracassos, também me defendo: eu tenho ralado e dado duro  por aqui... e adoraria receber como alento um saco cheio de parentes pro Natal. Pra matar a saudade e fazer um Natalzão daqueles, aqui em casa. Será que um dia vou conseguir realizar esse sonho? Senão agora, aceito somente os mimos e presentes  vindos do Brasil. Então, segue as listas de sugestões minha e do Bruno:

Xanda
·         Livro Rock Brasileiro dos Anos 80 (Arthur Diapeve)
·         Livro 1985: O Ano em que o Brasil Recomeçou (Edmundo Barreto e Pedro Só)
·         Livro Dias de Luta (Ricardo Alexandre)
·         Livro Diário da Turma 1976 - 1986: a História do Rock de Brasilia (Paulo Marchetti)
·         Livro Filho da Revolução (Carlos Marcelo)
·         Quaisquer livros que tratem sobre música e política
·         Quaisquer livros que tratem da transição entre Ditadura Militar e Abertura Política em 85.
·         CD’s do Chico Buarque (minha coleção foi extraviada)
·         CD’s do Chico Science
·         DVD’s de filmes brasileiros (menos Deus e o Diabo na Terra do Sol, e Lóki, que já temos: sugiro Bicho de 7 Cabeças, Estômago, Cidade de Deus, Se Eu Fosse Você, etc.)
·         Um cinto marrom não muito fino nem muito grosso
·         Café Damasco (pelo menos uns 3 pacotes, para dar tempo de durar até a próxima visita, que por sua vez deverá me trazer mais café)
·         3 Esmaltes Framboesa da Colorama
·         Boina Verde ou Bege

Bruno
·         Pantufa 40-41
·         Cinto marrom bem bonito
·         Um livro de receitas brasileiras ou de churrasco
·         Um daqueles limpadores de mesa pra recolher farelo
·         Um kit de fazer caiprinha

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Ditadura Esmiuçada!


No terceiro livro da série de Gaspari, e após ler pelo menos mais 6 volumosos tratados sobre a ditadura milica dos gaúchos no Brasil escritos por gringos como Thomas Skidmore, Victoria Langland e outros autores que minha memória encalacrada não consegue mais lembrar, me consolo com esta linda foto da minha princesa Alice, que habita um reino tão distante de me deixar aflita... no momento estou respirando para terminar as 84 páginas restantes da Ditadura Derrotada... Gaspari é um louco. Gênio. E como todo gênio, maluco. Mas quanto talento! Ler as barbaridades, tchê, é de amargar, mas a leveza do narrador espanta. 

Saudades de postar aqui... de escrever abobrinhas, de filosofar sobre a atualidade. Mas no momento estou atolada em 74 - e em parte em 1910, na Revolução Mexicana. Caudilhos malditos... porque é que toda  história é marcada por personagens tão pedantes????

A lista de natal está em andamento e será postada em breve. Papais Noéis via Berna, se preparem. 

E não tá uma bonequinha esta minha sobrinha neta?

Até mais ver.