quinta-feira, 30 de abril de 2009

Recordar é Viver III

O dia mais feliz da minha vida!


Graças àquele polêmico buquê da primeira postagem da série Recordar é Viver, eu pude realizar o sonho de todas as mulheres - até mesmo daquelas que, como eu, sempre disseram que jamais iriam se casar, casar pra quê, já sou mais do que casada e blá blá blá. Rá! Olhem só para mim. Não contente em já ser casada (já namorava o Bruno há 8 anos e morávamos juntos havia 4!), casei mais 3 vezes: uma no cartório, uma na igreja e a outra nesta festa memorável! E acreditem! Todas com o Bruno! (dãer)


Naquele sábado chuvoso e frio, eu acordei cedo e fui de táxi para o salão. Fiz o cabelo, as unhas, maquiagem, me vesti lá mesmo e quando era 11:15 da manhã o Toshiro, meu querido amigo e "motorista" chegou pra me buscar no seu carrão. Quando ele me viu de vestido de bolinhas ele não acreditou: Muito rock'n'roll, Xanda! Eu achando que ia encontrar aquela noiva toda de branco, véu, grinalda... Que nada, Toshiro. Nóis é do roque mesmo.

Ao caminho da festa, recebo uma ligação avisando para a noiva atrasar, pois devido à chuva o Padre Ricardo, que também nos casou na igreja, ainda não tinha chegado para nossa cerimônia, que seria simples, única e inigualável. Então o Toshiro parou num posto de gasolina e comprou duas latas de cerveja, uma pra ele e uma para a noiva.

Nervosa, tomei a cerveja num só gole, lembro-me que estava já com as mãos geladas por causa do frio e não queria ficar segurando aquela latinha por muito tempo. E lá fomos nós. Chegamos na Chácara Allegro em Santa Felicidade, e que felicidade senti então! E o sogrão nem se fala...


Devia estar mais nervoso do que os noivos, chegou lá antes junto com a sogrinha para conferir o andamento da festa. E assim eles proporcionaram e garantiram o dia mais feliz da minha vida! E também sem eles, não teria o Bruno! E o que teria sido de mim sem o Bruno?

Bom, eu provavelmente estaria cantando em barzinhos e restaurantes final de carreira, não teria passado na Federal, muito menos me formado, não teria vindo para os Estados Unidos e nem viajado pra Canindé do São Francisco, pro Chile, nem pra Argentina, não haveria Criaturas, não ia ter nem a metade das coisas que eu tenho e não seria nem a metade das coisas que sou! Ou seja, continuaria perdida nesse mundo, sem carteira de motorista nem passaporte, jogando meu precioso tempo fora, apanhando da vida e, cabeça dura que sou, talvez até me orgulhando disso. Vai sabê, sabê. O importante é que além de um ótimo marido, ganhei de brinde uma família inacreditável que eu amo tanto quanto a minha!

Este foi o dia mais feliz da minha vida! Sempre que eu tô jururu eu começo a lembrar desse dia e a cantarolar "All we need is love" dos Beatles e tudo fica melhor! Afinal de contas, tudo que a gente mais precisa é amor, e amor, felizmente, é o que não me falta!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Recordar é Viver II

Para dar continuidade à série Recordar é Viver, publicarei hoje um texto que faz parte de um projeto que estou desenvolvendo por aqui, de escrever sobre algumas pessoas que marcaram, de alguma forma, a minha vida. Esta postagem é dedicada ao meu querido paizinho, que completaria 71 anos neste fim de semana, mais precisamente no dia 24 de abril.


Um Mergulho sem Volta


─ Pai, onde você nasceu?

─ Em Vitória, Espírito Santo.

─ Amém!

Eu soltava dessas. Meu pai ria, sua filha era uma piada pronta. Ele sempre se orgulhou de mim, dos meus talentos para tocar, cantar, escrever, praticar esportes. E eu dele, o melhor pai do mundo! Isso até eu entrar na fase mais esquisita e ingrata do ser humano – a adolescência.

Foi nesta fase que, um dia, senti vergonha de meu pai. Estávamos num trapiche, vendo um pessoal mergulhar. Meu pai então tirou a camisa e disse: olha filha, é assim que se mergulha. E num salto, precedido por um ritual de solene respiração, inflando o peito magro, pulou na água e.. paff! Deu uma baita barrigada. Todo mundo em volta riu e debochou do mergulho de meu pai. Eu baixei a cabeça, inconformada. Queria ser um avestruz e enfiar meu pescoço num buraco – mesmo sem nunca ter visto, até hoje, um avestruz de verdade fazer isso.

De herói, meu pai passou a ser quadradão. Chato, impertinente, incompreensivo, ditador. Foi a adolescência que me separou de meu pai. Não havia nada – além de uma relação hereditária – que nos unisse como antigamente. Os psicólogos explicam que isso é perfeitamente normal. Que assim deve ser, que nessa idade o indivíduo nega os pais para conquistar seu espaço na sociedade e fazer parte de outros grupos. E que depois, mais próximo da fase adulta, ele volta a ter uma boa relação com os pais. Tá, mas, e daí?

Meu pai se foi quando eu tinha 15 anos. Assim, não tive tempo pra dizer ou mostrar o quanto eu o amava, antes de ele partir. Tempo não tivemos para reconstruir uma boa relação pai e filha. E foi a morte – a inevitável maldita das gentes – que me fez compreender o quanto realmente eu o amava.

Sua morte foi a forma de aprendizagem mais dolorida pela qual passei. Você sabe – dentro de mim você sabe – que desta lição jamais esquecerei. O amor é incondicional e sempre existiu, mesmo calado, em nós. E o perdão que nunca pedi, por tudo que fiz, que falei, me será dado.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Recordar é Viver I

Devo confessar que essa mudança mexeu muito com a gente. É uma sucessão involuntária de sentimentos ora de euforia, de realização, outrora de saudades e nostalgia. E quando bate a saudade, a gente fica lembrando de coisas que a vida proporcionou e se pega sorrindo - ou chorando - sozinho.

Por isso dedicarei uma série de postagens a estes momentos memoráveis, que permanecem vivos dentro de nós, envoltos nas brumas de um passado não muito distante...

O Buquê da Noiva e a Força das Sete Pandas


Foi no casamento da minha irmã Tati com meu cunhado Tarcis, do qual minha sobrinha tão linda, Luiza, foi daminha, que eu peguei o buquê da noiva! Muitas protestaram, disseram que foi chuncho, pediram o cancelamento do buquê... foi uma luta acirrada!


Clique na foto para ampliar e note: Dona Talita, à esquerda, orgulhosíssima de sua caçula que enfim desencalharia (era só a que faltava). Atrás de mim, Mayla e Evelyn sorrindo mas no fundo com um pouquinho de raiva, afinal, elas queriam o buquê tanto quanto qualquer mulher ali desesperada. E a minha cara de safada, olhando pra Tati como que dizendo, ufa! O combinado deu certo... hihihihi. Do lado direito as mocinhas que não brigaram pelo prêmio ficaram só dando risada da cena... mas cá entre nós: o momento mais esperado do casamento é a hora de jogar o buquê. Afinal de contas não é sempre que se pode ver um aglomerado de solteironas bem arrumadas se debatendo feito loucas para agarrar antes das outras o objeto de desejo!

Mas talvez a que mais sentiu a perda do buquê foi a Carol. Ela chegou tão perto de conseguir o troféu Véu e Grinalda, mas infelizmente não contava com a minha astúcia (e com a ajudinha da minha irmã, claro, vejam como ela está comemorando!). E assim a Carol ficou só com uma folhina!

Carol! Você também merecia o buquê... por isso vou canalizar a Força das Sete Pandas nesse raminho, para que você arranje um marido bem galante e sedutor, que te ame muito e que seja muito trabalhador, e que te trate como uma princesa, assim como o marido que esse buquê memorável me providenciou.

A série Recordar é Viver é mais um oferecimento Xandy & Brunior Produções.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nosso sofá chegou!

Após três longas semanas de ansiosa espera, eis que chega nosso sofá! E chega com muitas almofadas, grande surpresa para nós que pensamos que elas eram meramente ilustrativas.

Um pouco maior do que imaginávamos, ainda não decidimos qual será sua melhor disposição.

Por enquanto deixamos assim, e na verdade tal decisão só deverá ser tomada após instalarmos nossa TV LCD de várias polegadas! E aos poucos nossa casa vai ficando com cara de nossa casa.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Update Information!

Trago-vos boas novas! Chegou o meu score no GRE e eu consegui atingir 870 pontos, ou seja, 70 acima do desejável. Também terminei a minha carta de admissão - o famoso Personal Statement e finalizei o processo de candidatura à uma vaga de mestrado com bolsa. Na verdade, a bolsa funcionará da seguinte forma: eu trabalho 2 dias por semana dando aula de português para estrangeiros na Universidade, e ganho um dindim que dá pra pagar o mestrado e ainda sobra um dinheirinho pra ir pra Las Vegas assistir o Love com o meu amor.


A casinha de passarinhos que instalei no nosso quintal já tem recebido visitas! Demorou um pouco para os bichinhos descobrirem a mina de alpiste, mas agora que eles sabem o caminho das pedras, a comida não dura ali mais do que dois dias! Esse passarinho vermelho tem um penacho na cabeça, acho que é um pica-pau.


E as orgias gastronômicas aqui continuam tentadoras. Nossa churrasqueira a gás tem nos proporcionados delícias culinárias incontáveis. Exceto quando erramos na compra da carne. A última experiência não foi das mais agradáveis - compramos linguiça (arg como eu odeio essa reforma ortográfica!) com mel, e vimos que não era bom. As bruschetas e a calabreza da foto acima, no entanto, estavam divinas.

Falando em divino... Essa luz... Só pode ser Jesus! Vejam com que celestial paisagem nos deparamos nas nossas caminhadas diárias ao crepúsculo.


Ao todo são 4,5 quilômetros de percurso. A caminhada começa pela calçada, percorrendo as áreas residenciais de nosso condomínio, até entrarmos nas trilhas.



E vamos passear na floresta enquanto seu lobo não vem. Seu lobo tá pronto? Nããããão... tá tomando banho no lago!



E as margaridinhas que ladeiam o lago são muito singelas e bonitas. A gente ainda não foi pescar, porque aqui ainda não deu tempo de ficar nervoso... e na verdade, nenhum de nós tem estômago pra tirar o peixe do anzol, e depois pra tirar escamas, arrancar as vísceras, coitadinho do peixinho. Deixa ele no lago...

E no sábado fomos no parque de diversão Carowinds... fomos em 3 montanhas russas assim, seguidinho, daí ficamos meio mal e não tivemos peito pra encarar outras atrações radicais... deu tontura, nó no estômago, aquele mal estar... e como compramos uma entrada que vale para toda a temporada, não pensamos duas vezes e voltamos pra casa. Tontos, porém satisfeitos!

domingo, 19 de abril de 2009

Filhos da Terra

Uma das frases mais famosas de L. Tolstoy diz: "Se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia". Neste sentido, Lydio Roberto - meu cunhadão, professor, musicoterapeuta, escritor, compositor, músico e cantor - é universalíssimo. Pintando o Paraná com tonalidades que ultrapassam o regional, ele canta a sua terra mesclando estéticas sonoras da música de raíz com a sofisticação de harmonias encontradas nos arranjos da bossa nova e do jazz moderno. O resultado disso tudo é uma forte identidade sonora que pode ser observada em todos os trabalhos deste que é um dos artistas mais devotos de nosso estado.

Mas não foi com Tolstoy que Lydio aprendeu a ser universal. Cultivar na arte as coisas da terra foi uma lição que Lydio aprendeu "em casa". E se santo de casa não faz milagre, felizmente há excessões: foi Inami Custódio Pinto - curitibano, compositor, escritor e pesquisador da cultura popular paranaense e do folclore brasileiro em geral - que ensinou Lydio a cantar a sua aldeia. Esta admiração do então aluno Lydio por seu professor Inami eu facilmente relaciono com a admiração da aluna de então 7 anos Xanda, pelo meu professor de música Lydio Roberto, de quem eu já era fã muito antes de ele ser meu cunhado... hehehe... mas voltando ao assunto. Esta admiração que Lydio traz por Inami culminou numa homenagem mais do que merecida ao professor que dedicou aproximadamente 60 anos de sua vida ao resgate e à valorização da cultura popular do Paraná: o show Nhengarí Inami: A Arte do Poeta Popular.



Eu sinto muito por não ter feito uma divulgação em tempo deste espetáculo, que foi realizado neste fim de semana no Teatro Paiol. Mas pelo sucesso de público, aposto que em breve ele será reprisado em Curitiba e também em outras cidades do país. E se você também pensa que santo de casa não faz milagre, experimente o sabor de uma excessão. Não perca as próximas oportunidades de se emocionar com um show cuidadosamente preparado para remexer lá no fundo da alma e, já vou avisando, pra perturbar um pouquinho sua consciência. Porque certamente, quando você percebe tamanha beleza musical presente aí mesmo, na sua cidade, você até se sente culpado por não tê-la conhecido antes, ou pior, por nunca tê-la valorizado. Mas ainda há tempo! Nunca é tarde para um milagre.

sábado, 18 de abril de 2009

Aniversariantes do Mês!

Sábado de sol em Charlotte. 10:15 da manhã, os termômetros marcam 13 graus lá fora. No momento estou ensaiando pra começar uma faxina nos banheiros... no som, a voz aveludada de Amel Larrieux. No pensamento, Bruno meu amor, que teve que trabalhar neste lindo dia de sol (hmpf!). No peito, uma saudade imensa de vocês pessoas amadas que tanto fazem falta! Mas sim, estou reclamando de barriga cheia, afinal... logo estarei aí e vai dar pra matar a saudade... enquanto isso, comemoro daqui os aniversários do mês.

Evelyn, irmã por opção e mãe do marinheiro Vitinho, colheu a 30ª primavera na primeira semana do mês. Bem vinda ao clube das Balzacquianas!

Ariana, minha outra irmã adotiva e chef predileta, se não me engano irá ultrapassar a barreira dos 30 na segunda-feira.

E hoje Chico Terra, esse adorável baby dos olhos azuis - filho da Pilar, uma das associadas mais assíduas neste blog - está comemorando sua primeira primavera! O festerê vai correr solto... guarda um brigadeiro pra tia Panda?

Bom final de semana a todos e até a próxima postagem.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Hoje eu queria estar aqui, ó:



Para saber mais sobre a 6ª Edição de um dos maiores festivais de música da atualidade, acesse http://www.coachella.com/

Enquanto isso, eu:

1-Preparo um almoço
2-Escrevo meu "personal statement" pra concluir minha matrícula na faculdade
3-Aguardo ansiosa meu score do GRE
4-Vejo os passarinhos comendo alpiste que deixo na minha varanda
5-Estudo para o Toefl
6-Não sei se fico feliz (por estar chegando o dia de ir visitar vocês) ou triste (porque vou ficar quase 1 mês longe do meu amor, que por sua vez ficará aqui sozinho nessa casona enorme)-:
7-Espero o jardineiro vir cortar a grama.
8-Lavo a roupa, varro a casa e tiro o pó dos móveis.
9-Toco um violão maluco e penso que essa pode ser a próxima música.
10-Aguardo o Bruno chegar de tardinha para nossa caminhada ao crepúsculo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Música na escola agora é Lei!


A Lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, determina que até 2011 todas as escolas brasileiras tenham incluído em seu currículo o ensino de música na educação básica. Esta certamente foi uma vitória conquistada após muita mobilização, principalmente por parte da classe artística brasileira.

Contudo, tendo em vista a precariedade de nossas escolas e do ensino como um todo, implantar uma lei como esta não é assim tão fácil. Isso envolve uma série de questões práticas, como por exemplo, formação de professores, forma de contratação de professores, salário, material para viabilizar as aulas, espaço físico, o conteúdo a ser aplicado, enfim. Dá muito pano pra manga!

Agora que a conquista está feita, é hora de mobilizações maiores. Para que seja efetiva, deve-se pensar a educação musical, debatê-la, compartilhando experiências e analisando possíveis formas de realizá-la, antes de simplesmente colocá-la em prática como mais uma carga horária a ser implantada num currículo já abarrotado de matérias.

Foi pensando nisso que Bernadete Zagonel (minha tia!) idealizou e realizou o I Forum Brasileiro de Educação Musical. O programa, que também contou com a presença do meu ilustre cunhado Lydio Roberto além de outras personalidades aptas a debater este assunto tão amplo, será reprisado na sexta-feira, dia 17/04 a partir das 10hs. Quem quiser assistir acesse o canal 1 do link http://webtv.grupouninter.com.br.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Novo Clipe dos Fantomáticos!

Conhecemos os gaúchos da banda Fantomáticos no Tinidos, mais um festival de rock que rolou no 92 Graus em Curitiba, há uns 3 anos atrás eu acho... além de dividirmos o palco, compartilhávamos - eles e nós, dos Criaturas - o mesmo gosto musical e a mesma fome de carne. Assim, aproveitando sorrateiramente a asuência do sogrão e da sogrinha, que então estavam viajando, fizemos um baita showrrascão pros camaradas de Porto, e mostramos para os adoráveis amigos gaúchos que nós, paranaenses, também sabemos com quantos filés se faz um bom "churras". Ficamos tocando no jardim e nos divertimos muito naquele domingo ensolarado! E desde então não os vimos mais, mas conversamos pela net. E eles acabaram de lançar este clipe... É muito legal, espero que vocês gostem!

domingo, 12 de abril de 2009

Feliz Páscoa!!!



Para nós aqui o coelhinho apareceu na quinta-feira... tocou a campaínha e quando fomos atender, não havia nada, além de uma cesta recheada de chocolates e ovinhos!!! Que surpresa emocionante!!! Esses coelhinhos Ivo e Fátima são mesmo muito espertinhos! Ficamos muito felizes!!!



Na Sexta-feira Santa, feriado (aqui se chama Good Friday) fizemos um peixinho com camarão, salada e arroz com açafrão. E no sábado inventei uma torta de legumes que além de bonita, ficou deliciosa... não passo a receita porque fiz meio no olho. Usei um ovo, sal, pimenta, farinha, leite, queijo ralado e fermento até ficar em ponto de massa de panqueca... daí o recheio foi tomate sem semente, cebola, milho, ervilha e cheiro verde, tudo bem picadinho (exceto o milho e a ervilha).

Ontem limpamos a garagem e depois, pra compensar tanto esforço, tomamos um relaxante e romântico banho de banheira ao pôr do sol! Exaustos, porém satisfeitos, fomos dormir! Não antes, é claro, de ter recebido uma ligação da coelhinha Vó Diva!

E durante a noite, um coelho da Páscoa maluco passou por aqui e escondeu todos os ovinhos que o Ivo e a Fátima mandaram! Mas o Bruno conseguiu resgatá-los!


Assim amanheceu um lindo e ensolarado domingo pascoal em Charlotte!

Feliz Páscoa a todos vocês que moram em nossos corações! Nós estamos com saudades, e agradecemos imensamente a todos que têm nos ajudado a superar as primeiras dificuldades enfrentadas nesta mudança, sejam elas emocionais ou financeiras. E desejo que, assim como Jesus um dia ressuscitou e está vivo em nós, o amor, o respeito, a felicidade e os bons ânimos ressurjam e renovem nossos corações a cada dia!

Céus de chocolate!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ói nóis aqui traveiz!


Sentiram minha falta? Eu também fiquei com saudades de vocês! Mas esses dias ficamos sem internet, então tirei uma folga do blog para assim me ocupar de outros afazeres interessantes e muito mais cansativos, como organizar, limpar, e fazer dessa nova casa, um lar.

Mas não é fácil! Muito espaço, pouco móvel, muitas idéias, pouco dinheiro... muita sujeira, pouco sabão (tá, estou exagerando). De habitável, somente o deck - com risco de visitas esporádicas das indesejáveis vespas; a cozinha - que aliás é explêndida; o breakfast room e nossa suíte master - chiquérrima. Ai que nojo de mim mesma, eu sei. Estou que não me contenho! Vocês me perdoam? Mas é que realmente. Jamais me imaginei morando numa casa como essa, assim, tão cedo! Tô deslumbrada!

Domingo fomos comprar "coisinhas" pra casa: prato, talher, copo, panela, lixinho, toalha, casa pra passarinho, flor, essas coisinhas que não custam caro mas que juntas são uma fortuna. A gente tem colaborado com o plano do Obama e do Lula, de torrar dinheiro e movimentar, destarte, a economia.



Segunda-feira fui fazer a prova pro mestrado, e apesar de estar difícil (eu sempre soube que não seria fácil), eu acredito que deu, no mínimo, para atingir o score necessário. Ainda não sei, assim que souber, posto aqui. Estou confiante e gostaria de agradecer a torcida de vocês. Ajudou muito!

Quarta a Paula bateu aqui em casa e me levou passear. Fomos na biblioteca e fiz minha carteirinha. Comprei um Stephen King por 50 cents. Acessei a net, loquei DVD na faixa (tem até CD), peguei um Jorge Luis Borges na seção de literatura latino/espanhola e revistas sobre jardinagem, que afinal de contas, meu dedo não é verde, muito pelo contrário, nunca nenhum cáctus sobreviveu aos meus cuidados!! Pobres plantas.



Fui no correio mudar nosso endereço. Eles têm um serviço gratuito de redirecionamento de correspondência. Assim espero ainda receber as palavras cruzadas do carnaval passadoe o livro que o Dudu me mandou. Eu enviei alguns cartões para um seleto grupo que foi sorteado aleatoriamente, uma vez que só tinha 10 selos. Uma das pessoas já confirmou recebimento.

Aos que receberem as cartas, guardem-nas pois elas poderão valer uma fortuna no futuro! Quem sabe? Eu não sei, mas bem que eu queria... fazer alguma coisa brilhante brilhar mais ainda! Comprarei mais 10 selos em breve.

Falar em carta, tirei minha carta de motorista!!! Finalmente não haverá mais cenas dos próximos capítulos da novela tragicômica que quase acabou com minha auto-confiança!!!! A resposta estava em Statesville... não em Mooresville (ou Murphysville, como mami bem observou).



Recebi o encarte e a primeira mixagem do disco dos Criaturas e fiquei mais feliz ainda! Vocês não perdem por esperar... apesar da LOUCURA e da correria que foi gravar isso em meio a toda essa mudança, o resultado ficou oátimo! Mudanças, mudanças. Quando elas começam, não acabam nunca mais!

Beijos a todos e saúde e sucesso!

||Evelyn! Feliz aniversário atrasado!!! Fiquei aqui pensando em você e cantando parabéns. Muitas felicidades! Muitos anos de vida! Êêê!!!! é pique, é pique... é hora é hora é hora, rá, tim, bum! Evi!!! Evi!!! Evi!!!||

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aviso aos Sócios do Diário de Bordo



Queridos leitores assíduos, comentaristas, seguidores, curiosos. Hoje vamos nos mudar para a nossa casa de verdade, e sairemos deste flat bonitinho mas ordinário (onde já se viu quarto em cima com lavanderia e banheiro em baixo, além da escada de meltal em formato espiral... afff...).

Nossa casa é bem parecida com qualquer outro sobrado modelo norte-americano. Coisa de filme. Atrás tem um deck de madeira que dá pra um "fancy fenced yard". A casa é grande. Mas não porque a gente queria uma mansão, é porque é difícil mesmo achar casa pequena. E geralmente imóveis pequenos só em apartamentos, e custam a mesma coisa ou até mais caro (no caso deste que estamos agora, por ser mobiliado) do que vamos pagar pela casa.

Mas até conseguirmos instalar internet, TV, etc., vai um tempinho... e este fim de semana vai ser uma canseira danada pra fazer mudança e arrumar tudo na casa nova... mas vai ser uma canseira boa!!! Porém, infelizmente, não sei quando poderei acessar o blog e o e-mail. Por isso não estranhem o silêncio temporário.

Segunda-feira agora é minha prova pro mestrado, torçam por mim... espero em breve poder postar boas novidades.

Um grande abraço de urso,
Panda.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Teste de Paciência!!!

Bom meus amados, adoraria que esta postagem fosse aquela com a foto da minha carteira de motorista. Mas infelizmente não foi dessas vezes. Digo dessas vezes porque também hoje tive que ir lá duas vezes. Na primeira, voltei pra casa porque além do passaporte, social security, comprovante de residência e documento de seguro do carro, eu tinha que ter levado aquele papelzinho da imigração. E na segunda eu reprovei mesmo. Não olhei pra trás antes de mudar de faixa, pois somente olhar no retrovisor não adianta. Tem que dar uma olhadinha pra evitar o ponto cego do espelho. Este teste de direção está sendo mais um teste de paciência. Mas paciência hoje é algo que não tenho mais. Quinta que vem eu tento de novo. Desculpe pela decepção.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Se algo tiver que dar errado... dará.



Acordei cedo, tava podre de cansada, mas fui até Mooresville para novamente tentar tirar minha carteira de motorista. Chegando lá, nem ganhei senha. Tive que voltar pra casa com o rabo entre as pernas pois não estava com o meu cartão do social securiy number. Tentei argumentar - o que em inglês se torna um tanto penoso - dizendo que já tinha ido duas vezes anteriores, como ela mesmo podia confirmar (afinal foi a mesma oficial que me reprovou que estava me atendendo), e nas duas vezes eu estava com o social security card. Mas a mocinha foi irredutível. Im sorry, there is nothing I can do, ela disse com aquela carinha de nojo.

Voltei pra casa. Fiz um almoço, comi, achei o maldito cartão e voltei pra lá. Peguei a senha e fui atendida - graças! - por outra oficial. Enquanto esperava chamarem meu número conheci um garoto da Rússia, que estava esperando seu amigo da Ucrânia fazer o teste. Papo vai, papo vem, chegou a minha vez. Excuse me, they've just called my number. Entrei, sorridente, no setor de atendimento. Tentando ser mais simpática do que já sou. Hi, mam, how's everything going? Fine, how are YOU doing? Im doing great, thanx. A oficial começou a conferir meus documentos com os dados no computador. O-oh. You can't take the driving test today. What? You only can take your driving test from tomorrow on, ela se auto-parafraseou. Maldição!

Realmente, eu só poderia fazer minha carteira a partir do dia 2, só que eu jurava que hoje era dia 2. Mas hoje é dia primeiro, todo mundo sabe, menos eu. Quer dizer. Agora eu sei. Well, so I guess I'll see you all tomorrow again. E novamente enfiei o rabo entre as pernas e saí. Conversei mais um pouco com o russo, e ele me contou que mora com 2 brasileiros, um deles inclusive se chama Bruno. Sabia falar uns palavrões. Like what? Cofrinho. Hahaha... cofrinho não é palavrão, eu disse. Daí ele disse: foda-se filho da puta. Agora sim estamos falando a mesma língua.

Bom, desculpem-me os palavrões. Mas é que não fui eu, foi o russo. E eu tô bem p. da cara. Mas amanhã vou voltar lá e vou tirar essa maldita driver's license nem que chova canivetes! That's all, folks.