segunda-feira, 27 de julho de 2009

Charlotte Knights X Lehigh Valley Ironpigs

ou
Os Cavaleiros de Charlotte contra os Porcos de Ferro


Daniel galã muito compenetrado e Vó Vivinha bem charmosa


Fomos assistir ao confronto entre estes dois times que pertencem à segunda divisão do Baseball norte-americano, o que para uma segunda-feira foi um programinha bem batuta. O beisebol é um jogo com dois times de nove pessoas e quatro juízes. Os dois times se alternam na defesa e no ataque e os jogos são divididos em nove tempos (chamados de innings). Cada tempo é dividido em duas partes. Um time ataca na primeira e se defende na segunda e vice-versa Em caso de empate são disputados tempos extras até que se tenha um vencedor.


O estádio dos Charlotte Knights


O território válido (fair territory) compreende a área entre duas linhas que, perpendicularmente, seguem do home plate (onde ficam o rebatedor, o agarrador e um juiz) até o muro localizado no fundo do campo. As jogadas realizadas dentro da área demarcada pelas foul lines, (nas laterais do campo) incluindo as próprias, são consideradas como fair zones. O espaço fora das foul lines é chamado de foul territory, ou seja, as jogadas direcionadas para este território não são válidas. No entanto, há vários lances em que, de acordo com a regra, a jogada é válida quando atinge o foul territory.

O passinho de ballet do arremessador antes do lançamento.


O jogo é basicamente monótono, e somente tem alguma emoção quando o rebatedor consegue acertar a bolinha, que é de madeira revestida com couro e pesa bastante. Assim que ele rebate, sai correndo em direção a outra base, antes que a bolinha seja capturada. Se ele conseguir avançar uma base, ponto pro time. Mas se o time adversário pega a bolinha no ar, ele é automaticamente eliminado daquele inning. Será? Mais ou menos isso.


O juiz, o receptor e o rebatedor aguardando o arremesso.

Esse que foi o problema. O jogo rolando e a gente não sabendo quando comemorar e quando dizer aaahhhhh... o marcador tinha três tipos de pontos diferentes e nem a pontuação a gente sabia direito! Santa ignorância!!! Nem pra pesquisar na Wikipedia antes de ir pro jogo né...


O jogo rolava e a gente nao entendia lhufas!


Mas para quem não estava entendendo nadica de nada, até que a gente aguentou bastante. Depois de comer os famosos hot-dogs, pipoca, nachos calientes, o programa foi mais um jantar do que qualquer outra coisa. E que delícia os cachorro-quentes. Nada de milho, farofa, cebola, azeitona, só mesmo o pão, a vina e catchup e mostarda. Clássico.



E para sobremesa, nuvens de algodão doce. E foi assim nossa segunda-feira passada, não hoje. Sim, estou muito relaxada com isso aqui, acho que vou puxar minha orelha!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A maior casa da América


Biltmore é uma mansão daquelas de cair o queixo. Construída entre 1888 e 1895 por George Washington Vanderbilt, traz 5 pavimentos, mais de 250 quartos, 5 cozinhas, jardins paradisíacos, estufa, uma piscina gigante indoor e aquecida, salas de banquete, de música, de ginástica, de descanso, tudo decorado minuciosamente com mobílias em madeira de lei - a maioria no estilo rococó; lareiras gigantes, tapeçarias finíssimas e obras de arte que não acabam mais. Tanta beleza fica ainda mais bela cercada pelos vales, planaltos e montanhas da Carolina do Norte, mais precisamente em Asheville.



O passeio é meio caro, mas vale cada centavo. São duas horas de expedição dentro da casa, mais um dia inteiro para percorrer os jardins, a vinícula, a fazenda... É realmente de impressionar. A casa ainda pertence à família Vanderbilt, que resolveu abri-la para visitação a fim de arrecadar fundos para restauração e manutenção do lugar. O negócio pelo jeito deu certo, vem gente dos Estados Unidos e do mundo inteiro para visitar a mansão.


Depois de percorrermos as escadarias de mármore e os cômodos luxuosos de Biltmore, apreciarmos os incontáveis jardins, fazermos a degustação dos vinhos ali produzidos e escutarmos a legítima música country com banjo, violão, violino e baixo de pau, era hora de descansarmos à beira do lago com um picnic agradável e relaxante.


De tardinha fomos para o hotel e aproveitamos para nos refrescar na piscina, que delícia! E então caiu a ficha de como o Danielzinho já não é mais Danielzinho coisíssima nenhuma. Naquelas brincadeirinhas idiotas de menino, o Bruno literalmente levou um caldo do Daniel!

De noite fomos jantar mas a vó ficou com enxaqueca e não pôde apreciar a onion ring mais deliciosa que eu já comi em toda minha vida. Daí ela nem comeu nada, voltamos para o hotel para descansar porque realmente, o dia foi bem cansativo!

No domingo acordamos e pegamos a Blue Ridge Parkway, uma estradinha que corta um parque nacional gigantesco. Ar fresquinho da montanha, vistas altas, de encher os olhos e os pulmões. Almoçamos num restaurante no alto da serra e descemos para Charlotte sem ter hora para voltar, parando em cada mirante, percorrendo algumas trilhas mais curtas pra vó Vivinha não ficar mortinha de cansada.

Foi uma viagem e tanto! A parte que eu mais gostei foi da piscina, pude praticar minha modalidade de nado predileta: peitoleta de costas. Eu que inventei e foi com este nado que eu conquistei o Bruno lá no Rio dos Papagaios! Mas essa já é uma oooutra história...

Há 40 anos atrás a Apollo 11 aterrissava em solo lunar...



Minha avó sempre disse que essa história de o homem pousar na lua era uma grande farsa. E ainda hoje há quem duvide... mas eu sempre acreditei. Inclusive, quando era criança, queria ser astronauta. Até cheguei a construir uma nave. Acho que era com a caixa do fogão novo da minha mãe. Na época, tudo que eu encontrava pela frente virava peça para o meu foguete. De pedaços de madeira a copinhos de iogurte. Até as pedrinhas britas, se bem brilhantes, serviam como amostra de solo terrestre - porque minha nave também tinha um laboratório. Um dia, no entanto, chamei minha vizinha e melhor amiga Ju para me ajudar a terminar a nave, ela me disse, bem cética: Xanda, acorda, essa nave de papelão nunca vai voar. Voltei pra casa cabisbaixa... era bem verdade que minha nave, sendo de papelão, nunca ia sair do chão com tanta coisa pesada dentro. Desmonetei tudo. Substitui os painéis de madeira por de isopor, redesenhei todos os botões e não somente fui para a lua, como também pra Marte e outros planetas que os humanos desconhecem. Azar da Ju, que não quis ir junto. Hehehe...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pestes e Budapeste

Meus abondonados leitores, perdoem esta humide blogueira que não vos escreve, é que ultimamente não tenho tido tempo para me dedicar a este diário, uma vez que estou com a casa cheia. Além de vó e Daniel, o nosso hóspede americano ainda está por aqui e todas as minhas atenções estão voltadas a eles, ao Bruno e aos trâmites burocráticos de minha admissão na UNC.



Primeiro tenho que correr atrás de um negócio chamado "proof of immunization", ou seja, para assegurar um ambiente livre de epidemias estrangeiras, preciso provar que tomei vacina contra caxumba, catapora, rubéola, tuberculose, febre amarela, dentre outras doenças das quais nem mais me lembro.

Digam-me, quem de vocês ainda tem sua carteirinha de vacinação? Eu não tenho. Então fui à UNC para perguntar o que eu tenho que fazer uma vez que não posso provar que sou uma garota limpinha e vacinada. A moça do setor de epidemologia já queria me dar umas duas doses de vacina ali na hora, talvez com medo de ser contaminada. Para tanto eu precisaria pagar 90 dólares, achei caro, não estava psicologicamente preparada para injeções, disse que ia ali e já voltava e fui embora para o setor de alunos estrangeiros, perguntar outras coisas.

No departamento internacional fui atendida por uma mocinha simpática muito fã do Brasil, e espantosamente ela sanou todas as minhas dúvidas num português impecável, quase sem aquele sotaque americano característico; não havia erres retroflexos nem consoantes oclusas aeradas. Ela morou um ano e meio no Brasil numa cidadezinha do interior de Minas dando aula na Cultura Inglesa. Um amor. Então agora eu sabia que deveria fazer a minha "application for employment authorization" pelo site da imigração, e que para tanto eu teria que desembolsar 340 doletas. Afe que até eu começar a receber vou deixar meu marido pobre pobre pobre de marré de si.

Enfim depois de tudo isso, a vó o Daniel e a Paula - minha fiel escudeira - já estavam de saco cheio de ficar circulando pelo campus pra gente não precisar pagar mais estacionamento e viemos embora. Isso foi na segunda.

Terça-feira já estava conformada de pagar 90 dólares para as primeiras 2 das 7 doses mínimas de vacinas que terei que tomar nos próximos 7 meses, quando me veio na idéia averiguar se aqui não tinha um serviço de de imunização gratuito. Não seria possível que, num lugar onde tem tudo, não tivesse algo parecido com um postinho de saúde. Liguei pra Paula, minha fiel escudeira e principal assessora para assuntos aleatórios e ela logo me retornou com um número de telefone. Liguei lá, me deram outro telefone, liguei de novo, esperei na linha uma meia hora, até que uma moça disse rélou e a linha caiu. Serviço público, você gira o mundo e é sempre a mesma coisa. Liguei de novo. Esperei de novo. Dessa vez atendeu um rapaz e consegui marcar minhas duas primeiras doses gratuitas mais o tal do TB skin (teste de tuberculose) por 19 dólares. Valeu a espera!

Tanta coisa pra pensar e com que me preocupar até eu finalmente começar a estudar e dar aulas que não consegui dormir. Li Budapest a noite inteira, engoli palavra por palavra, capítulos por capítulos, terminei o livro e comecei tudo de novo porque ele é meio confuso e exige muito do leitor e a minha mente estava esgotada mas quando consegui dormir já era hora de levantar. Bruno saiu do banho e resmungou que eu não tinha feito o café hoje de novo e eu levantei como um zumbi mal-humorado e fui descendo a escada, bocejando, gosto de guarda-chuva na boca, a escada acacabou finalmente, eu pensei, mas não, ainda tinha um degrau, quase me empacotei às cinco da matina mas não sei como, que anjos do céu me seguraram, e eu não caí. Voltei pra cama, novamente fui pra Budapest e já estava no Rio de Janeiro, no apartamento de Vanda, quando dormi de novo.

Tadinhos do Daniel e da vó! Acordei só dez e meia e estava um caco, fui tomar banho e só quando eu desci foi que eles foram tomar café - praticamente um brunch, afinal de contas era mais um almoço que café. E para compensá-los deste descompasso de péssima cicerone (onde já se viu deixar os hóspedes passando fome até essa hora?!), fomos para o centro da cidade ver os arranha-céus, a estação de trem, o trem, o bonde, os estádios, os prédios antigos.



Fomos ao Levine Museum e nos divertimos à bessa! Depois fomos almoçar, eram quase três da tarde, no Briixx, uma pizzaria com forno à lenha. Esteve muito bom.




Depois fomos no Birkdale Village - primeiro lugar onde a gente morou aqui - e fizemos comprinhas e tomamos sorvete. Calor, muito calor.



Chegamos em casa e logo depois o Bruno chegou com o Arthur do trabalho, pegaram o Daniel e foram pro I-max assistir Transformes na tela gigante.

Eu e a vó assistimos Carlota Joaquina com legenda em inglês - DVD emprestado pela Paula, minha fiel escudeira, principal assessora para assuntos aleatórios e amiga com quem posso contar para todas as horas. Agora cá estou eu, a vó lá na sala lendo Budapest, a luz do escritório aqui acesa e os mosquitos burros do lado de fora querendo entrar fazendo um barulho irritante na janela . Os rapazes ainda não chegaram do cinema e minhas costas estão doendo da minha quase queda às cinco da matina na escada e a saudades do Brasil, claro, sempre aumenta.


Então, a minha horta está bem vivinha e cada dia mais vistosa. Tenho cuidado bem dela e cada manhã é um tomatinho novo que aparece. Por agora passamos quase duas horas programando nossas férias de agosto com Ivo e Fatiminha. Ali antes das aulas começarem terei tanto o que contar que este blog vai ser a sensação de agosto, que será então um mês de dar gosto, ao invés do mês de desgosto!! Mas é isso, caros leitores! Até breve!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Chegaram Vó e Daniel!

Informamos aos amigos e familiares que no último sábado aterrissaram em Charlote Dona Ema Divanir e seu neto Daniel Zagonel!

Já devidamente instalados na nossa espaçosa e aconchegante residência, os dois poderão desfrutar, nas próximas 3 semanas, da qualidade de nossa hospedagem e do melhor que Charlotte tem a oferecer, hehehehe...

Sábado não fizemos muito, nossos hóspedes estavam cansados da viagem e apenas preparamos um churrasco de boas vindas. No domingo acordamos para o tradicional café na varanda e fomos no shopping - programa indoor, porque lá fora ninguém aguentaria os 40 graus.

Vó trouxe mimos, como os livros do Chico Buarque que eu não tinha. Estou lendo Budapeste e simplesmente a-do-ran-do (bem gay mesmo).

Daniel tá muito esperto no inglês. Se vira muito bem e me deu um banho na tranca ontem, o danadinho...

Assim que eu descobrir onde está o maldito cabo, coloco as fotos.

Beijos a todos e parabéns ao Caetanão que representou muito bem a banda na rádio no último sábado!

sábado, 11 de julho de 2009

Daqui a pouco!


Caetanão, Criaturas, O Sexto Dedo na Paraná Educativa FM 97.1

O que: Entrevista no Programa Conversa Afinada
Onde: No conforto do seu lar! Ou do seu carro.
Quando: Hoje, às 14hs em ponto.

O quê!? Seu rádio quebrou? Não existe esta estação onde você mora? Nao se desespere! Acesse agora mesmo este link e instale o plug-in gratuito se necessário. O próprio site direciona todos os processos, tudo o que você precisa fazer é seguir as instruções!

Eu já estou aqui sintonizada... está tocando alguma coisa parecida com Elis Regina - deve ser a Maria Irrita, tá muito muderninha essa bossa eletrônica. Daqui a pouco vamos buscar a vó e o Daniel. Eles chegam às 15:15 - aí 16:15. Por isso não se preocupem que a gente não vai correr o risco de se atrasar por causa do programa que tem apenas 1 hora de duração.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os detalhes da conquista!


Então minha gente, esses dias eu não tenho atualizado meu blog porque na verdade estou aproveitando bem os meus últimos dias de férias, ou seja, não estou fazendo absolutamente nada, embora esteja acordando diariamente às 5 da matina pra fazer café da manhã pra esses dois malucos - Bruno e Arthur (nosso hóspede até a vó e o Daniel chegarem) - que querem chegar no trabalho antes do sol nascer... mas é claro que depois volto pra cama e só acordo meio dia, às vezes uma da tarde. Isso é que é ser boa de cama, né? Hehehe...

No mais tudo o que faço é o serviço de casa e os cuidados com a horta, que está cada dia mais vigorosa e crescida. Os rabanetes já estão pulando pra fora da terra, enooormes, assim que a vó e o Daniel chegarem vamos colhê-los e comê-los, claro!

Mas mudando de saco pra mala, eu só dei a notícia do meu mestrado e não especifiquei bem o que vai rolar. Bom, então senta que lá vem a história...

Eu antes de vir pra cá já tinha entrado em contato com a Universidade da Carolina do Norte graças a uma de minhas professoras de Inglês na UFPR, Vera Rollof. Ela disse pra eu verificar se não havia um convênio entre as duas universidades e me aconselhou a averiguar a possibilidade de continuar meus estudos por aqui. E assim, entrei em contato com o Dpto. Internacional da Federal e eles me passaram o contato deles aqui com a UNC.

Mandei um e-mail no fim do ano passado dizendo que eu estaria me mudando para Charlotte em 2009 e que era Licenciada em Letras pela UFPR, e a moça logo respondeu dizendo que eles não tinham mais convênio com a Federal do Paraná, mas que isso não seria problema e que eu poderia até mesmo tentar uma bolsa de estudos trabalhando como professora de Português para eles, já que uma vaga seria aberta para o segundo semestre de 2009.

Assim fomos trocando e-mails sobre as possibilidades de mestrado e sobre a bolsa. A primeira coisa que fiz ao chegar em Charlotte foi enviar um e-mail pra eles dizendo que já estava aqui. Marcamos um encontro e fui à UNC conversar com o Coordenador de Estudos Latino Americanos, área do meu mestrado. Durante a conversa, várias pessoas entravam na sala e ficavam observando - só então notei que estava sendo avaliada. Após 40 minutos de "entrevista" fui convidada a fazer um tour pela Universidade, ou seja, ali eu já sabia que a primeira impressão que deixara foi relativamente boa.

Mas como nem tudo são flores, tive que encarar muita burocracia. Submeter todos os meus documentos e registros escolares à tradução juramentada, conseguir um certificado de conclusão de curso já que até hoje meu diploma da UFPR não ficou pronto e prestar dois exames, o GRE (General Record Exam) ao qual todos os candidatos a mestrado - americanos ou não - devem passar, e o TOEFL, que é uma prova de proficiência no inglês direcionada, logicamente, para estudantes internacionais.

Estes dois testes foram a pior parte de todo o procedimento, porque eu afobada do jeito que sou, sempre acho que fui muito mal e que não estudei o bastante e, até as notas serem divulgadas, é uma verdadeira tortura. Felizmente os resultados foram bem além do que eu esperava, e eu estava dentro (na verdade até acima) dos padrões da Universidade para qualificar-me como uma estudante com bolsa.

Depois de tudo isso feito, me matriculei e tive que providenciar 3 recommendation leters, ou cartas de recomendação, todas em inglês, claro - as quais pedi para as minhas professoras Vera, Luci Colin e Clarissa Jordão e elas muito habilmente enviaram. Além disso tive que apresentar meu "personal statement", ou seja, uma carta em que você tem que demonstrar, além de boas habilidades estilísticas e linguísticas do inglês, um bom motivo para eles te admitirem no cast de estudantes da instituição. Tudo isso feito, eis que chega um e-mail dizendo que eu havia sido aprovada! Que emoção! Eu fiquei pulando tanto, feito uma idiota, dando voltas pela sala, que até um mal jeito nas costas eu dei!

Bom, meus caros, isso significa que agora, além de mestranda, sou a professora de Português Básico no departamento de Línguas e Cultura Estrangeira da UNC! Afff! Podre de chique! Vou trabalhar apenas dois dias - terças das 15:30 às 16:45 e quintas das 17 às 18:15. De noite vou pras aulas e assim será a minha vida a partir do dia 24 de agosto de 2009. E com a bolsa vou conseguir bancar o mestrado e ainda vai sobrar um troquinho.

Existem algumas pessoas que merecem muito o meu respeito e agradecimento por mais esta conquista, algumas delas já citei mas não custa repetir (afinal reconhecimento merecido nunca é demais): primeiro ao Bruno, meu amor, meu gatão, sem ele e sua inteligência e incrível capacidade de trabalho nunca teríamos vindo pra cá (under such good conditions). Depois aos sogrões que providenciaram os documentos e sempre me apoiaram e torceram por mim. Às minhas professoras da Federal que enviaram as cartas de recomendação e principalmente à Vera, que me alertou desta possibilidade. A vocês, família e amigos, leitores do blog que mesmo estando aí do outro lado do mundo, me deram ânimo e total apoio durante as fases agoniantes de estudo através de seus comentários, muito obrigada! E à minha mãezinha que me pôs no mundo, junto com o meu pai, a quem eu sempre dedicarei todo o meu sucesso... é um orgulho para mim ser um orgulho pra vocês!

Um beijo a todos, vocês são oátimos!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Feliz Aniversário!!!

Hoje é o aniversário do meu irmão gatão! Já que a gente não pode estar aí pra comemorar junto, vou deixar aqui os parabéns meus e do Bruno! Gu, que você continue cada vez mais lindo e que os anos lhe tragam muitas alegrias, muita saúde, muita sorte, muito sucesso , dindim e reconhecimento para os seus incontáveis talentos. E que você nunca deixe de acretirar nos seus sonhos, e principalmente, que você não caia em tentação e consiga guardar dinheiro para vir nos visitar em 2010 com toda a família! Te amo muito, Gu! Você é o melhor irmão do mundo!!!

***

E dia 4 de julho foi o aniversário da Mana! A gente ficou sabendo que ela tava dodóizinha e que por isso não teve festa... mas que cousa, Mariana! Aqui todo mundo soltou fogos e rojões pra você e vocês aí nem fizeram nada? Trate de sarar logo e de comemorar mais uma primavera! Desejamos muitas felicidades, muita saúde e principalmente muita disposição porque afinal de contas correr atrás do véio não deve estar muito fácil! Hehehehe... Mana, que você realize todos os seus desejos. E quem puder manda uma foto bem linda da Mana que eu não tenho nenhuma aqui!

sábado, 4 de julho de 2009

Fourth of July


Hoje os americanos comemoram seu Dia da Independência. Além dos desfiles, das paradas, dos pick nicks nos parques, dos concertos gratuitos, dos fogos de artifício, hoje será o dia das grandes promoções - as lojas abrem as portas pra acabar com seus estoques, vendendo tudo a preço de banana. Mami em Nova Yorque certamente não irá perder as pechinchas!

Bom, enquanto o Bruno dorme aproveito para atualizar meu blog com algumas curiosidades históricas sobre este feriado nacional dos EUA. A Proposta de Independência foi apresentada por um líder político da Virgínia, Richard Henry Lee, a uma comissão de representantes das demais 12 colônias que se rebelaram contra a coroa inglesa, dando início à Revolução Americana, unindo-se para combater as força armadas britânicas numa guerra que durou 5 anos (1775-1780).

Após a proposta ter sido votada e aceita, o documento de Declarcão da Independência foi redigido e assinado por uma comissão de 5 representantes, no dia 2 de Julho de 1776 - ou seja, dois dias antes da data em que se comemora a Independência. Isso porque até o documento ser impresso e divulgado publicamente, dois dias haviam se passado.

Mas se você argumentar com os americanos que o dia da independência deles é dia 2 de Julho, eles provavelmente vão rir da sua cara. Até Thomas Jefferson, principal autor da Declaração da Independência e que se tornaria o terceiro presidente da América, na época acreditava que tal documento só fora assinado mesmo no dia 4!

Mito ou não, é bonito ver todas as casas, carros, carrinhos de bebê, com a bandeirinha dos States. Você liga a rádio e - graças! pararam de tocar Michael Jackson! - todas as músicas que tocam falam da América... o país relamente para para celebrar sua independência e não somente para curtir mais um feriado.

O patriotismo aqui faz todo o sentido do mundo. Aqui eles têm do que se orgulhar mesmo, a maioria do povo vive uma vida digna - tem acesso gratuito à educação, cultura, lazer. Até as famílias mais pobre têm condições de ter um carro, uma roupa boa, uma escola de qualidade pros filhos, na qual eles ficam praticamente o dia inteiro e onde recebem 3 refeições. Isso é que é vida... afinal, o governo aqui sabe que não haverá pátria amada, idolatrada, se ele não prezar pelo seu cidadão. Nem só de pão e circo viverá o homem, mas de boas condições para que as pessoas cresçam com caráter, com um ideal, com competência para realizar seus sonhos. Seus american dreams!

Deus salve o Brasil, porque a América mesmo com a crise não tá assim tão precisada... hehehe...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu consegui!!!


"Dear Ms. Lemos Zagonel,

I am happy to inform you of your admission for the Fall 2009 semester in our graduate program leading to a Latin American Studies - MA. I congratulate you on this honor and look forward to having you join the UNC Charlotte community."

E esta foi mais uma conquista de Xandy & Brunior Produções e Associados... sim, porque somente após idas e vindas de documentos oficialmente traduzidos gentilmente providenciados por Fatiminha e Ifinha, depois de uma prova que se não fosse o Bruno e o Ivo a matemática teria sido um desastre, de uma carta pessoal muito bem escrita por mim (o tal do personal statement) e um oátimo desempenho meu no TOEFL, eis que fui aceita na UNCC Universidade da Carolina do Norte em Charlotte!

A futura Mestra que vos fala não cabe em si de felicidade! Bom, não tenho palavras, a não ser de agradecimento. Obrigada a todos vocês que sempre me apoiaram e torceram por mim!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bye, bye Mamãe!!!


Hoje eu tô deprê porque minha mãe foi embora.

Voltei do aeroporto e fui ver a nossa hortinha, fiquei cutucando a terra pra afofar o solo, do jeito que ela me ensinou, mas até as alfacinhas pareciam estar já sentindo a falta de mami, estavam caidinhas, muuurchas, cabisbaixas...


Daí fui arrumar o quartinho de mamis e tava tudo vazio... armário sem roupas, cama sem lençol, travesseiro sem fronha... Agora eu tô aqui, querendo saber se ela chegou, se já almoçou, se encontrou a Evi, se deu tudo certo, mas o telefone que eu tenho de lá ninguém atende.


Resta-me apenas esperar que ela entre em contato contando as maravilhas do primeiro dia em New York!


Querida Mamis:

Você pode não ser a mãe mais sofisticada do mundo, nem a mais organizada, nem a mais estudada, nem a mais cheia da grana, mas saiba que você é a mãe mais linda, a mais meiga, a mais sabida e a mais fujona mami do mundo!

Eu te amo muito e vou ficar com saudades das suas lições sobre cada florzinha, cada matinho, cada capim, cada graminha, vou ficar com saudades dos seus suspiros sempre precedidos de um "aaaai, olha que lindo, Xanda", quando a gente passava na frente de qualquer coisinha que te enchia os olhos.

Vou sentir saudades das suas perguntas para as quais eu não tinha respostas, e você dizia, mas por que, Xanda, eu quero saber! Saudades da sua voz a cantar Moon River com a orquestra te acompanhando... saudades de te ver pegando cada revista, cada panfleto, cada papelzinho, só pra ler em voz alta e aprender sempre alguma coisa nova, uma nova palavra, uma pronúncia correta.

Saudades de você e da sua sede de sempre aprender mais. Saudades da tua simplicidade, do teu sorriso ao me ver deseongonçada tentando transplantar nossas mudinhas. Saudades, enfim... muito mais do que eu sentia quando eu morava aí, porque afinal de contas, aí você nunca era só minha e aqui eu pude curtir você sem ter que dividir com mais nenhum filho e nenhum neto, porque afinal de contas, eu sou a filha caçula né...

Pena que passou tão rápido. Mas o tempo é assim, mami, o tempo voa... logo, logo vai chegar a hora de você vir de novo... um beijo bem grande e aproveite sua estadia em New York! Ai que inveja que eu tô da Evi, agora ela tem duas mães lá e eu aqui sem nenhuminha!!! Nhé. Beijos.

Ainda bem que a vó tá chegando e logo depois a Fátima... afinal de contas, essas minhas "mães" postiças também me fazem muuuuita falta!