segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O sol se pondo no nosso quintal

Para meu tio, que foi hoje para a outra margem do rio; João Batista Azevedo
Cada dia que nasce, anoitece.
Uns nascem mais tristes...como hoje.
E anoitecem bonitos assim,
e a vida continua, e o amor continua...
E a vida quando acaba,
Tambem anoitece bonita, e continua?
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As depiladoras que me desculpem...





... mas protestar é fundamental. Se existe UMA coisa da qual me arrependo muito em minha vida, foi ter me depilado pela primeira vez. Afinal pêlos por que tê-los é uma ótima pergunta, mas pêlos, porque depilá-los, é ainda melhor. Não que eu queira virar naturista. Não há nada mais desagradável do que um sovaco de mulher peludo e suando. Ou uma virilha selvagem. Defendo a depilação nesses dois lugares estratégicos - e  por favor, meninas, não usem gilete. 


Mas o fato é que a indústria da depilação desenvolveu uma forma cruel de ganhar dinheiro. Você vai no salão pra depilar a virilha e elas já perguntam, vai fazer o ânus?, naquela naturalidade que só as depiladoras têm. Você está sem dúvidas numa posição de desvantagem, morrendo de dor, estirada humilhantemente naquela maca nada estética, uma luz iluminando todos os poros do seu corpo nu, melecado daquela cera fedorenta. Tantos insultos sinestésicos confundindo sua capacidade de raciocínio lógico, e a mulher perguntando - sempre sorrindo - se você  também fará o ânus? Ah, tenha dó. Dá vontade de dar chutão na cara, e virar aquele baldinho elétrico de cera quente na cabeça dela, porque tem muito cabelo ali. Quem sabe assim ela tira o sorrisinho sádico da cara.

Mas os seus instintos bem domados pela indústria depiladora fazem você sublimar o ódio numa lágrima que teima em cair bem pelo cantinho do olho, fruto da dor, e da total resignação ao liso. Eu achava que ver estrelas era coisa de desenho animado, mas sempre depois de uma puxada daquelas, em que os seus pêlos são arrancados com violenta veemência, as estrelinhas e passarinhos e asteriscos sempre aparecem. Efeito da luz na cara, da dor da puxada, do cheiro da cera, e do sorrisinho sádico da depiladora.

Não contentes em depilar sua virilha, a perna inteira, e o sovaco, elas olham os pelinhos da sua cara e dizem, mmmm, e esse bigodinho? Que bigodinho? Loirei o bigodinho, não era pra você ver. Mas não adianta. Elas têm olho clínico. Loirar pra quê? Tira, arranca o mal pela raiz que nasce menos. Você, como  eu já disse, está numa posição delicada. E no fundo o bigodinho é um estigma que toda mulher quer evitar. Aí você acredita na mais óbvia lorota de depiladora! E três semanas depois os pêlos nascem em dobro, mais grossos, irregulares, uns encravam, dá até espinha, você tira com a pinça, se machuca e mancha a pele. Depilar a cara é burrice. Mas uma vez depilado, depilado muitas vezes será.

E não é só isso. Da última vez que fui me depilar no Brasil, a mulher enfiou cera no meu nariz! E antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ela meteu a cera nos dois buracos, fiquei sem ar, tive que respirar pela boca e assim não pude dizer nada. Só depois que ela puxou e muitas lágrimas saíram, eu perguntei num insulto você tá louca, mulher? Pra que arrancar os pêlos do meu nariz? Eu lá tenho pelo saindo pelo nariz? Naquela época não tinha. Mas depois daquele dia, agora vira e mexe tenho que aparar as fossas nasais. Eu deveria processar o salão Marly!

Mas enfim. Hoje sofri, vi estrelinhas, enquanto me livravra sofregamente dos pêlos pra poder ir pra praia,. E tive uma "visage". Subitamente, a parede mostarda do salão ficou cinza,  a luz foi se apagando e vi  muitas almas sendo depiladas, sofrendo horrores. Era uma visão do inferno, calderões de cera, e demoninhos depiladores com aquela espátula na mão, aquele cheiro de enxofre, igualzinho o da cera. Esta visão foi um exagero de estilo, claro, e provavelmente resultou do livro que li na semana passada sobre uma mística negra, que era escrava num convento em Lima, Úrsula de Jesus. Ela então dizia nos idos de 1600: quanto mais se mortifica em vida, menos tempo sofrerás no purgatório. Era o meu delírio, querendo achar uma razão pra estar ali, naquela posição desagradável, com uma vietnamita me depilando e falando um inglês que eu não entendo, mas com o mesmo sorrisinho sádico na cara. Pior é quando ela abre a porta e começa a falar em vietnamês com as manicures. Raios! O que será que ela tá falando? Nossa, cancela a próxima cliente! Tem um panda na minha maca!

Uma hora e meia depois, chego em casa deprimida, com a pele toda irritada dessa cera maldita com cheiro de enxofre. Fui direto pro banho. Tamanho era meu abatimento que o Bruno - que aliás é quem mais se regozija quando volto da depilação - começou a pesquisar remoção permanente a laser. Uma fortuna... mas quem disse que um lugar no céu custa barato? Afinal não quero viver o resto da vida no purgatório, digo, depilatório, escrava da cera. 

Portanto irmãs adolescentes lindas porém inseguras, não deixai-vos seduzir pelo sorrisinho das depiladoras. Virilha, meia perna, axila e olhe lá. Não vá fazer ânus, abdome, face. Expurgue essas possibilidades antes de entrar na salinha. Mantenha seus pelinhos naturais onde for possível.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sabor do Pecado

Mas eu to perdida!!! Nem mamis pode me salvar ja que ela tambem faz os bolos mais deliciosos... Agora a Belinda me vem com essas delicias pecaminosas. Nem 3 horas de Wii vao compensar as calorias. Mas enfim. O que eh bom eh para ser apreciado sem culpa.
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