sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Chove lá fora e aqui...

Nem tá tão frio! Mas o Bruno pegou uma gripe daquelas! É que vocês sabem, homem quando pega gripe é aquele mimo... mas eu estou cuidando bem dele. Ontem fiz sopinha - que aliás ficou uma delícia - de batatas com macarrão, bem levinha. Daí tô dando remedinho pra baixar a febre e tirar a dor do corpo, descascando mixirica, passando própolis na garganta, dando suco de laranja, muita água, vitamina C e amor, que é tudo que ele precisa.

Estou meio irritada neste momento porque já é uma da tarde e a mudança - que era pra estar aqui entre 11 e 12hs - ainda não chegou e ninguém ligou pra avisar que ia atrasar, ou algo assim. Ontem ficaram ligando, fazendo questão de confirmar se teria alguém em casa no horário, não fui no mercado por causa deles e até agora nada.

E meu sogro vai chegar e vai ter que comer pistache até eu conseguir ir no mercado e comprar coisas para fazer o almoço. Eu queria ter ido ao mercado antes, mas o Bruno não quis por estar doente e nem me deixou ir sozinha! Hmpf! Mas eu vou fazer uns sandubas... melhor do que só pistache né. E pro Bruno vou esquentar a sopinha.

É isso, meus queridos! Mal vejo a hora de ver o sogrão... uhuu!!! Nem quero mais que a mudança chegue hoje... vai ficar cheio de caixa espalhada pela casa, tirando o conforto do sogrão. Espero que eles liguem dizendo que a chuva atrasou todas as entregas e que agora só na segunda-feira!


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Hora da Musa #2 (segunda parte)




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Ontem fui na academia e fiz uma hora de bicicleta - completei mais de 10 milhas, o que daria uns 16 quilômetros. Decidi que vou me exercitar e começar um regime, pois essas orgias gastronômicas estão surtindo um efeito indesejável e inevitável: as roupas estão começando a ficar justas demais! Hehehe. Normal né? Afinal de contas, tudo que tenho feito aqui é comer e dormir, me exercitando somente nas segundas-feiras de faxina. Então resolvi me mexer. Hoje vou de novo. Pelo menos três vezes por semana.

Estamos aqui há quase 1 mês - três semanas e meia, para ser mais exata. Confesso que estou ficando jururu, parte por causa da TPM, outra parte por causa da ordem natural das coisas. No início tudo é muito lindo, tudo é novo, tudo é deslumbrante e renovador. Agora, tudo é igual, dia após dia, essa rotina solitária de dona de casa sem filhos e sem família para ter com que se alegrar ou se incomodar.

Não que eu não esteja gostando... afinal de contas, estou aqui com meu pequeno, a gente tem se cuidado direitinho, temos mantido uma vida social mais ou menos ativa com o pessoal do trabalho do Bruno - inlcusive ontem fomos jantar com o Arthur e depois ele veio aqui em casa. Mas a verdade é que eu estou me sentindo uma inútil!

Sei que tenho que arranjar um emprego, mas sinceramente, não há nada em que eu me enquadre. Não quero trabalhar em sub-empregos, nem em lojas, tendo assim que sacrificar muitos dos meus finais de semana. Se eu for selecionada para a Universidade em agosto, terei um emprego garantido dando aulas de Português duas vezes por semana. Isso vai ajudar a pagar o mestrado. Mas até lá são mais de seis meses! E sabe Deus quanto vai custar esse mestrado. Dizem que se para residentes a hora-aula custa de 50 a 70 dólares, para estrangeiros passa de 200! Droga!

Os únicos trabalhos que me vejo executando aqui são:
1- Tocar num barzinho
2- Cuidar de criança

Para nenhum deles preciso ter um nível avançadésimo de inglês - porque embora eu me comunique razoavelmente bem, ainda tenho muita limitação de vocabulário e medo e vergonha e sentimento de inferioridade lingüística, o que só atrapalha meu desempenho e me faz sentir ainda mais inútil.

Bem, aqui me dispeço, meio mal humorada, com muitas saudades de todos vocês e ansiosa por amanhã, quando finalmente chegam meus violões e eu vou poder traduzir em música todas as minhas angústias atuais, e principalmente, com a chegada do sogrão que é perito em espantar jururismos tepeemísticos.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Bruno Gourmet


Ontem fiquei deprê, com cólica. Não fiz nada, só de tarde fui ver um apartamento pra gente alugar aqui na vila mesmo, que era mais barato e com um andar só. Mas não gostei.

De noite o Burno chegou mal humorado. Tava com TPM, deve ter pego por osmose! Mas daí quando ele viu minha cara de nhé tô com cólica ele mudou o humor e até cozinhou!

Fez uma carne de porco já temperada (e super apimentada) com cama de batata e cebolas, e para acompanhar arroz selvagem, hmm, ficou muito gostoso.

Depois saímos pra dar uma volta a pé, a vila tava vazia, também, naquele frio! Aproveitamos para comrpar um sorvete Häagen Dazs. Sorvete no frio é bom!


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Nhoque, nhoque, nhoque, hmmmm....

Não tentem lamber a tela do monitor hein... hehehe


Após um dia de Maria daqueles, nada melhor do que descansar um pouco e sair jantar fora para não sujar nada, certo?

Errado! Ao que tudo indica ontem eu estava sofrendo constantes reações óxido-redutivas (princípio das pilhas galvânicas ou voltaicas, vulgo, Duracell) e não parei quieta até meia noite. O Bruno chegou e tratou de finalizar os projetos caseiros, equanto eu fui pra cozinha preparar a janta: um delicioso nhoque de primeira viagem ao molho de coisinhas gostosas. Em homenagem a minha tia Stefânia e ao tio Jorge Lemos, que têm uma história de nhoque parecida com a nossa da lasagna. E viva o amor!

O nhoque foi um sucesso, tirando os primeiros que ficaram grandes e crus por dentro. Felizmente conseguimos ajustar este defeito, partindo cada unidade ao meio. Peguei a receita por internet: purê de 6 batatas, 1 gema e farinha para dar liga. O molho fiz com cebola picadinha, 3 dentes de alho esmagados, 3 colheres de shoyo e 2 tomates sem semente picados. Uma pitada de açúcar mascavo para cortar a acidez, 3 colheres de extrato de tomate pra dar uma cor, muito cheiro verde e uma boa pitada de pimenta do reino. Foi demais, gente. Profissional. Até pensei em fazer nhoque pra vender.

Depois de encher a pança, me deparei com a cozinha (que eu já tinha limpado com tanto esmero antes) virada de pernas pro ar. Era farinha no chão, farinha no fogão, farinha no balcão... Depois que terminei de limpar a cozinha, notei que quem estava enfarinhada era eu. Tinha meleca de nhoque na roupa, no braço, no chinelo... e gruda a danadinha da massa! Pensando bem, fazer nhoque pra vender, não!

A Hora da Musa #2

Projetos Caseiros
Um oferecimento: Xandy & Brunior Produções


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Fim de semana agitado!


Hoje é segunda, portanto, dia de faxina. Nossa casa está virada, estamos executando alguns projetos que em breve serão mostrados nos próximos programas A Hora da Musa, e isso vai exigir uma Maria e tanto. Por isso vou resumir nosso final de semana em uma postagem menos rebuscada!

Sexta-feira: o Bruno chegou do trabalho com uma boa notícia. O chefe dele convidou todo o departamento para almoçar em um restaurante, ficando a lasagna mal sucedida confinada em seu recipiente plástico até a hora de ele chegar em casa (ufa!). Às nove e meia saímos jantar com o Arthur e sua esposa, Karen.

Sábado: acordamos tarde e começamos uma verdadeira revolução aqui em casa. Mudamos os móveis de lugar de modo que a TV ficasse num lugar mais estratégico, podendo ser vista da cozinha, do sofá e da nossa mesinha de computador. Lá pelas três da tarde saímos passear. De noite, fomos jogar boliche com a turma da Praxair. Depois do boliche, fomos jogar sinuca e eu cantei no Karaokê e dancei uma dancinha muito louca, com o Arthur e a Karen, e mais metade do bar.

Domingo: fomos fazer nosso brucnh - um café da manhã/almoço na casa mais famosa das panquecas americanas (que são doces). De tarde fomos ver algumas casas. Jantamos num restaurante chinês e passamos no Lowes comprar umas coisinhas que estavam faltando em casa. Começamos os nossos projetos "faça você mesmo" para reparar a mesinha do computador que eu quebrei e o carpete da sala, que o Bruno sem querer queimou com uma bituca de cigarro!

Em breve vou incluir as fotos e os próximos programas!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Saga da Lasagna


Bem... posso dizer que a minha história com o Bruno começou com uma lasagna. No dia em que a gente saiu pela primeira vez, ainda não como namorados, chegamos em minha casa famintos depois de um domingo no Rio dos Papagaios. E eu então preparei minha especialidade, uma lasagna vegetariana. Aí ele se apaixonou. Isso foi há oito anos atrás. E como é no carnaval que comemoramos nosso aniversário de namoro, ontem resolvi preparar uma lasagna à bolgnesa. Porém, achei que o molho de carne seria pouco, então para incrementar...

Fui fazer meu molho branco, o mesmo daquela primeira lasagna vegetariana. Piquei cebola, alho, refoguei na manteiga, adicionei uma colher de farinha e o leite. Mas o leite estava azedo, quase virando iogurte. Não me toquei que este litro de leite nós comrpamos no dia em que chegamos aqui, portanto havia três semanas em que ele estava aberto na geladeira. Resultado? Joguei o molho fora e fiz outro, com água. De novo refoguei alho e cebola, adicionei a farinha, depois aos poucos fui acrescentando água, cheiro verde, pimentão vermelho picadinho e pimenta. E dessa vez deu certo. Nem parecia que não tinha leite.

Hora de montar a lasagna. Uma camada de molho, uma camada de massa (integral), outra camada de molho, queijo, mais molho, mais massa... ops! Será que essa massa é aquela que eu costumava usar no Brasil, pré-cozida? Melhor conferir na caixinha. Adivinhem! A massa tinha que antes ser cozida. Lá estava eu desmontando a lasagna, lavando as massas, jogando o queijo melecado de molho fora e botando água na panela pra ferver...

Após sete minutos em água fervente, escorri a massa e comecei novamente a montar a maldita lasagna. Consegui deixar ela prontinha para ir ao forno cinco minutos antes de o Bruno chegar. Estava 2 a zero pra lasagna, mas eu ainda não tinha me dado por vencida.

Assim que colocamos o prato no forno, comecei a conversar com minha mãe por skype e na empolgação da conversa esqueci de olhar a lasagna. Foi o Bruno que, com seu faro aguçado pela fome (e pelo nariz avantajado que eu amo tanto), percebeu que a lasagna já estava pronta. Aliás, mais do que pronta, ela estava queimada!

Hmpf! Que frustração. Mesmo com aquela crosta enegrecida, o Bruno comeu um baita pedação e disse que estava uma delícia. Eu devo confessar que ela até poderia ter ficado pior, tendo em vista todas as dificuldades atravessadas durante seu preparo. Mas enfim, foi 3 a zero para a lasagna. E eu me sentindo a última das últimas cozinheiras! Um fiasco.

O pior de tudo é que o Bruno, hoje de manhã, pediu para eu preparar uma marmita com a lasagna de ontem. Imaginem, se ontem ela estava horrível, hoje de manhã então nem se fale. Eu já estava indo tirar a parte queimada e colocar um queijinho fresco pra disfarçar, mas ele não deixou! Ele gritou: Nãããão! Eu gosto da casquinha queimada. Ok, eu disse. E pensei: 4 a zero para a lasagna.

Eu nem consegui dormir mais depois que ele saiu... o que os colegas de trabalho dele vão pensar? "Coitado desse brasileiro... nunca traz marmita e quando traz, traz esse toco de fumo queimado! Que bela esposa ele deve ter..." 5 a zero pra lasagna!

Felizmente nossa história não vai acabar como começou - ou seja, com uma lasagna. E por me sentir solidária ao meu marido, resolvi aquecer um pedaço da minha mal sucedida especiaria... e sabe que não estava ruim? Verdade! Mas devo confessar que tirei a parte queimada e maquiei ela com queijinho fresco antes de colocar no micro-ondas. Final de jogo: Lasagna 5, Xanda 1. Mas com a certeza de que haverá revanche!

Hasta la vista, lasagna!

Dê uma chance para o amor

Clipe da Relespública, a melhor banda de rock do Paraná, ou melhor, do Brasil! Alguém aí consegue descobrir onde está a Panda?




Para conferir a entrevista de Fábio Elias sobre este clipe, acesse www.cenaindependentecwb.blogspot.com

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Esclarecimentos


Meus caros e assíduos leitores! Odeio ter de desapontá-los, mas a foto do sushi (e a desta postagem também) é meramente ilustrativa e foi selecionada por meio de uma pesquisa de imagens do google. Porém, a apresentação dos pratos de ontem estava perfeita, digna de uma fotografia, mas infelizemente esquecemos de levar a máquina.

Falando em esquecer, acabo de lembrar que me esqueci de contar uma coisa para vocês! Ontem, depois do jantar, viemos pra casa e ficamos jogando baralho. Tranca, para ser mais exata. E pra variar, eu ganhei! Acho que o Bruno tem muita sorte no amor mesmo. Hihihihi...

Por fim, sei que tem muita gente que passa por aqui mas não deixa comentários. A vocês, gostaria de dizer que, tendo em vista a vida pacata que tenho levado, não há nada mais emocionante para mim do que ler um recadinho de alguém. Portanto, fica aqui o meu apelo, para que não sejam tão tímidos e deixem um alô!

Projeto "Faça uma Panda feliz".
Um oferecimento: Xandy & Brunior Produções

Sushi Night




Ontem assim que o Bruno chegou saímos pra jantar com um pessoal do trabalho. Fomos primeiro num pub bem inferninho até todos chegarem, e de lá fomos num sushi bar. Pessoal bem animado, de vários lugares dos States. É que eles estão numa convenção de vendas aqui em Charlotte e vão ficar aqui esta semana.

Na sexta chega a esposa do Arthur, um dos colegas de trabalho do Bruno que eu conheci aí no Brasil. Então sairemos jantar fora. E sábado vamos jogar boliche!

No mais não fiz nada além de ler o interminável Marley and Me. Estou quase no finalzinho... com uma vontade de largar a leitura de lado e comprar outro livro. Mas prometi para mim mesmo que não vou comprar mais livros antes de terminar o último que comprei. E como os meus livros ainda não chegaram (e não há nenhum sinal de quando a mudança estará aqui), vou ter que cumprir o prometido e terminar este livro bobo e chato até poder adquirir outro, enquanto os meus não chegam.

Também prometi para mim mesmo nunca mais me deixar levar pelos livros da moda. O senso comum é muito comum. Descobri que comprar um livro só porque é o mais vendido não é um bom negócio... pelo menos não para mim, que gosto de leituras mais desafiadoras!

Se alguém quiser me sugerir novas leituras, fica esse post reservado para isso.

Beijos a todos e até amanhã!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Xandy & Brunior Reality Show

A Hora da Musa #1 apresentou: Camarões no molhinho de coisas gostosas

Nada como as maravilhas modernas! Quebrando todas as barreiras de tempo e espaço, elas nos permitem ficar mais perto daqueles que amamos. E-mails, blogs, skype, mesenger, web cam... são vários os dispositivos dos quais temos nos beneficiado para nos sentirmos mais acolhidos por vocês, mesmo estando a tantas milhas distantes.

Esses dias fiquei mais de meia hora com o Dudu no skype... mostrei pra ele os CDs que nós compramos, os vinis, os DVDs, o amplificador... ele ficou tocando cavaquinho e tomando nescau, como se a gente estivesse na salade casa, papeando. Sem falar nas ligações quase diárias para o Ivo e a Fátima. A vó Rosa até já tá de saco cheio. "Mas eu já vi eles ontem!", hehehe...

Venho então, por meio desta postagem, fazer um apelo aos interessados: inscrevam-se no skype e nos adicionem em sua lista de contatos: meu username é panda.lemon e o do bruno é bruno.seleme.zagonel! Assim vocês podem dar uma espiadinha na gente, sempre que estivermos disponíveis.

Ontem a Babi, minha amiga do Martinus que está em Michingan, me ligou enquanto eu preparava a janta. Ficamos quase uma hora conversando, os camarões já estavam marinando num molho super especial de alho, cebola, tomate, azeite e pimenta. Quando desliguei, foi só botar a panela no fogo e pronto, o jantar estava no ponto. Todos os acompanhamentos já tinham sido preparados na hora do almoço. E a janta ficou uma de-lí-cia, como vocês puderam ter uma idéia no nosso programa A Hora da Musa.

Xandy & Brunior Produções agradece sua visita e convida a todos a continuarem acompanhando nosso reality show!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A Hora da Musa

O Programa Culinário para Entretenimento
Um oferecimento: Xandy & Brunior Produções

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Terceira Segunda-Feira


Minha Fenderzinha Valvulada

Ontem, como todos já sabem, foi dia de faxina. Mas a casa nem estava tão bagunçada, visto que passamos o final de semana fora. E eu até me dei ao luxo de lavar 3 camisas do Bruno na mão.

De noite, assim que o Bruno chegou fomos na Guitar Center comprar um amplificador de guitarra, o primeiro da coleção que vamos fazer aqui.

Depois fomos jantar num restaurante muito bom chamado Hops, e tivemos sorte de pegar a promoção da cerveja deles por 99 cents o caneco. Tomei 2 e o Bruno tomou 1, cada uma diferente da outra... muito boas as cervejas! E a comida também... mandamos um filé jamaicano temperado com molho de abacaxi, shoyo e gengibre... delicioso.

E foi isso!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Antes só...

Este final de semana viajamos para Johnson City, no Tennessee, para visitar a Ashleigh, a amiga que conheci no Colorado. Eu estava muito empolgada e ansiosa por revê-la. Encontrar uma cara amigável seria confortante. A viagem foi tranqüila, atravessamos as montanhas e passamos por várias cidadezinhas interioiranas. Chegando em nosso destino, fomos encontrar com ela em seu trabalho, numa lanchonete dessas que tem em cada esquina, chamada KFC.


Assim que ela saiu do trabalho, ela disse que precisava passar em casa pra pegar roupas pois a gente teria que achar um hotel para passar a noite. Então perguntei por que não poderíamos ficar na casa dela, como o combinado, e ela disse: meus pais me expulsaram de casa ontem. Cruzes, por que? Porque ela tinha sido presa na noite anterior por dirigir alcoolizada!!! Incrível... o tempo passa e as coisas não mudaram em nada pra ela... continua fazendo cagada e se metendo em encrencas.

Enfim... até aí tudo bem, neste caso a gente até ficou aliviado de ficar num hotel ao invés de numa casa que, pensamos, deveria ser tão zoneada quanto o carro dela. Bom, é que ela fez questão de irmos num carro só, e este carro teria que ser o dela. Mas vocês não iriam acreditar se vissem a zona e a sujeira daquele carro velho caindo aos pedaços... era nojento, vergonhoso... porra, tudo bem você ser porco e não se incomodar com a sujeira... mas ela bem que podia ter dado uma limpada no carro, sabendo que a gente vinha!

Na casa dela, um apartamento naqueles pombaizinhos simples, entramos para conhecer seus pais, que pareciam ser pessoas normais, apenas aparentando serem mais velhos do que realmente são. Também... com uma filha dessas, ficar com cabelo branco é fichinha! Porém a casa era arrumadinha, e eles não aparentavam estar furiosos com ela, e até perguntaram por que ela ia sair, ou seja, eles não a expulsaram coisa nenhuma! Mas tudo bem...

Fomos para o hotel, nos arrumamos e ela demorou uma hora pra se maquiar, deixando nosso banheiro uma verdadeira zona, com tudo que era maquiagem espalhada pelo balcão, roupas espalhadas por todos os cantos, cara, em uma hora ela conseguiu deixar nosso quarto um chiqueiro.

Enfim, saímos. Fomos num bar bem legal, com mesas de sinuca e uma mesa de pebolim, para alegria minha e do Bruno. Fomos jogar, enquanto ela tentava, em vão, encontrar alguém para animar o seu Valantine Day. O único que se interessou era um mulato com cara de drogado que ficou na nossa mesa, até eu chegar e tirar a minha bolsa e nossos casacos de lá. Os incomodados que se mudem, não é mesmo? Eu e o Bruno botamos nossas coisas do lado da mesa de jogo e continuamos a nos degladiar no foosball.

Ainda jogamos sinuca e depois mais um pouco de foosball com um pessoal que acabamos conhecendo. Nos divertimos muito, mas sem ela por perto. Quando ela chegava, parecia que uma nuvenzinha negra vinha junto de brinde. O Bruno, sem paciência, e eu, decepcionada.

Pra conseguirmos ir embora foi um parto. Ela sempre queria tomar mais uma. Até que ela veio, e nos encheu o saco a noite inteira porque queria ir na piscina do hotel, que fechava às 11 da noite, e já eram 2 da manhã. Nossa, que maldição... não víamos a hora de amanhecer e irmos embora.



Bom, assim que saímos de lá no domingo, o sol brilhou e tudo voltou ao normal... a viagem foi um sossego, fomos parando nos lugares que julgávamos interessantes e ao chegarmos em Huntersville fomos dar uma olhada na vizinhança pra ver as casas.




Temos que alugar um lugar maior em breve, pois este apartamento é muito caro e muito pequeno, e pelo mesmo preço conseguimos casas com 3 quartos e dois banheiros. Parte de nossa mudança, que veio de avião, chegou ontem no aeroporto e logo deve estar aqui em casa. Mal vejo a hora de chegarem meus violões!

Fim de tarde, já em casa, após um romântico almoço-janta à beira do lago, pudemos enfim relaxar... e apesar de ter ficado triste com o grau da loucura da Ashleigh, de uma coisa tenho certeza: não quero vê-la tão cedo. Porque todas as coisas ruins que aconteceram no fim da minha estadia no Colorado, aconteceram quando eu estava com ela. Sei lá. Tem gente que nasce pra perder. Que só chama coisa ruim. E eu sou completamente o oposto. Nasci pra vencer, e sempre coisas boas me acontecem! E as pessoas que me cercam também são assim... lá no Colorado, sei que salvei a vida dela. Portanto, já fiz minha parte. Agora dá licença que ainda tenho muito pra crescer neste lugar, ao lado do homem que amo. E mesmo sem uma vida social aqui, antes só do que mal acompanhado!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Como diabos viemos parar aqui?


Sensibilizada com a reação positiva de vocês sobre minhas últimas postagens, me senti impulsionada a refletir mais um pouco sobre a atual conjuntura sócio-político-econômica norte-americana e, consequentemente, mundial. O quadro não é nada animador, e se teve algo que aprendemos muito bem nesses últimos anos é que sim, as coisas ainda podem piorar. Obama que me desculpe.

Mas olhar para o futuro e adivinhar o que irá acontecer daqui para a frente já é muita pretensão de minha parte. Por isso, vou me limitar a responder a questão que intitula esta postagem baseando-me nos fatos do passado, mais especificamente, desde a virada do milênio.

Como não tenho cacife para responder cientificamente minha pergunta, mas criatividade o bastante para imaginar uma boa resposta, inventei uma nova lenda que explica, em parte, a origem desses 8 anos de azar .

Em 2000, quando todos esperavam pelo grande bug do milênio, nada aconteceu. Todos os computadores - essas máquinas que regem e sustentam a humanidade - funcionaram normalmente, para alívio geral das nações. Dos norte-americanos principalmente, pois eles que sempre prezaram por sua própria segurança, a ponto de se tornarem um tanto paranóicos com isso.

Confiantes e auto-suficientes como sempre, mas ainda um pouco chocados com o escândalo Monica Lewinski em 1997 - que feriu a fundo o orgulho e a moral da nação - os americanos elegem, em 2000, o candidato do partido opositor ao de seu último presidente eleito, o imoral e democrata Clinton. Assim, assumia o comando do país George W. Bush, um homem que jamais deveria ter se tornado presidente, embora disso ainda ninguém soubesse.

Bush, mais do que lisonjeado e sempre convencido, ao chegar na Casa Branca em 20 de janeiro de 2001, mandou construir um espelho gigante para que assim pudesse melhor se admirar enquanto exercia suas funções presidenciais. Tão logo fora instalado, George Bush ficou alguns minutos em frente ao espelho, fazendo poses, caras e bocas, até ser surpreendido por uma subalterna que lhe viera trazer um capuccino. Assustado com a entrada inesperada da secretária (e logicamente um tanto envergonhado), Bush toma um susto, se atrapalha, tenta disfarçar mas tropeça num vaso chinês da mais fina porcelana, que por sua vez cai em direção ao grande espelho, fazendo-o quebrar em mil pedaços, quebrando-se também. Assim, instauram-se os sete anos de azar da quebra do espelho, e de quebra, um ano a mais pelo vaso chinês, totalizando destarte a desgraça dos oito anos que viriam compor o seu mandato.

Deste dia em diante, muitas trgédias ocorreram. Em 2001 o mundo assistiu atônito a queda do World Trade Center, no fatídico 11 de setembro. Em 2002 a guerra no Afeganistão fazia 150.000 mortos e nenhum herói, tendo-se descoberto atos vergonhosos de tortura por parte de soldados americanos. Ainda em 2002, pressionado por não ter aderido ao Protocolo de Kyoto, o presidente tenta, em vão, amenizar o ânimo de seus eleitores anunciando o Clear Skyes Act, uma lei para diminuir a emissão de carbono nos Estados Unidos, lei esta que só viria a ser aprovada em 2003 após uma emenda que aumentou o nível de poluentes permitido na primeira proposta. Em 2003 a nave espacial Columbia se desintegra na atmosfera. Em 2004, abalos sísmicos no Pacífico formam a onda gigante que iria devastar o litoral asiático. Em 2005, o furacão Katrina destrói a cidade de New Orleans. Em 2006, o jato Legacy - pilotado por americanos - colide com um avião da Gol e deixa 154 mortos. Em 2007 a queda da Ponte em Minneapolis mata 35 pessoas e deixa mais de 150 feridos. Em 2008 o colapso da economia, a quebra de bancos, de grandes empresas, o desemprego... Nunca antes na história desse país tantas tragédias se sucederam.

E foi assim que, em 8 anos, a vaidade e o orgulho americanos ruíram em mil pedaços, junto com o espelho e o vaso de Bush, segundo conta a minha lenda que tentou explicar a origem de tantos infortúnios.

Mas vejam só, que coisa feia, eu achando cisco no olho dos americanos antes de tirar a trave dos meus olhinhos brasileiros. Afinal, nós aí também estamos tendo de enfrentar nossos oito anos de azar... mas no Brasil, infeliz e literalmente, o olho é mais embaixo!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Curiosidades Presidenciais


Aproveitando o tema da postagem anterior e o fato de meu dia não ter tido grandes novidades, vou compartilhar com vocês algumas informações retiradas da minha cartilha cultural, cuja leitura tem sido mais interessante do que o meloso Marley and Me.


Super Obama

Barack Obama é o quadragésimo quarto presidente dos Estados Unidos da América. E como todos já estão carecas de saber, nunca antes na história deste país foi eleito um presidente negro, ou melhor, afro-descendente. Porque negro mesmo ele não é. Filho de uma americana branca e de um queniano negro, ele nasceu no Havaí, mas cresceu na Indonésia. Isso faz dele um mulato TCK, sigla para Third Culture Kid.

Resta-nos saber se, mesmo com todo esse background exótico, Obama vai conseguir tirar seu país da maior crise financeira das últimas décadas. De qualquer maneira, estamos aqui torcendo por ele.

No mais, Bruno já tem celular, anotem o número: +1 704 292 8167.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

President's Day





Ontem foi Dia do Presidente, um feriado meio controverso aqui nos EUA, comemorado a cada terceira segunda-feira de fevereiro. Digo controverso porque em alguns estados ele é considerado a comemoração do aniversário de George Washington (nascido em 22 de fevereiro de 1732), em outros, acredita-se que é comemoração do aniversário de Abraham Lincoln (nascido em 12 de fevereiro de 1809). Ainda em outros estados, por sua vez, esta data é uma forma de honrar todos os presidentes que a América já teve.

Segundo nosso manual de cultura, não há celebrações especiais para esta data, e muitas escolas e estabelecimentos vão funcionar normalmente. Cartões e presentes não são necessários. Ó, ainda bem que eles avisaram.

E eu, pelo poder a mim concedido, decretei que todas as segundas-feiras serão Mary Days. Ontem o dia foi especialmente cansativo, pois tive que lavar toalhas e roupas de cama e o banheiro, a banheira... lembrei dos tempos de housekeeper e dei um duro danado, mas a casa ficou brilhando!

De noite saímos jantar com o pessoal do trabalho do Bruno num restaurante mexicano, estava uma delícia. Arriba América!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sunday




Acordamos meio tarde, e nosso café da manhã já foi almoço. Fiz um super sanduba natureba, com cenoura, alface, tomate, queijo, pão integral, hmmm, ficou delicioso e supernutritivo.

Arrumamos um pouco a zona que tínhamos deixado a casa no dia anterior e fomos aqui do lado no cinema. Sim, do lado mesmo, não dá uma quadra de distância. Assistimos Coraline, uma animação bem estranha, porque não é tão perfeita como as animações de hoje querem ser, mas a história é muito louca... cheia de lições de moral, claro, é um filme infantil. Mas mesmo assim eu gostei! Fico pensando o quão maluco um roteirista tem que ser pra criar plots como estes.

Depois fomos num shopping em Concord, uma cidade aqui do lado... na ida passamos por uma zona rural, casinhas de campo, cerquinhas, vaquinhas, cavalinhos... E no shopping compramos as calças jeans que o Bruno queria, jantamos, procuramos memória pra colocar no meu laptop, mas não encontramos.

Voltamos pra casa e vimos Simpsons até dar vontade de ir pra cama.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pelos suburbios de Charlotte

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Sábado de sol!

Na Florestra Tropical do Discovery Place

Ontem saímos de casa antes do almoço e só voltamos uma e meia da manhã!

Primeiro fomos na Best Buy comprar um GPS, e acabamos comprando também aqueles boxes de colecionador do Jimmy Hendrix, com 4 CDs e uma caixa de veludo muito maravilhosa, do Paul Simon & Garfunkel com 5 CDs e do John Lennon, uma caixa de metal com 3 CDs. Depois fomos na Praxair pegar a mini-van que a empresa nos emprestou até comrparmos o nosso autmomóvel, para então irmos ao aeroporto devolver o carro que tínhamos alugado.

Resolvemos almoçar no centro, colocamos o carro num estacionamento e saímos em busca de um restaurante. O que não foi tarefa muito fácil, pois a maioria deles estava fechado. Fomos no Champions, um bar-restaurante-lanchonete e cada um pediu uma coisa para nós dois dividirmos os pratos. Eu pedi asinhas de frango daquelas que eu amo, pensando que seriam iguais as do Mustang Selly, mas não, eram apimentadas ao extremo e não vinha só asa, vinha coxa, e com pele, e tudo grande, ah, não correspondeu às minhas expectativas. O Bruno pediu um hamburger com batata frita. A batata estava ótima.

Depois de comidos, fomos no Discovery Place, um dos pontos turísticos da cidade. Compramos nosso ticket para o I-mex, um cinema com uma tela gigantesca, arredondada, mas não chega a ser 360 graus. Você fica quase deitado na poltrona e te dá a impressão de estar dentro do filme, que era sobre o Rio Colorado, e tinha umas cenas de rafting de dar tontura na gente.

Na volta, chegamos no estacionamento e o controle do carro não funcionou. Ficamos com medo de abrir com a chave e disparar o alarme, então lembrei que tinha na bolsa a chave aqui de casa, com o controle do portão. Trocamos a bateria e nada (depois viríamos a descobrir que meu controle do portão também não funciona mais). Enfim, não tínhamos nada a fazer, senão abrir o carro com a chave, arriscando a disparar o alarme, ou, pior, a andar alguns metros e o carro desligar... sei lá. Mas o carro abriu, ligou e andou normalmente, só o vidro elétrico da minha janela que parou de funcionar. Carro maluco. Mas dizem que a cavalo dado não se olha os dentes, emprestado também né.

Então fomos passear na universidade que eu futuramente irei cursar. É longe pra caramba, e grande pra caramba, e legal pra caramba, é muito igual ao que a gente está acostumado a ver nos filmes. Demos uma volta e anoiteceu. Voltamos pra Huntersville e fomos naquele Midtown Sundries, o barzinho na beira do lago, pra jogar sinuca. Ganhei do Bruno de 4x2. Alouco!

Ele ganhou as primeiras duas e ficou se gabando, mas na terceira jogada eu já tinha lembrado de como a coisa funcionava e daí pra frente quem riu por último e fez dancinhas irritantes foi eu! Alouco de novo!

Depois de assistirmos a uma banda bem meia boca que estava tocando lá e eu fiquei bebinha e então viemos embora. Foi então que descobrimos que meu controle também não funciona mais, e tivemos que pegar o outro em casa. Eita nóis...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Hi Lilly, hi Lilly, hello!


Ontem foi um dia cansativo, por isso as panquecas foram proteladas.

Passamos a tarde toda com a Lilly, nossa agente de integração em Charlotte. Ela nos levou no Bank of America para abrirmos nossa conta, e depois fomos a um café para recebermos as instruções preliminares. Temos que fazer nosso Social Security Card, que será nossa identidade americana, pois sem ele não somos ninguém aqui. E somente com ele poderemos fazer nossa carteira de motorista. Ela nos deu uma pasta com um monte de revistas, folhetos informativos, apostilas com dicas sobre a cidade e sobre a cultura local.

Antes de virmos para casa, porém, ela nos levou para conhecermos dois casais de brasileiros que ela também está assessorando. Fomos primeiro na casa do Welson e da Ana, que têm dois filhos, um de 14 e um de 16 anos. Eles são de Ribeirão Preto e estão morando numa casa muito legal aqui perto. Depois fomos visitar o Flavio e a Cecilia, que também têm dois filhos, uma menina de 5 chamada Flávia, e o Felipe, de 8 meses, que nenê simpático! Trocamos telefones e combinamos de nos ligar sempre que precisarmos de uma forcinha. Afinal aqui tá todo mundo no mesmo barco, estranhando a nova vida e com saudades do Brasil.

Fez um dia muito agradável, ensolarado e quase quente. Mas quando chegamos em casa, já era noite, e a Birkdale Vilage estava um agito. Fomos na sorveteria e sentamos num banco da praça central para observarmos a movimentação. O frio começou a incomodar e entramos.

Conversamos com o Ivo e com a Fátima pelo Skype, e depois eu liguei pra Ashleigh, minha amiga americana com quem passei por poucas e boas no Colorado, quem acompanhou esse blog desde o início, sabe bem o que estou falando. Ela se alistou na marinha e daqui duas semanas vai partir para um acampamento de treinamento de guerra. Que maluca! Por isso estamos planejando visitá-la antes de ela partir. Ela mora no leste do Tennessee, e a viagem de carro dá mais ou menos umas 3 horas e meia.

Quando bateu a fome no Bruno, fiz um sanduíche e coloquei na torradeira. Ele ficou entalado lá e queimou. Então todas as minhas esperanças de me tornar uma Panda Gourmet de verdade foram descartadas! Também, que idéia de jirico... ou seria jerico? Ou gerico? Girico. Bem, vocês devem ter entendido!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Panda Gourmet


Aproveitei o dia ensolarado para caminhar e explorar a vizinhança. Andei por quase uma hora, e se encontrei 3 vivas almas na rua foi muito. Aqui pra trás tem um bairro residencial muito chique, com direito a lago e grama verdinha. Mas a grama aí no Brasil é mais verde, pelo menos nessa época do ano em que as árvores não têm folhas e a vegetação fica meio amarelada por causa do frio.

Ao chegar em casa li mais um pouco de Marley and Me, mas só um pouco mesmo. Embora seja um bom livro (um bom livro para mim te faz chorar, rir, e te faz ficar pensando na história mesmo quando você não a está lendo) comecei a pegar uma antipatia pelo escritor, sei lá por quê. Acho às vezes ele meio meloso demais, e eu não gosto de homem muito meloso não.


De noite comecei a preparar uma jantinha pro meu amor, e fiz arroz selvagem, purê de batatas, bife e salada. Eu estou me saindo uma ótima dona de casa. Vejam que esmero... mas tenho que admitir que ainda estou longe da perfeição das refeições padrão Fátima. Tentei fazer um molho pra carne que não deu muito certo. Ficou horrível, me deu até vergonha e joguei tudo fora. E olha que pra dar vergonha de si mesmo sem ter ninguém por perto, vocês podem imaginar que boa coisa não deve ter saído...


O Bruno tem trabalhado muito, ontem ele se atrasou umas duas horas e o chefe dele só o liberou quando viu que eu estava o chamando pelo google talk, pedindo para trazer fermento. Daí foi mais uma hora até ele conseguir achar fermento, porque afinal de contas ele não sabia como se diz fermento em inglês. Chegou em casa quase 10 da noite, muito cansado, pobrezinho do meu amorzão... ainda bem que eu estou cuidando bem dele, porque no trabalho tão abusando.

Mas tenho certeza de que em breve ele será um dos manda-chuva aqui. Ele é muito esperto, inteligente, e me contou que ontem resolveu uns pepinos que ninguém estava conseguindo descascar. Que orgulho!

Ah, sim, por que diabos eu pedi fermento. Hoje quero fazer panquecas. Hmmm... vamos ver se vai dar certo, porque o Bruno comprou fermento de pão e se não me engano, fermento de pão é especial para pão. Alguém aí pode me dar uma luz?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Morgando e aprendendo

Monumento da rainha Charlotte, no CDIA
(Charlotte David International Airport
)

Mais um dia enfurnada em casa, sem fazer muito além de internetar. Mas aprendi coisas importantes... uma delas, por exemplo, foi que Charlotte não é a capital da Carolina do Norte, e sim Raleigh. Santa ignorância! Então, para compensar a gafe e evitar que eu passe informações equivocadas para frente, fiz um breve estudo sobre a cidade e vou contar pra vocês um pouco do que aprendi.

No que se refere aos dados demográficos, a população de Charlotte não chega nem perto de um milhão de habitantes. Segundo a CCD (Charlotte Chamber Demographics) eram 664.342 habitantes em 2007. Portanto, moramos numa cidade do interior mesmo. Mas Charlotte é uma das três "major towns" do estado, ao lado de Greensboro que fica mais ao norte do estado, e Fayettesville, mais ao leste.

Embora seus dados demográficos sejam despretenciosos, Charlotte é conhecida como The Queen City. Fundada em 1769 em homenagem à rainha Charlotte, esposa do então rei da Inglaterra George III, a cidade contou com imigrantes escoceses e irlandeses, o que talvez explique o sotaque estranho do inglês aqui falado. A descoberta de jazidas de ouro em 1799 e a produção agrícola de algodão e tabaco ajudaram a atrair muitas indústrias para cá, transformando-a no segundo maior centro financeiro dos EUA, atrás apenas de NY.

Então, mas chega de aulas por hoje. Quando cansei de internetar, fui ver TV e o Bruno chegou. Logo depois uma amiga minha do Martinus, a Babi, com quem não falava há mais de quinze anos, me ligou aqui em casa! É que o povo do martinão está, aos poucos, reatando os laços perdidos. Fizemos um grupo de discussão na internet e por lá todo mundo conversa, conta as novidades, troca telefones... Ela está morando em Detroit, Michigan, fazendo residência em dois hospitais. Muito incrível como tanto tempo passa e a gente continua igual, com a mesma voz, o mesmo jeitinho...

De noite fomos num pub pois o Bruno queria jogar sinuca, mas não tinha mesa de sinuca no lugar! Sentamos no balcão e pedi minha previsivel heineken, ele sua previsivel coca, e dividimos um prato mexicano de janta. Depois chegamos em casa e colocamos os Simpsons, deu aquele bode, hmmm, melhor ir pra caminha. E dormimos!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Filosofando...


Eu tive uma amiga que era irritantemente apaixonada pelos Estados Unidos. O Brasil era uma merda, bom mesmo era os EUA. Os Estados Unidos isso, os Estados Unidos aquilo... Porra, eu dizia, vai pra lá então e pára de falar mal do Brasil. E ela foi. Está aqui em algum lugar, ou pelo menos deve estar, pois nunca mais tive contato com ela.

Antes de vir pra cá, sempre torci meu nariz pra América. Mas bastou eu chegar aqui pra mudar os meus conceitos. É preciso admitir que quase tudo aqui é quase sempre melhor, mais confortável, mais prático, mais organizado. Aqui em regra tudo funciona, as normas são obedecidas, a polícia é educada, o povo é acolhedor e gosta de bater um papo. Quer te conheçam ou não, sempre te dão oi. Para mim, que sempre morei em Curitiba - onde a gente finge que não vê pra não ter que cumprimentar, e tem que ser apresentado três vezes ou mais para as pessoas começarem a te considerar um conhecido - isso é muito curioso.

Então fiquei pensando: se eu nunca tinha vindo pra cá, como eu não podia gostar daqui? Puro preconceito. Mas como e por que a gente cria esses preconceitos?

Quando me fiz essa pergunta, me veio uma lembrança da infância. Tenho uma prima americana que às vezes nos visitava, o nome dela é Chantel. No auge dos anos 80 uma americana adolescente era algo traumatizante, pelo menos para uma criança como eu. Ela usava um cabelo armadão, e vivia muito maquiada, usava roupas estravagantes e tinha hábitos alimentares duvidosos, como comer feijão frio misturado com açúcar. Sua mala era quase um container, e dentro dela tinha os mais variados acessórios, secador, laquê, maquiagem, curva-cílios, bobes elétricos, bolsas de vinil, cintos com fivelas automáticas, sapatos de plataforma, polainas com lantejoulas, roupas de couro com franjas, cruzes, aquilo era um horror. A américa para mim era uma fábrica de drag-queens. Baseei minha imagem dos americanos numa prima que só vi duas vezes nos anos 80.

Depois, quando eu comecei a formular o que propriamente seria minha visão de mundo, não pude deixar de me revoltar com as estratégias políticas norte-americanas. Com uma tendência mais ou menos comunista, que absorvi durante bebedeiras no DCE do CEFET, fui veementemente contra o capitalismo e o neoliberalismo americanos, mesmo sem nunca ter me dedicado a reflexões mais profundas sobre o que tudo isso significava para o mundo ou para mim. E o Bush foi a gota d'água. Ele, o símbolo da prepotência, do orgulho e da intolerância norte-americanas, foi o maior responsável pela minha antipatia para com este país.

Mas quando cheguei aqui notei que a maioria dos americanos, assim como eu, estava revoltada com as manobras políticas de seu governante. Então percebi que eles, os americanos de verdade, pessoas comuns como eu, não tinham nada a ver com a imagem que construí ao longo dos anos. E mais, percebi que a nossa cultura brasileira é muito influenciada pela americana, e que esta, por sua vez, é influenciada por outras culturas européias, e que afinal sempre haverá diferenças e semelhanças culturais, e que isso é que dá o maior sentido ao que somos, porque reconhecemos que fazemos parte de algo maior, mais abrangente e menos excludente do que, sem notar, queremos ser.

Os preconceitos são, antes de tudo, uma resistência ao que é novo, a tudo aquilo que é diferente de mim. Eu não gostava dos americanos porque achava que eles se achavam melhores do que nós. Detalhe, eu nunca tinha conhecido os americanos, a não ser minha prima e um pastor da igreja que costumava freqüentar, e nenhum deles me deu motivo para pensar tal coisa. Cresci com este conceito, algo ou alguém deve ter colocado isso na minha cabeça, porque eu mesmo não tinha parâmetros reais para formulá-lo, e nem tive a presença de espírito de me questionar sobre ele antes.

E olha, conheço muita gente com esta opinião, e na mesma situação de ignorância, no sentido de nunca ter vindo para cá, ou nunca ter conhecido mais do que 10 americanos para assim poder fazer uma estatística ou um estudo de caso. A verdade é que eles são - ou eram - uma potência mundial, e importaram, ou impuseram, como preferir, sua cultura em muitos países. Mas isso não é ruim. Quem não gosta de blues, ou de carro, ou de calça Levis, coca-cola, Mc Donalds, tênis All Star, que atire a primeira pedra.

Hoje eu tiro o meu chapéu pros Estados Unidos e para os americanos. Mas espero nunca me tornar uma pessoa rancorosa para com meu próprio país, porque afinal de contas, o Brasil, assim como aqui ou qualquer outro canto do mundo, tem seus encantos e seus defeitos. Hoje, graças às experiências que tive, sei que generalizar é ignorar as diferenças, as peculiaridades e a diversidade que fazem desse mundão um lugar interessante para se viver e (se) descobrir.

Winter Storm

Nosso estacionamento, 7 a.m. Vista da nossa janela.

Ontem foi o dia de fazer o blog, então passei a maior parte do tempo no computador.

O Bruno demorou pra chegar e eu só pus o nariz pra fora pra dar uma volta na vila, mas o frio que fazia me endureceu os ossos na segunda quadra. Meia-volta volver, lá estava eu em casa de novo.

De noite fiz uma janta super especial pro meu amor: macarrão integral com molho vegetariano, uma salada de alface, cenoura e brócolis com molho de gengibre. Tomamos uma taça de vinho pra esquentar. E o Bruno não ficou com dor de cabeça.

Hoje de manhã acordamos e nos deparamos com a paisagem esbranquiçada da neve que caiu durante a noite. Nada comparado ao Colorado, mas 5 cm de neve e gelo nas estradas já tiraram os charlotteanos da rotina pacata. Às 8 da manhã o noticiário anunciava mais de 40 acidentes de carro.

Agora o sol está derretendo a neve e placas de gelo estão escorrendo do telhado. Faz um barulhão, me assustei sem saber o que era, daí olhei no prédio ao lado e vi acontecer... é um perigo, se tiver alguém embaixo, periga de matar um!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Nosso flat em Huntersville

video

A primeira segunda-feira

Lula e Camarões de entrada em nosso jantar no Bravo! Restaurante Italiano chiquérrimo.

Acordamos às sete horas, o Bruno foi pro banho e eu fui preparar o café. Foi o primeiro dia de trabalho dele, e para mim foi o dia de maria.

Mas assim, um Mary day sofisticado, com direito a voltar pra cama depois que o Bruno saiu e ler um pouco do Marley & Me que eu comprei por sete dólares no mercado. Depois passei um café colombiano que nem é tão gostoso como falam, mas também longe de ser ruim, e comecei a lavar roupa. Lerê, lerê, arruma a cama, lerê lerê, lava a louça, lerê lerê, bota a roupa na secadora e outra leva de roupa na máquina, sobe e desce escada, passa aspirador de pó, tira o pó, varre a escada, ufa! Pausa para o almoço requentado da janta que sobrou de domingo.

Ligo a TV no noticiário local, que mais parece uma piada. O que eles noticiam aqui: um buraco na estrada, um cachorro perdido, um condomínio sendo processado porque as piscinas e áreas comuns porometidas não foram construídas, um acidente de carro sem mortos ou feridos... êta vida besta! Que delícia.

Depois de tudo arrumado, tomei banho e me arrumei pra dar uma caminhada, mas quando saí estava chovendo e eu pensei, por que não ficar em casa? Li mais um pouco, assisti mais um pouco de TV, resolvi duas palavras cruzadas ridículas de fáceis (aliás, o primeiro que vier me visitar favor trazer Coquetel nível difícil), e sentei pra começar o blog.

Lá pelas seis o Bruno chegou do trabalho, bem satisfeito e feliz. Depois de mimos e amassos no sofá, saímos comprar o cabo pra ligar nossa internet. Aproveitamos e compramos a primeira temporada dos Simpsons. Jantamos num restaurante italiano e voltamos pra casa.

De noite a vó Diva e o Ivo ligaram, assistimos a três episódios simpsonianos, escovamos os dentes e fomos nanar!

Domingo em Waxhaw

Acordamos cedinho, fiz um café da manhã bem americano, com torradas recheadas de ovos mexidos, queijo e peperone. Ficamos pesquisando algum passeio legal pra fazer e decidimos ir ao museu de Waxhaw, uma cidade histórica que fica ao sul da Carolina do Norte. A viagem dura mais ou menos uma hora e vinte, e antes de chegar na cidade a gente tem que passar pela Carolina do Sul. É como ir para Guaratuba por Garuva.



Almoçamos num restaurante bem simples, mas muito apreciado, pois não parava de entrar gente. A cidade é pitoresca, prédios antigos ladeiam calçadas, um trilho de trem separa as avenidas, tudo muito velho mas bem conservado. Visitando alguns Antiquários descobrimos verdadeiras preciosades por uma pechincha. Órgãos daqueles com pedais de sopro por 250 dólares, cristaleiras, escrivaninhas e móveis clássicos muito baratos! O que aí no mercado das pulgas não custaria menos de 5.000 reais, aqui você compra por menos de mil. Uma beleza. Se tudo der certo e ficarmos aqui, certamente vamos decorar nossa casa por uma barganha.



No museu pudemos conhecer um pouco mais da história do lugar, que foi palco da Guerra Civil Norte Americana. Cercado por mata nativa, no lado de fora há réplicas de uma aldeia indígena Sioux, de um cemitério antigo e de casas coloniais, algumas delas transportadas para o lugar, outras construídas como antigamente.


Na volta passamos pelo centro de Charlotte, que é chamado de uptown, ao invés de downtown, por estar na parte mais alta da cidade. Caminhamos um pouco, mas como era domingo e tudo estava fechado, não foi lá tão excitante. Tem muita coisa sendo construída, prédios, ruas, dá pra notar que Charlotte é uma cidade que ainda está se desenvolvendo, mas que vai crescer muito rapidamente.

Antes de ir pra casa fomos ver o pôr do sol na beira do lago que fica aqui perto.

Chegamos em casa a tempo de assistir ao Super Bowl, a final do futebol americano. Outro motivo de a cidade estar tão quieta. Vimos o primeiro tempo em casa, e o segundo num restaurante na beira do lago, onde jantamos. O bar estava cheio de torcedores fanáticos de ambos os times, que ficavam torcendo e provocando uns aos outros. Muito engraçado, e um pouco irritante para nós, meros expectadores e não entendedores das regras deste esporte.

Mas lá pro final a gente meio que já estava sacando, e realmente foi um jogo emocionante, pricipalmente no final, em que o time do Arizona alcançou Pettersburg, virou o jogo e conseguiu perder nos últimos segundos com um touchdown inesperado do time adversário, agora hexacampeão.

Chegamos em casa dez e meia da noite, prontos para dormir.

Charlotte, chegamos!

Charlotte Uptown - céu azul e a cidade de braços abertos pra nos acolher.

Depois de enchermos os pulmões com o novo e gélido ar da cidade, fomos buscar o carro que o Bruno alugou até comprarmos o nosso. Do aeroporto viemos direto para a nossa casa temporária, um confortável flat em Huntersville, tipo uma Pinhais charlotteana, só que mais rica, mais chique, mais sossegada, mais bonita, mais americana enfim. Tomamos banho, largamos as tralhas no apartamento e fomos almoçar no Red Rocks, um restaurante aqui do lado. Após o almoço fomos no mercado fazer compras.

Nossa nova casa: Birkdale Village, Huntersville.

Exaustos, chegamos em casa e iniciamos a operação organização. Guardamos as compras primeiro, depois começamos a desfazer as malas. Que canseira! Mas em menos de três horas tudo estava em seu lugar, tinindo, arrumadinho, uma beleza. Deu tempo até de ir na recepção do condomínio passar um e-mail pra vocês, pois aqui ainda não temos internet.

Oito e meia da noite resolvemos tirar um cochilo e só acordamos no dia seguinte!

Dia de ir embora

Um dia antes as nossas coisas estavam encaixotadas e prontas para entrar no container; eu sem lugar para deitar, arrumei o meu cantinho, hehehehe...

Enfim é chegada a hora. Depois de meses tendo de conviver com ansiedades e incertezas sobre nossa vinda para os States, foi até difícil acreditar que naquela sexta-feira, 30 de janeiro de 2009, nós estaríamos embarcando para Charlotte.



A despedida no aeroporto contou com a presença de amigos e familiares que representaram muito bem todos que não puderam comparecer. A sensação é brutal. O coração fica apertaaaado, e como não podem mais estar contidas, as lágrimas correm. O Bruno não chora, aguenta firme, me abraça e me sorri a cada instante. A partir de agora somos só nós dois.



Embarcamos na hora prevista, mas um problema com a documentação de dois passageiros atrasou a decolagem por meia hora. Em São Paulo a chuva forte fecha temporariamente o aeroporto de Guarulhos e nosso avião sobrevoa a cidade até ter permissão para pousar.

Com tantos imprevistos, perdemos o avião para Newark. Mas felizmente conseguiram nos relocar para outro vôo, fazendo conexão em Houston. Assim, fora o stress e a correria, embarcamos numa relax, numa tranquila, numa boa. E depois de uma eternidade, às onze e meia da manhã de sábado (duas e meia da tarde aí no Brasil) estávamos desembarcando no aeroporto internacional de Charlotte, com todas as nossas malas. A operação foi um sucesso.

Nova Lua de Mel

É assim que gosto de encarar esta aventura em Charlotte.

Vida nova, mais um grande passo rumo à felicidade.

Desde nosso casamento em agosto do ano passado, muitas coisas aconteceram, muitos sonhos se realizaram... nosso disco quase pronto, meu livro pra ser lançado, minha conclusão do curso de Letras e a transferência do Bruno para Charlotte.

Que outras histórias nos esperam? Que sonhos ainda serão realidade?

Confira neste blog!!!!