sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Você ainda pode sonhar - Parte I

O sonho salvador de Dalí

De que adianta ler tanto, quatrocentas páginas de pensamentos de quatrocentos anos, cem anos atrás, sem ter tempo de processá-las, de degustá-las, de digeri-las, de fazê-las enfim valerem para alguma coisa mais do que três páginas de análises frias, vagas, inconsistentes, muitas vezes?

Há enfim, que se dar um tempo para assentar as novas ideias, ou ao menos para jogar algumas fora, e reformular as que já tínhamos em mente. E principalmente, para botar algumas em prática. Fazê-las brotar no campo concreto da forma, banindo e abandonando este abominável abstracionalismo acadêmico. Testar, experimentar, fazer parte do mundo, esse playground de empiricismos a serem conquistados. Mas não há tempo! Nunca há tempo.

E de pensar que há tanta gente ociosa, que poderia estar desfrutando do pensar, construindo, criando boas ideias, e botando-as em prática. O que aconteceu? Que inversão mais doida foi essa, que fez o ser humano perder a curiosidade, sua tendência natural de adquirir conhecimento? Será por que ele já evoluiu a tal ponto que nada mais é novidade? Será que tudo já foi feito? Foram já compostas todas as possíveis canções? Será que a partir de agora, do apogeu alcançado, estaremos todo fadados à acompanhar a linha decadente dessa parábola que é a vida?

Quem esmagou nossos sonhos senão nós mesmos? Quem nos fez desacreditar nos mais belos ideais? Quem estreitou nossas almas, encaixotando-as em latas enferrujadas, senão nós mesmos, nossas máquinas, nossas instituições? Em que nos tornamos? Em seres desumanos, mesquinhos, medrosos, covardes, preguiçosos, preconceituosos, cruéis, atrofiados, e talvez na melhor das hipóteses, indiferentes.

As crianças, os pensadores, os artistas, os poetas e alguns loucos, são os poucos que ainda carregam em si a força propulsora do universo, a energia criativa e harmoniosa da fé e da esperança num mundo melhor, de paz, de alegria, de amor.

São os sonhadores que restam. Uma raça em extinção. Extinguidos pela massa anônima da ignorância, pela violenta invasão dos produtos de consumo de massa, da propaganda enganosa, do inutilitarismo emburrecedor das necessidades desnecessárias! Estudar pra quê? Vamos jogar futebol. Vamos nos canditatar para a presidência. Vamos fazer contrabando. Vamos vender armas. Vamos invadir terras. Vamos fumar um, vamos encher a cara. Vamos botar filhos no mundo. Vamos trabalhar duro e valorizar as recompensas, ainda que não existam, ou não compensem.

A expectativa de vida, mais que um número, deveria ser uma lista de infinitos desejos a serem realizados. Talvez se cada um se ocupasse em sonhar, e em acreditar e realizar suas metas por vias honestas, o mundo fosse mais harmonioso e então seria mais divertido, e menos estressante, viver.

Quem roubou nosso tempo de nós? Não fomos nós mesmos?

***

Numa tentativa de verificar a possibilidade de se ser feliz sonhando, acreditando nos sonhos, e os tornando realidade, darei a eles uma forma, primeira, de palavra escrita: farei aqui uma lista dos meus desejos.

Escolherei apenas cinco dos vários que tenho por medida prática de segurança. Seja pela viabilidade (nenhum deles pode ser impossível, como por exemplo, botar a mão no bolso e sempre tirar uma nota de 50... se bem que na cueca ou na meia, dizem que funciona...), seja pela prioridade, pois que alguns já estão em andamento, e seja, enfim, pela quantidade, afinal, serão apenas cinco simples desejos, passíveis de serem realizados em um intervalo de, digamos, dez anos. Ressalto porém que não é mister impor limites de tempo à felicidade, e tal período de dez anos é senão meramente ilustrativo, não fazendo parte das metas em si, às quais me proponho.

Se a mim for permitido viver para realizar meus sonhos, e se vocês que me lêem hoje, viverem para ler as futuras postagens, quem sabe com fotos de uma viagem a Machu Pichu, ou Londres, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália! Ou ainda com um vídeo meu, tocando um Bach bem razoável no piano, ou se forem incapazes de compreender o que está escrito numa postagem em outra língua (prometo não usar programas tradutores!) então haveremos de concluir que sim, sonhar vale a pena e não custa nada (força de expressão, pois custa sim, muito empenho e dedicação, também tempo e, é claro, dinheiro, porque nada nessa vida é de graça).

Eis, pois, a lista dos meus cinco desejos:

1- Criar uma boa tese de mestrado.
2- Ir para Machu Pichu.
3- Conhecer a Europa.
4- Ser poliglota.
5- Tocar piano.

Prometo atualizá-los, quando em vez, dos meus esforços - para assim demonstrar que, na busca dos meus ideais, estou menos propícia, ainda que jamais isenta, de cometer atrocidades ou quaisquer atitudes depreciadoras da vida. Quero provar que os sonhos são o primeiro passo para a conquista de realizações, e enfim, que as realizações pessoais, por mais árduas, ou "bobinhas" que sejam, trazem felicidade.

E para terminar, gostaria de desafiá-los a fazerem parte prática dessa minha pesquisa, postando aqui os seus desejos, e sazonalmente, um breve relatório de a quantas anda a empreitada. Então, vamos?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Relatório Parcial



Eu sei que, para algumas pessoas, pareço ser extremamente arrogante - e confesso, tem vezes que sou mesmo - mas no fundo, tal prepotência nada mais é do que uma atitude defensiva de quem tem medo, ansiedade e insegurança diante da vida. Sim, eu muitas vezes me sinto incapaz e inferior, ainda mais agora, na Universidade, quando vou pras aulas e vejo todos os demais mestrandos munidos de uma língua que ainda me é estranha expressando seus "selfs" com tanta naturalidade, me fazendo sentir um pouco menos do que eles.

Ontem este sentimento me deprimiu de tal forma que até agora estou jururu... é que fiz um mid-term exam pra aula de U.S. and Latin American Relations, e me dei mal... a prova consistia de dois ensaios, e eu na minha vagareza linguística, fiquei pra trás... enquanto todos entregaram páginas e mais páginas de ideias provavelmente claras e bem desenvolvidas, eu consegui preencher só uma página e meia, respondendo apenas a primeira questão, mesmo assim numa totalidade incompleta, porque muitas vezes não encontrava as palavras e estruturas corretas para expressar o meu pensamento...

Assim, claro, caxias que sou, estou meio frustrada. Tudo bem que esta foi a minha primeira patinada no curso, até agora impecável, só tirando A. E o pior de tudo é que eu acho que, mesmo tirando A nas notas restantes (apenas duas, de dois trabalhos que ainda tenho que desenvolver), não vou conseguir manter meu high-standard-score devido ao peso da prova. Que meleca! Mas cest la vie... estou aqui para aprender, e acho que nunca aprendendi tanto em tão pouco tempo.

Enfim! Hoje me dei conta de que caminhamos agora para o final da primeira década do segundo, digo, do TERCEIRO milênio, e posso dizer que estes últimos dez anos de minha vida representam, sem dúvida, uma escala ascendente de realizações pessoais. Sou muito grata a tudo que tem acontecido em minha vida, e sei que cada uma das minhas conquistas eu devo a todos aqueles que - perto ou longe - me incentivaram e me ajudaram a botar fé no meu taco. Ao Bruno, pricipalmente. Sem ele o que seria de mim? God only knows what I'd be without him...

Sei que foi só uma prova, uma prova em que provavelmente vou tirar um F. Mas poxa vida, a vida é mais que um F. Um F. Failed. Falha. Fracasso. Fiasco! Furiosa... estou muito brava comigo mesmo. Mas enfim. Vai passar. Melhor eu ir dormir... quase duas da manhã e amanhã o dia é longo... manterei-vos enformados da minha nota, tão logo ela seja entregue. Saudades de todos!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

14 de fevereiro - Aniversário da Vó Kilda


─ Jãããão! Ôôô, Jão!

Era assim que a minha vó Kilda chamava meu avô. Ela dizia João numa sílaba só, e sempre o tratava com uma certa impaciência.

─ Já vai, Kerda! Meu vô respondia lá do quintal. O vô João vivia lidando com passarinhos. Sempre armando arapuca pra pegar canário. A parede lateral da casa era uma verdadeira exposição de gaiolas, cada uma com um canarinho canoro. Ele passava horas assobiando, trocando idéias com os bichinhos.

Moravam em Tremembé, cidadezinha no interior de São Paulo, na região metropolitana de Taubaté, onde nasci.

Minha vó sempre foi na Igreja, e meu avô ia atrás pra tentar agradá-la. Mas mesmo assim, ela nunca deu muita bola pra ele. Nem ele deu muita bola pra Igreja. Eu era criança e não notava esta indiferença.

─ Vó, por que você não dorme na mesma cama que o vô?

─ Porque ele se mexe muito e puxa a coberta, ela respondia.

─ Vô, conta a história de quando você foi passar a pinguela e encontrou a Maripéba?

─ Uai, mas de novo? Vou contar outra, pode?

Eu sentava de pernas cruzadas e fazia que sim.

─ Era uma vez um gato xadrez. Quer que eu conte outra vez?

─ Não, vô, essa não vale. Conta então a história do Caipora.

─ Era uma vez um gato xadrez...

Um dia meu vô pulou a janela do quarto pra tentar pegar um canarinho que fugira da gaiola. E quebrou a perna. Minha vó, enfermeira, cuidou dele com muito esmero. Ela dedicou a vida inteira para um homem que não amava mais. Tudo em nome de Deus e da Igreja. Mais tarde, só depois que meu avô morreu de um enfarto, eu soube os motivos que a levaram a desamar o João.

João era praça no interior de Minas, na época em que se casaram. Um dia ele foi chamado para colocar ordem num bacanal e acabou entrando na festa. Quando os outros praças chegaram, pegaram ele no flagra e o prenderam, junto com os demais pervertidos. Minha avó, humilhada, teve que cuidar dos 5 filhos sozinha até ele sair da cadeia. Trabalhando no hospital, costurando pra fora, fez de tudo para sustentar suas crias. Sem dinheiro, ela deixou minha mãe morar com uma “irmã” da igreja, que com certeza era a Bruxa Maripéba. Mas essa já é uma outra história. Quando meu avô foi solto, ela o aceitou de volta somente por devoção a Deus. E assim foi.

Minha vó, além de ir na igreja, gostava de assistir Silvio Santos e de ouvir Roupa Nova. Todos os domingos, depois do almoço servido e a louça lavada, ela sentava no sofá sempre dando um suspiro, então apoiava o cotovelo direito nas costas da mão esquerda, e com o indicador ficava enrolando os cabelinhos novos que nasciam bem onde começa o couro cabeludo. E não tirava seus olhos azuis da tela, enquanto não desse a hora de ir pra Igreja de novo.

Pendurado na parede da sala, tinha um quadro enorme que retratava o Juízo Final, em que a terra se partia em céu e inferno. A estrada para o céu era estreita, cheia de curvas e pedras no caminho. Lá em cima, um céu azul, um sol celestial, um arco-íris unindo duas nuvens brancas. Uma orquestra de anjos tocando harpas e trombetas. E um trono iluminado, onde supostamente Deus estava sentado, representado por um enorme olho ao centro dum triângulo (provavelmente representando a Santa Trinade do Pai, do Filho e do Espírito Santo), observando sua meia duzia de filhos que conseguiriam chegar lá. Do lado esquerdo, o quadro escurecia, adquirindo tonalidades degradé do preto para o vermelho e do vermelho para o amarelo. Cores quentes, sombrias, pertubadoras. A estrada que levava para o inferno era praticamente uma highway de ouro em horário de pico, ladeada por parques de diversão, cassinos, bares. E ao chegar na enorme porteira do inferno, lá estava satanás com seu tridente, dominando seus milhões de escravos. Pobres homenzinhos nus, sendo chichoteados por diabinhos metade-homem metade-cavalo. Fogo, lava, fumaça de enxofre. Tinha tudo, e para cada detalhe apontado, tinha a referência do versículo bíblico de onde o artista tirou sua inspiração. Era impressionante.

A imagem deste quadro nunca se apagou da minha mente. Minha vó acreditava piamente naquilo. E sabia que sua vida sofrida era o caminho que a levaria ao céu. Numa certa altura da vida ela descobriu que tinha câncer de mama e teve que tirar um dos seios. A gente dizia, carinhosamente, que agora então ela era monoteta. Ela se curou do câncer, mas não viveu muito mais tempo depois que ficou curada... acho que ficou com saudades do João... e foi pro céu. Que Deus os tenha.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Perdão!


Queridos leitores, e principalmente sogrão e sogrinha: gostaria de lhes pedir desculpas pela agressividade da última postagem... me excedi na minha raiva, e com essa idadade já deveria saber como controlar minhas emoções. Agora, mais calminha, vou explicar-lhes o motivo de tanto ódio momentâneo no coração.

Domingo passado teve o Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano. Como eu já havia mencionado anteriormente, não perderia o programa por nada, uma vez que o show do intervalo seria comandado pelo The Who. Assim, mesmo com toda a leitura e trabalhos que tinha que entregar esta semana na Universidade, resolvi ir com o Bruno na casa dos Colleman para não assistir ao show sozinha em casa.

Enquanto o jogo rolava, eu fiquei isolada no quarto lendo e estudado a Doutrina Kirkpatrick, para então escrever uma análise crítica sobre o documento. Só parei para ver o show, e ainda assim quase não curti nada, porque o povo não parava de discutir o jogo e eles até abaixaram o volume da TV nesta hora, uma afronta! Mesmo assim, vi os 20 minutinhos de show, só com clássicos da banda, ignorando as conversas paralelas.

Voltei para meu confinamento e para a odiosa doutrina Kirkpatrick, cuja leitura imprimiu todo o ódio em meu coração, que mais tarde seria destilado na última postagem. Jeane Kirkpatrick foi uma cientista política, professora e conselheira do governo de Ronald Reagan, e no final da década de 70 ela escreveu este artigo "Dictatorships and Double Standards", apregoando que os governos militares da América Latina deveriam ser mantidos, uma vez que os latino-americanos não estavam preparados para a prática da democracia.


Olha a cara da bruxa! Já morreu, coitada...

O que a motivou a escrever o artigo, foi a "desastrosa" administração anterior a Reagan, liderada pelo presidente Carter, que por sua vez, adotou uma política baseada nos direitos humanos, atacando veementemente as ditadutas sulamericanas, impondo-lhes sanções e cortes de regalias, como auxílio militar, através de venda de armas, e econômico, através de empréstimos exorbitantes que só faziam aumentar nossas dívidas.

Antes de Carter, nunca na história desse país os Estados Unidos se incomodou com seu status de super potência imperialista, mas depois da Segunda Guerra, e principalmente após a intervenção no Vietnam, os conceitos de imperialismo e de direitos humanos entraram em voga. Havia muita pressão por parte da opinião pública e da mídia, tanto dentro como fora da América do Norte, o que fez o democrata Carter redirecionar as manobras da política internacional americana para uma doutrina de não-intervenção, incentivando a democracia e a modernização dos países da América do Sul.

Seus esforços, embora decisivos para a abertura política de países como Brasil, Argentina e México, foram interpretados como um desastre pela oposição Republicana, devido à perda de importantes aliados militares no Iran e em Nicarágua. Também nesses países havia governos militares repressivos, que sem a ajuda dos Estados Unidos, foram atacados por guerrilhas revocucionárias socialistas que, assim que tomaram o poder, se tornaram pedras no sapato dos americanos.

Dentro deste contexto, Jeane Kirkpatrick, anti-comunista até a alma, advertiu: os Estados Unidos estavam perdendo terreno, e a União Soviética expandindo sua deplorável ideologia socialista no nosso hemisfério. Para reparar os danos causados pela política mela-cueca do Carter, ela defendia a retomada das relações internacionais com os governos militares, não importando o quão repressivos eles fossem, uma vez que os movimentos revolucionários eram tão ou mais violentos do que os governos de extrema direita. Ela dizia: entre o totalitarismo comunista e as autocracias militares, fiquemos com os militares, já que os danos provocados pelos últimos não atingiam os Estados Unidos, muito pelo contrário, ajudavam a conter a expansão soviética no combate aos movimentos de esquerda, que viam nos Estados Unidos o pior inimigo.

Seu desprezo pelos direitos humanos e sua prepotência imperialista me deram nos nervos. Mas o que meu deu mais raiva mesmo, foram as verdades incômodas de sua análise. Ela ridicularizava a tentativa de Carter de democratizar a América Latina, simplesmente porque a instauração da democracia é um processo complicado, que depende de fatores econômicos, sociais, culturais e políticos.

Antes de tudo, um país para ser democrático, deve ter uma sociedade relativamente rica. Isto é, ter uma classe média-alta substancial, uma população alfabetizada, disposta a participar politicamente, desempenhando seus deveres de cidadão. Além disso, os líderes de setores importantes da sociedade (políticos, líderes de sindicato, etc.), devem ser honestos, e obter sua força somente por meios legais, evitando a violência e as fraudes, e devendo aceitar a derrota, quando esta se fizer presente. Agora me digam vocês... essa nossa democracia fajuta não se explica através desses preceitos?

E não dá uma raiva de saber que não temos uma saída? Afinal, se um dia tivemos uma classe média substancial... hoje ela se diluiu e emburreceu. Nossa participação política se resume ao voto obrigatório. E honestidade entre políticos é piada. Aliás, ser honesto no Brasil não é virtude, é burrice! Afinal, o Brasil é dos espertos... é o não é o caso de trocar de povo?

Por tudo isso, e por uma condição física de dor nas costas e TPM, me excedi no ódio. Mas cá estou para pedir-lhes desculpas, e para dividir minha frustração em relação ao futuro do meu país.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Democracia do demo!


Hoje recebemos um e-mail do sogrão a repeito das eleições:

"Vocês sabiam que o brasileiro residente no exterior tem a obrigação de votar nas eleições presidenciais e, para tanto, deverá procurar o Consulado ou Embaixada nos meses de janeiro a abril em anos de eleições presidenciais e requerer a transferência do título?
Se não sabiam, dêem uma olhada em
Impossível traduzir em palavras minha indignação. Primeiro, por ignorar o fato. Por estar vivendo uma ilusão. Um falso deleite, o alívio da possibilidade de não ter que execer esta árdua e inútil tarefa de todo cidadão brasileiro, que é escolher um representante.

Segundo, pelo fato de o voto ser obrigatório... isso é uma grande palhaçada, uma contradição aos próprios princípios democráticos!

Todo cidadão deve ter o direito de votar. Deve ter o direito de escolher se quer ou não manifestar o seu voto. Isso é democracia.

Obrigar essa massa emburrecida, alienada, facilmente vendida e comprada por migalhas, a eleger um governante, é contribuir para a manutenção de um sistema corrupto e fajuto de democracia.

Sem falar que a obrigatoriedade do voto é uma máquina de fazer dinheiro. Brasileiro que não vota paga multa, paga pra justificar a falta do voto, paga pra transferir o título... Mas qual é a grande diferença? No final, votando ou deixando de votar, de uma forma ou de outra, é a gente que vai pagar!

Pagar o salário monstruoso desses bandidos que elegemos... candidatos corruptos, vagabundos, preguiçosos, ignorantes, arrogantes, descarados, mentirosos, desonrados, que desfrutam de todas as comodidades às custas do povo, roubando dos cofres públicos sem qualquer comedimento, pela certeza da impunidade sempre garantida por um sistema jurídico injusto, manco, doente, vagaroso, burocrático e ridículo.

O que mais me dói, no entanto, é no final das contas ter que pagar as consquências desastrosas de se eleger um governante em terra brasilis. Que escolha temos nós? É uma diversidade imensa, você pode escolher o candidato que quiser, tem vários, mas todos são corruptos.

Isso é pedir para acabar com o orgulho e a moral de uma nação! Porque sim, cada povo tem o governante que merece, e o povo brasileiro, pelo que parece, só merece desgraça! E quer sabe por quê? Porque o povo é burro... fora povo!

O Brasil não tem jeito, minha gente... não adianta trocar o governante, tem que trocar mesmo é de povo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dear All!

Ó caro Ivan, mas veja com que afã que esta sua humilde fã devorou as dozesrtofes!!! De Natal a João Pessoa, ah meu Deus que coisa boa... deu saudades do Brasil! dessa terra tão bonita, que confesso, nunca vi, mas também quem sabe um dia, né? Vou largar a poesia, afinal a cantoria sempre foi pro que eu nasci. Um beijo e volte sempre, pra Natal, pra João Pessoa, e é claro, por aqui.

Pilar! Pederste a pole para um poeta, não há nada que se envergonhar! A leitura melhor até agora foi o poema ivânico. E que vergonha tenho eu de dizer que há tempos não visito os teus blogs... vou me desculpar pessoalmente em cada um deles. Beijão e parabéns de novo... te mandei recadinho no Orkut e lembrei de vc o dia todo! Ah sim! E um cheirim no Chico.

Pois é sogrão!
Acabou que nevou, e eu não fiz boneco de neve por causa do meu tinhoso ciático. Além do quê, meus fins de semana agora são confinados em casa, com a cara enfiada nos livros e sem tempo pra mais nada... mas isso só porque eu tenho essa mania de perfeccionista, e no fim até recompensa. Afinal, já recebi duas notas das minhas análises de política internacional: 100 e 95!
CDF sim, e com muito orgulho!

Teté e Carlos! Que bom que puderam aproveitar Guarachuva... 10 dias não são mesmo nada, e estou até desanimada com a brevidade da nossa estadia aí, que também será só por 10 dias. Na verdade são 15 dias fora de casa, mas tirando os 2 dias da viagem, e os 3 dias em Foz do Iguaçu... sobrou quase nada pra matar a saudade de um ano! mas antes pouco do que nada, né?

Mami amada minha! Você ia adorar a neve, porque quando neva nem é tão frio. Frio mesmo fica depois que a neve cai, quando ela está derregelando. Porque ela derrete, e vira gelo. Os pássaros vêm aos montes, principalmente quando o gelo começa a derreter... e eles se banham nas pocinhas d'água congelantes, são malucos esses pássaros! Beijos e nos vemos em maio, no mês das mães!

Fatimoca, das 300 páginas da semana passada sim, já dei cabo... mas tem umas 150 dessa semana que ainda precisam ser vencidas! É como o inferno de Dante, nunca acaba... Beijos beijos, sogrinha linda!!!

Viu Ma, se vc ficasse mais um pouco teria visto a neve em Charlotte... mas acho que as nossas aventuras na neve foram oátimas nas montanhas!
Bjos e volte mais vezes!

Tiiiinaaa!Saudades docê, minina!
E por aí, quais são as novidades? Beijos beijos!

Aninha, parabéns pela beleza da postagem da marmota! Já sabia da história, mas não conhecia o Phil!!! Bjos pra vc e pro Phil(ósofo)!