sábado, 29 de janeiro de 2011

As Profecias Pandísticas

E assim que foi banida de um dos santuários do Eden Fraternal, eis que a Panda avistou uma sarça ardente, que em voz estrondosa anunciou:

1. Tristes serão aqueles incapazes de se alegrar com a felicidade alheia.

2. Sozinhos pra sempre serão aqueles incapazes de perdoar.

3. Assumir e arcar com as responsabilidades é o primeiro passo para a sanidade física e mental.

4. Melhor uma bunda gorda e amada, do que uma bunda magra e amarga.

5. Dinheiro está para o sucesso, assim como a felicidade está para uma cutis invejável.

6. A vida é curta demais para ficar só reclamando e se lamentando.

7. Mais vale um livro na cabeceira do que um computador no quarto. 

8. Atrás das nuvens ou do outro lado do globo, o sol brilha todos os dias para todos.

9. Nada é impossível, até que se prove o contrário. 

10.  Sem metas ninguém anda pra frente.

11. Se alguém é incapaz de compreender o seu amor, é porque não merece seu amor.

12. A inveja é uma merda.


Panda chorou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E vendo o Senhor que ela chorava, chamou-a do meio da sarça, e disse: Panda, Panda! Respondeu ela: Eis-me aqui. E disse o Senhor: Não chores. Escrevas. E assim Panda obedeceu, e obedecendo, escreveu. E mesmo expulsa de um dos santuários do Eden fraternal, entendeu que o Eden sempre fora um inferno. E comprendeu que se de lá fora expulsa, era porque ser expulsa de lá seria bom. E Panda sorriu, e viu que era bom.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nova Postagem

Aluá, meu coração!

Adorei sua pole, com gostinho de ineditismo neste blog abandonado até mesmo pela escritora, sem falar nos mais assíduos visitantes!!! Quando todo mundo parece que tá off, vem vc arrasando e liderando os comments!

E ainda por cima sua alma rara, pura aura de bondade, foi a única capaz de elogiar meu ET anão!!! Nem sogrinha nem mãezinha botaram muita fé no meu talento gangrenado de forjar mini-avalanches para fazer boneco de neve. Mas enfim. Contanto que neve, continuarei tentando!

Fatimoca!

Obrigada pelo incentivo... vc ainda verá... meu próximo boneco vai ter bolsa Michael Kors e NEFEFÉR da Ralph Lauren!

Mamis amadis,

Estou com saudades! Favor consultar um profissional da rede de computação para averiguar o bug nos comments. Vou remover essa verificação de palavras idiota porque onde já se viu, se nem minha mãe pode comentar aqui então coméquefica? 

Sogrão - vou considerar essa ignorada no post anterior mera abstinência lógica de engenheiro; já que você acompanhou via skype o feitio do ET, e depois recebeu por e-mail a primeira foto com a manchete "ET de Varginha aterrissa em Charlotte e testemunha vitória suada dos Bobcats", sem notar perdeu a pole, mas preferiu não lamentar. E as pedras já rolaram? Espero que sim!!!!

Meu povo!

Como podem ler... Estou enlouquecendo de saudades!

De todos aqueles que sabem, na superfície borbulhante de seus corações, que eu estou com saudades, que eu penso, sinto a falta, que torço, que sonho com vocês!!! 

Porém também entristeço, e amaldiçôo o silêncio inaceitável - quanto mais nessas épocas tecnológicas - de vocês.

Portanto, quem não quiser receber a Praga das Doze Pandas ou a Uruca das Sete Xandas, que se manifeste bravamente, via comment, skype, facebook ou email!

Repasse essa mensagem para 5 pessoas que você sabe que eu gostaria que recebesse esta mensagem e algo muito importante acontecerá às 3:54 da próxima terça-feira!

Repasse essa mensagem para 10 pessoas que vc sabe que estão com saudades minhas e o mundo não acabará em 2012!

Ligue nas rádios - ou passe uma mensagem para sua lista de e-mails - solicitando o Sexo Dedo, e qualquer resquício de Praga das Doze Pandas ou das Sete Xandas não mais surtirá efeito entre nenhum de vós!

Rárárárárá....

Um beijo e um queijo...

E depois não digam que eu não aviseeeeei.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Humiliation, ou: Como não fazer um boneco de neve.

Neva em Charlotte e o mundo pára. No Brasil, águas desabam do céu e o mundo acaba em barranco, levando barracos, dando um banho de lama em cidades inteiras. Nada a fazer por aqui. Neva em Charlotte e as aulas são canceladas. Nada a fazer a não ser guerra de neve... Boneco de neve! Ideia brilhante rapidamente frustrada pelo insucesso do procedimento.


Se ao menos eu tivesse uma pá! Penso enquanto junto neve pra chuchu, tudo num montinho, tipo um castelo, não de areia mas de gelo. A bola não vira bola... minha vizinha passa e me dá conselho: não é assim... role o montinho até virar uma bola gigante, tipo avalanche. Já era tarde. Meus dedinhos roxos tavam congelando. Desisti e tudo que consegui fazer foi uma reprodução barata de um ET anão.



No dia seguinte, aprendo que a neve logo que neva não presta pra montar boneco de neve. Dobro a esquina e me deparo com esses dois bonecos gigantes, com três bolas, acessórios, e um ar de superioridade:. Minha vizinha explica: a neve mais compacta é a neve perfeita pra montar boneco de neve. Enfim... fica pra próxima nevasca. Pense no Haiti, reze pelo Haiti...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Por que não me ufano (muito) de meu país...

Bom... primeiro porque no dia do meu aniversário (15 de dezembro), quem ganhou um presentão foram os deputados e senadores, que se auto promoveram num aumento de 61,8% em seus salários. O único partido que foi contra à resolução absurda foi o PSOL.

Dois dias antes do Natal, foi publicado um relatório de desmatamento ilegal na Amazônia. Houve um aumento de 548% na degradação florestal, somando 188 quilômetros quadrados na região de Rondônia. Em 2009 a degradação somava 29 quilômetros quadrados. E quem é que vai fazer alguma coisa? Lula não fez. Dilma fará?

E o Ministério do Meio Ambiente já havia constatado em junho que o desmatamento no Pantanal era maior que o da Amazônia! 

Uma pesquisa do IBGE mostrou que o número de domicílios vagos no Brasil seria suficiente para resolver o atual déficit de moradia do país, e ainda sobrariam casas. E a pesquisa não conta as casas de veraneio que passam inabitadas a maior parte do ano.

Tiririca é eleito para o congresso nacional com mais do dobro de votos do segundo mais votado... palhaçadas por palhaçadas, pelo menos ele é um palhaço profissional. Mas discordo de sua campanha:  com ou sem Tiririca, pior que isso sempre fica...

Dia primeiro de Janeiro de 2011, ao acompanhar a cerimônia de posse, divaguei abertamente no facebook: se a nossa presidenta for tão competente quanto é elegante, então estaremos todos perdidos!

A violência no Rio sendo abusivamente "erradicada" com mais violência. Tapa-se o buraco, que é muito mais embaixo, com a peneira. O problema do tráfico de drogas não é somente as drogas, nem só falta de oportunidade... mas a facilidade e a comodidade do "emprego." Pra que estudar, trabalhar em empreguinho meia-boca, quando se pode fazer fortunas mandando no morro e trabalhando quando bem quer, no conforto de suas mansões na favela? 

A crise brasileira é a pior de todas: é uma crise moral. Bolsa família é importante, mas pouco ajuda neste quesito. A moral de um país não se levanta com poder aquisitivo para consumo. Nem com taxa de mortalidade caindo, e nem com nenhum dado apenas quantivamente calculado. A moral de um país só se levanta quando há justiça social, e as leis se fazem cumprir, e quando a educação de base - que começa na família - é eficiente.

É nisso que precisamos investir. No caráter do nosso povo... num país onde o mundo é dos espertos, quem trabalha duro é otário, e quem é honesto é o que geralmente se fode. Ah, assim não dá pra se ufanar de nada. Beijar a bandeira vira hipocrisia, e por isso é que só ostentamos nosso lábaro estrelado em tempos de copa... e falando em copa... nem isso! Dunga e sua selecinha pouco colaboraram para nos ufanarmos  do nosso gigante, que continua deitado eternamente em berço esplêndido.

O gigante tem que acordar de uma vez, minha gente... caminhar pra frente... ser um país realmente de todos, e não só dos deputados e senadores e banqueiros e dos mesmos políticos corruptos de sempre, nem só dos pobres que, como Lula mesmo um dia condenou, votam pela barriga. A história tem que mudar... precisa investir em educação. Em arte. Em cultura. Em saúde. Na eficiência das leis, na necessidade de se colocá-las em prática, e de diminuir as burocracias, os desperdícios, as roubaheiras.

Não me ufano muito do meu país porque discordo do que a grande maioria pensa: não está tudo lindo. Pelo contrário: muita atenção e cuidado são necessários neste momento. Porque esse espetáculo do crescimento de que tanto falam é uma tendência mundial terceiro-mundista, não foi mérito do Lula. E, se seguir as tendências cíclicas da história? Irmãos, lembrai-vos do milagre econômico de 70, que uma década depois não passou de uma piada sem graça!

Enfim... existem sim, muitos motivos pelo qual me ufano de meu país. Aqui resolvi escancarar o pessimismo, já que para mim o otimismo patriótico não passa de um mito, criado por um português (Vaz de Caminha,) e reencarnado por Afonso Celso, em 1900, quando escreveu um "opúsculo"com o título de "Porque Me Ufano de Meu País." Dizia ele:

"As páginas que aí vão — escrevi-as para vós, meus filhos, ao celebrar a nossa Pátria o quarto centenário do seu descobrimento. Sorri-me a esperança de que encontrareis nelas prazer e proveito.

Consiste a minha primordial ambição em vos dar exemplos e conselhos que vos façam úteis à vossa família, à vossa nação e à vossa espécie, tornando-vos fortes, bons, felizes. Se de meus ensinamentos colherdes algum fruto, descançarei satisfeito de haver cumprido a minha missão.

Entre esses ensinamentos, avulta o do patriotismo. Quero que consagreis sempre ilimitado amor à região onde nascestes, servindo-a com dedicação absoluta, destinando-lhe o melhor da vossa inteligência, os primores do vosso sentimento, o mais fecundo da vossa atividade — dispostos a quaisquer sacrifícios por ela, inclusive o da vida."

Lá ele implantou na nossa veia brasileira essa percepção de povo feliz, alegre, festeiro. Plantou o nosso otimismo, e os primeiros mitos nacionais de grandeza, de futuro promissor. E otimisticamente, declarou:

"Nenhum problema insolúvel, nenhum perigo inevitável ameaça o desenvolvimento do Brasil. [...] Apenas duas apreensões assaltam o espírito de quem medita sobre os seus destinos, se continuar a ter maus governos e instituições incompatíveis com a sua índole"

111 anos depois, por causa do meu próprio patriotismo - não cegamente otimista, mas pessimisticamente rabugento, confesso - o adjetivo insolúvel é por mim questionado. Para mim, o texto deveria ser revisto:

"Dois problemas insolúveis ameaçam o desenvolvimento do Brasil."

Maus governos, e instituições corrompidas, a começar pela mais sagrada delas: a família.

Que 2011 seja um ano de reconstrução. De celebração do caos como elemento indispensável à criação. De mais paz, de mais perdão, de mais paciência, menos consumismo, menos degradação. E principalmente para o Brasil, desejo melhores votos (hehehehe).

Não pensem que estou esnobando... que estou americanizada... que estou cuspindo no prato que comi. Não. Asseguro: amo o meu país e com muito mais conhecimento de causa do que antes. E a maior prova deste amor é a sensação de responsabilidade que tenho de representar aqui fora o que é ser brasileiro.

Pra frente Brasil! Salve a seleção! Boa sorte e punho forte à nossa primeira presidenta! 

Beijos politizados!

domingo, 2 de janeiro de 2011

New Year's Party!!!

Novas Visitas em Charlotte!

Nós no ano novo aqui em casa!!!

No dia 26 de dezembro bem cedinho chegaram Berna, Gustavo e JP em Charlotte! A viagem foi tranquila, agora com esse vôo Rio-Charlotte que só dura 10 horas facilitou muito a vida de quem vem nos visitar! Mais um motivo para os que ainda não vieram começarem a guardar umas economias para as orgias capitalista dos States, onde se compra um tênis da Nike por 19 doletas e se comprar dois o terceiro é de graça. 

Berna veio com o intuito de renovar o armário e por isso, logo no dia seguinte fomos no Outlet  Mall em Concord, e lá passamos o dia todo em busca de roupichas pra ela, pro maridão e pro filhote... eu não comprei nada, mas em compensação ganhei um casaquinho super descolado! Mas a melhor parte de fazer compras com a Berna é saber que os casacos que serão substituídos poderão ser meus num futuro próximo, hahahahaha!

João e Matt: não falam a língua um do outro, mas se dão bem!

O João descobriu a loja da Lego e ganhou legos de mim e do Bruno, depois do pai dele, depois da mãe... ao contrátrio do Brasil, legos aqui não custam uma fortuna. Quero dizer, se você quiser gastar uma fortuna em legos você pode, mas eles partem de 2 dólares e variam de preço... e assim pela primeira vez eu pude brincar com legos, montamos toda uma cidade aqui, e realmente, é muito divertido!

Depois de um dia inteiro de compras, começou a bater  na Berna aquele mal estar que atinge a todos que para cá vêm: a consciência pesa, uma espécie de arrependimento começa a se esboçar, dá vontade de devolver tudo afinal, é muita coisa, pra que tanta coisa, não precisa de tanta coisa! Aqui a psicóloga Panda entra em ação. Começo explicando que isso é normal, o banzo das compras.é fruto do cansaço e da estafa de um dia inteiro no mall. É tudo tão bom, bonito e barato, que tem que levar! Todas as sacolas, no Brasil sairiam pelo menos o triplo do preço; o que parece uma gastação sem fim é na verdade uma grande economia. E assim as visitas apaziguam suas almas perturbadas pelo fantasma do consumismo capitalista que no Brasil passa a não mais fazer sentido, depois que você a experiencia aqui nos Estados Unidos.


Eu e JP com o boneco de neve em Biltmore, Asheville.

Lá pelas tantas, depois de irmos conferir as luzes do circuito natalino da pista da NASCAR, recebemos uma ligação da companhia aérea dizendo que o vôo deles para New York estava cancelado. Nenhum avião pousava ou decolava de lá por causa da neve, e assim os planos da semana foram esmagados por um impasse meteorológico. Assim, resolvemos ir para as montanhas, passar um dia em Asheville, uma cidadezinha muito charmosa que fica a duas horinhas de Charlotte! Lá fomos visitar (novamente) a maior casa dos Estados Unidos, Biltmore, que no Natal apresenta várias outras atrações como corais, músicos tocando nos cômodos da casa, dançarinos fazendo aquelas dancinhas da época, muito legal! Apesar de já termos ido lá antes com a vó, no inverno a paisagem é completamente diferente. Valeu a pena!

Foto linda tirada pelo Bruno em Biltmore

De noite, famintos (porque o passeio é cansativo, é um tal de sobe e desce escada, não sabíamos onde ir, mas o Gustavão, gaúcho, queria uma carne. Procuramos num sistema de busca do celular do Bruno um restaurante de steaks, e encontramos esse bem cotado, chamado 12-Bones. Colocamos o endereço no GPS e fomos. No caminho, começamos a notar que seguíamos para um lado meio obscuro, fabril, da cidade. Ao chegarmos lá, a surpresa foi grande: um botecão daqueles de beira de estrada mesmo, parecia aqueles restaurantes de cancha de futebol de areia. Uma decepção que só fez dar mais fome. Resolvemos voltar para o centro da cidade e seguir o nosso faro faminto. Acertamos em cheio, fomos nesse Bistrô 1896 e tudo, mas exatamente tudo o que pedimos estava DE-LI-CI-O-SO. O tamanho da fome colaborou no sabor, certamente, mas comemos Tomates Verdes Fritos de entrada e foi fabulosamente impressionante. 

Chegamos no hotel e capotamos cada qual em seu quarto... no outro dia depois do café fomos para a Moonshine Mountain fazer snow tubbing; um ano antes, em outra montanha, fizemos isso com a Marina. Mas dessa vez a montanha era mais radical, e eu tremi na base e não fui. Foram o Bruno, o João Pedro e a Berna. Eu e o Gustavo ficamos em volta da fogueira só admirando a coragem do JP! Pegou sua bóia e foi indo sozinho pro teleférico... lá em cima ficou na boa esperando a mãe e o Bruno chegarem pra descer de trenzinho... muito rápido. Depois de descer junto com o Bruno algumas vezes, ele foi sozinho!!! Uma graça!!!
Muito corajoso!

Berna e Gustavo se aquecendo nesse inverno...

De volta para casa, era hora de fazer os preparativos da nossa festa de ano novo. Convidamos os vizinhos e mais alguns amigos para passar o nosso primeiro 31 de dezembro com casa própria, e achamos por bem que uma festa não faria mal. E que festa! O povo foi chegando, cada um trazendo suas bebidas e um prato para compartilhar, e a gente ofereceu o champagne e a casa... só sucesso! Berna e Gustavo ficaram deslumbrados com a desenvoltura de nossos vizinhos, e principalmente, com o quanto eles são animados! E bebem! Até o Bruno que nunca bebe tomou umas e ficou engraçadão... depois da contagem regressiva e do happy new yeeeeear, todos dançaram ao som de Amy Winehouse e a festa embalou... até às duas da manhã. As vizinhas ajudaram a arrumar a bagunça e antes de irmos pra cama nem parecia que tínhamos tido um festerê... simples assim. Sem pompas, nem cerimônias... uma festa prática, à medida que o povo ia ficando bebum, ia pra casa sem incomodar ninguém! Perfect.

Contagem regressiva e brinde com copos descartáveis: não importa as pompas, e sim a praticidade.

Ontem o dia amanheceu cinza e chuvoso... fomos dar um breve passeio no centro da cidade e almoçamos num lugar que eu ainda não conhecia, uma espécie de cervejaria com restaurante. Também muito bom.  De noite, depois de a Berna arrumar as malas para irem pra Disney, abrimos a melhor garrafa de champagne que reservamos para tomarmos só nós! Assim, começamos o ano de 2011 bem sossegados e com champagne de Champagne mesmo!

Hoje cedinho acordamos e o Bruno foi levá-los no aeroporto... E eu e ele vamos aproveitar nossa semaninha a sós para relaxar. Porque receber visita é muito bom, a gente adora, mas manter o povo entretido e conseguir agradar a todos não é fácil! A gente tenta, na esperança de que a estadia aqui seja a melhor possível! E até agora não tivemos muitas reclamações... hehehe... nossa nova estância está cada vez mais concorrida e os agendamentos já sendo feitos com um ano de antecedência! Aos que ainda não vieram, fica aqui a dica: marquem já sua vinda para 2012, e comecem a economizar para investir em férias inesquecíveis com tratamento VIP e diversão garantida!!!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Retrospectiva 2010

Nosso quintal visto da janela no dia 26 de dezembro de 2011


Terminamos o ano de 2010 muito bem, com visitas do Brasil e um Papai Noel grandão cheio de mimos e presentes! Após um ano de muito ralar (e pouco rolar), eis que numa retrosprectiva breve, não resta dúvida alguma: para nós aqui o ano que passou foi realmente 10!

A casa cheia! Só uma coisa separa JP dos Legos: brincar na neve! 

Em Janeiro fiz promessas, não as cumpri porém. Continuei comendo Haagen Daz, a pancinha e o papinho protuberante continuaram nos seus devidos lugares. Sim, aqui usei propositalmente o diminutivo, e por outro lado nem pensei em usar a academia "di grátis" da universidade, uma vez que a própria vida universitária se impõe como um impedimento para que tal promessa se cumpra.

Academicamente falando, minha vida apesar de maluca, está sendo bem recompensada com um GPA intacto digno de bolsa para o doutorado. Num ritmo delirante - muito mais delirante, inclusive, do que as noites de rock'n'roll que vivi e das quais hoje só me restam vagas lembranças - engulo livros, escrevo resumos, faço trabalhos, preparo aulas, dou aulas, vou pras aulas, e vejo minha proposta de tese devagarinho tomando forma...

Em fevereiro, lembrei que a gente ainda pode sonhar e estipulei cinco sonhos que pretendo realizar; em março fui homenageada na Universidade como uma das muléres do ano no International Women's Day. Em Abril, minha linda sobrinha-neta Alice veio ao mundo! E em maio, tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente e de fazer um showzasso com Criaturas no James. Antes disso, adquirimos nossa primeira casa própria, linda e (per)feita pra nós... e no fim do mês, ganhei meu primeiro carro zero do meu maridão.

Em julho vimos o Paul McCartney pela segunda vez! Em agosto passamos um fim de semana em alto estilo andando de jetski e recebemos aqui em casa um intercambista do Rio que pelas graças divinas nos apareceu no caminho: seu padrasto é escritor do livro Sexo, Drogas e Rolling Stones, jornalista musical e diretor de cinema; uma mão na roda para minha tese de mestrado. Também fizemos uma festona de aniversário do Bruno, e descobrimos que o número de convidados já não cabia na nossa casa! Sinal de que o ano passou e as amizades multiplicaram.

Em setembro fomos ver ZZ Top e Tom Petty e sinais de estafa mental já apontavam em postagens desconexas e mais rareadas... em outubro assistimos ao show maravilhoso do maravilhoso Bob Dylan, e sintomas de bipolaridade já apontavam em postagens ora deslumbradas e outrora depressivas. Novembro passou voando e nem tive tempo de divulgar mais propriamente o sucesso da mais nova sensação do rock curitibano, que diga-se de passagem, não era tão nova, mas renovou-se com a entrada do meu sobrinho Yuri no time. A Crocodilla venceu o Kaiser sound, apareceu na MTV e agora vai gravar disco com produção de André Abujamra. Muito chique!

Em Dezembro eu já trocava Jesus por Genésio e para isso não precisava nem beber... efeito colateral de um semestre MATADOR de leituras infindáveis - muitas delas desagradáveis. Mas vencidas, todas elas! Orgulho de mim mesma, fico ostentando meus A's e relendo meus trabalhos, fazendo anotações e procurando  novas bibliografias feito louca. Estou passando agora pelo processo do auto-flagelação e gostando de sofrer, porque sei que tal sofrimento vai garantir minha vaga no céu acadêmico da UNCC.


 Eu e Bruno em Asheville, NC

No amor, tudo em paz... é claro que com alguns percalços, e algumas pisadas na bola (mais de minha parte, eu confesso!), mas nada que não tenha fortalecido a nossa convicção de que se tem alguma coisa que acertamos nessa vida, foi nossa escolha de crescer e aprender a conviver juntos!

Em breve postagens sobre nossa viagem para Asheville com Berna, Gustavo e João Pedro, e o relato da festa de ano novo que fizemos aqui em casa.