quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

29/01/2008 - Hot Tub

Meu cabeção escondeu a Ashleigh!



Hoje foi meu day off, acordei tarde e fui até Dillon conferir minha PO Box. De tardinha, depois de falar um pouco com meu amor, fui no hot tub com a Ashleigh e o Jeff. Aqui tem uma porção de piscinas aquecidas, mas todas são ao ar livre exceto as de Summit Cove, um condomínio que fica mais ou menos a duas milhas de onde moro.




Tecnicamente não podíamos estar lá, mas o Zach, aquele cara que encarou a minha roomate algumas noites atrás, mora lá e nos deu o código que abre a porta e lá fomos nós. Para nossa sorte, não tinha ninguém! Então pudemos ficar completamente a vontade com a nossa garrafa de Jäger e uma bola de baseball!



Nadei, relaxei naquelas banheiras gigantes, foi uma delícia, mas deu uma fome… então voltamos pra casa, a Ashleigh fez um espaguete, tocamos violão, o Jeff toca muito bem mas não canta muito, o Scott - aquele cara que deu a festa de ano novo - apareceu aqui e jantou também, e para minha surpresa ele canta muito, tem uma voz daqueles cantores de música gospel e cantamos várias canções dos Beatles em duas vozes, ficou oátimo.



Estou completamente relaxada e um tanto sonolenta, acho que hoje vou dormir como uma pedra! Então boa noite pra mim e bom dia BRASIL, agora são exatamente cinco horas da manhã aí.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

28/01/2008 - One more night at the Goat

Eu e o Bryan cuidando da Ashleigh bêbada!


Plena segunda feira, mas pra mim soando como sexta, já que amanhã não tenho que trabalhar. Então após outro dia dando duro cheguei em casa e tomei um banho de uma hora, enquanto a Ashleigh fazia o jantar. Ela fez um risoto delicioso de legumes, nos arrumamos e fomos pro The Goat com o Bryan. Lá jogamos sinuca, tomamos High Life, o chopp de um dólar, acionamos a juke box com 30 músicas de nossa seleção e lá ficamos até às duas.

Pouco antes disso a Ashleigh tinha sumido, enquanto eu esmagava o Bryan na sinuca. Eu achei que ela tivesse ido embora com um dos caras que estava pagando drinks pra ela. Mas numa ida minha ao banheiro, encontrei ela sentada na privada tentando tirar a calça, completamente baleada. Então foi aquela sessão. Eu segurando ela, os cabelos dela, mandando ela enfiar o dedo na goela, toma água, lava o rosto, anda um pouco na neve… e assim conseguimos trazer ela pra casa sã e salva graças a uma boa alma no bar que nos deu uma carona. Também, depois do vinho da janta, da cerveja no bar, da dose de Jager, ela tomou rum. E rum é ruim. Quer dizer, rum é bom, mas se você não misturar com nada. Lembro-me bem da noite do sushi, quando fui no Green Light e tomei rum depois do saque...

Bom, hoje é aniversário do meu sogrão e eu lamento muito estar tão longe e ausente nessas datas tão importantes… meu aniversário, aniversário de Jesus, Ano Novo, os aniversários do Lule, do Yan, do sogrão… Fico triste quando penso nisso. Mas fico feliz quando penso que estou aprendendo muito com esta experiência, enfim… chega de lero lero, aqui vai minha homenagem para o melhor sogro do universo:

Querido sogrão! Antes de mais nada, sei que estou um pouco atrasada com a atualização deste blog e sei que um dos seus programas preferidos é ler o meu diário de bordo. Peço-lhe minhas desculpas, mas é que fico às vezes sem saco de escrever, principalmente quando não tem nada de interessante, trágico ou engraçado pra contar… mas hoje é seu aniversário e em sua homenagem sentei aqui pra botar as novidades em dia.

Tudo o que eu mais desejo, além de todas aquelas coisas que a gente sempre deseja aos aniversariantes - como saúde, felicidade, etc. - é que você continue sendo esta pessoa maravilhosa, a quem tanto eu admiro e a quem sempre serei grata por tudo.

Você sabe que eu te considero mais que sogro… você é como um pai pra mim. Mas não vamos falar muito nisso porque senão minha relação com o Bruno soará um tanto incestuosa, hehehe!

Olha, parabéns e que esta data se repita por muitos e muitos anos, e quem sabe no próximo você ganhe um netinho de presente para mudar todos os seus aniversários vindouros! Beijos mil e tenha um maravilhoso dia.

27/01/2008 - Playing cards

Tirei essa foto só pra vcs terem uma idéia do poder do Beer Pong...

Dia cheio no trabalho… e eu podre ainda com dores no corpo por causa do snowboard de dois dias atrás. Ainda bem que não nos deixaram terminar todo o serviço, senão ia sair de lá às dez da noite. Às cinco e meia eu me encontrei com a Ashleigh no ponto de ônibus e fomos pra Silverthorne jantar no Pizza Hut. Voltamos pra casa, o Bryan veio aqui com um baralho e ficamos jogando até meia noite. Aprendi alguns jogos diferentes… não lembro o nome. Mas ensinei a eles o mexe mexe. Hehehe… é difícil explicar instruções de jogos em inglês. Mas estou aprendendo o vocabulário dos jogos agora, já posso ir pra Vegas! Hehehehe…

26/01/2008 - Crappy mood



Não sei se por causa das dores musculares infernais pelo corpo todo, hoje não mostrei os dentes. Saí do trabalho e fui com a Ashley no Goat mas tinha cinco dólares de couvert e não quisemos pagar. Pegamos o ônibus e descemos em Tenderfoot pra visitar o Sen. Mas meu humor não tava bom nem pros amigos, então deixei a Ashley lá e voltei pra casa. A propósito, descobri que o nome dela é Ashleigh. Mas ela disse que tudo bem se eu escrever assim. Ai, ai… hoje tô me sentindo uma velha!

sábado, 26 de janeiro de 2008

25/01/2008 - 3.5 miles riding down the mountain


Taking the gondola

Hoje dei uma de safada e não fui trabalhar. Liguei avisando que não estava me sentindo bem e fiquei dormindo até meio dia… quando acordei tinha uma mensagem do Bryan no meu telefone me convidando pra descer a montanha de snowboard. Não exitei. Fiz um macarrão meia boca, almocei e fomos.


This is Bryan my new friend and my snowboard teacher

A primeira grande emoção foi pegar a gôndola. Incrível ver a vila ficando pequena até sumir do mapa. Quase quinze minutos de subida. Um silêncio alentador… Primeiro fomos na pista de iniciantes, e ele me ensinou uns truques. Descemos duas vezes e pra subir de novo tive que pegar o lifting, você vai com a prancha presa em um dos pés e quando ela chega lá você tem que descer já deslisando, uhuuu, mandei bem e não caí. Mas foi assustador.

Thats me taking the lifts

Depois fomos pra pista verde, três milhas e meia, mais ou menos seis quilômetros de pura adrenalina. Eu, pra não ir tão rápido e não empacotar, fui freiando nas partes mais íngremes. Mas é tanto esforço muscular nas coxas que no meio do caminho comecei a sentir câibras. Então tive que parar de freiar o que significou maior velocidade e tombos mais fenomenais.


Uhu que frio na barriga

Fiquei com a bunda doendo, com os joelhos roxos, com o abdômen dolorido como se tivesse feito mil abdominais, incrível, mas snowboard é uma ginástica e uma luta ao mesmo tempo. Cheguei aqui em baixo quebrada, mas com um sorriso que dava voltas no rosto, apesar do cansaço. Meu cabelo e minha bandana, o lenço que usei pra proteger minhas bochechas e meu queixo, estavam congelados na metade do percurso. Frio. Muito frio. Mais um motivo pra eu ir realmente rápido, porque quanto mais eu demorasse pra descer, mais frio ia ficar. What a blast!

Depois viemos aqui pra casa e tomamos uma garrafa de vinho pra aquecer. A Ashley apareceu aqui nos convidando pra ir no Goat, mas o Bryan não quis ir e então fomos eu e ela. Nos encontramos com o Jeff lá e jogamos sinuca, tomei uma cerveja, conheci um cara com um chapéu ridículo de vicking e quando a noite começou a ficar insuportável para mim, voltei pra casa dormir.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

24/01/2008 - Ice Skating



Acordei 99% melhor, apesar de outra noite mal dormida, desta vez devido aos sonoros e intensos gritos de prazer da minha roomate. Pude encher meus pulmões com este ar fresco e gelado das montanhas e fui trabalhar normalmente.


Na hora do almoço o Bryan me entregou umas vitaminas que ele tinha me prometido e me chamou de novo pra ir patinar de noite, caso eu estivesse me sentindo bem. Então eu peguei o telefone dele e disse que ligava depois pra combinar.


Cheguei em casa, o Zack e a Amber ainda estavam na cama. Affff… fogosa essa garota, pra quem queria ter sexo só depois do casamento. Então fui tomar um banhão, liguei pro Bryan e fomos patinar, porque aqui em casa não, não ia ficar…


Desta vez até que mandei bem, e confiada que estava, quis me exibir e levei um belo de um tombo e quase dei de cara no gelo. Ainda bem que estava de capacete. Caí meio de lado, não me machuquei muito, mas meu ombro esquerdo está um pouco dolorido.


Depois fomos no Snake Saloon nos encontrar com a Christina. Lá jantamos e jogamos sinuca até umas dez e meia. Na volta pra casa, percebi que tinha uma mensagem de voz, uma de texto e algumas ligações não atendidas do Tony no meu celular. Ele estava me chamando pra ir na casa dos guris porque era aniversário do Paul.


Passei lá com a Christina e a festa tava terrível, nenhuma garota, só aquele monte de gurizinho bêbado, e o Tony já estava na casa dele, que fica do outro lado do corredor. Então demos os parabéns pro Paul e fomos no Tony pra ver como ele estava… e ele não estava nada bem, não por estar bêbado, mas porque foi convidado a se retirar do Sunrise Housing até terça-feira, já que ele não trabalha mais para a Vail Resort. Que merda. E lá se vai o meu amigo… ele tava tão triste que foi dormir. E ficamos eu, a Christina e o Josh (o roomate do Tony e do Matt) escutando blues e jogando conversa fora até às cinco e meia da manhã.


23/01/2008 - Feeling sick



Hoje foi o meu day off, mas eu não fiz exatamente nada, dormi mal e acordei pior, mal podia respirar, e meus pulmões estavam chiando mais que água quando ferve no bule. De tarde fui no hospital e fiz inalação, e tive que comprar aquelas bombinhas porque estou com bronquite aguda. Fui muito bem atendida e consegui responder a todas as perguntas que eles fazem antes do médico vir me examinar. Depois da inalação já me senti bem melhor, finalmente conseguia respirar sem aquela chiadeira toda no peito, e na volta pra casa caminhei normalmente sem me sentir cansada.


Encontrei o Bryan no ponto, ele me convidou pra ir patinar no gelo com ele e o pessoal do trabalho. Mas como eu estava voltando do hospital, apesar de já me sentir bem melhor, não fui.


O Bryan é um cara que eu vejo diariamente na hora do almoço, ele trabalha na manutenção do Red Hawk, o prédio que fica em frente ao Spring, edifício onde eu trabalho. Todos os funcionários do Spring e do Red Hawk almoçam no mesmo break room, e fora a cambada de mexicanos e dois brasileiros (eu e o Jayme), tem um grupo de americanos que trabalha na manutenção e também almoça lá.


Mas eles não se misturam, hehehe, é muito engraçado vê-los ostentando aquele ar de superioridade. Por isso, a primeira impressão que tive do Bryan - e de todos os demais americanos - foi de que ele era arrogante e mau-humorado. Também pensei que ele fosse mais velho, trintão. Mas para minha surpresa, ele é um ano mais novo que eu, e é um cara legal, só meio quieto e na dele.


De noite a Amber trouxe um tal de Zack pra dormir aqui em casa, bem bonitinho o menino até. Pelo menos pra Amber, que deve pesar bem mais de cem quilos e cuja peitaria toda se não der vinte litros de leite, eu chuto o balde. Sim, eles fizeram sexo a noite inteira e ela deve ter tido muitos orgasmos múltiplos porque não se importou com o volume dos seus gemidos.


Eu tive que me segurar pra não dar risada, então resolvi ligar um som bem alto pra não ter que ouvir os nhecs nhecs plafts daqueles corpos estranhos ao meu lado, separados de mim apenas por um mísero armário. Que desaforo!


Hehehe… espero que pelo menos agora ela fique mais feliz. Porque ô tristeza, garota mais bipolar nunca vi. Mas é isso, vou indo nessa. E aproveito para avisar que, quando o Bruno chegar, vou me vingar desta noite. Hehehe…


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

22/01/2008 - Just having some fun!



Ahsley and Anders at his place


Cheguei em casa depois do trabalho empolgada pois amanhã é o meu dia de folga. E após dois dias sem sair, estava planejando ir em algum bar ou em alguma festinha aqui no Sunrise mesmo. De tardinha a Ashley e o Anders apareceram aqui e a gente tomou a caixa de cerveja que eu achei em um dos quartos. O Anders é um irlandês muito engraçado, meio mal humorado, mas muito gente boa, ele chegou aqui não faz uma semana e trabalha junto com a Ashley. Então estávamos ouvindo um som e tomando uma cerveja, quando a Amber chegou e simplesmente abaixou o volume!


Entendemos o recado e fomos pra casa do Anders, que fica no bloco ao lado. Lá jogamos video game e terminamos de tomar a cerveja. Depois fomos na liquor store e compramos uma garrafa de Disarono, com desconto, é claro, pois era o Mike que estava no caixa, e voltamos pro bloco do Anders.


By using the Beerbong you can drink a whole bottle in less than two seconds!


No segundo andar encontramos com uns americanos malucos e entramos no apartamento deles pra jogar beer pong. Ashley e Anders contra dois dos caras que moravam lá. Não lembro quem ganhou, já tava pra lá de Mahakesh pois enquanto eles jogavam eu experimentei o beerbong, um aparelho no qual você joga uma latinha de cerveja inteira e bebe num upa. Uhu! Uma delícia. Mas é, chapa a caveira! Então quando o jogo acabou eu a Ashley e o Anders continuamos nossa tour noturna. Começamos a bater de porta em porta e perguntar por alguém qualquer, só pra se divertir! E alguns convidaram a gente pra entrar, então fomos fazendo novos amigos, hehe… completamente retardados!


Depois voltamos pra minha casa e a Ashley e o Anders foram embora lá por meia noite e meia, e eu fui na casa do Tonny pra ver como ficou a porta nova, pois o Matt a destruiu num acesso de fúria durante uma bebedeira, naquela mesma noite em que eu fui na casa da Christina comer sushi. E como na quarta temos inspeção nos quartos, eles tiveram que comprar uma porta e instalar… a cor é um pouco diferente, então sugeri colar umas figuras pra disfarçar. Ficou bem massa!



Voltei pra casa e terminei minha música pro Bruno, que tinha começado no dia anterior. O mais engraçado é que a Ashley pediu pra eu traduzir então fiz uma versão em inglês também, o Tony gravou no celular eu tocando a primeira parte em português antes de ontem, vou pedir pra ele mandar por e-mail. Ou melhor, vou fazer um vídeo na minha câmera e colocar no youtube mais tarde!


Não demora
Xanda Lemos


Faz tanto tempo
Que o tempo está passando
Devagar longe de você
E ao mesmo tempo
Parece que foi ontem
Que o amor começou a nascer

Meu coração, ele é só seu
De mais ninguém, você é meu
Me dê a mão, vem me buscar
Ser meu verão, não demora!

Já faz um tempo
Que eu tô esperando
E sonhando com você
Neste momento
Lá fora está nevando
E aqui dentro a canção vai dizer

Meu coração, ele é só seu
De mais ninguém, você é meu
Me dê a mão, vem me buscar
Ser meu verão, não demora!



E a versão em inglês, por enquanto está assim, mas ainda vou aperfeiçoar pra encaixar melhor os esquemas ritmicos e de rima.



Please don’t be late (my sunny day)

Its been a long time
That time goes through slower
And I’ve been far away from you
But at the same time
It seems it was just yesterday
That my love begun growing for you

You know my heart is only yours
Nobody else’s and you are mine
Come take my hands, come and take me
My sunny day, please don’t be late

There’s been some time
Since I am only waiting
Just waiting and dreaming of you
Right now it’s snowing
It is snowing outside
Here inside is the song who will say

You know my heart is only yours
Nobody else’s and you are mine
Come take my hands, come and take me
My sunny day, please don’t be late

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

21/01/2008 - Busy Day



Hoje foi um dia longo de trabalho, muitos check outs, back to backs e regular cleanings pra fazer só em quatro pessoas… o dia nunca acabava, mesmo com música pra ouvir. Acabei de chegar em casa e to bem cansadona, por isso não vou botar meu nariz pra fora.


Mas como hoje foi aniversário do Yan, esta postagem é a ele dedicada.


Meu sobrinho roqueiro querido, compositor e poeta preferido, essa sua tia coruja quase já congelou de saudades e gostaria muito de estar aí pra poder te dar os parabéns pessoalmente, comparecer aos shows, etc. Mas a distância não me impede de te desejar um ótimo aniversário. Que este ano seja repleto de sorte, saúde, sucesso, muitos shows, novas composições, novas gravações, novos amigos na faculdade!


E que você puxe à sua tia sim, no sentido de compor, ter banda, ser lindo, sortudo, conseguir tudo o que você mais deseja, mas no sentido de perder tempo matando aula, não! Hehehehe…

Te amo muito!

domingo, 20 de janeiro de 2008

20/01/2008 - Paying for my sins!

Ontem toda faceira, hoje dor de cabeça.

Acordei às sete e meia pra ir pro trabalho com aquela dor de cabeça fenomenal… trabalhei até às cinco, limpei um quarto vomitado, urgh, quase que eu vomito de novo. Bem feito pra mim. Quem mandou ser retardada.

Tava chegando em casa e a Ashley me ligou, transmissão de pensamento, porque antes de subir pro meu apê ia passar na casa dela pra saber como ela estava se sentindo hoje. Então ela veio se encontrar comigo no hall de entrada, ela está bem melhor agora com os remédios. Voltou a sorrir, a ser a velha e maluquinha Ashley de antes! Ela me entregou um cartão tão lindo, agradecendo por ter me conhecido! Que linda… estou fazendo boas amizades por aqui! Isso é tão bom!

Meu dia agora está especialmente mais feliz! Pois meu amor me ligou e me comunicou que já adquiriu nossos ingressos para nadar com os golfinhos depois da Disney! Mal vejo a hora… I’m so excited about that!

Bom, tô podre ainda, my body is beging me please stupid girl, stop with parties for a while… so now what I’m going to do is download some good albums to put in my iPod and get into bed.
Gnight!
Oh I feel seek...

19/01/2008 - Dinner with friends

Sen, eu e Christina no Green Light

Cheguei em casa logo depois do almoço. Quase nada de trabalho… passei na Ashley pra ver como ela estava e ela não estava nada bem. Então perguntei se ela não conhecia alguém que tivesse carro pra levá-la no hospital em Frisco. Ligamos pra um amigo dela e felizmente ele podia quebrar este galho.

De tarde a Christina me ligou convidando pra um jantar na casa dela. Ela fez sushi, hmmm, estavam uma delícia! Mas ninguém apareceu lá além de mim e da Trina, uma australiana que mora no quarto bem na frente do meu. Enchemos a cara de saque, foi divertido a bessa! Elas são da minha idade, e são tão inteligentes e queridas! Estou feliz por estar começando a encontrar a minha turma, digo, pessoas da mesma idade que eu.

Depois que a Trina foi embora, a Christina ficou insistindo pra eu ir no Green Light com ela. E imaginem se eu não fui. Sou uma retardada! Bebi cuba libre e eu pirei o cabeção, fiquei dançando aquela música eletrônica maluca até o bar fechar as duas da manhã, e detalhe, não tinha meia dúzia de gato pingado lá, só nós, o Sen e alguns amigos dele.

É óbvio que cheguei em casa passando mal. Vomitei todo o sushi antes de ir pra cama. O mundo ficou dando voltas no meu quarto e eu lembrei dos milagrosos sonrisais. Tomei um e empacotei.


sábado, 19 de janeiro de 2008

18/01/2008 - Music really can make my days go through faster






Trabalhar com o meu iPod foi menos estressante. Música muda o meu humor. Hoje minha supervisora me perguntou: Alerrandra, por que pareces que estas siempre enorrada, e eu respondi, porque no me gusta de mi trabarro, pero hoi djo me boi a trabarrar un poquito mas alegre, pois trago muchas musicas en mi iPod. Como não sei escrever certo, procurei fazer uma espécie de transcrição fonética, hehehe...


Pois é, os mexicanos devem me odiar, porque eu odeio não exatamente eles, mas o trabalho em si - o que obviamente envolve os mexicanos. Todo dia chego lá com a maior cara de bunda. But now I don’t give a shit, just turn on the music and clean stuff, I take my time, and sing sometimes… it’s so much better now, for sure…



Me and Ashley, we rock!

Saí do trabalho às três e vim aqui pra casa. Dei uma arrumada na zona do meu quarto, tomei banho, fiz as unhas… lá pelas cinco a Ashley veio aqui me convidar pra sair. Sexta é noite rock no Goat e ia rolar uma banda. As I’m a party girl in a party world, me arrumei e lá fomos nós.




Matias, o chileno com menos cara de chileno do mundo.


A banda era uma bosta, mas conheci muita gente interessante, alguns chilenos e outros americanos. Tomei duas high life beers, que custam 1 dólar e não são ruins, e uma tequila. Meia noite me bateu o banzo e eu peguei o ônibus pra casa.


Encontrei com o Tony chegando de Silverthorne, ele sempre vai lá de noite. Então perguntei o que diabos ele tem pra fazer em Silverthorne todos os dias e ele me contou que está tentando fazer o Matt e a ex-namorada dele, que mora lá, reatarem a relação. Eu ri e disse, oh Im sorry, but this is ridiculous, why do you have to do this, can’t they fix their relationship by themselves, e ele deu risada, mas eu conheço o Tony, ele tava triste, e eu perguntei are you sad, I know you are, you can talk to me if you want, e ele disse que realmente precisava falar com alguém e então a gente veio aqui em casa e ele me contou que está gostando da ex-namorada do Matt, que por sua vez é um dos seus melhores amigos e que, pra piorar a situação, está vivendo a primeira grande paixão, ou seja, esta foi a primeira namorada, o primeiro amor, a primeira trepada, tudo, do Matt. Matt está sofrendo, é claro, e contando com o Tony para consolá-lo e ajudá-lo a reatar a relação com a garota. Oh my god, what can I say… yeah you’re in trouble man, that sucks! Tadinho do Tony. Ele é um bom rapaz.


Matt and Tony... South Dakota boys are in trouble!


Quase peguei o violão e cantei aquela música: estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu, mas ele não ia entender a letra, e eu não saberia traduzir tudo, nem lembraria da letra inteira. So then we were having this conversation and Matt just called him, really depressed, crying a lot, so Tony went home about one in the mornig to help his best friend… fuck! That’s a hard situation for both of them…


When he left, I was a little sad too… I miss my boy. The best man ever. It hurts so bad, I think I got a heartache. And I'm better say goodbye before I cry.


Vocabulário Keystoneano 2ª Edição revisada e atualizada


Alex - meu apelido para os americanos mais chegados.
Amber - minha companheira de quarto texana, gorducha e querida; mas se irrita e me irrita facilmente, ainda não sabe aproveitar a vida; não gosta de limpeza nem de festas e tem visível tendência à depressão e ao estresse.
Andrew - ver Elder.
Andy - primeira companhia no ano novo depois de ser barrada no bar. Nos encontramos no ponto de ônibus de River Run e pegamos o Brown Bus juntos, e enchemos a cara de Jack Daniels! Nunca mais o vi.
Ashley - típica americana peituda, bonita, doida varrida, nos conhecemos no natal na casa dos guris. Roubaram a mochila dela com tudo dentro, então ela foi afogar as mágoas, ficou mais louca que o lobão, pulou da sacada do Goat num monte de neve e quebrou duas costelas, deslocou todos os dentes da gengiva, que estão inflamados agora. Merda na cabeça, mas muito gente fina! E está me ensinando a fazer snowboard e quer muito ir pro Brasil pra ver o mar. 22 anos e nunca viu o mar. Incrível.
Beer Pong - curioso jogo em em que cada dupla fica do lado de uma mesa de ping pong, diante de seis copos de cerveja dispostos em forma de pinos de boliche, dentro dos quais a dupla adversária deve acertar a bolinha, fazendo a outra dupla beber.
Ben - Meu companheiro de ano novo na festa do Scott. Como não conhecia ninguém fora o anfitrião, que por sua vez tinha que dar atenção a todos os convidados, fiquei maior parte do tempo conversando com esse gurizinho de 18 anos. Tão fofo! Nunca mais o vi.
Brendon - mecânico de carros antigos, está em Keystone ensinando snowboard para crianças. É um rapaz divertido, bem educado, gosta da Brittaney e de festas.
Brian - um californiano vermelho que trabalha no mesmo prédio que eu, nos encontramos praticamente todos os dias no brake room for lunch mas nunca conversamos muito.
Britney - minha companheira do quarto atravessando a cozinha, gosta de festas e se apaixona por vários garotos ao mesmo tempo, encontrando grande dificuldade em se decidir com qual deles quer ficar. Mas ela é a sensação da estação aqui, tem muito cara no pé dela! Dá pra entender
Bruno - 1. Meu amor, homem da minha vida, gosta de festas, e atualmente sente a minha falta tanto quanto eu sinto falta dele. 2. Curitibano da mesma agência que a minha que trabalha comigo, ele é muito engraçado, namora a Mariana.
Caroline - japinha carioca que fez parte do meu grupo de treinamento.
Casa dos guris - dois apartamentos do bloco em frente ao meu, onde festas ocorriam com freqüência e boa música podia ser ouvida, tanto mecânica como ao vivo. Depois que o Dustin foi embora, porém, já não é mais a mesma coisa. Incrível como esses South Dakota boys são ligados um no outro. Uma máfia praticamente.
Christina - uma americana careca que conheci na casa dos guris, bem divertida e inteligente, com fortes tendências bissexuais.
Dario - curitibano da mesma agência que a minha, que estuda Farmácia na Federal. É o rei das cucarachas, as mexicanas adoram ele e suas piadas. E realmente, ele é querido, tem um humor incrível.
Derik - tem um cara chato no bar, ele nunca para de falar… ficava me chamando de gorgeous o tempo todo, muito irritante!
Dillon - cidade vizinha onde se encontram os bancos, correios, supermercados, shoppings, teatro, cinema, qualquer coisa, a um preço menos esfaqueador.
Dude - “cara”, “meu chapa”. Palavra que freqüentemente encerra uma sentensa.
Dustin - Dustin Warren. Sem dúvida foi o primeiro e um dos meus melhores amigos aqui; ente da família dos vermelhos, praticante do snowboard e de alma pura e aberta; gosta de festas e é perdidamente apaixonado por uma garota que não gosta mais dele; atualmente sofre de amor e voltou pra South Dakota porque foi banido de Keystone!
Elder - meu ex-companheiro do quarto atravessando a cozinha, australiano, namorado da JJ, gosta de festas. Atualmente ele e a JJ estão em Las Vegas.
Frisco - próxima cidade depois de Dillon, onde tem o Wall Mart.
Free bus - todas as rotas gratuitas de ônibus em Keystone, desde que você seja funcionário do resort ou tenha um cartão de turista em temporada.
Guris - Solar, Paul, Jimmy, Dustin, Sen, Matt e Tony. Gostam de festa.
Grocery store - mercadinho ou loja de conveniências.
Housekeeping - meu trabalho, vulgo camareira.
Housing - o famoso pombal americano, onde eu e todas as pessoas que trabalham nas montanhas moram.
I.D. - toda vez que vou à Liquor Store comprar bebidas eles pedem para ver minha identidade. No início senti-me lisonjeada, mas agora sei que eles pedem a identidade até para o velho mais barbado. Lei é lei. É assim que as coisas funcionam por aqui.
I’ve broken my seal, man! - expressão para designar a primeira ida ao banheiro depois de algumas cervejas, significando que a partir de então terá de fazê-lo repetidas vezes.
Jamie - amiga da Amber, que é também muito querida e que não sabe aproveitar a vida, não gosta de festas e atualmente está em busca de um namorado que tope casar virgem.
Janeice - sulafricana muito querida que conheci quando cheguei em Keystone.
Jayme - gaúcho bonitão e simpático que mora em Araraquara-SP e que também veio se aventurar em Keystone como housekeeper.
Jeff - 1. Meu novo room mate across the kitchen. Sossegado o gurizinho, tem 18 anos e é meio devagar quase parando. Mas muito querido. 2. Amigo da Ashley.
Jimmy - americano gordinho com quem gostava de conversar mas que agora não suporto mais, ele é um gordo chato, como a maioria dos gordos chatos.
JJ - minha ex- companheira de quarto atravessando a cozinha, namorada do Elder, gosta de festa e emite uns sons peculiares para expressar frio, alegria, fome e cansaço.
Kevin - um americano de Minessota que estava com segundas intenções para comigo, e quando eu falei pela segunda vez que nunca ele conseguiria nada além de amizade, ele nunca mais apareceu.
Kimber - típica americana loira e peituda, que mora numa casa em Dillon onde ocorrem festas com freqüência nas quais se pode praticar o Beer Pong.
Leo - meu supervisor no trabalho. Mexicano que fala inglês com sotaque engraçado o que por vezes dificulta a comunicação entre ele e seus imediatos.
Louis - americano, toca guitarra com os dentes, não gosta nem desgosta de festas.
Maria - catarinense que trabalha na Grocery Store aqui do Sunrise Housing, e que demorou para eu descobrir que era brasileira. Isso explica o porquê de sempre ter música brasileira tocando no mercado. Música ruim, diga-se de passagem.
Matias - um chileno bonitão com quem pratico minha nova modalidade lingüística denominada Spenglish.
Matt - 1. Dos guris é o que eu menos tenho afinidade; americano com cara de quem comeu e não gostou e que não tem muita coisa na cabeça. Mas às vezes, quando ele fala pela boca (porque ele vive soltando pum!), ele fala umas coisas interessantes. 2. Rapaz bonito que não sente frio, anda de camiseta na neve, é de Denver e atualmente mora em Dillon e gosta da Brittaney.
Mike - Michael Christian, de North Dakota, quase no Canadá. Trabalha na liquor store e parecia ser mal humorado. Mas eu sou caruda, e de small talk em small talk, acabamos ficando amigos e agora ganho desconto quando vou lá! Ele tem 28 anos e diz que eu sou a pessoa mais engraçada, inteligente e interessante que ele já conheceu aqui. Namora a Maezy, e eles são um casal muito massa, mais ou menos da mesma idade que eu e isso é ótimo.
New Mexico - lugar onde JJ nasceu e onde ela e Elder foram passar o Natal.
Oh my Gosh! - expressão muito utilizada pelos americanos quando algo dá quase certo ou tudo dá errado.
Paul - americano, toca violão direitinho e quer fazer algumas aulas comigo. Era um forte candidato entre os pretendentes da Britney, mas ela já o baniu da lista. Ele pintou o cabelo de loiro e foi levar o Dustin pra cidade deles… 40 horas de viagem. Agora voltou e quando fui lá falar com ele, ele estava deprimido.
PBR - abreviação da cerveja Pabst Blue Ribbon; a PBR está para a América do Norte como a Kaiser está para o Brasil.
Peace - é o “tchau” dos manos aqui, pessoalmente ou por telefone. Geralmente eles dizem “Peace, dude“.
Pool shark - fera na sinuca, que geralmente joga apostando grana ou bebida.
Quick Silver - condomínio residencial que fica na frente do meu housing e que dá nome ao ponto de ônibus que você deve descer para vir aqui em casa.
Raven - corvo, belo pássaro negro que emite um som agourento e que gosta de sobrevoar a neve; aparentemente se alimenta de lixo.
River Run - meu setor de trabalho, onde encontram-se os melhores hotéis, restaurantes e as melhores pistas para esqui e snowboard de Keystone.
Sacar la basura - tirar o lixo em espanhol.
Sen - russo de senso de humor afiado e prático, gosta de festas e de música eletrônica, odeia franceses e futebol, e agora também o Dustin, motivo pelo qual não mora mais aqui no Sunrise, mas em Tenderfoot. He’s a pool shark.
Scott - americano que conheci na palestra que todos os funcionários do resort devem assistir antes de começar a trabalhar; esqueceu as luvas no ônibus, as quais devolvi dois dias depois após contatos por e-mail. É apresentador de um programa na MTV americana e foi na casa dele que eu passei o ano novo.
Solar - era um dos meus melhores amigos aqui; americano e bom cantor, com apurado gosto musical. Gosta de festas e está completamente perdido aqui sem o Dustin. Vive malucão agora, às vezes nem dá pra conversar com ele de tão chato. Mas tadinho. Dá dó de ver. Um amigo deles se suicidou esses dias e todos levaram fora das namoradas, e no caso do Solar, ele tem um filho com a guria e está especialmente deprimido.
Sunrise Housing - o lugar onde eu moro.
That’s sick, dude! - “massa, cara“; “muito louco, meu“; “do caralho“, etc.
That pissed me off! - me deixou fulo da vida, de cara, isso me deixou puto.
Tony - Antony Even. Atualmente, dos guris, ele é o único com quem mantenho mais contato. Gosta de festa e na maioria das vezes é legal, mas quando bebe muito e se junta com a turma fica retardado igual aos outros. Está amando loucamente a namoradinha do seu melhor amigo.
Under zero - a temperatura aqui diariamente, caia neve ou faça sol.
Whats up, dude! - “e aí, cara”, é o oi dos manos americanos.
Wilder - gurizinho que toca guitarra muito bem, mas se perde por querer demosntrar seu excesso de virtuosismo. Gosta de festas e atuamente concorre entre os pretendentes da Britney.
Verônica Fuentes - minha chefe da Guatemala, de meia idade e muito simpática e bonitona, talvez com os olhos muito saltados, mas de puríssimo azul.
Xmas - abreviação de Christmas.
Yankees - no meio deles que eu estou, tentando me acostumar a tudo, ao frio, à cultura, ao jeito anasalado, enjoado e rápido deles conversarem, a eles, enfim. Sem dúvida me sinto um alienígena por aqui. Mas vim em paz.
Yolande - sulafricana querida que conheci no dia em que cheguei aqui em Keystone.
Zummiez - a loja de roupas e acessórios para os praticantes do snowboard, sensação do inverno por essas bandas.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

17/01/2008 - Hich Hike! Going for my iPod

Eu com meu iPod Nano

Mas quem disse que eu consegui dormir, fiquei aqui zumbizando no computador. A Ashley tava com dor de dente, mas que coisa, todas as minhas amigas ficam com dor de dente, então de manhã ficamos tentando encontrar um dentista aqui perto. Tadinha, dava pra ver na cara dela a dor. Dor de dente ningém merece. Putz, odeio quem fala ninguém merece. Hehehehe... Depois cada uma de nós se separou para irmos buscar nossos pagamentos. Ô, dia feliz! A Ashley felizmente já tem um lugar pra ficar, aqui no meu bloco mesmo, só que no primeiro andar, bem na frente do quarto do James e do Chris.


De tarde, mutia coisa pra fazer. Resolvi não pegar a van do Mike… se acontece alguma coisa com o meu carro, tudo bem, o carro é meu, mas carro dos outros é foda. No gelo ainda por cima… iced roads… não, resolvi não me aventurar. Ou melhor, resolvemos nos aventurar de outra forma, pedindo carona na estrada. Eu e a Brittaney. Na primeira tentativa um carro parou e nos levou ao banco. Do banco, caminhamos até o terminal de ônibus de Silverthorne debaixo de uma tempestade de neve e de um frio de amortecer o queixo e de cortar a alma em mil floquinhos! Não porque a gente gosta de passar frio, simplesmente porque em Silverthorne nenhuma viva alma parou pra nos oferecer carona! Isso certamente atrasou nosso itinerário para o supermercado e infelizmente não deu tempo de fazer tudo que eu queria. Mas comprei o meu iPod! Tô tão feliz! Não vou mais precisar trabalhar ouvindo aquelas músicas mexicanas terríveis.


Voltamos de carona com um amigo da Brittaney e depois de deixar minhas compras em casa, fui na lavanderia pra secar as roupas que tinha lavado pela manhã. O Tony me ligou perguntando o que eu ia fazer e eu disse que tinha acabado de comprar meu iPod e que provavelmente ficaria em casa colcando músicas nele. Então ele veio aqui com seu case - muito chique por sinal - de Cds e colocou um monte de som diferente que eu nunca ouvi falar mas que ele me assegurou que eu ia gostar. E realmente. Jack Johnson, gostei, apesar de parecer ser a música hippie das montanhas do Colorado, todo mundo aqui ouve Jack Johnson, e eu, bem, hehehe, eu gostei também e foda-se. Cake também, uma banda muito maluca, eles tocam de tudo, rock, folk, música eletrônica, rap, mas cada canção tem uma peculiaridade sonora incrível, eu me rendi. Slightly Stooped também não é ruim. Bandas novas, tô ficando por dentro do que a gurizada aqui está ligada e certamente vou aplicar certas tendências - na medida do possível, e dentro do mais extremo bom gosto que sempre tive - para produzir meus pupilos.


Antes, porém, do Tony vir aqui, fui na liquor store comprar um 6 pack de Heineken. E ganhei um descontão, levei uma caixa de 12 pelo preço de uma de 6. Hehehe, falei que ia me arregar… eu sempre me arrego! Até aqui nesse frio da porra. Brrrrr, tchau então.


Peace!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

16/01/2008 - Cramps


Não sei se por causa da altitude ou do frio, mas aqui minhas cólicas são piores, mais fortes, duradouras e resistentes ao remédio que tenho. Fui trabalhar com muita dor e isso me deixou com pouca paciência. Ainda bem que esta semana quase não tem trabalho. Novamente saí às duas, isso porque fiquei enrolando, antes do almoço se eu quisesse poderia ter vindo pra casa, mas resolvi ficar mais um pouco senão o próximo pagamento vai ser uma merreca.

Cheguei em casa um pouco melhor, acho que porque quando saio do trabalho me sinto viva novamente, hehehe... troquei de roupa e fui sozinha praticar snowboard aqui atrás de casa. Quero estar bem treinada para descer a montanha amanhã, no meu day off.

River Run Village

Depois voltei pra cá e a Ashley chegou do trabalho com o Mike, que estava de folga. Ele trouxe umas cervejas. Ficar amiga do cara da liquor store não foi bem uma estratégia, mas de qualquer maneira não vou mais precisar gastar tanto com as minhas Heinekens. Hehehehe....

Ficamos bebendo, conversando e escutando música eu, ele e a Ashley, que como já disse está passando uns dias aqui em casa antes de se mudar. O Mike tava fazendo hora aqui porque tinha que buscar a Maezy, sua namorada, às nove no trabalho. Era ainda seis e meia e ele queria sair pra algum lugar. Eu não tava muito afim, e a Ashley também não porque estava com dor de dente. Mas ele me convenceu: por que diabos ficar em casa, tudo bem, está frio, mas tem tantos lugares legais pra ir aqui que ficar em casa é inadimissível. Verdade.


Eu com a camisa do Atrétis e com o Mike no Green Light


Fomos no Green Light, aquele maldito bar onde fui barrada no ano novo. Estava mais ou menos vazio, mesmo sendo o dia de 50% de desconto na cerveja para empregados do resort. Tomamos mais duas cervejas cada um e fomos buscar a Mae, depois eles me trouxeram aqui e nove e meia eu tava na cama.





Acabei de acordar às cinco da matina, estou a mil. Hoje será um longo day off. Vou buscar meu cheque, ir ao banco pra trocar por dinheiro, depois ir no Target comprar um iPod, depois ir no Wallmart comprar mais créditos pro meu telefone, minhas lentes de contato e alguma comida, depois ir na Zoomiez comprar um óculos de sol - estão em promoção por doze dólares - e por último vou dar uma passeada pelos malls ver se começo a pesquisar alguns presentes pra levar pro Brasil.

O Mike disse que se eu quiser posso ir com o carro dele, que vai ficar o dia inteiro parado aqui no estacionamento. É uma mini van verde, que lembra van da turma do Scoobydoo, hehehe. Vai facilitar a minha vida. Porém nunca dirigi uma van, e estou ainda relutante em aceitar. Vai que dá alguma merda, essas estradas são boas, mas geralmente estão congeladas e eu nunca dirigi na neve também, tem mais este detalhe. Mas ele disse que se eu sei dirigir não tem erro. Não sei não. Vou tentar dormir mais um pouco, afinal é o meu day off hoje, acordar as cinco é ridículo! E depois eu decido se aceito ou não.

Além de fazer tudo isso ainda quero descer a montanha de tarde. Tomara que dê tempo! E tomara que dê certo, hehehe... saudades do meu amor... essa minha internet maluca e meu telefone sem créditos... que droga.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

15/01/2008 - The Goat II



Saí do trabalho cedo, às duas da tarde já não tinha mais nada pra fazer. Então aproveitei pra ir no Employee Center fazer a minha matrícula da faculdade porque meu computador raramente está acessando a internet agora, não sei o que está havendo. Foi inclusive este o motivo de eu não ter atualizado antes meu querido diário de bordo.

No Employee Center encontrei com a Ashley de novo, ela tava com a cara inchada de chorar e parecia bem puta da cara. Fui falar com ela e ela me disse que brigou com a roomate dela e que estava se mudando pro Sunrise na sexta, mas que até lá ela iria dormir no carro. Mas roubaram a mochila dela aqui, com a bota de snowboard, a chave de casa, a chave do carro, o ski pass, ou seja, com tudo dentro. Motivo pelo qual todo desespero é pouco. Então chamei ela pra ficar aqui em casa até ela se mudar e ela topou na hora, claro. Chegamos aqui e fomos andar de snowboard, ela pratica há 11 anos e ficou me dando dicas!

Depois fomos até a casa dos guris, vimos da janela que tava rolando festinha e fomos tentar filar umas cervejas e jogar dardos. Daí deu um não sei o que em mim que eu quis porque quis ir no Goat. Melhor coisa do mundo! Tinha uma banda muito animal lá, dancei até minhas pernas não me aguentarem mais e conheci muita gente legal. As pessoas que vão no Goat são mais velhas, não um monte de pirralho com fake ID, que nem no Dos Locos. Me diverti muito! Dancei muito! Bebi na medida… aqui com 3 cervejas já estou no grau além. E no dia seguinte não tenho ressaca. Uma beleza! Uma beleza!

Na hora de voltar era meia noite e quinze e não tinha mais ônibus. Eu e a Cristina, uma garota muito massa que conheci na casa do Dustin e encontrei lá, íamos caminhar até em casa, mas resolvemos pedir carona e na primeira tentativa um cara parou e nos trouxe aqui.

Hahahaha, muitas aventuras nessa neve toda… nunca que eu ia fazer isso no Brasil. Já fiz muito, antes quando eu era nova e não tinha muita coisa na cabeça. Mas aqui me sinto assim, uma jovem inexperiente que mal sabe se comunicar, mas que sabe como ninguém as melhores formas de se divertir!

14/01/2008 - The Goat

Jeff my new roomate

Meu novo roomate, Jeff, resolveu fazer uma festinha de boas vindas pra ele mesmo e chamou um monte de pirralhos para beber aqui em casa. Chegar do trabalho, menstruada, com cólica, e ter que lidar com festinha de criança não estava nos meus planos. Sem falar na música de mano, alta pra caralho. Foda, aqui todo mundo é mano, meu. E as mina são mano também. Então resolvi ir jogar sinuca com o Mike, o rapaz que trabalha na Liquor Store. Ele tem 28 anos (até que enfim alguém mais ou menos da minha idade) e é muito gente fina, e a namorada dele mora aqui no meu bloco e trabalha na sozinha do Goat, um bar-restaurante que eu ainda não tinha ido e que foi uma grata surpresa conhecer. Lá chegando encontrei o San e mais um amigo dele que eu não lembro o nome, e também a Ashley, que não via desde o Natal. Ficamos bebendo e jogando sinuca até mais ou menos onze da noite até a namorada do Mike sair e viemos embora.

Cheguei aqui tava toda a pirralhada cozida e o Jeff branco, passando muito mal. Então dei pra ele um dos sonrisais que trouxe do Brasil e que felizmente não precisei usar ainda. Ele vomitou e dormiu. Os outros guris dormiram no sofá. A Britaney ficou puta! Também, quem mandou querer ter roomate homem, e pirralho ainda por cima… aqui no meu quarto tudo corre bem, apesar da Amber ser meio porca e bagunceira. Mas enfim… vou dormir que amanhã um longo dia de trabalho me espera.

domingo, 13 de janeiro de 2008

13/01/2008 - International call, hot coco and bed!



Hoje saí do trabalho uma hora mais cedo, que glória. Cheguei em casa e tinha um gurizinho sentado na escada, ele me olhou, me cumprimentou, eu dei uma resmungada como melhor forma de cumprimento que permite o meu atual “mau humouro“. Entrei no meu quarto e não deu um minuto alguém bateu. Era o gurizinho. Ele é o nosso novo roomate, está no lugar da JJ e do Elder, que como já disse, foram para Vegas. Ele se mudou hoje enquanto não estávamos e, ao sair, esqueceu a chave e ficou trancado pra fora. Uma graça de menino. Dezoito aninhos, cabeludo, mais baixo que eu, um nenê praticamente.

Nos apresentamos, é claro que então fui mais simpática, conversamos um pouco sobre nossos trabalhos, e ele me convidou pra assistir ao filme 28 days later. Fiz uma pipoca de microondas, começamos a assistir e então bateram de novo na minha porta. Era o Kevin. O Kevin é aquele cara que me convidou pra jantar outro dia. Encontrei ele no ônibus de novo e de novo ele me convidou pra ir no Dos Locos. Eu disse que tudo bem, poderíamos ir jogar sinuca, jantar e tomar uma cerveja no Dos Locos, desde que just as friends, not as a date. Então comecei a falar do Bruno, do quanto eu amo meu gatinho, do quão maravilhosa, madura e duradoura tem sido nossa relação, do quanto eu sinto saudades dele e de quão ímpossível é a chance de encontrar outro homem como ele. Ele entendeu o recado. E também foi bem sincero, disse que me achou bonita, que estava sim com segundas intenções, mas principalmente que apreciou a minha atitude e que tudo bem, we can be just friends.

Mas enfim, ele veio me chamar pra gente ir fazer snowboard, só que eu não topei. Tava quase escurecendo, um frio animal, e eu completamente podre do trabalho, não, nem a pau… minha prancha pode esperar mais um dia pra subir a montanha. Hehehehe… ele ficou um pouco aqui, a gente conversando, eu, ele e o meu novo roomate, que por sinal eu não lembro o nome, que vergonha.

Logo depois recebi uma ligação do Brasil, era o Zé Ivan, a Taisa e o Bruno! E eu pensei que fosse a Vó Vivinha, porque tinha acabado de responder um e-mail pra ela e me lembrei de que não mandei meu telefone, mas pensei: ela já deve ter meu número, então o telefone tocou e eu pensei: só pode ser ela, hehehe… que maluca. Efeitos da altitude.

Depois de falar com eles e sentir aquela mesma sensação dúbia de alegria e saudades, fui tomar um banho, fiz um chocolate quente e estou aqui na minha cama com sono, com preguiça, com saudade, com um pouco de dor nas costas, com os olhos cansados e com a mente vazia. Meu trabalho embrutece, eu acho.

sábado, 12 de janeiro de 2008

12/01/2008 - Buying a board

A minha prancha é a menorzinha.

Hoje acordei às dez e meia, comi panquecas no café da manhã - fiz ontem, ficaram deliciosas! E detalhe, saí comprar frigideira, farinha, etc., e esqueci que não tinha liquidifcador aqui. Então depois de percorrer o housing perguntando “hey, do you guys have a blender” de porta em porta, resolvi bater a massa no braço. E o recipiente foi uma abóbora de Halloween de plástico, porque também não tinha nenhuma vasília. Mas minhas panquecas foram um sucesso!

Depois do café, fui pra Dillon comprar meu snowboard com o Bruno e com o Jayme. A gente parecia umas crianças retardadas saindo da loja com o brinquedo preferido! Depois fomos encontrar com a Mari, a namorada do Bruno, no Wendy’s pra almoçar. Pegamos o ônibus de volta pra Keystone e os guris foram pra River Run subir a montanha pra estrear a prancha.

Eu resolvi vir pra casa pois amanhã tenho que trabalhar e não quero correr o risco de ficar com a bunda doendo no trabalho de novo. Então fiquei praticando um pouco aqui atrás mesmo, naquele lugar do vídeo, sozinha. Logo escureceu e cá estou agora! Agora vou tomar um banho, preparar um rango e ir pra cama tão logo venha o sono. Beijos em todos e um super especialmente apertado no Lule, o aniversariante do dia!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

11/01/2008 - Eating snow





Hoje foi o meu day off e acordei um pouco mais tarde do que de costume. Ontem de noite tava aqui sozinha e deprê, a Britaney tinha ido numa festa, a Amber pra Denver, a JJ e o Elder foram para Las Vegas e eu tava começando a me arrepender de não ter aceitado nenhum dos convites que recebi para festar. Mas como num milagre recebi uma mensagem do Tony no meu celular, me convidando pra ir numa festinha aqui no Sunrise mesmo, no bloco ao lado. Nem me arrumei, nem nada, nos encontramos lá em baixo e fomos. Lá estavam de conhecidos o Solar e a Janice, uma das sulafricanas que encontrei bem primeiro dia aqui no Sunrise, que também ficou naquele quarto sujo e fedorento.





No mais estavam lá uns americanos bem malucos, todos com cortes de cabelo característicos, porque um deles era cabeleireiro. Levei o resto de tequila e os caras nem me deixaram beber, estúpidos, acabaram com meia garrafa de tequila numa ida minha ao banheiro. O Tony notou a indelicadeza dos caras e me chamou pra ir jogar dardos no ape dele e dos guris. Ele tinha uma bebida muito deliciosa lá, um licor italiano, chamado Desoronno se não me engano. Docinho, hmmm, era de amêndoas eu acho. Uma delícia. Fiquei tão retardada que nem acertava mais os dardos no alvo, essas bebidas doces são foda.



Mas voltando ao dia de hoje, acordei tarde demais pra ir comprar o snowboard e voltar a tempo de fazer minha application para o social security card. E os brasileiros que sabem onde é a loja tiveram a palestra do Keynotes hoje de manhã, então acho que só vou comprar a prancha amanhã mesmo.



De tarde, depois de dar entrada no social security number, fui praticar snowboard com a Britaney e com a Christine. Ganhei uma bota de snow da Britaney, que tava apertada pra ela e coube direitinho em mim. Então não vou precisar mais comprar botas! Que bom, 150 dólares a menos pra gastar. Íamos subir a montanha, mas estava nevando forte e ventando muito, e geralmente quando o tempo está assim as gôndolas não funcionam. Então ao invés de irmos até lá de ônibus pra correr o risco de não poder subir, ficamos praticando aqui no quintal de casa, tem uma floresta de pinheiros no pé da montanha, onde fica o Sunrise. Não é muito íngreme, mas em compensação você tem que ter total controle sobre a prancha e seu corpo, do contrário você dá de cara nas árvores. Caso lhe interessem assistir a minha performance, tem um link ali no canto esquerdo superior desta página. Começa com um gritinho e um tombo. Depois vou bem. Devagar, verdade, porque a neve estava realmente alta, there were too much powder… cair era uma delícia! Eu afundava, tão fofinho! Panda rolando na neve, que divertido!



Hoje de noite tem show da Cosmonave… deu uma vontade de estar aí. E amanhã é aniversário do Lule, na verdade, aí já é uma hora da manhã, então já é dia 12 de janeiro, aniversário dele.



Meu cartão virtual de aniversário para o Lule:



Meu sobrinho mais que amado, paparicado, abençoado, talentoso, bonitão, humilde e tudo mais. Aqui estou, morrendo de saudades, para lhe desejar um oátimo e super feliz aniversário! Que todos os seus desejos se realizem, que você faça muito sucesso não somente com as garotas e com a banda, mas em todas as empreitadas de sua vida. Seu presente vai embarcar pro Brasil logo, logo, não se preocupe. E que o show de agora mais seja de arrepiar. E que você continue crescendo e que se torne um homem mais que brilhante, um superstar! Amo você!

10/01/2008 - Alone in Keystone



Como dormi cedo, acordei bem disposta, mas sem nenhuma vontade de levantar e ir pro trabalho. Fiquei me enrolando na cama até o último minuto possível antes de levantar. Acho que o trabalho está me deixando depressiva.


Também só limpei três quartos hoje, porém foram quartos grandes, três banheiros, três camas pra fazer, sala, cozinha… um verdadeiro pé no saco.


Na volta do trabalho encontrei com o Kevin, um americano que conheci no ponto de ônibus aqui de casa, no dia em que fui comprar meu celular. Ele me convidou pra ir no Dos Locos, but I had to decline, you know, today is Thursday and it’s karaoke night there… and I just can’t stand it! So he went further and invited me for dinner and a movie… I did not really know his intentions toward me, but unfortunately I had to decline again, I’m married. Então acho que ele desistiu.


Ao chegar em casa, a Britaney me convidou pra ir numa festinha em Tenderfoot, mas eu realmente não estou para festas hoje. Ando irritadiça e sem paciência ultimamente. Como disse, devo estar com TPM e o trabalho está me degradando.


Amanhã de manhã vou comprar um snowboard em Dillon. De tarde vou pegar meu social security number, e depois vou com a Britaney praticar snowboard. Uma amiga dela vai nos dar umas aulas e eu mal vejo a hora de descer uma montanha!!! Só espero que não rolando...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

09/01/2008 - Hang Over

Completely drunk last night!

Como não dormi muito e bebi demais last night, acordei podre e trabalhei bem devagar… só limpei 3 quartos, hehehe… cheguei em casa tão cansada que não fiz nada, nem tomei banho e nem comi, vim direto pra cama dormir.


Lá pelas tantas, ouvi alguém me chamar no computador… era o Bruno! To com tanta saudade dele… hmmm… antes de dormir fiquei vendo os vídeos da Cosmonave no youtube. Também to com saudades dos meus pupilos. Na verdade, estou com saudades de todas as pessoas no Brasil.

Acho que to com TPM porque hoje foi especialmente difícil suportar aqueles mexicanos no trabalho. Tão irritante! Bom… só mais amanhã e depois terei meus days off. Gracias a la vida… yo tengo tantos hermanos que no los puedo contar… quem dera eles ouvissem Mercedes Sosa. Seria menos irritante. Mas fazer o que, estou lidando com housekeepers, pessoas simples, sem a mínima instrução, que moram aqui há anos e que não falam uma palavra sequer em inglês.

Ô dureza. Mas vou levando. Tchau então.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

08/01/2008 - Dustin’s Farewell Party

Waiting for the bus in Dillon

Hoje quase não trabalhei. At 11a.m. my shift was done so I went home, aproveitando para dar uma de housekeeping por aqui. Desde que cheguei nunca ninguém limpou os banheiros, e eles estavam um tanto nojentos… emprestei o aspirador de pó do Tonny e dei um fino trato no muquifo.

De tarde fui até Dillon mandar os cartões postais pro Brasil. Em breve vocês irão recebê-los. Na volta conheci uns peruanos que moram aqui no Sunrise também. Eles me convidaram para uma festa lá no apartamento deles, moram 11 pessoas lá, 6 garotos e 5 garotas, tudo peruano. Durante a nossa conversa no ônibus, um americano ouviu que eu era brasileira e começou a falar algumas coisas em português. Então eu ensinei a ele mais umas expressões, tais como vai se foder, filho da puta, etc.

Renato, Diego e Jose, crazy Perubean guys


Trouxe os peruanos aqui pra casa pra gente esquentar tomando umas tequilas e a Amber tava aqui no meu computador toda sexy, de espartilho... hahahahaha! Os peruanos se apavoraram com a visão, coitados. Assim que eles saíram me aprontei pra ir na despedida do Dustin, pois de manhã quando fui buscar o aspirador lá no Tonny ele me avisou que ia rolar uma farewell party.



Bye Dustin! Last picture of us.



Cheguei lá e dei de cara com o Paul loiro! Ele pintou o cabelo, é um viadinho mesmo. Na festa, tomei muita cerveja, apavorei o Matt nos dardos, ensinei o Dustin a tocar Ziggy Stardust e voltei pra casa com o Tonny e o Matt e tomamos tequila, depois fomos no apartamento dos peruanos e tava rolando uma festa muito estranha, resolvemos não ficar, voltamos pra cá e ficamos falando merda até quase às três da matina. We got so insane! And I had lotta fun!




terça-feira, 8 de janeiro de 2008

07/01/2008 - Empty Days



Resolvi traduzir o título da música “Dias Vazios” do meu amado sobrinho Yan para definir o dia de hoje… Trabalhei bastante, e o mais foda do meu trabalho acho que nem é o esforço, mas a falta de estímulo mental, sabe. Você fica limpando e pensando em um monte de merda, porque o serviço não exige raciocínio e, como dizia minha vó, cabeça vazia é oficina do diabo.


Cheguei em casa fisicamente esgotada, tomei um banho e fui pra cama. Assisti um silly movie chamado Stardust e fiquei cuidando da Amber, ela tava vomitando, com dor de cabeça, fiquei aqui de babá e enfermeira. Não fui na casa dos guris porque o Dusting só vai embora na quarta então posso me despedir amanhã.


Meu sogrão me mandou as fotos do Natal e do Ano Novo… deu uma saudade… e por um momento eu fiquei pensando no que diabos estou fazendo aqui neste frio, longe das pessoas que amo… we’ll never get to be completely happy I think. But it’s ok. And that’s just the way it goes…

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

06/01/2008 - My first month living in Keystone



Bom, hoje faz um mês que estou aqui. Cheguei exatamente no dia 06 de dezembro do ano passado e acho que já dá pra fazer um balanço de como andam as coisas.


Em primeiro lugar, o meu inglês está um pouco melhor. Na verdade, eu não noto muita diferença, mas meus amigos americanos dizem que eu estou falando bem melhor agora. Talvez por causa do sotaque, porque vocabularmente falando não tenho acrescido muitas palavras ao meu léxico, já que passo a maior parte do tempo hablando español. That sucks! Em compensação, meu vocabulário de espanhol aumenta a cada dia.


Embora tenha amigos brasileiros, peruanos, russos, sulafricanos e mexicanos, meu círculo de amizade gira mesmo em torno dos americanos. É com eles que eu saio, foi com eles que passei Natal e Ano Novo, é deles que eu tenho o telefone… então creio que o fato de eu ser cucaracha aqui não tem afetado nas minhas relações de amizade com os yankees e isso é oátimo.


Por outro lado, não faz nem um mês que estou trabalhando e já estou de saco bem cheio, com vontade de chutar o balde. Enquanto não chuto, vou fazendo corpo mole e já desisti de tentar ser rápida para ganhar mais. O que eu ganho por hora já é o bastante.


Agora fofocas! Peguei o ônibus com o roomate do Dustin e ele me perguntou porque eu não apareci mais, e eu disse que da última vez não tinha sido muito agradável e que eu tava dando um tempo dos guris. Então ele me contou que ficou sabendo do carão, e que o San, aquele russo com quem o Dustin brigou por minha causa, se mudou para Tenderfoot, outro housing, porque não aguentava mais olhar pra cara do Dusting. Se mudou à toa, pois o Dustin foi mandado embora da Vail Resorts e está quebrado agora, vai ter que voltar pra casa mais cedo. É claro que não pulei de alegria quando soube que o Dustin se ferrou, mas achei que bem feito. De qualquer forma, vou dar um pulo lá amanhã pra me despedir dele.


Buenas noches, yo me voy ahora.

domingo, 6 de janeiro de 2008

05/01/2008 - Snow happy to be here!


Snowboard rocks, dude!

Hoje fui fazer snowboard! No pé da montanha, claro, nada de muito radical. Cheguei lá às dez e meia da manhã e só saí às cinco da tarde. Aluguei todo o equipamento e fui na maior cara dura, did it by myself, without taking classes! Nas primeiras duas vezes mal levantava e já dava uma bela bundada na neve. Então resolvi sentar e fiquei de butuca, só escutando o professor dando uma aula para um grupo de japas e ficando bem atenta aos seus movimentos e explicações. E tentei copiar, não é que deu certo? Na terceira tentativa já consegui completar o trecho sem cair. Depois fui só me adaptando, tentando controlar a prancha e treinando andar dos dois lados, aprendendo a parar tanto de frente quanto de costas, etc. Mandei muito muito bem! Palmas para mim. Estive sonhando esta noite que eu tava fazendo altas manobras… mas ainda não estou para tanto. Hehheh….


Depois fui com os brasileiros para o Lake Side comer uma pizza e patinar no gelo. Se no snowboard mandei bem, na patinação, ai, ai, que fiasco! É muito mais difícil se equilibrar naquelas lâminas. Além do mais, tenho os dois tornozelos comprometidos, e é muito mais fácil virar o pé com os patins do que com o snowboard, em que seus pés estão totalmente protegidos com uma bota dura pra caramba, que nem permite esticar as pernas, exigindo sempre ter seus joelhos flexionados, e que você prende na prancha com um outro equipamento, parafusado na madeira. Então quando você cai, você cai de bunda, de lado, de frente, mas seus pés nem se mexem.


Estou toda dolorida… imagino como será o amanhã. Vou ter que trabalhar com o cóx, o famoso ossinho da alegria dolorido, fora as dores musculares, nas coxas, nos braços, porque sempre quando eu caía, tentava amortecer a queda colocando as mãos no chão… mas olha, fiquei surpresa com a facilidade do esporte. Mandei muito bem. Os outros brasileiros já tinham feito snowboard duas, três vezes, e eles ficaram de cara como eu peguei rápido, logo no primeiro dia. Levo jeito pra coisa! Tô empolgada! Meus próximos days off certamente serão dedicados ao snowboard, mas ainda vou ficar no pé da montanha por mais dois dias, e só então vou encarar uma descida mais íngrime e longa.
See ya!

sábado, 5 de janeiro de 2008

04/01/2008 - Walking in the cold!



A Britaney me acordou às nove e meia pra ir no dentista com ela em Dillon, já que eu teria que ir ao banco e queria comprar uma bota de snowboard. A Cristine nos deu uma carona até o dentista, e fiquei esperando por horas, até bater a fome e eu sair andando pra procurar um lugar pra comer. Fui almoçar num restaurante italiano deliciosos e não tão caro, paguei $14 por um ravioli deliciosos e um refri gigante.

Quando cheguei do almoço ela já estava pronta, falando e sorrindo com a boca torta de anestesia. Então decidimos ir ao banco depositar nossos pagamentos. Mas como tínhamos esquecido os horários do ônibus em casa, decidimos ir caminhando, afinal estava um dia lindo e o banco não era tão longe. Ilusão a nossa. Caminhamos incansavelmente por duas horas e meia naquela estrada enlameada de neve marrom. Mas chegamos.

Depois ligamos pro Elder pra vir buscar a gente, não estávamos em condições de dar nem mais um passo em direção ao ponto de ônibus. E ele foi, um santo! Chegando no housing parei direto no escritório pra pagar meu aluguel, depois vim pra casa separar as roupas pra ir na lavanderia.

Recebi ligações calorosas do Brasil, o que me deixou muito contente, como sempre! Então desci com as trouxas de roupa e lá fui eu para a maratona na lavanderia. Trocar dinheiro por moedas, depositar moedas, esperar 45 minutos até a roupa lavar, depois depositar mais moedas na máquina de secar, transportar todas as roupas, esperar 50 minutos até a roupa secar, depois tirar da máquina, dobrar roupa por roupa, colocar na mochila e nas sacolas e vir embora pra guardar. Ufa! Que saco.

Aproveitei pra dar uma organizada nos meus bagulhos aqui… arrumei os armários, separei a papelada, o sono foi batendo, e não pude resistir a minha caminha. Amanhã vai ser um dia longo de folga, pois vou praticar snowboard. Hehehehe… mal vejo a hora. Bye.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

03/01/2008 - Dos Locos Ladies’ Night

Eu e o James, meu parceiro de sinuca.

Fui com a Brtinaney, a Cristine, O Chris e o James no Dos Locos, aquele bar-restaurante mexicano onde todas as quintas mulheres pagam um dolar por qualquer drink. Uma beleza. Tomei três tequilas e três Heinekens, joguei sinuca, pebolim, ganhei tudo, também pudera, longe do meu amor, só o que eu posso ter aqui é sorte no jogo.

O foda foi o karaoke… toda quinta tem karaoke lá. Mas aqui a galera é bem afinada, chega a ser incrível, e as músicas são foda, a maioria delas boas músicas, sem aquele acompanhamento chingling, midi. Bem diferente do nosso karaoke aí no Brasil. Mesmo assim, foi foda de suportar. Então viemos embora cedo e continuamos a festinha no apartamento da Cris, do Chris e do James, que fica no mesmo bloco que o meu, mas no primeiro andar. Eu não fiquei lá mais do que dez minutos, ao invés de ficar bêbada, fiquei bodeada; nunca aconteceu isso comigo das outras vezes que tomei tequila… mas é que o trabalho realmente está começando a pesar… então vim dormir! Enquanto vocês aí no Brasil estão prestes a acordar!

02/01/2008 - Masks begun to fall


Tem sido melhor agora, com o celular aqui… o Bruno me ligou lá de casa e falei com ele, com minha mãezinha, com a Cris e com o Yan! Ah, como é bom ouvir as vozes que eu mais amo nesta vida! Tive um dia puxado no trabalho, cheguei em casa podre e falar com minha família foi um conforto para mim.

Estou meio puta da cara com alguns dos guris. Eu começo a perceber que a primeira impressão não é a que fica, não. Talvez a altitude esteja interferindo também no meu senso de julgamento. O fato é que quem eu achava que prestasse não presta, e quem eu tinha julgado escroto e bossal pelo menos não me decepcionou.

Um dia desses, depois do trabalho encontrei o Tonny no ônibus e fomos pra casa dos guris assistir um filme. Então o San, o russo que mora com eles, chegou e foi um pouco rude - como ele sempre é com todo mundo - comigo. O Dustin, por sua vez, quis provar sua masculinidade infanto-juvenil, batendo no San porque “não se fala assim com uma mulher”. Eu tive que separar a briga, e fiquei realmente puta da cara, mais com o Dustin do que com o San. O San pelo menos sempre foi assim, mas eu não fazia idéia de quão idiota era o Dustin. Pensei que ele fosse um garoto sossegado, maduro até para sua idade, mas aí está. O Paul a mesma coisa. Só porque levou um pé na bunda da Britaney, tem sido um babaca com ela e comigo.

Who the fuck they think they are? They’re all american stupid boys. I’m done with them. Now it’s time to know better people here.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

01/01/2008 - A long day’s journey into work

Eu na casa do Scott, festa de ano novo.


Trabalho, trabalho, trabalho, mais trabalho! E eu podre, cansada, de ressaca, e não só eu, mas meu companheiro de trabalho, O Jayme, brasileiro, tava pior, porque só tinha dormido duas horas. A gente já demora pra agilizar as coisas normalmente, já que ainda somos inexperientes, mas hoje ficamos até oito da noite pra terminar tudo. Ganhamos 20 dólares de gorjeta e fomos torrar na pizzaria, hehehe… pizza de ano novo, que beleza, a gente bem que mereceu, pois estávamos famintos.



Agora tô em casa atualizando esta birosca. Hoje foi um dia cansativo, mas muito especial, pois acordei com uma ligação do Brasil, era o meu amor! Falei com ele, com o Ivo, com a Fátima, com a Eliza, com o Caetano! Ai, que saudades! Amo vocês… Beijos sem fim. Agora vou tomar um banho e dormir. Ahhh! Tô podre! Mas feliz.



31/12/2007 - New Year’s Party

Dia duro no trabalho. Muitos quartos pra limpar. Não conseguir sair antes das seis… cheguei em casa, tomei um banho e me arrumei para o ano novo. Não sabia ao certo o que fazer. O Scott me convidou para ir na festa de ano novo na casa dele, mas ninguém aqui quis ir comigo e eu estava decidida a não ir sozinha, uma vez que não conheceria ninguém além dele. Então resolvi ir com a JJ, o Elder e a Britney num pub chamado Green Light. Mas pra mim foi Red Light, fui barrada no baile. Eles não aceitaram minha identidade brasileira, só passaporte, e meu passaporte estava em casa. Nesta confusão, todos já tinham entrado no bar e o idiota do porteiro não quis nem me deixar avisar a galera que eu não poderia ficar. Então fui caminhando até o ponto de ônibus, quase chorando de ódio porque, pra piorar, saí de casa com pressa e esqueci minha chave.

Chegando no ponto de ônibus, já menos fula da vida - pois uma caminhada na neve realmente esfria a sua cabeça - pedi fogo pra um guri que tava fumando um cigarro. Quando ele perguntou como eu estava eu disse que tava com frio e fula da vida, lhe explicando a minha desesperada situação. Nem entrar em casa eu poderia… pra tomar minhas cervejinhas de ano novo sozinha. Então ele me ofereceu uma dose de uísque, pra amenizar o problema. Dali a pouco veio o irmão dele e mais um amiguinho, e ficamos bebendo até o ônibus chegar. Entramos no ônibus, e eu lembrei do convite do Scott. A casa dele era ali perto, na próxima parada. Desci, me despedi e agradeci o Andy pelo uísque e pela companhia, e fui caminhando até o apartamento do Scott.


Andy and me in the bus: just met and got drunk!

A casa do Scott é simplesmente maravilhosa… um baita apartamento duplex, completamente equipado com o que há de melhor - TV plasma, cozinha moderna, ampla sala e sacada, lareira a gás, um luxo. A festa foi boa, muita bebida, champanhe, cerveja, vodka, vinho, tinha de tudo para todos os gostos. Pra variar, me arreguei. Certamente não teria sido tão legal no bar, sem falar que iria torrar uma grana. E lá no Scott, conforto, bebida, comida, tudo de graça! Mais que perfeito!

Ben, seu tio e seu primo.


O anfitrião abastecendo as taças.


Grande maioria dos demais convidados era pirralhada - que surpresa! Eles aprenderam a fazer caipirinha, porque era muita gente e eu não estava vencendo a demanda.




O nome dela é Carlie, o nome dos outros não lembro!


A galera se empenhando na arte da caipirinha...




Eu e A.P., americana sobrinha de brasileiro!

Para mim, muita sorte neste novo ano que entra… tenho certeza. Pois quando tudo parecia dar errado - ser barrada no bar e não ter a chave de casa - me deparo com uma baita festa, num baita apartamento, conhecendo novas pessoas, todos americanos - o que é ótimo para mim e para meu inglês.



Depois da virada, antes de voltar pra casa liguei pra JJ pra ver se eles já estavam aqui e tudo deu certo. Nem precisei esperar o ônibus da madrugada, quando eu saí do prédio tinha um ônibus esperando na porta. Sorte minha, pois fazia 36 graus negativos, inacreditável!

Então foi assim, meu ano novo maluco. Feliz 2008!