terça-feira, 22 de maio de 2012

Quinta Acadêmica

Conferência na UCLA: Power, Resistencia & Transformação

Quinta era o primeiro dia da conferência. Cheguei na UCLA cedinho pra socializar um pouco antes das apresentações. Logo de cara conheci dois dos organizadores - Daniel e Mariska, e depois outros: o Julio, a Inês, o Armando, o Bryan, a Amber, a Jhonni. Todos muito simpáticos, literatos, poliglotas, linguísticos, falantes de inglês, espanhol, português, russo, uf! Sem dúvidas aquele era um departamento de línguas.

Minha apresentação era a última do dia, e foi me dando um nervosismo tanta espera, porque todas as apresentações pareciam ter sido mais apresentáveis do que a minha. Eu não tinha power point animado, e não tinha uma caneta laser pra apontar coisas no telão, tudo que eu tinha era eu, meu sorriso amarelo, minhas bochechas vermelhas, e um paper de 20 páginas transformado em 8 pra resumir em 15 minutos!

Enfim, selecionei algumas informações pra dar uma ideia da minha pesquisa, e um video clipe que não deu tempo de mostrar porque eu falo demais. Ó! Que fracasso, eu pensava. Oh well! Mabeibe acha que eu sou muito defeccionista (i.e., boto defeito em tudo). O mais importante é que a missão foi cumprida. Compartilhei minha pesquisa, recebi bons conselhos e feedback positivo da audiência. Quando acabou, ufa! Pela primeira vez nessa viagem eu pude relaxar de verdade e me sentir de férias!

Alfabeto Lunar, de Leandro Katz. 

Houve uma apresentação interessantíssima de um artista argentino, Leandro Katz. O trabalho desse homem é fenomenal. O cara mistura fotografia com astronomia, poesia, Chê, história Latino Americana,  antropologia, e faz instalações incríveis e constrói frases lunares! Sim, FRASES da lua. Um velhinho talentoso, de olhar tranquilo, mente sagaz e sorriso simpático!

De tardinha, passeamos pela Westwood -- a bela neighborhood da UCLA, onde entramos numa feirinha e comemos sushi. Teria sido mais gostoso se o garçon não tivesse derramado coca-cola na nossa bolsa, e se o sushi que o Bruno escolheu não tivesse sido aquele, ruim de fazer careta!

Ai, ai! Eu tava tão podre e não sabia. Mabeibe, me leva pro hotel? Sim ele disse, e curtimos uma jacuzzi quentinha, com borbulhas de amor ao pôr do sol, e comigo cantando:

Quem dera ser um Panda...

2 comentários:

Ivo disse...

Pandinha linda

Com a tua apresentação sem Power Point, na realidade você juntou-se aos grandes. Veja o que disse Steve Jobs: "People who know what they're talking about don't need PowerPoint".

Sogrão

Panda Lemon disse...

Obrigada, sograo!

Realmente nao foi ruim, mas sim, poderia ter sido melhor.

Um monte de power-point nao funcionou direito, e video nao tocou, a tecnologia tambem atrapalha.

Atrapalhada por atrapalhada, ja basta eu e minha persona Panda.