sábado, 12 de novembro de 2011

Vergonha!

Filho de comandante da PM de SP é acusado de agredir mulher

Ele foi detido sob a suspeita de ter batido em garota de programa numa casa noturna

Adriano Soronsen Camilo, filho mais velho do comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, foi detido, por votla das 5 horas deste sábado, acusado de agressão contra uma garota de programa, ocrrida dentro de uma casa noturna em Santana, na zona norte de São Paulo.
De acordo com a assessoria da PM, ao ser procurado, ainda de madrugada, o comandante-geral afirmou que seu filho é maior de idade e que deve responder por seus atos como um cidadão comum. Ainda segundo a PM, o filho do alto oficial é divorciado e mora com outra mulher.   
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Adriano foi levado para o 9º Distrito Policial, no Carandiru, seria elaborado um Termo Circunstanciado (TC), empregado quando o crime é considerado uma infração de menor potencial ofensivo.
Para evitar especulações, o coronel informou aos seus comandados que não iria ao 9º DP.
Esta matéria da Revista Veja saiu hoje e foi divulgada no tuíter primeiro como: filho de comandante é preso por agredir mulher. Depois a matéria foi re-divulgada: filho de comandante é acusado de agredir mulher. Chamou-me a atenção a mudança da chamada. Mas logo notei que essas são apenas as sutilezas de um jornalismo medíocre e de um sistema de injustiças bem lubrificado.

De preso, o tal do filho do coroné passou a assinante de um termo circunstanciado, que é um documento que, pelo visto (eu nunca tinha ouvido falar), ameniza o crime. Porque é claro. Bater em mulher é uma infração de menor potencial ofensivo. Por que? Porque era uma garota de programa e estava numa boate? Ou porque o agressor é filhinho de comandante? Ah! Tenham dó! Isso sim é crime, discriminação, um insulto, uma violação dos direitos humanos, cruelmente institucionalizada e mediocremente divulgada. País de merda. Leis de merda. Revista de merda.


Nenhum comentário: