terça-feira, 1 de novembro de 2011

Caros Finados

A morte. A inevitável maldita das gentes. A tal única certeza sorumbática. Abjecto final de todos. A morte da carne. 

O fim? 

O espírito dá um suspiro e sai. Vamos zabedê pra onde?
Vamos dançar entre a árvore e o bonde?

Dar uma volta na rua? Soltar, expandir-se no espaço? 
Há um melhor lugar aqui, ali, lá! Por aí tem tanto lugar! 

Voar.
Ir de barco.
Atravessar pro outro lado.
Luminosas estrelas que nunca se apagam.
Não dá pra voltar?
Aguarde e verá.

A saudade.
Pra sempre? 
Será?
Sim, senhor.
O amor. 

Lembranças que ficam, memórias tácteis
Saborosas sinestesias sonoras 
Sorrisos saudosos
Solitários e mudos

Pai, vô, vó, padrinho, 
tio, tia, primo, vizinho, 
amigos, vocês, do lado de lá
Aguardem sem pressa. 
Nosso dia virá. 

2 comentários:

Ivan disse...

Mortal, ou melhor: imortal.

Panda Lemon disse...

Imortal?
Uau!