segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Social Construct or Social Constraint?

Lendo esses artigos sobre raça e sexualidade e comportamento humanos, notei algo interessante.

Tudo que não se pode explicar e definir e delimitar claramente é descrito assim, como uma "construção social" que muda de acordo com cada contexto histório, político, econômico, conjuntural, isso sem mencionar a relatividade das perspectivas micro (individual, psicológica) e macrocósmicas, e blá blá blá.

Toda a ladaínha pra explicar que esses conceitos e essas instituições que a sociedade cria, não importa onde nem pra quem nem o momento, nos é imposta para "dar sentido" a nossa vida. Aham.

Há sempre uma voz fora de você que insiste em te lembrar. Aja de acordo com as expectativas, preze pela previsibilidade, porque o sucesso depende de sua capacidade de não subverter essas instituições, os social constructs da vida. Andar na linha. Seguir à risca. Jamais dar motivo para que os outros se espantem. Invariavelmente somos todos uns bundões. Damos a Cesar o que é de Cesar, e somos tristes para sempre, amém.

2 comentários:

Ivan disse...

Constrangers ou sem strangers in the night, sou mais um Strangers on a train, do Hitchcock:

se eu matar os autores desses artigos que te chateiam, Alexandra, você promete que crava uma estaca de madeira no coração do Dalton Trevisan por mim?

Panda Lemon disse...

Só se a minha personagem também for uma stranger on a Hitchcock's train!