sábado, 29 de outubro de 2011

Lula, Chávez, Castro e o Câncer



Apesar de estar fudidíssima aqui com a tese, não pude resistir (e protelar é meu nome, muito prazer) a tecer uma breve reflexão sobre o que tenho lido (e tuitado) a respeito do infortúnio de nosso digníssimo EX-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo menos oficialmente, o Lula não é mais o presidente do país, então por favor, desejem melhoras ao ex-presidente, ao EX-presidente. O Lula ainda manda nessa merda, isso não pode, a gente tem que desvencilhar o Lula do governo (e antes dele o Sarney e toda sua corja), e exigir, principalmente, que institucional e politicamente, faça-se o mesmo.

Vivemos hoje sob uma ditadura mascarada e perversa, a ditadura da burrice, do medo, da violência, da injustiça, da impunidade e da intolerância. Não sou conservadora, de extrema direita, não. Eu só sei o que é ter qualidade de vida, e não aceito ver um povo votar em palhaços e achar que tudo tá lindo, porque não tá! Falta boa educação, saúde, dignidade, segurança, vergonha na cara, falta tudo nesse país!

É bom lembrar que eu não nasci burguesa, fui filha de operário que venceu na vida, sempre trabalhei pra caramba, e votei no Lula, inclusive, até ele ser eleito pela primeira vez. Acreditava na mudança. Só que fiquei muito decepcionada, e não acho que o Brasil tenha a envergadura moral de se gabar de uma economia frouxa que flutua e depende de tantos outros fatores internacionais, sobre os quais - e por sermos tão idiotizados e marginalizados - não temos nenhum controle.

Mas agora, voltando ao assunto, impossível não traçar paralelos do Lula no Brasil com Chávez na Venezuela, os dois fumando charutos com Castro em Cuba, os dois aí lutando contra o câncer. Aqui se fuma, aqui se paga.

Vejam bem. A piada pode até ser de mau gosto. Mas estava pronta. E nem é piada. É constatação.

Mais de mau gosto ainda é ter câncer e depender do SUS. Essa sim deve ser uma piada que não tem graça nenhuma.

E não. Não estou fazendo propaganda contra charutos cubanos, nem contra os trabalhadores do SUS. Nem (ou somente) uma campanha antitabagista de ex-fumante chata que posso então até ter me tornado.

Estou manifestando meu repúdio à continuidade da ignorância cívica e da cegueira política que ela tem causado no meu país.

E deixo aqui um desejo honesto de boas melhoras ao EX-presidente.

Mas força mesmo, eu desejo é pro Brasil.

2 comentários:

Ivan disse...

Muito bem, Alexandra: eu teria pouca ou praticamente nenhuma observação a obtemperar neste seu texto e ideias, porém um dos meus papéis na vida é de chato da linguagem (e catapulgo, nesse caso, é minha antonomásia, cordiais saudações), portanto:

o mau gosto piora (causando mal estar) quando escapa uma troca entre "mau" e "mal" -

justificadíssima esteja, não obstante, pelo lapso, habitando há tempos aí nessas plagas da norte-querolaina.

Outrossim, catapulgo alerta também à necessária supressão do hífen em "antitabagista":

de acordo com o novo acordo (*piscadela pleonástica*), prefixos terminados em vogal só pedem hífen em composições com palavras iniciadas ou com a mesma vogal (p.ex.: "anti-imperialista";) ou com "h" (p.ex.: "anti-hegemonia";) - e nos casos de palavras que começam pelas consoantes "r" e "s", suprima-se o hífen e dobre-se a consoante (p.ex.: "antirreacionário"; "antissistemático";).

Como diria o Pasquale Cipro (e a Coca-cola), é isso aí.

Ivan, catapulgo mas poético-ideológico...

Panda Lemon disse...

Ó, meu caro Ivan!
Obrigada pelo proof reading.
Deslizes gramaticais são sempre tão embarrassing...
Mas vou editar agora mesmo.
Thank you very much!
Principalmente pela aula de gramática poética
e atualização legislativa da reforma linguística
que entrará em vigor mesmo só a partir de 2012...
Agradeço também a
A piscadela pleonástica
Anti-hegemônica análise sintática e sinestésica!