quinta-feira, 14 de março de 2013

Enfim, New York!

Pensa numa Panda feliz...

Esta viagem era pra ter sido ano passado, quando o Zé Ivan veio nos visitar em outubro. Íamos comemorar minha tese em grande estilo, mas Sandy estragou tudo e nos vimos obrigados a adiar o programa. Depois veio Washington, Brasil, New Orleans. Rodei muita estrada e muita baiana pra conseguir, finalmente, pôr os pés na Big Apple. 

São as neves de março... 

Aeroporto em Charlotte interditado.

Aterrissamos no La Guardia duas horas atrasados devido às intempéries do tempo em Charlotte. Levantamos voo debaixo de muita neve. E eventualmente, lógico que ela nos alcançaria em Nova York. However, my friends, nem o frio do capeta, nem a dor de garganta, nem o resfriado que peguei logo no primeiro dia me detiveram! Nada que uma calça, uma ceroula, uma touca, três casacos, luva, meias, remedinhos e cachecóis não resolvessem. E assim foi que, ao lado de mabeibe desbravei as ruas, praças, becos, lojas, museus e arranha-céus de Manhattan.  

Manhattan Tan Tan (clique pra ouvir)

Mabeibe olhando os prédios.

Ficamos hospedados bem no meio da muvuca colorida da Time Square, no quadragésimo quinto andar do Crowne Plaza na Broadway. Hotelzão muito chique cujos elevadores nos entupiam o tambor da orelha, de tão rápidos que subiam até nosso andar. Lá de cima se ouvia o rumor de transeuntes, turistas, artistas, cantores, saxofonistas, sirenes, e víamos uma sucessão caótica de propagantas tilintarem nos billboards brilhantes dos prédios. É muita informação.

Em Nova York tudo parece cena de filme. As luzes, as ruas, calçadas sujas, as gruas, construções, os arranha céus, os bueiros fumegantes, as pontes, os monumentos, os parques, avenidas... tudo é um deslumbre! 

Começamos nossa expedição pela Broadway e pela Quinta Avenida, que é também conhecida como  "The Ladies Mile," devido ao número de lojas chiques ali dispostas. Roupas, chapéus, bolsas, sapatos, joias. Um cinto? Sinto muito. Não sai por menos de quatrocentos dólares. Sapatos custam mais de mil. Vestidos, nem queiram saber. Mas olhar não custa nada! E em cada quadra, uma variedade de estilos arquitetônicos: clássico renascentista, art-nuveau francês, art-déco... E nenhum deles se deixa ofuscar pela arquitetura moderna norte-americana.

Por esse caminho (Time Square sentido Greenwich Village) você encontra...

Madison Square 

Meltlife Tower


Situada entre a Quinta e a Broadway, esta é uma praça histórica rodeada por prédios batutas. Um deles, em forma triangular, é o Flatiron Building. Construído na virada do século passado, o edifício virou cartão postal e deu nome à região, o Flatiron District. De lá também podemos ver a Meltlife Tower, sede de uma companhia de seguros, construída em 1893. Até os esquilos da Madison Square são bem civilizados. Acostumados a interagir com gente, eles até posam para fotos. 

Union Square

Todas as fotos by Panda.
Seguindo pela Broadway chegamos na Union Square, onde encontramos uma feirinha muito batuta de artesanatos, obras de arte, comidas, plantas, frutas, verduras e flores. Era o Green Market, que infelizmente já se preparava para levantar o acampamento. Na Union Square também tem uma das sedes da New York Film Academy School, onde se formam os grandes talentos -- conhecidos ou não -- americanos. 

Washington Square

The Washington Square Arch

Antes de cansar ainda dá pra chegar caminhando na Washington Square, uma praça super hipster onde, ouvi dizer, se encontra de tudo. Um centro turístico, cultural e religioso, o parque fica no fim (ou começo?) da Quinta Avenida. Portal de entrada para o Greenwich Village, nessa praça há um arco  imponente, construído em 1892. A maioria dos prédios que a rodeiam formam o campus da NYU (leia-se enuaiu), ou New York University, onde possivelmente irei tentar uma vaga pro meu PhD. 

Dia Um

Ver de perto toda essa opulência ao mesmo tempo elegante e descarada do capitalismo, além de três dos mais de mil e novecentos parques públicos de Nova Iorque não parece lá grande coisa, but believe me! A vista é mesmo de perder o fôlego. E a caminhada também. 



Começou a escurecer e demos meia volta. Dessa vez descemos pela Sexta Avenida, depois pela quinta, passamos pelo Empire State, e finalmente chegamos na Time Square podres e mortos de fome. Fizemos um pit-stop no hotel pra tomar um banhão e decidir onde iríamos jantar. 


Eis que o Bruno descobriu um libanês a três quadras de onde estávamos. O restaurante, uma portinha na Nona Avenida (entre a 48 e a 49), se resumia a uma salinha apertada, com cinco ou seis mesas, todas  ocupadas. Mas não nos deixamos enganar pela simplicidade despretensiosa da casa. Além de barato para os padrões da cidade, a comida do Gazala foi deliciosa. Tabule, quibe, babaganush, falafel, kafta, carneiro, tudo que experimentamos lá (fomos duas vezes) foi qualidade cinco pandas, padrão Fátima! Ou seja: melhor que isso, só nas Arábias.

Pandadvice: Eles não vendem bebidas alcoólicas no Gazala. Mas se você quiser, pode levar seu próprio vinho! Also, atente para o local. Há um Gazala maior, mais sofisticado. Não fomos nesse. Preferimos o intimismo aconchegante do original.


5 comentários:

Anônimo disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH QUE INVEJA!QUE MASSA GALERINHA!BEIJOS ZÉ IVAN

rose borges disse...

Peraí!!! Mas essa é só a parte I, neam...????

Panda Lemon disse...

Vem em maio Zé! Vamos pra lá no final do mês.

Panda Lemon disse...

Sim, Rose!!! É muita coisa pra colocar numa só postagem... vou postar a segunda parte e a terceira em breve. Beijos e obrigada por compartilhar, my friend!!!

Ivo disse...

Pandinha linda

A foto do Bruno olhando para os prédios, me lembrou Jobim que (pelo menos é o que diz a lenda) falava que Nova York é uma cidade para se conhecer de maca!

Aguardo ansioso os novos capítulos.

Beijos do Sogrão

P.S.: vocês vão para NYC de novo em maio? Que chic...