quinta-feira, 21 de março de 2013

Find out how Rodríguez died



Quando um item na pauta de um jornalista vira filme premiado 26 vezes, incluindo o Oscar de melhor documentário, é porque -- mais do que uma pauta -- se trata de uma puta história boa, e real. Fatalmente  grandiosa, e trágica, e tão atemporal que até parece fábula. Pós moderno, o "script" partia de um final inexistente, e se converteria no maior open end da história da música. Seu protagonista, Sixto Díaz Rodríguez.

A história já começa no seu nome. Sixto foi o sexto filho da família Díaz Rodríguez. Seus pais, mexicanos, migraram para Detroit nos idos dos anos 20 e lá se estabeleceram, na medida do possível, às margens do rio Detroit, e da sociedade.

Mais vivo que o Elvis, e tão poeta quanto Dylan -- com a vantagem de que a voz e o violão de Rodríguez são bem melhores que a voz, a gaita e o violão de Bob Dylan juntos -- Rodríguez se tornou um mito musical na África do Sul, onde seu álbum chegou na década de 70, embalando as vozes que se contrapunham à censura, à ditadura e ao Apartheid.

Aqui nos States, no entanto, por uma série de fatores -- o racismo contra os índios e imigrantes latinos, certamente um deles -- o album não aconteceu. O artista foi "dispensado" pela gravadora que, muito provavelmente, encheu o rabo de dinheiro com a venda de milhões de discos no continente africano e depois na Austrália, sem que Rodríguez sequer desconfiasse...

O documentário é de emocionar. E as músicas então, tem que ouvir pra acreditar... vida longa ao Rodríguez!

Um comentário:

Talita disse...

TRiste, muito triste que um musico tao talentoso seja rejeitado assim por pura discriminaçao...mas depois da humilhaçao e da tragédia, o reconhecimento, filmes o cecete a quatro!!!Eu heim...