sexta-feira, 15 de março de 2013

Let me take you down...

Fachada do Dakota
Justo um dia antes da viagem distendi o músculo da panturrilha direita. Se vc me perguntasse como, eu diria que foi brincando de morto-vivo com meus alunos, e não estaria mentindo. Pois Zé, fiz a mala e fui pro Aeroporto mancando. Mas chegando em NYC a cura foi quase imediata. Milagrosa, eu diria. Afinal, não dava pra chegar mancando em Nova Iorque, né? Ignorei a dor, e caminhei -- se não elegantemente, ao menos com dignidade -- da Time Square ao Greenwich Village, ida e volta. Bruno e todos vcs que leram a postagem anterior estão de prova. Duro que no domingo acordei com dor de garganta, dor de cabeça, sinusite. Era muita doença pra um Spring Break só. Minha sorte foi ter levado própolis e roubado um melzinho do café da manhã do hotel. Nada que muita água, uma aspirina, própolis, disposição e um melzinho não resolvessem.


Coz I'm going to Strawberry Fiedls
Desta vez saímos da Time Square no sentido oposto, em direção ao Central Park. Passamos pelo Dakota, mas a Yoko não estava. Nem estava nenhuma homenagem ao John Lennon. I mean, os mortos anônimos nas beiras de estradas brasileiras ganham cruzes e flores. Na frente do Dakota eu esperava uma estátua, um monumento, ou pelo menos uma plaquinha dizendo, aqui mataram John. Um desaforo! Demos a volta no prédio e nem tchum. Nada. O negócio foi atravessar a rua e entrar no parque, onde sim, encontramos um memorial para Lennon. 

Roll over, Bethoven!
Bow Bridge: a segunda ponte de ferro mais antiga dos States

Era um domingo de inverno, fazia frio, tudo estava seco e fantasmagórico. Ainda assim nunca vi parque mais lindo. Passamos pelo Cherry Hill, de onde se tinha uma vista do lago e da romântica Bow Bridge (a foto não é do Cherry Hill, though). Curiosamente, a gente não tinha planejado percorrer por tais veredas, fomos apenas seguindo o som de uma banda ao vivo. Calhou que chegamos no miocárdio do parque. Aproveitamos para dar um alô para o Bethoven, pobre Bethoven, duramente castigado. Seu busto, esculpido em negro aço, peitava o heavy metal que vinha da Naumberg Bandshell. O gênio da música pedia pacientemente para baixarem o volume, mas os metaleiros queriam tocar mais alto, mais alto!


Ludwig von Bethoven e o Gênio da Música

Bethesda Terrace


Os arcos do Bethesda Terrace. À direita tem uma fonte que,
obviamente, não aparece nesta foto.


Confissões de uma Panda: eu agora pareço muito eloquente, mas não sabia do nome desses lugares quando passei por eles. 

O Bethesda Terrace fica na frente do lago, e ostenta uma fonte e uma galeria de arcos cujas paredes, o piso, o teto, tudo, é coberto de azulejos antigos. Descemos as escadas para ouvir um quarteto de vozes à capela que cantava música gospel. Com as mãozinhas no bolso, o gorro enfiado na cabeça até os olhos, um cachecol enrolado no pescoço, um menino e uma menina de não mais que doze anos entoavam perfeitamente seus vocais. Mesmo encolhidinhos. A menina estava até um pouco enfastiada e impaciente, cantava com a cabeça levemente inclinada e os olhos virados pra cima, tipo: ai que saco.

O menino parecia um castrati, cantava a linha mais aguda. As notas, límpidas, eram atingidas facilmente, com a naturalidade inevitável de um bocejo. Tinha também um jovem chinesinho, bem franzino. Era o único "branco" da trupe, mas a voz dele era surpreendentemente soul. E o último era um morenão dois por dois, com uma voz forte, suave, rouca, grave, afinada, evolvente. E na verdade, tinha horas em que a harmonia era tão sincronizada e perfeita que à capela não dava pra saber bem qual voz era de quem. Todos eram oááátimos. Chorei.  

Museu de História Natural

T-Rex: saudades de ouvir essa banda.

Seguindo a peregrinação recreacional novaiorquina central parqueana, passamos pela Bow Bridge, por onde, a menos de uma milha, chegamos ao famoso Museu de História Natural. Não pagamos para entrar neste museu. Você pode comprar o ingresso se quiser ir no planetário e numa outra exibição especial. Mas sendo as atrações principais, você tem que estar disposto a aguardar na fila, e domingo a fila era de serpentear. Deu três da tarde e a fome bateu, fomos comer no refeitório do museu. Comida por quilo. Com a fome que estávamos, a comida parecia deliciosa, e nos servimos bem, mas não exageradamente. A refeição foi de 50 dólares, mais cara do que o jantar no libanês. Mas tirando o macaroni and cheese, que não tinha gosto de merda nenhuma, até que comida era boazinha.   

Perdidos no Metrô


Anoitecia e o museu estava fechando. Exaustos, decidimos voltar pro hotel de metrô. Tudo deu certo, exceto o fato de que primeiro pegamos o metrô pro lado errado. Depois voltamos e pegamos o metrô pro lado certo, mas paramos no ponto errado. Turistas! Andamos um pouco mais do que o preciso, mas chegamos. Ao todo foram 17.648 passos, inesquecíveis e bem demarcados no Move, app do I-phone. 

Dia dois

Tomei banho e despenquei na cama. Bruno saiu de noite pra comer e comprar uns anti-gripais pra mim, que a coisa tava ficando feia. Tomei um coquetel de comprimidos e chás efervescentes. E fui dormir enferma, mas feliz! 

5 comentários:

Talita disse...

Muito bom!Matou a cobra e mostrou o pau, rsrs

Ivo disse...

Pandinha linda

Que vontade de ter feito tudo isso juntos com vocês...

Você falou em vontade de ouvir T. Rex! Veja só - eu uso um app para Android do AccuRadio, quase sempre sintonizado em Classic Rock. Pois domingo passado durante minha corridinha matinal, tocaram dois T.Rex!!!

Beijos do Sogrão

Panda Lemon disse...

Que tipo de comment foi esse, Dondaliet? Não matei cobra nenhuma!!! Nem mostrei o pau... hhihihi, te amo mamis.

Panda Lemon disse...

Sogrão! Outras oportunidades certamente virão!
Beijos!

Talita disse...

Eu quis dizer que vc viu tudo que tinha debom pra ver, documentou,fotografou e nos reportou, rsrs...tendeu agora?