sábado, 30 de março de 2013

Um inferninho em pleno céu

Nova York, terça-feira, 4 de março de 2013. Acordamos tarde e raios! Perdemos nosso café da manhã do hotel. Também, a noite passada tinha sido longa, e depois de um fim de semana camelando muito, o mínimo que o nosso corpo merecia era um cadim mais de cama. Eu tava com uma preguiça, e para piorar minha gripe e a panturrilha lesada, eu acordei com cólica. Pois é. Mas não esmoreci. Só adicionei dois buscopans ao meu coquetel de remedinhos. 

Grand Central Terminal

Frenéticos de  fome e de frio, caminhamos até o Grand Central Terminal, e comemos um "brunch" no Michael Jordan Stake House. O restaurante era bem charmoso e um pouco caro e, ao contrário dos exageros gastronômicos de Charlotte, os pratos de lá eram bem simples, e talvez pequenos demais para a fome de avestruz que a gente estava. Mas, se a comida não foi de encher a pança, pelo menos a vista foi de encher os olhos! 

Vista do restaurante onde tomamos nosso brunch:
100 Anos do Grand Central Terminal

Eixo das conexões de ônibus, táxis, metrôs e submundos. Epicentro de encontros e desencontros. É no coração deste terminal que um lugar comum -- a constatação um tanto óbvia de que Nova Iorque não pára -- atinge seu ponto mais poético. O fluxo é caótico e intenso, um rolar constante de vozes, de malas, mercadorias, de gente, cachecóis, chapéus e casacos, velhos de bengalas, senhoras elegantes, mulheres de respeito, proporcionais ao tamanho de seus saltos, ou ao alcance de seus perfumes, caros ou baratos, a adentrar os faros afetados dos homens de negócio, tão sérios e importantes com seus ternos escuros e gravatas não raro cômicas, mendigos, agentes secretos, gente de todo tipo, com pressa, sem pressa, triste, feliz, admirado, apreensivo, sonolento, suspeito, apaixonado, perdido... Se o vai e vem constante de transeuntes der vertigem, levante os olhos e contemple o teto. A paz é tanta que só poderá ser ameaçada por um parnasiano Bilac: Ora (direis) ouvir estrelas...


Metropolitan Musem: o Antigo Egito é aqui.
Gravuras em uma das paredes da catacumba de um Faraó


Saindo do histórico terminal, pegamos um táxi e fomos para o Metropolitan Museum. Lá, passamos a tarde inteira admirando artefatos dos antigos egípcios, inlcuindo templos, sarcófagos, esfinges e múmias mil. Percorremos halls gigantescos de arte clássica greco-romana, arte indígena pré-histórica, maia, asteca, asiática, medieval. Também vimos uma mostra especial com esculturas, estudos, gravuras,  esboços e quadros de Matisse


Os Homens de Lata, ou Gladiadores, ou Cavaleiros Medievais.


Infelizmente, não tivemos tempo de conferir todas as salas pois fomos praticamente escoltados para fora do museu, pontualmente às 5:30 da tarde. Os norte-americanos, ao contrário de seus vizinhos do sul, levam os horários muito a sério. Pegamos um metrô de volta para o hotel e de lá fomos a pé até o Empire State Building. Palco da queda de King Kong, este voltou a ser o ponto mais alto de Manhattan depois da queda das Torres Gêmeas. 

Foto brega bragarai né! Ééééé!

Já na esquina do Empire State você poderá ser abordado por uns cambistas. Esses vendedores te cercam alegando que comprar o ticket pras alturas com eles, além de ser mais barato, dá acesso direto ao elevador, por uma área exclusiva, sem enfrentar a fila. Mas mailóv, sempre desconfiado e pouco dado a conversas, fez uma ou duas perguntas pro cara e suas respostas divergiam, ou não faziam sentido. Nada feito, decidiu Bruno. No fim, que fila? Não tinha fila coisa nenhuma, e os preços eram exatamente os mesmos. Se tivéssemos "pulado" a fila inexistente, não teríamos passado por todos aqueles halls opulentos e quase bregas, onde tem um tour histórico, com fotos da construção, blueprints, projetos, dados e curiosidades... 

Noite em Manhattan vista do topo do Empire State.

Subimos nos dois observatórios. No primeiro, a céu aberto, foi uma ventania de lascar! Emocionante, muito frio, cabelos ao vento e uma visão 360 graus da cidade. O segundo observatório, mais no alto, é bem menor e todo coberto, envidraçado. De de lá vimos uma festinha rolando na cobertura de um prédio nas redondezas. A gente ainda não sabia, mas uma hora depois estaríamos ali, no 230 Fifth Rooftop Lounge.

Cheers!


Jantamos e tomamos uns drinks no maior glamour novaiorquino. Para amenizar o frio, o bar no topo de um arranha céu de Manhattan dispõe de roupões de plush vermelho com capuz para os seus clientes. Não vestimos o roupão por alguma questão de dignidade, ou higiene, ou talvez timidez, e o frio também nem incomodava com o tanto de aquecedores distribuídos pelo terraço. Potentes, eles avermelhavam o ambiente, dando-nos a impressão de que estávamos sim, num infernino em pleno céu! 

5 comentários:

BZAGONEL disse...

O meu brunch com steak & egg estava uótimo!

BZAGONEL disse...

Damn all scalpers!

Tininha disse...

Amei!
Com sua descrição me senti junto com vcs nesses passeio delicioso, nessa cidade "deliciosa".
saudades!

Panda Lemon disse...

Sim, Bruno!!! O meu salmão com aspargos também estava ótimo, mas foi muito leve pra fome que eu tava!

Tina, minha frô! Vc tava mesmo, no meu pensamento! Eu lembrei muito de vc, da minha mãe e da Evi!!! Bjos

Talita disse...

Que maravilha de viagem!Nem o frio newiorquino atrapalhou!E que bom ter lembrado de mim...Um dia faremos tudo isso juntas!