segunda-feira, 23 de maio de 2011

Paul again and again!


Mesmo para uma beatlemaníaca sortuda como eu, que já viu esta Up and Coming Tour três vezes, o show de ontem foi uma surpresa e tanto. Uma sensação de ineditismo que não ficou somente no repertório, mas também em todo o processo pelo qual passei antes de sequer saber que iria ao show.

Bem, muito antes de eu chegar aqui no Rio, já estava conformada de que os ingressos tinham se esgotado, mas quando eu soube que meus sobrinhos não poderiam vir mais e precisavam se desfazer dos tickets, nem exitei. Afinal Paul é Paul. Posso ver again and again, e sempre vou me emocionar e surpreender.

O Paul McCartney é nosso!

Boua noitchi Brasil! Boua noitchi Rrriou! Com o "erre" aspiradinho, nada de sotaques retroflexos. Boua noitchi cariocaish! Com sotaque de carioca meijmo! Houdji vou tentar falar Portugueish! Maish também vou falar um poucu em ingleish! O povo ia ao delírio e ele agradecia: Obrigado!

Ao contrário das outras vezes em que ele abriu o show com Magical Mistery Tour, dessa vez ele começou com Hello Goodbye, seguida de Jet! E mais uma vez eu ali, quase pedindo pra alguém me belisca? que eu não estou acreditando? É muita emoção.

Brasileiros são os reis do ié ié ié!

Falar que Sir Paul McCartney encanta o público é redundância. Mas dizer que o público encantou - REALMENTE - o Paul, é sim, necessário. O público brasileiro, além de ter um carinho muito grande pelo ídolo, inventou moda. Rolaram campanhas na internet pra combinar pequenas surpresas pro Paul. Uma delas era cantar: We love you yeah, yeah, yeah! E não deu outra. Todos cantaram. A ponto de o Paul interromper a introdução de uma música - sempre imendada uma na outra, pois o show quase não pára! - e dizer, we love you too! Voceish sao maravilhosush!

Outra surpresinha reservada para o fim do show foram os balões em Hey Jude, e as plaquinhas com NA NA NA no refrão. Ele não acreditava, ele cantava e olhava pros músicos como que dizendo: vocês estão vendo isso? Thanks for the NA NA NA NAS, for the baloons, thank you! Obrigado! Estava visivelmente deslumbrado, encantadíssimo com o nosso público. Assim o show também me proporcionou um grande momento de orgulho de ser brasileiro. Meus glóbulos verde e amarelos se multiplicaram no meu sangue!

Agora também devo elogiar a organização do evento, a educação dos policiais e dos seguranças, a limpeza dos banheiros, o estádio super moderno e com estrutura de não dever nada pros estádios norte-americanos, e inclusive o sistema de transporte (se bem que os tickets da conexão de metrô e trem tinham se esgotado e demoraram um pouco pra chegar, mas este foi o único ponto negativo). Foi tudo nos trinques, não teve erro, apesar da muvuca, não teve empurra empurra, e no final todo mundo seguiu pra estação cantando All we are saying is give peace a chance porque o Rio, mesmo com essa história de favela pacificada, ainda precisa cantar muito esse refrão...

Surfista de Trem

Engenho de Dentro, quem não saltar agora só no Realengo. Essas letras maluquetes do Jorge Benjor ontem fizeram mais sentido que nunca. Pegamos o metrô em Copa e saltamos na estação Central do Brasil, e de lá pegamos o trem, passamos Engenho Novo até chegarmos no Engenho de Dentro, onde fica o estádio do Engenhão.

Aposto que ontem a malandragem batalhadora que pega o trem todo dia, ficou surpresa com a brancura dos passageiros que estavam nos trilhos da Central do Brasil junto com eles! Foi um contraste cultural muitíssimo interessante de observar. Lembrei daquela música do Chico, que fala da profissionalização do malandro carioca: "dizem as más línguas que ele até trabalha, mora lá longe e chacoalha, no trem da central!"

Ps.: Aguardando fotos. Assim que elas chegarem, posto aqui com um videozim.

6 comentários:

Ivo disse...

Pandinha linda

Tentei ontem acompanhar o show pelo Terra, mas estava simplesmente impossível de tão congestionado - mais parava do que tocava, o que muito irritava o teu já facilmente irritável sogrão. Infelizmente não pude ver nem as reportagens globais no Fantástico e nos jornais. Aliás, nem é tão infelizmente assim, porque a tua crônica do show vale por mil imagens.

Beijões aqui do sul e louco de vontade que chegue o dia 13 de junho!

Sogrão

P.S.: Boa sorte na entrevista com o Adal Fonseca.

Panda disse...

Sogrão! Meu fiel escurdeiro e único comentarista, eu tb estou doidinha pra chegar logo em Curitiba, com uma vontade de ir pra Sao Paulo, adiantar minhas entrevistas, e pronto, ficar mais em Curitiba porque tá dando uma paúra de estar tão perto e tão longe doceis...

Um beijo!!!!!

xanda

talitazevedolemos@yahoo.com.br disse...

anda!!!São tantas emoções heim!?mais um pouco aí no Rio vc se apaixona e vira carioca, rsrs...
è que com todas as mazelas desta cidade não é dificil se apaixonar por ela.
Eu a primeira vez que aí fui me surprendi com minha "desenvoltura", rs, parecia que não era a minha primeira vez, pois tinha o mapa na cabeça, mapa esse muito bem formado pelas narrativas do seu pai.
Tudo me era familiar, acho que o Rio mora no inconciente coletivo de todo brasileiro...
É vai ver que é isso, rsrs

Louca pra rever minha filhinha linda!
bjs

Panda disse...

Não tem erro né mãezinha! Eu já to ishpérrta dominando o transporte público!!! Mas o meu mapa mental é um grande desastre. Sou do tipo que desço do ponto de ônibus e vou na direção contrária da minha rua, hahahaha! Te amo mãezinha! Adorei que vc voltou a comentar. Bjos

Fatima disse...

Xandoca...Que vontade de ver o Paul de novo, com voces é claro!!! Ou mesmo sem vocês hehe...
O Rio é mesmo apaixonante, curta muito tudinho... E eu que nem lembrava esta história do fim do mundo, é mesmo não acabou. Ou acabou e só eu não notei???
Venha logo antes que acabe!
Saudades da Fatimoca

Panda disse...

Fatiminha!!! Aquele primeiro show foi realmente inesquecível... precisava ter saco pra colocar o link das outras resenhas aqui! Pra relembrar aquela semana Beatles total em Atlanta e depois Las Vegas!!!

Beijos