segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Inferninho Astral em Flat Rock

Eu no centro de Hendersonville, nas montanhas da Carolina do Norte.

Em contagem regressiva para o fim do meu inferno astral, procuro com esta postagem amenizar os azares que rondam estes dias que precedem meu aniversário.

Eu tenho um sério problema de estabanamento desde que nasci, e este parece ser o maior agravante do meu inferno astral: ando me esbarrando nas quinas, quase caindo de escadas e quase virando o tornozelo, já torcido muitas vezes, mas como nada de muito grave ocorreu até então, vou atravessando o  inferninho bem feliz. Colecionando roxos, arranhões e vitórias.

Este fim de semana fomos para as montanhas, e considerando a dificuldade de algumas trilhas -- condição em muito piorada pelo final do outono e a quantidade de folhas no chão, que escondem possíveis armadilhas como buracos, pedras e desníveis -- a expedição foi um sucesso. Conhecemos pequenos paraísos fantasmagóricos, já que a paisagem não estava lá aquelas coisas, tudo muito seco, frio, e desolado... acresça-se a isso os sons agourentos dos corvos e a possibilidade de encontrar com algum urso. Ué, no meio de um inferno astral, nunca se sabe o que pode aparecer no caminho. Mas afortunadamente não topamos com nenhum black bear. Apesar de sermos parentes, tenho a impressão de que eles não gostam muito de Pandas.

Bruno na beira da cachoeira.

Sábado à noite, depois de explorarmos vales e montanhas, fomos assistir uma adaptação do Nutcracker (o famoso Quebra-Nozes) do Tchaicovsky. Um teatrinho muito batuta que fica bem em cima da Flat Rock, pedra gigantesca que dá nome ao lugar. A adaptação do ballet ficou muito boa, que incluiu vários tipos de danças modernas e não somente ballet clássico. Musicalmente, porém, a peça deixou a desejar, os arranjos ficaram muito aquém da delicada grandiloquência sinfônica da obra original, que nunca ouvi ao vivo e pensei que esta seria uma oportunidade. Fuen, fuen, fuen. Além da adaptação, era tudo gravação. Mesmo assim, foi lindo, lindo! Deu vontade de sair dançando!

Muito bem! Faltam 5 dias para meu aniversário e para o dia da minha formatura, e a única queixa mais contundente que eu tenho é que NINGUÉM do meu Brasil emocional (digo, das pessoas que realmente fazem parte do que reconheço como meu lugar no Brasil) estará aqui pra me ver. Chuif!

Mas como eu digo, antes um queixume do que uma queixada. Que As Sete Pandas me protejam das argruras do inferninho astral e que me permitam chegar aí no Brasil com todas as vossas encomendas (que de pouco em pouco, foram muitas) na próxima segunda, ao lado do meu querido domador e marido Bruno.

Até loguinho!

3 comentários:

rose borges disse...

O maior perigo de encontrar um black bear seria ele se apaixonar por tão adorável Panda ! Cá te espero com um mimo porrada mas com autógrafo bem docinho do nosso amigo.

Panda Lemon disse...

Ó, Wrouzie Blue, mal vejo a hora de encontrá-la e dar um abraço de urso em vc. Skype?

Talita disse...

Assistimos o Quebra Noses magistralmente orquestrado pela Sinfonica do Paraná, no Guairão com o excelente Balet Guaira...o Baço era Diretor do Guaira na época e gentilmente nos deus os convites.Como pode esquecer?! Fui eu, você, Tati e Cris.Você sempre foi estabanada sim, mas com uma memória prodigiosa desde pequetita, rsrs

bjs mamys