quinta-feira, 2 de junho de 2011

Carioca Dreaming Parte II: o Rio ao Avesso!

Eu e João Paulo na noite do Quem Sou Eu?

Aproveitando minha manhã de folga após uma entrevista com Clemente Nascimento dos Inocentes e da Plebe Rude aqui na terra da garoa, vou colocá-los a par de todas as aventuras por que passei e lugares por onde andei ainda lá no Rio de Janeiro.

Bye bye Copacabana, adeus, Princesinha do Mar!

Bom, após uma deliciosa estadia em Copacabana na casa dos meus queridos cicerones Cris, Rondeau, João, Bruninha e Picpoca, fui passar uns dias no Realengo, na zona oeste do Rio. Fui pra curtir meu primo Amós, que eu não via há mais de 5 anos. Lá eu tive a oportunidade de conhecer a filhinha dele, Maria Eduarda, e também a família da Marcela, linda mulher do Amós, com quem tomar uma cervejinha na varanda virou praxe nos dois dias em que por lá fiquei. O carinho com que fui recebida e tratada também por eles me deixou muito feliz! Sou grata por tudo e já estou com saudades!

Quem não saltar agora só no Realengo!

O Realengo fica numa zona mais afastada e pobre do Rio, então tive a oportunidade de conhecer mais de perto esse contraste entre zona sul e a periferia da cidade. Como meu primo me deixou com o carro, eu tinha que levá-lo e buscá-lo no trabalho. Ele trabalha como gerente de uma empresa de containers lá no Porto do Caju. O Caju é um bairro onde desfilam malandros, trabalhadores, estivadores, putas, trombadinhas, traficantes e policiais. Cercado por água de um lado, por cemitérios de outro, e com três favelas em volta, a região além de feder a peixe,  serve de desova pra cadáver e é barra pesada e assustadora para caralho. Mas em nenhum momento me vi em perigo ou mesmo me senti ameaçada. Com um pouco de sorte e com um santo forte, a Xanda chegou chegando também na zona pobre da cidade, que por ali não continua linda, e que turista nenhum conhece, mas que eu conferi de perto!

E a pesquisa?

Na quarta mesmo eu já tinha terminado todas as minhas entrevistas. Tirei quinta e sexta pra ir na Biblioteca Nacional e passei muita raiva. A Biblioteca Nacional tem o maior acervo de documentos históricos do Brasil, e por isso lá não se pode fazer nada além de pesquisar os documentos. Entra-se somente com lápis e caderno, nenhum exemplar, não importa a data, pode ser xerocado, fotografado, quanto menos locado pra consulta domiciliar. Celular não pode. Laptop, pode, mas só se for com autorização do gerente do setor, e se este não se encontrar no momento de sua pesquisa, não, não pode. Os equipamentos de leitura de microfilmes tiram a tinta dos filmes, de maneira que praticamente tudo que eu copiei, a mão, pra depois passar por computador, tem um parêntesis com a palavra [ilegível] dentro.

Cenas da Próxima Postagem

Na sexta, a minha prima Sabina - ou Biníssima, ou Binosa, como eu a chamo - foi com o maridão e o cunhado me buscar no Amós pra gente ir no show do Brasileirão. Pra quem não conhece, o Brasileirão é um oááátimo grupo vocal de Curitiba que se apresentou no Centro Cultural do Banco do Brasil, no centro da cidade, quase em frente à Igreja da Candelária (onde ocorreu, anos atrás, aquela chacina vergonhosa).

Como estava chovendo, pegamos um trânsito horroroso na Avenida Brasil, chegamos no teatro meia hora atrasados e fomos barrados na portaria! Não deu pra ver o show, mas depois que terminou entrei no camarim pra procurar a Cris e daí pra frente, mais aventuras rolaram... mas estas já são cenas da próxima postagem! Aguardem!

3 comentários:

Ivan disse...

Corrigindo:

Ah, louco: o eterno retorno da volta do sub-reptício comentarista fantasmagórico fantasmático..

Ivo e Fátima disse...

Pandinha linda

Cá estou de volta, mesmo que em segundo lugar duas vezes seguidas...

Que pena que não deu para assistir o show da Cris...

Agora, a questão do Rio pobre e desconhecido dos turistas! Isso existe em qualquer grande cidade do mundo. Lembro de uma vez indo para Los Angeles, e um vizinho de avião nos alertou para de maneira alguma irmos a locais que não fossem aqueles famosos frequentados por todo mundo - o risco era muito grande. Nessa mesma viagem nos arriscamos a ir num lugar meio ermo comprar um prato para o Bruno (já em San Francisco), e deu medo de circular por lá.

Ainda bem que a Panda chegou chegando e nada aconteceu.

Faltam 11 dias! Eba!

Beijos do Sogrão

talitazevedolemos@yahoo.com.br disse...

"Mancada", mesmo terem perdido o show!!!
Mas o importante é se alegraram depois e curtiram juntos o resto da noite!
Eu estou me alegrando desde já com a proximidade de nos vermos aí em Ctba e em Charlotte!
bjs