quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Segundo dia de lua de mel

Bom, não aguentei esperar... porque já estou ficando apavorada com a possibilidade de esquecer alguma coisa desta viagem que está sendo tão linda. Já que o Bruno continua roncando aqui do meu lado, vou descrever como foi nossa terça-feira.

Às sete e meia da matina o telefone tocou. Era nossa agente de viagens, dizendo que às nove eles viriam nos buscar para o city tour. Horário estranho, mas ela justificou dizendo que nós não atendemos o telefone na noite anterior, enquanto andávamos na tempeestade sob o mesmo guarda-chuva.

Nos arrumamos, tomamos o café mais gostoso do mundo - café de hotel é sempre um banquete - e um argentininho bonitinho, mas com os dentes levemente comprometidos, veio nos chamar para o nosso tour. Era um ônibus grande, quase cheio, de turistas brasileiros e de outras nacionalidades. Passamos pelos principais pontos da cidade, e a guia ia explicando primeiro em espanhol, depois em portunhol, depois em inglês, cada detalhe interessante do passeio.

Fomos na praça das nações, onde uma flor mecânica gigante abre de dia e fecha de noite, fomos na plaza del gobierno, onde está a casa rosada (você sabia que a casa rosada é rosada porque fora pintada com gordura e sangue animal para protegê-la da umidade e que continua sendo pintada de rosa por tradição?). Fomos no Caminito, en La Boca, lá onde fica o estádio do Boca Juniors. Passamos pelos belos bairros de Palermo e da Recoleta, zonas requintadas onde ficam as embaixadas, os museus, os monumentos principais da cidade. A idéia deste tour era mesmo de conhecer o que a cidade oferece, pra depois você escolher onde ir com mais calma. E olha... deu pra perceber que cinco dias é pouco.

Voltamos pro hotel e fomos almoçar em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. E lá eu saboreei a coisa mais deliciosa que já comi na minha vida: Lomo à Parisiense... era uma carne com molho branco e purê de batatas, simples, mas que sabor!

De tarde ... hmmm... não lembro o que fizemos de tarde! Fomos às compras? Sim, sim, Bruno acabou de confirmar que na terça saímos torrar nossos reales, nossos pesos, nossa plata. Gastamos sem nenhum pudor. Sobretudo de couro, paletós, blusas de lã... fomos de personal shopper, um guia que te busca no hotel, te carrega as sacolas, te induz a gastar seu dinheirinho sem o menor escrúpulo e depois de devolve no hotel, tudo com muita simpatia. O nosso guia era argentino, mas falava um português impecável, sem aquele sotaque irritante de argentino, mas com um sotaque igualmente irritante de carioca.

Perdoem! Mas para mim não há nada mais pedante do que sotaque carregado. Um certo afetamento. Hum.

Depois que chegamos no hotel, acho que minha ficha caiu. Notei que estava podre, cansada talvez desde muito tempo, com toda aquela ansiedade que precedeu o casório, a canseira da festa seguida da noite de núpcias, depois fazer malas, viajar, chegar, sair, passear. Caí na cama antes das oito e só acordei no dia seguinte.

Falar nisso, vou acordar o Bruno pra gente ir pra balada: vamos no cassino ver se estamos com sorte no jogo, e depois, se ganharmos algo, gastar tudo no La Diosa, uma boate em Palermo. Brinde da agência de viagens. Buenas noches mi queridos. Y hasta luego.

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