quinta-feira, 8 de março de 2012

Depois da Calmaria

De noite a Lua brincava
branca como papel
a Lua mais linda do mundo!
Brinco branco na orelha do céu

Num instante trincou o silêncio
qual voz terrível da Nuvem-Chumbo
estrondosa, estridente
em quatro clarões
(todos cheios de dentes)
bradou e cuspiu, babando de prazer:

- SAUDADES NO VENTO NÃO SOPRAM EM VÃO!

E lambendo o céu lascivamente, virou o tempo e levou a lua embora
sumiu pra sempre deixando só um resto de sorriso plúmbeo no breu.

2 comentários:

Ivan disse...

Sempre interessantes as inspirações poéticas de Alexandra...

Panda Lemon disse...

Muito grata... deveria me envergonhar de publicar os espasmos poéticos tendo como leitor poetas de verdade como vc!