domingo, 21 de agosto de 2011

Mea Culpa



Poxa, Panda. Como seu blog está abandonado de leitores, observou Bruno em tom de irônica constatação. Eu dei de ombros e disse como quem não me incomodava com a fatalidade da coisa: Normal. Um blog é sempre abandonado primeiro pelo blogueiro. E pam! A consciência pesou e logo me obriguei a sentar e escrever, nesse domingo de cigarras ensurdecedoras, que se despedem, desesperadas, de mais um verão. Fim de estação.

Sempre achei todo domingo muito poético e meio depressivo por natureza. Fim de fim semana, véspera de segunda-feira, dia de recomeçar a rotina de imutável labuta, de aula ou trabalho. Eu na verdade não posso reclamar. Não trabalho na segunda, então domingo ou segunda pra mim tanto faz. Só que hoje foi especialmente mais depressivo porque acordei com dorzinha chata, com tpm ingrata. Ficar assim justo agora? As aulas começam na terça pô!

Estou negociando com meu corpo, e sei que tudo vai dar certo. Ele ainda está revoltado do tratamento de choque que está recebendo: subitamente nicotina nunca mais. Cerveja, corta! Alface, pica. Cenoura. Fruta, arroz integral, selvagem, pratos coloridos. Mamis fica balanceando os alimentos e dando um outro ritmo pra nossa rotina. Como acho que todos os que nos visitaram já devem saber, mamis também enfrenta catarses, e tem momentos de rara epifania familiar. Apesar de discordarmos em muitas coisas, concordamos em outras várias, e se algo nos incomoda a gente começa a cantar e tudo se resolve, como mágica! 

Gosto de como mamis narra as suas histórias. E de como Bruno as escuta, acata, ou contesta. Até as palavras mais duras, cheias de ressentimento de culpa, fluem mais doces na sua voz. Gosto de quando ela diz uma coisa qualquer, sabendo decididamente que queria dizer outra. Gosto de como eu e o Bruno nos olhamos, enquanto ela se justifica, apresenta argumentos, tenta convencer, e no fim simplesmente se declara vencedora. Ela reclama que já perdeu muito, que agora ela só tem a ganhar. E realmente!

Gosto principalmente das nossas vãs filosofias matinais e divagações exaltadas no crepúsculo tardino de Charlotte. Sim, vivemos lindos dias em Charlotte! Oh my God! Será que isso não faz de nós tremendos charlottões? 

A Primeira Oração

Queridos leitores, perdoai por minha ausência. Perdoai porque pequei.
Confesso que apesar de não mais fumar e de beber menos, entreguei-me a outros vícios. Um vício de ler, refletir e aprender sempre, e outro, muito pior, de viver tuitando, que na verdade está se mostrando incompatível com o primeiro. Mamis diz que eu estou com aquela doença, Blackberry. Eu digo eu não tenho Blackberry, eu tenho Droid da Samsung. Mas também tenho composto músicas e tocado instrumentos e escrito páginas da minha dissertação, que na cabeça está tomando mais forma do que na tela, e que na prática ainda tem muito chão.
Assim, foi por isso que vos abandonei, caros leitores. 
E por isso sei que tivestes motivo para abandonar-me.
Porém, perdoai. 
Vigiai e orai.
Visitai e comentai.
É tudo que vos peço,
Em nome da Panda,
Amém.


6 comentários:

Talita disse...

E minha também... pois quase três meses aqui, mudei a rotina dos meus adoráveis anfitriões, sempre me mimando com passeios viagens maravilhosas, festas...por isso leitores amados, perdoai vossa escritora por deixar-vos na sequidão bloggistica!Voltai, peço-vos encarecidamente,sem a vossa apreciação a inspiraçao fenesce, rsrs

Sogrão, Sogronis, Pilar, e todos que faziam uma Panda feliz, retornem!

Mamis, preocupada e ja com saudade do tempo feliz que teve aqui com os filhotes queridos!

Que duro ter que voltar, quando a vontade é ficar...

xiii, isso dá refrão de música, rsrs

Ivan disse...

Interfiro aqui para declarar
que a ascese de Alexandra é exemplar:
ainda e mesmo que dolorosamente
a limpeza do corpo rende à mente;
e as orações, por mais que paródicas,
são mais do que graças episódicas.

Por fim, abordo as frementes questões
de serem (ou não) tremendos charlottões:

esta família brasileira em Charlotte
em verdade, em verdade eu vos digo,
é antes um CHARme daqui noutro LOTTE,
e expressar mais que isso não consigo.

Ivan, poetenticamente,
um Justen desta nossa gente
de Santana devoto impenitente.

Sogrão disse...

Pandinha linda

Deixaram-me todos sem palavras. Que poderia eu acrescentar?

Sogrão desinspirado :-(

Panda Lemon disse...

Mamis linda, aposto que depois que vc se for uma postagem muito poética e saudosa se insinuará. Pois sempre para mim o sofrimento e a saudade são fontes de inspiração. Obrigada por dividir a culpa comigo, mas nonono, a culpa é minha e somente minha pois antes de vc chegar, e antes mesmo de eu estar no Brasil, já tinha deixado de postar por causa de outras moléstias acadêmicas. Anfã, obrigada por tudo mãezinha, por me ter posto no mundo, por colaborar na campanha e por orar junto.

Mas nada será tão ou mais prazeiroso do que ler os versos ivanísticos nos comments deste meu humilde diário! Ivan Justen Santana, és mais que poeta, um gentlement. E ainda que muitos julguem exagero de linguagem, principalmente aquela parte do charme em outro lotte, amito caro Ivan, que invejo a sua arte! E desejo que futuras postagens vem ser motivo para outros motes.

Caro sogrão desinspirado, acho sim que estás fazendo corpo mole. Onde já se viu, meu fã inveterado, por tantas vezes perder a pole? Um beijos.

Panda Lemon disse...

oops! gafe!

*venham ser motivo...

essa de reeditar, reeditar e não reler, não reler.

Panda Lemon disse...

oops. afe! gafe de novo.

*um beijo

*muitos beijos

escolham vcs.