De que adianta ler tanto, quatrocentas páginas de pensamentos de quatrocentos anos, cem anos atrás, sem ter tempo de processá-las, de degustá-las, de digeri-las, de fazê-las enfim valerem para alguma coisa mais do que três páginas de análises frias, vagas, inconsistentes, muitas vezes?
Há enfim, que se dar um tempo para assentar as novas ideias, ou ao menos para jogar algumas fora, e reformular as que já tínhamos em mente. E principalmente, para botar algumas em prática. Fazê-las brotar no campo concreto da forma, banindo e abandonando este abominável abstracionalismo acadêmico. Testar, experimentar, fazer parte do mundo, esse playground de empiricismos a serem conquistados. Mas não há tempo! Nunca há tempo.
E de pensar que há tanta gente ociosa, que poderia estar desfrutando do pensar, construindo, criando boas ideias, e botando-as em prática. O que aconteceu? Que inversão mais doida foi essa, que fez o ser humano perder a curiosidade, sua tendência natural de adquirir conhecimento? Será por que ele já evoluiu a tal ponto que nada mais é novidade? Será que tudo já foi feito? Foram já compostas todas as possíveis canções? Será que a partir de agora, do apogeu alcançado, estaremos todo fadados à acompanhar a linha decadente dessa parábola que é a vida?
Quem esmagou nossos sonhos senão nós mesmos? Quem nos fez desacreditar nos mais belos ideais? Quem estreitou nossas almas, encaixotando-as em latas enferrujadas, senão nós mesmos, nossas máquinas, nossas instituições? Em que nos tornamos? Em seres desumanos, mesquinhos, medrosos, covardes, preguiçosos, preconceituosos, cruéis, atrofiados, e talvez na melhor das hipóteses, indiferentes.
As crianças, os pensadores, os artistas, os poetas e alguns loucos, são os poucos que ainda carregam em si a força propulsora do universo, a energia criativa e harmoniosa da fé e da esperança num mundo melhor, de paz, de alegria, de amor.
São os sonhadores que restam. Uma raça em extinção. Extinguidos pela massa anônima da ignorância, pela violenta invasão dos produtos de consumo de massa, da propaganda enganosa, do inutilitarismo emburrecedor das necessidades desnecessárias! Estudar pra quê? Vamos jogar futebol. Vamos nos canditatar para a presidência. Vamos fazer contrabando. Vamos vender armas. Vamos invadir terras. Vamos fumar um, vamos encher a cara. Vamos botar filhos no mundo. Vamos trabalhar duro e valorizar as recompensas, ainda que não existam, ou não compensem.
A expectativa de vida, mais que um número, deveria ser uma lista de infinitos desejos a serem realizados. Talvez se cada um se ocupasse em sonhar, e em acreditar e realizar suas metas por vias honestas, o mundo fosse mais harmonioso e então seria mais divertido, e menos estressante, viver.
Quem roubou nosso tempo de nós? Não fomos nós mesmos?
Numa tentativa de verificar a possibilidade de se ser feliz sonhando, acreditando nos sonhos, e os tornando realidade, darei a eles uma forma, primeira, de palavra escrita: farei aqui uma lista dos meus desejos.
Escolherei apenas cinco dos vários que tenho por medida prática de segurança. Seja pela viabilidade (nenhum deles pode ser impossível, como por exemplo, botar a mão no bolso e sempre tirar uma nota de 50... se bem que na cueca ou na meia, dizem que funciona...), seja pela prioridade, pois que alguns já estão em andamento, e seja, enfim, pela quantidade, afinal, serão apenas cinco simples desejos, passíveis de serem realizados em um intervalo de, digamos, dez anos. Ressalto porém que não é mister impor limites de tempo à felicidade, e tal período de dez anos é senão meramente ilustrativo, não fazendo parte das metas em si, às quais me proponho.
Se a mim for permitido viver para realizar meus sonhos, e se vocês que me lêem hoje, viverem para ler as futuras postagens, quem sabe com fotos de uma viagem a Machu Pichu, ou Londres, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália! Ou ainda com um vídeo meu, tocando um Bach bem razoável no piano, ou se forem incapazes de compreender o que está escrito numa postagem em outra língua (prometo não usar programas tradutores!) então haveremos de concluir que sim, sonhar vale a pena e não custa nada (força de expressão, pois custa sim, muito empenho e dedicação, também tempo e, é claro, dinheiro, porque nada nessa vida é de graça).
Eis, pois, a lista dos meus cinco desejos:
1- Criar uma boa tese de mestrado.
2- Ir para Machu Pichu.
3- Conhecer a Europa.
4- Ser poliglota.
5- Tocar piano.
Prometo atualizá-los, quando em vez, dos meus esforços - para assim demonstrar que, na busca dos meus ideais, estou menos propícia, ainda que jamais isenta, de cometer atrocidades ou quaisquer atitudes depreciadoras da vida. Quero provar que os sonhos são o primeiro passo para a conquista de realizações, e enfim, que as realizações pessoais, por mais árduas, ou "bobinhas" que sejam, trazem felicidade.
E para terminar, gostaria de desafiá-los a fazerem parte prática dessa minha pesquisa, postando aqui os seus desejos, e sazonalmente, um breve relatório de a quantas anda a empreitada. Então, vamos?
As crianças, os pensadores, os artistas, os poetas e alguns loucos, são os poucos que ainda carregam em si a força propulsora do universo, a energia criativa e harmoniosa da fé e da esperança num mundo melhor, de paz, de alegria, de amor.
São os sonhadores que restam. Uma raça em extinção. Extinguidos pela massa anônima da ignorância, pela violenta invasão dos produtos de consumo de massa, da propaganda enganosa, do inutilitarismo emburrecedor das necessidades desnecessárias! Estudar pra quê? Vamos jogar futebol. Vamos nos canditatar para a presidência. Vamos fazer contrabando. Vamos vender armas. Vamos invadir terras. Vamos fumar um, vamos encher a cara. Vamos botar filhos no mundo. Vamos trabalhar duro e valorizar as recompensas, ainda que não existam, ou não compensem.
A expectativa de vida, mais que um número, deveria ser uma lista de infinitos desejos a serem realizados. Talvez se cada um se ocupasse em sonhar, e em acreditar e realizar suas metas por vias honestas, o mundo fosse mais harmonioso e então seria mais divertido, e menos estressante, viver.
Quem roubou nosso tempo de nós? Não fomos nós mesmos?
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Numa tentativa de verificar a possibilidade de se ser feliz sonhando, acreditando nos sonhos, e os tornando realidade, darei a eles uma forma, primeira, de palavra escrita: farei aqui uma lista dos meus desejos.
Escolherei apenas cinco dos vários que tenho por medida prática de segurança. Seja pela viabilidade (nenhum deles pode ser impossível, como por exemplo, botar a mão no bolso e sempre tirar uma nota de 50... se bem que na cueca ou na meia, dizem que funciona...), seja pela prioridade, pois que alguns já estão em andamento, e seja, enfim, pela quantidade, afinal, serão apenas cinco simples desejos, passíveis de serem realizados em um intervalo de, digamos, dez anos. Ressalto porém que não é mister impor limites de tempo à felicidade, e tal período de dez anos é senão meramente ilustrativo, não fazendo parte das metas em si, às quais me proponho.
Se a mim for permitido viver para realizar meus sonhos, e se vocês que me lêem hoje, viverem para ler as futuras postagens, quem sabe com fotos de uma viagem a Machu Pichu, ou Londres, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália! Ou ainda com um vídeo meu, tocando um Bach bem razoável no piano, ou se forem incapazes de compreender o que está escrito numa postagem em outra língua (prometo não usar programas tradutores!) então haveremos de concluir que sim, sonhar vale a pena e não custa nada (força de expressão, pois custa sim, muito empenho e dedicação, também tempo e, é claro, dinheiro, porque nada nessa vida é de graça).
Eis, pois, a lista dos meus cinco desejos:
1- Criar uma boa tese de mestrado.
2- Ir para Machu Pichu.
3- Conhecer a Europa.
4- Ser poliglota.
5- Tocar piano.
Prometo atualizá-los, quando em vez, dos meus esforços - para assim demonstrar que, na busca dos meus ideais, estou menos propícia, ainda que jamais isenta, de cometer atrocidades ou quaisquer atitudes depreciadoras da vida. Quero provar que os sonhos são o primeiro passo para a conquista de realizações, e enfim, que as realizações pessoais, por mais árduas, ou "bobinhas" que sejam, trazem felicidade.
E para terminar, gostaria de desafiá-los a fazerem parte prática dessa minha pesquisa, postando aqui os seus desejos, e sazonalmente, um breve relatório de a quantas anda a empreitada. Então, vamos?








