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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Segunda, 14 de maio de 2012



Segunda era dia de acordar e botar o pé (manco) na estrada. San Diego amanheceu tranquila, meio cinza e silenciosa, nem parecia dia de semana. Depois de arrumarmos as tralhas, saímos tomar café da manhã numa padaria moderninha retrô. Minhas dores no pé se alastraram perniciosas pela perna e pelas costas e então fomos, eu e Bruno, fazer...

Uma Hora de Massagem Oriental



A massagem em San Diego foi uma experiência curiosa. Ao entrarmos naquela portinha, todo um mundo relaxante se revelou diante de nós. Uma garota sorridente nos recebeu. Sempre sorrindo, nos abriu outra porta, atrás da qual outro mundo, mais aconchegante e mais escuro, nos aguardava.

Era um vasto quarto comprido. Enfileiradas ao lado direito, umas vinte camas de massagem. Um buda gigante meditava à meia luz ao centro. A trilha sonora era um misto de Oriental World New Age Music. Duas ou três pessoas já estavam ali, sendo massageadas por massagistas dóceis e simpáticas que nos sorriram na penumbra, enquanto passávamos em direção às nossas macas.

Deitamos onde a mocinha primeira nos indicou para que nos deitássemos, e aguardamos. Logo dois orientais vieram sérios, muito sérios, em nossa direção. Eles vinham segurando um balde, e tinham mãos enormes e braços musculosos. Enquanto eu levantava a barra das calças, eu tentava explicar pro Samurai:  meu tornozelo estava torcido, olha ali, era pra tomar cuidado.

O Samurai me olhava como quem não entendia nada, me respondia algo inteligível em sua língua rosnada, e eu não fazia ideia se ele era Chinês, Japonês, Coreano, Vietnamita, eu e minhas ignorâncias étnicas e linguísticas. Eu pensava: por que diabos Samurais são tão sérios, e as Gueixas tão dóceis e sorridentes? E tive medo.

Depois de afundar meus pés no balde, Samurai sentou-se na outra extremidade na cama. Colocou os dois polegares bem onde começam minhas sobrancelhas e apertou tão forte que senti meu crânio tocar o cérebro. Ele apertou vários pontos da cabeça, e atrás da orelha, nas juntas do maxilar, no eixo do queixo, atrás do pescoço. Foi pressionando de tal forma e com destreza tal que comecei a enxergar estrelinhas e ondulações na parede. Depois, numa atitude totalmente oposta, fez um carinho nas minhas bochechas. Coçou meu ouvido. Fez cafuné. Cheguei a sonhar que estava pensando. Acho que dormi. Quando acordei ele estava alongando as minhas pernas, e torcendo meu pé torcido - urrei de dor. Depois foram só gemidos. Bruno não sabia se eram de prazer, ou muita dor.

Uma hora depois, o mundo exterior brilhava e já não estava mais tão cinza, seguimos felizes e massageados para o momento mais frustrante das viagens: dizer adeus. Nos despedimos de Amy e do Daylon, e da Pearl, e fomos.

Pear pensava: Ai, até que enfim! Saco cheio desses dois.



Rumo à L.A. 

Pegamos a Highway 5 rumo ao norte, e depois a Highway 1, que era mais na costa. De um lado, o mar. Do outro, deserto. Paisagem árida, vegetação seca, rasteira. Risco de incêndio: baixo naquele dia. Assim,  beirando o Pacífico chegamos em Laguna Beach, onde almoçamos peixe e camarões, com o som azul do mar ao fundo.



Comemos e logo seguimos viagem pois eu tinha que chegar a tempo para o primeiro compromisso: entrevista na Kill Radio, durante o programa Culture Remixed (os que me acompanham já devem ter lido as cenas das postagens anteriores).

Ilustração de um dos convidados de Julian Felix para o Culture Remixed na Kill Radio

Aqui acrescento somente que a experiência foi aterradora e gratificante. A killradio fica num lado meio obscuro da cidade. O prédio, antigão, cheirava a mofo. Entramos no hall abandonado e subimos as escadas. No segundo piso, um corredor povoado de portas. Uma clínica decadente de dentista, uma clínica de consultas espirituais, um escritório de alguma coisa clandestina, e na última porta, a rádio.


www.Killradio.org

Acho que para um primeiro programa de rádio em outra língua foi oááátimo, e considerando a correria das últimas semanas do semestre, então, foi lindo! Depois fomos jantar com o produtor do programa, Julian Felix. Saboreamos um curioso churrasco coreano, onde a carne é assada na sua frente, e picotada com tesoura!

Korean B.B.Q.

Depois voltamos pro nosso hotel, onde enfim Californicamos e dormimos profundamente.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sábado em San Diego

12 de Maio. Depois de uma noite estranhamente mal dormida e povoada de pesadelos nerds de fim de semestre - tipo: onde estão as provas dos meus alunos? Tirei um B na minha aula de U.S.-Mexico Borderlands! - acordei ofegante com as fungadas fortes de Pearl na minha orelha. Tomamos um café da manhã delicioso que Daylon e Amy nos prepararam.




Depois de todos satisfeitos e de banhos devidamente tomados, fomos ao San Diego Zoo, o maior zoológico da California e um programa imperdível para quem está visitando a cidade. Amy e eu parecíamos duas crianças felizes: olha a girafa! Olha o elefante! O coala! Os flamingos! O hipopótamo! O urso polar! O tigre! O canguru! Oh, come on, canguru, você não vai pular um pouquinho só pra eu ver? Eu perguntava enquanto o canguru não me dava a mínima e se espreguiçava ao sol. E o camelo, so sweet! Oun! Tudo era tão lindo! Mas eu ansiava mesmo pra chegar no Panda Trail, pra ver os meus parentes. Infelizmente, os pandas também estavam com soninho e dormiam profundamente à sombra dum bambuzal. De modo que só vimos suas costas! E aquele bumbumzão enorme, que me é tão familiar.

Depois de umas 4 horas no zoo, minha pata manca começou a incomodar e fomos pra casa. Descansamos um pouco e saímos desbravar as praias de San Diego. Passamos por várias neighborhoods uma mais linda que a outra, e cada quadra era um ooohhhh!, um encantamento maior. Escolhemos várias possíveis futuras casas e chegamos em Coronado Beach a tempo de ver o sol se por, enquanto molhávamos nossos pés no Pacífico.




Mais uma parada em casa para trocar de roupa e dar uma relaxada antes do jantar. Daylon já tinha feito as reservas no Tractor Room uma semana antes. Pois esse restaurante além de fancy é muito disputado, principalmente nos fins de semana, pela comida simplesmente impecável que servem. Cada um de nós pediu um prato diferente e realmente, era um melhor que o outro. O ambiente é sofisticado mas não muito formal, de modo que o resturante agrada tanto os mais granfinos como os mais descolados. Recomendo. Five and a half Giant Pandas (Giant Panda é meu futuro selo de qualidade, ok).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Haikonto Moderninho








Pra que tanto drama, se o que têm em comum são:

  • Dois amigos no facebook
  • Duas horas na mesma cama?

#NovosTiposDeStress 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

As categorias negativas do verbo


Há alguns verbos cujas categorias negativas são nulas: FALAR, FAZER e PENSAR, por exemplo.

Não falar é fazer do silêncio uma sentença: às vezes, diz mais do que falar.

Não fazer nada é uma atitude, que muitas vezes implica em consequências tão boas, ou tão desastrosas, quanto se a atitude fosse ter feito algo de fato.

Não pensar é impossível. Você pensa que não pensou, mas o pensamento sempre esteve lá. E foi, no máximo, ignorado.

O instinto é um pensamento em estado bruto. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tuit da Madrugada





Robin exclama: 


- "Santa sexta-feira, Batman!" 


E Batman rebate: 


- "Sexta-feira santa, seu idiota!" 


  


Para provar que blog, mini blog, fotolog, é tudo a merrma merrda.

domingo, 1 de abril de 2012

Para não dizer que não falei das dores

Foto: Wilton Junior


Compartilhei essa foto no facebook, e em menos de uma hora, ela foi misteriosamente eliminada de meu mural, junto com um tanto de likes e comments. Por sorte, tive a brilhante ideia de compartilhá-la também no Twitter, o que me forçou salvar uma cópia do arquivo no meu computador.  


Essa imagem é genial, porque mostra a Dilma como é todo brasileiro: cansado, frustrado, triste, apunhalado pelas costas, sentindo o peso do Brasil nos ombros, e ainda assim, caminhando e cantando e seguindo a canção...


[continuem]


somos todos iguais
braços dados ou não


[todo mundo]


nas escolas nas ruas campos construções


[...]