sábado, 14 de agosto de 2010

Aos fãs, com carinho!

Estamos estreiando uma oááátima e inédita linha de produtos Criaturescos! 


São camisetas, bonés e copos personalizados!

Cópulos escuros: mantém sua bebida na temperatura certa!


Acesse agora mesmo nossa Reverbnation Store!


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A volta triunfal do Ciclojam!



Desde o final do século passado (hehehe, ok, desde 1996) o produtor Cyro Ridal vem batalhando pra mostrar um pouco do que se produz musicalmente na cena independente de Curitiba. Primeiro na extinta e saudosa Estação Primeira e depois na Rádio Educativa, o Ciclojam deu tão certo que passou a ser veiculado também na telinha da TV Paraná Educativa. 

Não somente pela relevância cultural - uma vez que este é e foi o primeiro programa exclusivamente dedicado à cultura underground da nossa cidade - mas também pela originalidade do formato (músicas executadas ao vivo intercaladas com depoimentos dos músicos, tudo captado por 3 ou mais câmeras que exploravam ângulos meticulosamente inusitados!) o Ciclojam se tornou referência como espaço para divulgação da música independente curitibana. Isso até o mais lóki dos governadores, Roberto Requião - dentre outras medidas que vieram aniquilar os incentivos culturais de nosso estado - proibiu a execução do programa, alegando que música independente não era cultura!

Assim, Cyro Ridal tentou por outras políticas públicas (como a Lei Municipal de Incentivo à Cultura) botar novamente o programa pra rodar. Graças ao apoio da Lúmen FM e do Canal Futura, o programa já tinha casa nova. Além de reprises, foram ao ar gravações inéditas, que com o tempo também passaram a ser reprisadas. Enquanto isso, Curitiba e sua mania de band-boomer não parava de mandar novos sinais sonoros. Cyro, de ouvidos parabólicos e sempre antenados, resolveu arregaçar as mangas e, ainda que sem verba para locação de espaço, ilhas e equipamentos de filmagem, botou a mão na massa, arranjou  novos parceiros (eu e a Gramofone dentre eles!), deu um pé na bunda das burocracias e voltou a produzir, na cara e na coragem. 

O resultado você pode conferir toda quarta-feira, às 22h30 (com reprises aos sábados no mesmo horário), na Lumen TV/Canal Futura (16 UHF e 32 NET). A estreia da nova temporada do Ciclojam foi ontem, mas passa de novo no sábado, portanto, ainda há tempo pra acompanhar desde o início! 

As bandas da nova leva são Koti e os Penitentes, Charme Chulo, Giovani Caruso e o Escambau, Poléxia, Diedrich e os Marlenes, Anacrônica, Cassim & Barbária, Mordida e Cosmonave, esta última, a banda dos meus amados sobrinhos! Não perca... e quem quiser conferir um pouquinho do formato antigo, clique aqui pra ver a minha banda, há 5 anos atrás...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tá frio aí?



Então que tal uma sopinha quentinha pra te aquecer neste inverno? Hmmm... as delícias que minha amiga irmã e chef Ariana prepara são explosões de sabor! Recomendo sem moderação.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Caro cidadão curitibano!


Vamos fazer de Curitiba um exemplo de cidadania? Repasso aqui a mensagem. Eu já votei!

Dia 25/07/2010, foi colocado no ar o site www.votolivre.org. A iniciativa foi divulgada em várias mídias importantes como O Estado do Paraná, Gazeta do Povo, Portal RPC, Folha de Londrina, entre outros, mas muitos passam despercebido por desacreditarem no assunto.


A Voto Livre é uma associação sem fins lucrativos e sem vínculo político, que foi idealizada com o intuito de incentivar a democracia de forma DIRETA.

Nossa democracia é representativa, e a cada 2 anos votamos em pessoas que julgamos aptas a assumirem seus cargos para tomar a decisão por nós. É como se assinássemos uma procuração dando total autonomia para um político resolver assuntos referentes a nossa vida e cotidiano.

Esse sistema político atual é falho, e cada vez que abaixamos a cabeça para ele estamos nos anulando como cidadãos. Mas podemos mudar isso!

A internet nos veio como um presente e temos o dever de utilizá-la em favor da nossa humanidade comum.
Nesse primeiro instante, foi lançada no site da www.votolivre.org a Lei da Bicicleta, (Institui a bicicleta como modal de transporte regular em Curitiba ) a qual pode ser entendida com maiores detalhes no site, e devido a se tratar de uma proposta de lei municipal, somente eleitores curitibanos podem votar.

Já ouvi de muitas pessoas que não andam de bicicleta e não se interessam pela lei, mas não é esse o ponto. Chegamos no momento de pensar globalmente e agir localmente. Deixar de lado somente o que NOS interessa e passar a tomar decisões pensando no TODO, pois sem dúvida alguma isso terá reflexo positivo na nossa vida pessoal.

Votar na Lei da Bicicleta não significa apoiar somente a idéia da bicicleta, mas acima de tudo, apoiar a idéia da Voto Livre. É dizer em voz alta “Nós queremos ser ouvidos, nós temos esse direito!”. Tudo o que foi feito até agora, foi feito com muito carinho e esforço de pessoas que acreditaram na idéia. Foram ouvidos muitos profissionais de diferentes áreas de atuação e foi tudo muito bem estudado para garantir que essa seja uma ferramenta segura para o benefício da sociedade.

SOZINHOS NÃO SOMOS NADA E JUNTOS PODEMOS IR MUITO LONGE! Precisamos de 65.000 votos de eleitores curitibanos.

Se possível, divulgue esta informação para sua lista de e-mails!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Especialização em Fundamentos da Música na Educação

Meus caros amigos, músicos, maestros, artistas, educadores, repasso a mensagem de minha amada irmã:
 
 
A PUCPR, por intermédio do Curso de Licenciatura em Música, está com inscrições abertas para o curso de Pós-graduação em Fundamentos da Música na Educação! A especialização habilita para o ensino superior e médio e exige apenas uma Graduação completa, experiência e/ou habilidade musical comprovada.
Excelente para músicos que querem ingressar na carreira docente!

Você certamente conhece alguém que pode se interessar... por favor, ajude a divulgar!

O curso apresenta uma proposta  inovadora direcionada aos aspectos e métodos da educação musical contemporânea, tem em seu quadro de docentes experientes e gabaritados professores/músicos!

Os módulos serão semanais ou quinzenais, sempre aos sábados durante o dia.
 
Dêem uma olhadinha!
 
clique no link:
 
role a barra até a área da Educação e vc já encontra!!!
Fundamentos da Música na Educação
 
Antecipada e humildemente grata pela colaboração,
deixo abraços e sinceros votos de sucesso!
 
Professora Cristina Lemos
Diretora do Curso de Lincenciatura em Música da PUCPR

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Visite

www.myspace.com/crislemos
www.palcomp3.com.br/crislemos
www.clubecaiubi.ning.com/profile/crislemos
www.reverbnation.com/crislemos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Orkut, Paulo Coelho e Literatura


Quando eu não tenho mais nada pra fazer (modo de falar, porque quem tem casa sempre tem coisas), fico fuçando no orkut, bisbilhotando as fotos, os recados, a vida, enfim, dos outros. Eis que num desses momentos em que decidi que não tinha nada de mais útil pra fazer, fuçava no orkut de alguém. Vi então uma comunidade intitulada "Paulo Coelho não é Literatura" e resolvi olhar. 

São 12.115 membros e tópicos de discussão que desanimam qualquer um. Só pra ter uma ideia, em um deles alguém propõe "Paulo Coelho é um grande mago". E outro responde: "claro que é, ele transforma merda em dinheiro"!

Em outro tópico alguém pergunta: "o que é pior que Paulo Coelho?" E a lista de baboseiras é imensa,  tipo "ir pra praia e só pegar chuva", etc. Mas escritores mesmo, somente um -- entre mais de 300 feedbacks (tudo bem que eu só li as primeiras 50  respostas e olhe lá)-- foi citado. Com certeza não por falta de autores piores, que urra, só de livros  mal escritos de auto-ajuda mundo já está cheio! 

Eu já li um chamado "O código da inteligência" de um tal Augusto Kuri, se não me engano! Cara, só terminei a porra do livro porque tenho um sintoma de TOC que não me permite começar um livro e deixá-lo pela metade! Assim eu segui me torturando até as últimas páginas... mas terminei a leitura! E a frustração inevitável não pelo terrível teor do livro, mas comigo mesma, afinal eu me senti a última das últimas por ter acreditado que um livrinho chulé de 160 páginas me daria acesso ao "código da inteligência". Rárá. Coitada de mim!

Mas voltando ao orkut, à comunidade. Eu aposto que muita gente ali nunca leu Paulo Coelho e portanto não teria envergadura moral pra fazer parte de tal comunidade. Eu já li o Alquimista, Brida e Diário de Um Mago na adolescência (escondido da minha mãe e do pessoal da igreja, é claro) e na época lembro-me de que  pelo menos a primeira leitura foi muito prazeirosa. Ri, chorei, me diverti à bessa, e ia pra cama pensando na história, ávida por terminar o livro. Depois de ler o segundo, achei ruim. Tentei o terceiro, e também não gostei. Mas pelo menos eu li! E aprendi a gostar e desgostar de livros muito mais com Paulo Coelho do que com  aquela coleção "Para Gostar de Ler", que era obrigatória no colégio.

Convenhamos: um autor que instiga a leitura de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos não faz literatura? Um autor traduzido mundialmente e que vende milhões num país onde não se cultiva o hábito da leitura como o nosso, não faz literatura? Afinal, o que as pessoas que afirmam  que Paulo Coelho não é literatura entendem por literatura? O que é literatura? Só clássicos? Só o que é bom? E ser ou deixar de ser bom não é questão de gosto?

Eu acho que Paulo Coelho é literatura sim senhor. Daí a dizer que seja BOA literatura, que seja original, que seja ALTA literatura, já é outros quinhentos. E dizer que aqueles foram os melhores livros que já li, nem pensar. Realmente, eu nem lembro direito das histórias, e hoje pra mim aqueles três livros parecem ter sido um só. Os mesmos dilemas, as lutas, as recompensas, os aprendizados... auto ajuda maquiada, romanticizada em narrativa fantástica. Linguagem simples e leitura lenga-lenga sim, mas que embalou uma jovem aspirante a leitora na época. E que contribuiu para meu próprio hábito de leitura, me fazendo descobrir melhores autores e livros mais interessantes pra ler. Só por isso já valeu.

Enfim. Pior que ler Paulo Coelho é nunca ter lido nada. Pior que Paulo Coelho são essas comunidades que com poucas excessões aglomeram um monte de gente que cria preconceitos pra tudo, até pro que é e deixa de ser literatura. Bem. Eu sinceramente acredito que existem coisas melhores pra fazer quando não se tem nada mais pra fazer, do que ficar depreciando sem nenhuma propriedade a já escassa literatura que o Brasil exporta. Se existem 3 relações que estrangeiros fazem quando pensam em Brasil , essas são: samba=mulher pelada, futebol=Pelé ou Ronaldinho e literatura=Paulo Coelho.

Afinal, Paulo Coelho não somente é um grande mago que transforma merda em dinheiro, como também é um grande letrista, e escreveu muitas músicas boas com Rauzito. Aliás, uma das minhas músicas prediletas, "A maçã" é fruto desta parceria. Mas afe! Deixa eu ir que, de repente,  me deu vontade de ouvir esta canção e me lembrei que sim, eu tenho mais coisas pra fazer do que ficar defendendo o  pobre Paulo Coelho, que de pobre não tem nada, né minha gente... desculpem se não tinha nada melhor para postar. Mas quem não tem assunto, também sempre acha. No orkut, principalmente...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pianinho...

 
Bom, há dois meses comecei minhas aulas de piano, pois como vocês bem sabem um dos meus sonhos é  tocar este maravilhoso instrumento. Já aprendi a tocar Prelúdio em Mi Menor do Chopin e Pour Elise do Beethoven, além é claro daquelas musiquinhas bobas que todo iniciante aprende pra entender os valores das notas. 

Dizer que já aprendi, porém, não é dizer que já sei tocar assim maravilhosamente bem. Nah. Estou longe disso... minhas interpretações são bem intencionadas, porém, falta-me  ainda muita técnica para eu me habituar com algumas transições mais cabeludas. Pra piorar a situação, há duas semanas não tenho aulas pois minha vizinha e professora está ocupada com visitas de NY, então estou usando a internet como tutorial. Incrível como o Youtube tem mesmo tudo que a gente precisa. Uma bela ferramenta para se aprender qualquer instrumento!

(Abro aqui um parênteses para reforçar meu statement:  tirando as "video-aulas" de piano, também aprendi  algumas técnicas para pintar paredes usando ferramentas de borda, que comprei mas nunca tinha usado. Meu closet ficou profissionalmente pintado por uma amadora como yo, graças aos tutoriais no youtube!)

Mas voltando ao pianinho... quando tinha 7 ou 8 anos, eu e a minha irmã fazíamos aula de teclado. A gente tinha um Yamaha daqueles pequenos, cinco escalas simples, sem sensibilidade nas teclas. O professor viajava lá do Jardim Social pra Santa Felicidade, todo sábado, pra ensinar a gente. Acho que em menos de um mês ele se cansou (não sei se das viagens ou se das alunas) e disse que não poderia mais nos dar aula. Depois, meu tio veio pra Curitiba e levou o teclado, disse que ia comprar mas nunca pagou. Na verdade ele vendeu ou trocou por outra coisa. Só sei que nunca mais vimos o teclado. Ou o dinheiro!

Então, quando eu tinha uns 12 ou13, resolvi que queria voltar a estudar piano. Fiz acho que uns seis meses de aula e naquela ocasião eu sabia tocar o comecinho de Pour Elise, achava o máximo. A professora também. Eu terminava os livros que outros alunos demoravam o semestre inteiro pra concluir em apenas um mês. Fiz 6 livros e parei com as aulas (por falta de verba graças ao Plano Collor) quando aprendia Pour Elise. Mal sabia eu que a música tinha aquelas outras partes mais arrepiantes, afinal de contas, o caminhão do gás repetia só a primeira parte.

Abro aqui outro parênteses pra falar a verdade sobre Pour Elise: esta é, certamente, uma obra magnífica, mas que ficou tão batida e foi tão repetidamente assassinada por caixinhas de música, caminhões de gás e esperas telefônicas que muita gente acha "brega", e pensa que é gozação quando um grande pianista começa a executar a peça. Veja se não é o caso... esta jovem pianista, Valentina Lisitsa, não foi levada a sério no início de um concerto quando começou a tocar aquele intervalo de segunda menor, tão característico:



Maravilhoso, né? Lindo. Estou treinando com ela e em breve postarei meu próprio vídeo de "Für Elise" e do   Chopin. E quem sabe de quebra um Beatles que também comecei a tirar, mas que ainda está longe de ficar pronto. Porque pelo menos agora tocar piano e cantar é tarefa impossível. Mas tudo é questão de treino. E o importante é não desistir!

Mas depois disso...



 ...fica difícil não pensar em desistir!


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mais uma noite com Paul!

Foto de Jeff Siner, Charlotte Observer.

Ver o Paul pela segunda vez em menos de um ano é privilégio de poucos. Uma das vantagens de morar nos States. E oportunidades como estas devem ser sempre aproveitadas, no matter the price or the sacrifices you make. Ver um show do Paul sempre vale a pena!




Chegamos às seis da tarde na Time Warner Cable Arena, onde uma multidão já se aglomerava esperando pelo que seria mais um dos momentos mais felizes das nossas vidas. Na fila, calor de quase 40 graus e uma ansiedade gigantesca até a abertura dos portões. Foram mais ou menos 15 minutos até chegarmos nos nossos assentos, que ficavam na última fileira lá nas alturas do ginásio, do lado esquerdo do palco. Um lugar péssimo, nem os telões dava pra ver direito. Fiquei revoltada. A gente não comprou os inressos mais baratos justamente para evitar a possibilidade de ficar num lugar ruim. Palhaçada!

Pra começo de conversa, acho o fim da picada show de rock com lugar marcado. E com assento. Então, como bons brasileiros, a gente resolveu sair de lá e tentar umas falcatruas. Sentamos mais pra frente. Chegaram os donos dos assentos e tivemos que sair. Ficamos na entrada da nossa seção. Vieram os guardinhas e nos mandaram embora. Mas quando o show começou, toda a frustração e o mau-humor da revolta se esvanesceram. Subimos e ficamos lá nas alturas de novo, no fim da escadinha e de pé, pra poder dançar e curtir o show e, pelo menos, ver o telão.


Foto de Jeff Siner, para o jornal Charlotte Observer.

O show foi praticamente o mesmo que assistimos em Atlanta ao lado do sogrão e da sogrinis. Com excessão de Obladi-oblada, todas as músicas tocadas estavam no repertório que vimos, tão de perto, em agosto do ano passado. Agora, de longe, deu pra curtir o som! E é claro, sentir a mesma emoção, a mesma sensação de incredulidade. O simples fato de compartilhar o mesmo teto, de respirar o mesmo ar que Sir Paul McCartney, e de ouvir sua voz em mil alto falantes, já é fantástico! Deveria me envergonhar de reclamar com a barriga cheia...

Mas paguei o preço... uma mulher maluca quis arranjar briga comigo dizendo que eu derrubei o copo de vinho dela. Detalhe, eu não chutei nenhum copo, fui acusada de algo que não fiz. E a mulher gralhando na minha orelha certamente não precisava de mais vinho, se eu realmente chutei o copo, ela deveria mesmo era me agradecer, pois mais vinho ali seria desastroso. Enfim, ela estava quase me avançando, quando o Bruno interviu e a colocou no lugar dela. Mulher louca. Depois ela ainda nos jogou uma praga: Bad carma will come to you. E eu disse: Yep, it's true, you are my bad carma. E lá com meus botões, eu lembrava... aqui se faz, aqui se paga.

Mas nem isso conseguiu estragar o show. Duas horas e meia de rock na veia, intermeadas por saudosas baladas e histórias que eu já conhecia do outro show... homenagens a Harrison, Lennon e Hendrix... brincadeiras com o público e doses certas de empatia e profissionalismo. Perfeito. Do Hofner pra guitarra, da guitarra pro violão, do violão pro bandolim, do bandolim pro cavaquinho, e do cavaquinho pro piano, Sir Paul McCartney provou mais uma vez que talento e energia ele tem de sobra!

Bom, nada que eu disser aqui vai soar tão bem como o próprio show. Então, deixo vocês com um vídeo que editei a muito custo, pois selecionar entre uma hora e 40 minutos de músicas e transformá-las em 5 minutinhos de vídeo não é tarefa fácil! Mas fiz com muito carinho especialmente pra vocês, meus queridos leitores... enjoy!




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Breve Retrato

Cultura inútil também é cultura. Inútil. Mas é.

Gostaria de me retratar aqui, politicamente. Bom, pra começo de conversa, politicamente é uma palavra que, pra mim, já diz muito: política mente. Infelizmente, esta é uma grande verdade. Eu confesso que detesto, e não entendo nada de política. Mas mesmo assim me interesso, porque afinal de contas se a gente não se esperta os que podem tomam conta.

Acredito ser uma prática saudável debater e discutir política, porque as ideias são diferentes e ora se confrontam, ora se complementam, ora se compartilham. Debater e discutir política é, então, debater e discutir ideias.

Procuro estar atenta a tudo que gere ou que modifique idéias. Afinal, elas são quase tudo o que pensamos, todas as certezas que temos, as verdades que construímos pra nós e que "passamos" para os outros. Elas também são frutos de discursos, eventos e comportamentos adquiridos e internalizados ao longo de toda uma vida. São portanto fruto de uma história que é particularmente individual e que, ao mesmo tempo, também é coletiva.

Essa inevitável interação maluca e tão magnificamente óbvia do indivíduo com o mundo (e com tudo que nele há, incluindo política) ocorre incessantemente, a cada instante, quer a gente queira, quer não. Por isso é sempre bom estar em dia com nossas ideias, e debatê-las para sabermos se elas são boas ou ruins, úteis ou prejudiciais à sociedade. Sim, uma má ideia pode causar muitos danos. Não sei se já pesquisaram e se dados comprovam, mas acho que praticamente todas as calamidades do mundo são precedidas por ideias idiotas. Por ideias perigosas. Por ideias estúpidas ou enganosas. E, claro, por ideias que simplesmente não deram certo. Podemos ir ainda mais longe e afirmar que pelo menos metade das calamidades poderiam ser resolvidas se as pessoas tivessem mais o hábito de debater, discutir e principalmente, botar em prática algumas boas ideias.

Enfim. Há uma porção de ideias que enfiam na nossa cabeça diariamente e a gente nem faz ideia. Estamos tão emburrecidos, embrutecidos, desenxabidos, que não constatamos que muitas vezes, só o fato de querer mudar de ideia já teria sido uma ideia genial. Eu gosto da ideia de mudança. De novos ares. Daquela sensação de expectativa - e eu geralmente crio mais expectativas do que as outras pessoas, por isso sempre me frustro mais do que o normal. Mas deixa eu parar de dar voltas...

Peço-lhes aqui permissão para citar a Dilma e dizer que eu, "no chinelo da minha humildade", admito, após ponderar as minhas frustrações eleitorais, que deveria estar mais atenta ao meu próprio discurso, e não contradizê-lo, nem tampouco sofrer para sustentá-lo.

Quando eu disse anteriormente que "mudanças mais significantes na política são geradas somente através de mudanças radicais na estrutura, na base de nossa sociedade", eu estava com toda a razão. E digo mais, que o inverso também é verdadeiro: mudanças mais significantes na estrutura, na base de nossa sociedade são geradas somente através de mudanças radicais na política.

Daí, entretanto, a dizer que "nenhuma mudança muito substancial vai ocorrer em nossa sociedade, independente do candidato que estiver no poder" é uma grande mentira. Bulshit. Balela. Este pensamento é abominável e repugnante, e graças ao Ivan, que me abriu os olhos, agora me retrato. Por favor, desconsiderem aquela ideia, e perdoem porque Pandas também erram.

Mas lembrem-se da primeira parte e escolham o candidato ou candidata que mais reflete a verdade daquelas frases. Acredito que assim, meus caros tripulantes deste barco furado, vocês estarão votando na pessoa certa!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu vi, você veja, a gente vimos e vamos lá...




Há oito anos atrás, eleger um presidente "desclassificado" (no sentindo elitista mesmo da palavra), tudo bem... era novidade. Era um grito de resistência, de protesto... era o povo querendo mudar o país de direção. E mudou? Sim, mudou. Pra melhor e pra pior, depende do ponto de vista de quem vê. Com o aumento do salário mínimo e com programas como o bolsa-família, o pobre ficou alguns merréis menos pobre. Os ricos, como sempre, mais ricos e a classe média, pagando pelos dois, empobreceu.

Quatro anos mais tarde, reeleger um presidente que se gabava da própria ignorância já era demais pro meu gosto. Depois de tantos escândalos e de tanta corrupção escancarada, com o Lulinha paz e amor alegando não saber de nada, a reeleição me soou indigesta. Ainda assim, o rabudo do Lula se deu muito bem e trouxe muitas boas coisas pra propagandear seus dois mandatos. Só o fato de que nosso país será sede da próxima Copa e das Olimpíadas de 2016 já é grande coisa. Sem falar na descoberta dos imensos poços de petróleo na costa do Rio de Janeiro, o que nos bota entre os cinco países auto-suficientes na produção e refinamento deste combustível. Mais sorte que juízo.

Sem dúvida o Brasil é hoje uma das maiores economias do mundo. Porém, se compararmos com outros países emergentes (China e Índia), a nossa economia foi a que menos cresceu e a que menos investiu em infra-esturtura, educação e na indústria. Portanto, o Lula pode ser carismático e sortudo, mas deixou muito a desejar. Em oito anos, poderia ter viajado menos e ter feito mais.

Agora, para suceder o seu mandato, Lula apoia esta canditata sem nenhum carisma, nenhuma classe, e sem nenhum discurso - pois mesmo em parco português, Lula tinha o seu. É minha gente... tem que rir pra não chorar. As eleições estão aí e as pesquisas assustam. Se quisermos mudar o quadro, certamente não é na Dilma que temos que votar. Se quisermos ficar na mesma lenga-lenga, se contentando com pouco - coisa que o brasileiro tira de letra - então deixemos estar o PT... o único partido dos trabalhadores que não gostam de trabalho. Que torra dinheiro público - o seu dinheiro, o dinheiro de todo cidadão trabalhador de verdade, que paga imposto - em viagens, festas, plásticas e propaganda enganosa.

Não quero parecer ingênua. Sei bem que os jargões que dizem que "o poder corrompe", e "ele rouba mas faz" são o que prevalecem, desde os primórdios, em nossa política. Não sejamos tolos, nenhuma mudança muito substancial vai ocorrer em nossa sociedade, independente do candidato que estiver no poder. Afinal, mudanças mais significantes na política são geradas somente através de mudanças radicais na estrutura, na base de nossa sociedade, e vice versa. Não é fácil, mas também não é impossível! Nada que não mude com o passar de algumas boas gerações...

Mas enfim... se política e religião não se discutem, melhor eu ficar por aqui... não sem antes dizer com todas as letras que eu já tenho um discurso: Dilma Rousseff, não!