sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Viva Las Vegas!


Esta postagem é um oferecimento Xandy & Brunior Produções. Agradecimentos: Sogrão pelas fotografias. Fatiminha pela cessão de seus relatórios de viagem. Mas sogrão, o crédito pelo título da postagem eu devo ao Bruno, que vira e mexe canta do jeitinho que é só dele: Vivaaa Las Vegaaas...


Aos 15 dias de agosto embarcávamos eu, Bruno, Sogrão e Fatiminha, para mais uma grande aventura após o show do Paul no sábado 14, em Atlanta. Destino: Las Vegas. Seis horas de vôo. E pelo menos duas delas sobrevoando os desertos e cannions do Arizona e de Nevada.

Arriving in Las Vegas, entramos no saguão do aeroporto e já demos de cara com um monte de slots, ou caça-níqueis. Bruno e eu pegamos nossa mala e saímos fumar um cigarro lá fora, não eram seis horas da tarde e devia estar uns 40 graus. Enquanto isso Sogrão e Fatiminha esperavam pacientemente pela mala, que só seria entregue no dia seguinte no hotel onde ficamos, o Mirage.

O nosso hotel visto do Stratosphere

Fora o imprevisto da mala, que hopefully iria chegar ainda naquela noite de domingo, tudo estava muito lindo. Pegamos um táxi para o hotel e, enquanto o Bruno e o Ivo faziam o check-in, eu e Fátima admirávamos a decoração, as muitas pessoas indo e vindo, as duas meninas andando de biquíni e salto alto... Do saguão do hotel para a entrada dos quartos tínhamos que passar pelo cassino: uma infinidade de caça-níqueis, garçonetes, gamblers, dealers, mesas de poker e de 21, restaurantes, bares, lanchonetes, pubs, tudo dentro do próprio Mirage!

Deixamos nossos pertences no quarto e fomos dar uma voltinha no Ceasar's Palace, um outro hotel que, como a maioria deles em Las Vegas, inclui cassino, lojas, praças de alimentação, galerias de arte, auditórios de shows e teatros. Jantamos no Planet Hollywood e voltamos para o nosso hotel a tempo de assistir a uma erupção vulcânica no Volcano Mirage. Um show de luzes e águas sonorizado com tambores num chafariz disfarçado de vulcão, bem meia boca na verdade. Tão meia boca que falhou na primeira tentativa. A gente pensou, tá é só isso? Daí a música parou e começou de novo. Ah, bom, agora sim. Daí na segunda vez deu certo, mas mesmo assim, quando acabou, a gente pensou: tá, é só isso? E era. Tão trivial que o vulcão entra em erupção de uma em uma hora, todos os dias, sempre das sete da noite até meia noite! Subimos e fomos pra caminha, e pasmem, sem apostar na sorte.

Na segunda de manhã acordamos e o Ivo já estava no computador trabalhando, então eu, Bruno e Fátima saimos tomar café no Mc'Donalds. Aqui nos States, até as onze da manhã o Mc'Donalds só serve café da manhã, e não o cardápio comum que conhecemos. Tá certo que o café é bem americano, tem omelete, biscuit com sausage, burritos de queijo, presunto e ovo e outras bizarrices deliciosas que saboreamos com prazer.

Voltamos resgatar o Ivo e enquanto o Bruno subiu para chamá-lo, eu e a Fátima resolvemos apostar 1 dólar cada uma nas maquininhas. Ganhei logo de cara 18 dólares! Claro que nas outras jogadas perdi tudo. Ivo e Bruno chegaram e seguimos para o Stratosphere, uma torre de centos e tantos andares, em cujo topo há um observatório, 360º de overview de Las Vegas, além de ter 3 brinquedos radicais. Um deles você fica num carrinho de montanha russa, cujo trilho não deve ter mais do que 10 metros, que desce do terraço numa inclinação de uns 45 graus pra fora do prédio, ou seja, parece que vai cair lá de cima. Se alguém de nós foi? Não. Muito caro. Mas nem se fosse de graça! Os outros brinquedos eram um elevador (bem no topo) e outro que ficava rodando, pra fora do prédio também. Não, não fomos em nenhum, achamos inclusive que o elevador era o menos estúpido de todos. Onde já se viu ficar se aventurando nesses wild rides a 350 metros de altura? Benza Deus. Se fosse há 15 anos atrás, eu provavelmente iria em todos. Eu não tinha medo de nada naquela época!



Voltamos para o hotel e o Ivo tinha mais coisas do trabalho para resolver, então eu, Bruno e Fatiminha fomos na piscina. Lá encontramos com uma família muito simpática de Curitiba. Era um casal e 3 filhos. O mais velho era ninguém menos que o campeão brasileiro de Poker. Mas como ele ainda não tinha 21, não podia jogar em Las Vegas e estava muito frustrado. Infelizmente só conversamos muito brevemente, pois tínhamos que tomar banho para tchanananãããm... ver o LOVE!


O Love na verdade foi o motivo principal da nossa ida a Las Vegas. Fora o sonho de conhecer a cidade, claro. Mas principalmente depois de assistir ao espetáculo, fica ainda mais claro que só ver o Love já é um motivo mais do que justificável para ir pra lá. Não existem palavras - nem fotografia, infelizmente - pra explicar o quão maravilhoso é este show. Boa parte da trilha sonora, quem já ouviu o CD conhece, mas no show são inseridos diálogos e também outras músicas. É inacreditável. Muito emocionante, eu não vi uma pessoa que não saiu de lá, senão com a cara inchada, com os olhos vermelhos de chorar. É fora de série. Inexplicável, muito muito muito muito maravilhoso. Todos deveriam ter uma oportunidade de assistir. Principalmente quem é fã dos Beatles.


Um dos motivos, aliás, pelo qual chorei e chorei bastante, é que eu queria que tanta gente também pudesse estar ali sentindo e vendo a mesma coisa que a gente... deu uma saudade dos sobrinhos, dos irmãos, da mami, dos amigos... ai, ai!

Bom, por enquanto é só. Ainda falta narrar as aventuras no deserto: Hoover Dam, Grand Cannion, Sky Walk, e nossa última noite em Vegas, com direito a um show de ilusionismo do mágico e comediante Lance Burton. Mas estes episódios serão narrados em uma próxima postagem. Até lá!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alou além!

Antes de mais nada, tá tudo bem, eu estou viva, bem viva, vivinha da silva! Apenas sem tempo pra piscar devido ao "amount" de coisas pra fazer e botar em dia!

Hoje dei a minha quarta aula - na verdade foram 8, duas por dia - e a coisa até que tá indo bem, meus aluninhos já sabem se apresentar, dar bom dia, boa tarde, boa noite, e até dizer e aí, beleza?, porque acho um absurdo esses livros não ensinarem o jeito mais usado de se cumprimentar uma pessoa - então eu aproveito para inserir esses "gaps" culturais que o material não apresenta. Também sabem perguntar e dizer as horas, as datas, o endereço, essas coisinhas preliminares. Tem sido bem divertido, sabe?

Fora isso estou fazendo uma matéria mucho loca chamada Cinema Cubano - neste semestre estou apenas estudando matérias pedagógicas para ensino de ensino superior e esta outra de cinema. Já estou metendo meu narizinho durante as aulas e participando mais, ainda que no meu poor English (mas em duas semanas de universidade ele já melhorou consideravelmente).

O Bruno tá meio solitário porque agora ele chega em casa e eu não estou - a maioria das aulas é de tarde e de noite. Daí ele comprou uma bicicleta pra eu poder ficar com o carro. Depois comprou uma TV de várias polegadas e um home theater. E agora ele está in love com seus novos brinquedinhos, quase não sente minha falta. Hehehe. Claro que isso não é verdade.

Mas meus queridos adoráveis e muito amados leitores, creio que a verdade seja essa: daqui pra frente a atualização deste blog será mais esparsa. Dá muito trabalho ser dona de casa (ainda mais quando se trata de uma baita casa), fazer mestrado, dar aula e ainda por cima atualizar um diário diariamente. Por isso peço a compreensão de vocês com a garantia de que sempre - ao menos uma vez por semana - prezarei por manter este espaço e este canal de comunicação com vocês, que tanto me deram suporte quando eu aqui não tinha muito a fazer.

Outra coisa é que infelizmente não vou poder acompanhar tanto os blogs prediletos que eu - antes de começar a correria - visitava com tanta frequência... muitas vezes mais de uma vez por dia, só pra ver se tinham respondido ao meu comentário.

Finalmente, o bom dessa loucura toda (afinal a gente sempre tem que dar um motivo pra keep on going), é que eu não tenho muito tempo pra ficar pensando na saudosa malóca... mas não se enganem, estou muito longe de não sentir saudades. Ela só não é algo mais tão impertinente, tão constante, tão angustiante e tristonha, nem deprê. Agora é só uma saudade que, oxalá Deus queira, logo logo vai dar pra amenizar.

Aos amados, amo vocês! Aos desconhecidos, leiam os antigos posts e voltem sempre. A todos, até breve!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

São tantas emoções!!

Ufa! Que semaninha corrida esta. Não deu tempo pra nada, foi chegar de viagem e cair na puxada rotina de mestranda e professora!

Chegamos de viagem na sexta passada, há exatamente uma semana e, além de cursos, eventos de boas vindas, testes de proficiência na língua para poder dar aula, as aulas começaram e com elas páginas e mais páginas de textos para ler, livros pra comprar, apresentações pra preparar além é claro de ter de preparar as aulas que eu dei...

Dou aula para duas turmas todas as terças e quintas; uma delas tem 30 alunos, a outra, 24. Não sabia que tinha tanto gringo querendo falar português por aqui! Mas eles são muito apaixonados pelo Brasil e estão fazendo essa aula para tentar uma bolsa de intercâmbio.

Eu como professora até que levo jeito. Meu "chefe" aqui acabou de me escrever dizendo que estava bem feliz comigo, pois um dos alunos dele que também faz aula comigo me elogiou bastante e está adorando as aulas.

Uhu! Professora Zagonel mandando bem, mas ainda insegura e meio barata tonta, muito nervosa mas também disfarçando bem pra não transparecer pros meus alunos, que variam de 18 a 60 anos de idade. Uns falam espanhol e misturam tudo! Outros nunca tiveram contato e não têm a mínima noção de nada. Mas esta diversidade é apenas um dos desafios... outro é lidar com os equipamentos das salas de aula, que além do quadro negro (que na verdade não é negro, mas branco) tem telão pra usar o computador, um retropojetor chamado doc-cam, tudo que você tem que controlar com uns mil botõezinhos naquele "púlpito", mas ontem eu já me virei melhor.

E como estudante, estou fazendo 3 matérias, das quais 2 delas estou gostando muito, a outra sou a única estrangeira e tenho vergonha de falar alguma coisa e falar errado... afe!!! Mas logo passa... essa foi apenas a primeira semana e logo eu me acostumo com este novo sistema de ensino, tão diferente do Brasil!

Mas que dá vontade às vezes de chamar "eu quero a minha mãe", isso dá!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Paul Mc'Cartney em Atlanta


15 de agosto de 2009. Acordamos depois de uma noite bem dormida e fomos tomar aquele café reforçado americano. Omelete, torrada, cereal, iogurte, frutas, wafle, pankakes - comemos muito, primeiro porque nos empolgamos com aquelas maravilhas ali dispostas na maior abundância e, segundo porque sabíamos, inconscientemente, que aquilo ali seria a nossa refeição do dia até uma hora da manhã do dia seguinte.

Chegamos no Piedmont Park ao meio dia - eu e o Bruno descemos para ir pra fila e o Ivo e a Fátima ficaram com o carro para passear pela cidade. Eles foram ao museu de arte moderna e num shopping comprar o tênis do sogrão e almoçar. Eu e o Bruno ficamos torrando no sol e sobrevivemos daquelas aguinhas coloridas vitaminadas que passavam entregando pros que estavam sendo castigados pelo calor na fila. Foram 4 horas de revezamento entre sol e sombra até abrirem os portões e a gente sair correndo pra tentar pegar um lugar mais perto possível. Graças à minha insistência para avançarmos mais e mais e mais, conseguimos ficar a uns metros do palco. Ali foi outra espera angustiante. O show do Paul seria somente às nove da noite. Lá pelas cinco e meia conseguimos nos encontrar com Ivo e Fátima. Às sete entrou uma banda irlandesa muito falcatrua e brega bragarai, aí o nosso humor - que já estava seriamente abalado pelo sol, pela fome e pela vontade de fazer xixi - foi por água abaixo.

A fila tinha lá seus atrativos!

O Bruno me olhava como quem dizia: se você não fosse minha mulher e eu não te amasse muito, provavelmente eu te mataria por ter me convencido desta ideia estúpida de ficar na fila desde o meio dia. E eu absorvendo seu olhar penetrante, dizia: Daqui a pouco o Paul chega e renova nossas energias!

Chegou a hora em que não aguentei mais de fome nem de vontade de ir no banheiro e me aventurei a sair do nosso lugar. A ida foi tranquila, não tinha fila pro banheiro, facilmente achei uma barraquinha com aquelas iced lemonades deliciosas, comprei uma pra cada um, uma água, uma coca, coloquei tudo dentro de uma caixa de papelão e encarei a aventura de voltar. O parque já estava quase lotado e ninguém queria me deixar passar para a frente. Mesmo assim, entre cotoveladas, xingões e pisões de pé, consegui achar nosso "spot" sã e salva, um pouco trêmula de fome, de cansaço, de nervoso. Mas cheguei. E o sorvetão foi uma injeção de ânimo. Depois dele todo mundo voltou a sorrir!

E o sol foi baixando, a noite caindo, o meu coração palpitando até que as luzes do Palco se apagaram, e um foco só se acendeu. No telão, ninguém mais que o Paul chegando no palco. No palco, ninguém mais que o Paul dando tchauzinho pra galera. "Hello, Georgia!" Eu não acreditei. Meu queixo caiu. Não gritei, não bati palma, não tirei os olhos dele. E foi com Drive My Car seguida de Jet que ele abriu o show. Daí sim ninguém conseguiu ficar quieto, pulamos, cantamos, gritamos, assobiamos...



Depois de anunciar que aquela noite era o quadragésimo aniversário do Woodstock ele tocou Flaming Pie. As músicas de sua carreira solo não animavam tanto o povo quanto às dos Beatles, é claro, mas ainda assim, ouviam-se muitas vozes acompanhando todas as canções. Do último disco ele tocou umas 3 canções, e nenhuma do anterior - o Chaos and Creation, o que de certa forma me deixou um pouquinho na vontade.

Quando ele foi pro piano e tocou The Long and Winding Road eu não pude conter as lágrimas. Chorei de soluçar, tamanha emoção. No telão, fotos dos Beatles ajudavam a dar aquele clima de "where have all the good times gone". Todo mundo cantando junto, e o coro era afinadíssimo, composto de cerca de 50 mil pessoas entre vovós, coroas, jovens e crianças. (xiii, será que eu , com 30, me incluo nas coroas ou na ala jovem?)



Foram mais de duas horas ininterruptas de muito rock'n'roll e nem os 20 minutos de chuva torrencial esfriaram o ânimo da multidão. Pelo contrário, foi uma bênção derramada dos céus, um banho muito bem vindo depois de todo aquele suadô da espera. Black Bird foi entoada por todos embaixo de muita chuva, após ele ter dado uma breve contextualização histórica da música, composta após tomar conhecimento da forte discriminação racial nos EUA na década de 60.

O show contou ainda com três momentos especiais: uma homenagem a Jimmy Hendrix , uma ao George Harrison (Something tocada no cavaquinho!) e outra ao John Lennon, na qual a multidão, com as mãos para cima e os dedos em V cantavam: "All we are saying is give peace a chance".

A penúltima música, Live and Let Die (antes de Hey Jude só ao piano), teve efeitos especiais de explosões, chamas e fogos de artifícios. E para uma platéia animada, um bis de três músicas (Day Tripper, Lady Madonna e I saw her standing there) não bastou, ele teve que voltar para um grand finale. Uma sequência de mais 5 canções, que incluiu Yesterday, Helter Skelter e o medley de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, seguido por "oh yeah, all right, are you gonna be in my dreams tonight", depois "and in the end... the love you get... is equal to the love you give... aaahhhhh!" pra fechar o show com chave de ouro.



Resultado: quase 3 horas de show, e sogrão e Fatiminha não acreditaram que ainda tinham fôlego pra encarar tal maratona. Pularam e dançaram tanto quanto qualquer jovenzinho ali presente. Aceitaram com naturalidade e simpatia os nossos vizinhos que puxavam um fuminho e ficaram tão extasiados e agradecidos por termos os convencido a irem no show que deu até um orgulho na gente.


Simplesmente, o melhor show das nossas vidas. Sir Paul é um popstar, e certamente sabe que todos os receios que tinha quando compôs "When I'm 64" (will you still feed me, will you still need me when I'm 64?) não se justificam. Com 67 anos ele ainda arranca gritinhos histéricos das cocotas e sabe que sim, hell yes mil vezes sim, a gente ainda precisa dele!

Para acessar o setlist do show, clique aqui. Assim que eu editar os filminhos, vou postá-los aqui. Por enquanto pode se deliciar com este que achei no youtube.


domingo, 23 de agosto de 2009

Sogrão e Fatiminha - a chegada

14 de agosto de 2009. Saímos de Charlotte às seis da matina para buscarmos o Ivo e a Fátima no aeroporto de Atlanta às 10:35. Foram exatamente 4 horas de estrada pela Interstate 85. Nem preciso dizer que o encontro foi emocionante!


Também pudera... Fatiminha e sogrão não viam o primogênito havia exatamente 6 meses e 15 dias! Depois de abraços, fofocas em dia, expectativas quanto aos nossos planos para a viagem, fomos para o centro de Atlanta.



Passeamos um pouco no Centenial Olimpic Park (que mais parece uma praça do que um parque mas tudo bem), mandamos um Subway e tocamos pro Georgia Aquarium, o maior aquário do mundo. Fantástico!



Incrível mesmo, tem aquário para tudo quanto é lado, na parede, no chão, no teto - estes davam-nos a impressão de que os peixes estavam flutuando! Enfim, tinha aquário de todos os tamanhos exibindo animais aquáticos de todas as espécies: baleia, tubarão, dragão do mar, jacaré, morsa, piranha, arraia, siri, caranguejo, estrela do mar, anêmonas felpudas e grudentas, água-vivas, enguias...


Ao todo são 5 galerias, cada qual mais impressionante do que a outra. Era tão lindo, tão mágico, tão, tão, tão sem palavras para explicar, que às vezes eu até perdia o fôlego, pois a impressão que dava era que eu estava mesmo em baixo d'água. Liiindooo. Valeu cada centavo dos 27 dólares investidos.


Logo em frente ao aquário tem o Mundo da Coca-Cola, pois Atlanta é a cidade onde o néctar dos deuses, o líquido negro do capitalismo, o refrigerante mais tomado no planeta - foi inventado. Esse programa foi meio sem-graça - acho que depois do aquário, nada teria muita graça naquele dia, a gente já estava podre, e além do mais fora os refrigerantes de todas as partes do mundo para você experimentar à vontade, as outras atrações não eram lá grande coisa.


É... Teve um filminho 4-D cujo plot principal consistia na busca da fórmula secreta da coca-cola que também foi engraçadinho, a cadeira mexia, espirrava água, saía arzinho, então você tomava uns sustos e dava umas risadas, mas ainda assim nada demais.


Finalmente seguimos para nosso hotel em Stone Mountain - uma cidade na região metropolitana de Atlanta que tem este nome por abrigar a maior montanha de granito do mundo. O hotel fica dentro de um parque, que além da montanha tem trilhas, trenzinho, campo de golfe, lagos, museu e muitas outras atrações legais. Mas como estávamos podres e já estava anoitecendo, só demos um mergulho na piscina antes de jantar e depois fomos dar uma volta até o pé da montanha. Assim que voltamos pro nosso quarto, desmaiamos sonhando com o dia seguinte, que seria o grande dia: show do Paul no Piedmont Park!

Welcome Again!

Supers Panda, Sogrão e Sogrinha tomando mini-sorvetes no Georgia Aquarium

Pois bem, meus queridos leitores! Cá estou de volta para um breve esclarecimento de por que estou há tanto tempo sem atualizar o blog. Primeiramente, como alguns de vocês já sabem, durante nossa viagem para Atlanta e depois para Las Vegas não tive acesso gratuito à internet. Assim sendo e tendo tantos outros programas para fazer, não tive tempo nem disposição para me dedicar a um relato fidedigno destes eufóricos e maravilhosos dias que passamos junto com Sogrão e Sogrinha.

Outro motivo é o incício das aulas, que começam amanhã! Tive que atenter a workshops e eventos de boas vindas durante toda sexta-feira e até o meio dia de sábado. Por isso estava prevendo uma atualizacão do Diário somente para a segunda-feira, já que pensei que iríamos passear no domingo - aproveitando o último dia de férias. Mas não temos mais fôlego! Diversão também cansa muito depois dos 30, sô.

Então preparem seus corações para as cenas das próximas postagens... elas foram elaboradas especialmente para dividir com vocês, caros leitores, todas as emoções das últimas aventuras zagonélicas. Enjoy!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Atenção Leitores

Este blog está temporariamente fora do ar para nos recuperarmos do melhor show de nossas vidas com merecidas férias em Las Vegas. Hoje a noite tem Love. Uhuuu. Bjos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Caso do Quebra-Cabeça


Mais uma postagem dedicada ao Daniel, mas desta vez sem muitos agradecimentos, uma vez que ele fez questão de comprar um quebra-cabeças de mil e quinhentas peças, mas abandonou o serviço logo no começo. Porém, ele ajudou a montar a borda e um pouquinho do céu situado no canto esquerdo superior do quadro, antes mesmo de chegar nos montes, portanto, foi só um pouquinho de céu mesmo.

Como tudo tem seu lado bom, terminar o trabalho sozinha serviu para matar o tempo e a saudade dele e da vó, pois durante a estadia deles aqui montar quebra-cabeças foi uma atividade recorrente. Tanto que o Daniel se empolgou e ficou achando que após montarmos um de 750 e outro de mil peças, um de 1500 seria fichinha.

O legal de montar quebra-cabeças é que você se sente, de uma certa forma, um pouco Deus na criação. No incício era o caos. Aos poucos, você vai dando forma ao todo, monta o limite das outras formas. Daí você separa o que é céu, o que é água, o que é terra, o que são flores... e óbvio, nem tudo são flores. Você precisa de um dia de descanso. E quando menos percebe, tudo faz sentido, as peças se encaixam e pronto!

Aprendi a gostar de quebra-cabeças com minha querida amiga Mara Fontoura, e toda vez que me proponho a montar algum, inevitavelmente lembro-me das noites em que nos reuníamos, a fim de montarmos aqueles puzzles gigantes, de 5 mil peças! Entre algumas cervejas e muita risada, a diversão era garantida! A expressão "traz o martelinho" também veio pra ficar. Quando uma peça parece que é, mas não encaixa, a gente chama o martelinho, pra enfiar a pecinha na marra. Claro que o martelinho não existe. É apenas uma metáfora para a expressão "puta merda"!

Bom, minha gente! Hoje é dia de fazer as malas pois amanhã de madrugada seguimos para Atlanta pra buscar Ivo e Fátima e, no sábado, vamos ao show do Paul. Domingo, seguimos pra Las Vegas que segunda-feira temos um encontro marcado com o Love, do Cirque du Soleil. E depois vamos passear no Grand Cannion. E claro, ir nuns cassinos para investir algum dinheiro na sorte. Vai que...

Agora que toquei nesse assunto de sorte, apostas, cassinos, lembrei de mami, da música que ela tanto gostou no disco do Simon & Garfunkel, então, mami, essa vai pra você. Somente o Lule viu a nossa versão dessa música, fizemos um ótimo dueto via skype pra ele.

Roving Gambler (American Tradional Song)




I am a roving gambler
I gamble down in town
Wherever I meet with a deck of cards
I lay my money down
I lay my money down
I lay my money down

I had not been in Washington
Many more weeks than three
When I fell in love with a pretty little girl
She fell in love with me
She fell in love with me
She fell in love with me

She took me to her parlor
She cooled me with her fan
She whispered low in her mama's ear
"I love that gamblin' man
I love that gamblin' man
I love that gamblin' man"

"Oh Mother, dear Mother
Why do you treat me so?
The love I feel for the gambling man
No human tongue can tell
No human tongue can tell
No human tongue can tell"

"Oh daughter, dear daughter
diririririiiii.... bla bla bla....
With a gambler go
With a gambler go
With a gambler go"

I've gambled down in Washington
I gambled down in Spain
I'm going down to Georgia
To gamble my last game
To gamble my last game
To gamble my last game

I am a roving gambler
I gamble down in town
Wherever I meet with a deck of cards
I lay my money down
I lay my money down
I lay my money down

I had not been in Washington
Many more weeks than three
When I fell in love with a pretty little girl
She fell in love with me
She fell in love with me
She fell in love with me

She took me to her parlor
She cooled me with her fan
She whispered low in her mama's ear
"I love that gamblin' man
I love that gamblin' man
I love that gamblin' man"

"Oh Mother, dear Mother
Why do you treat me so?
The love I feel for the gambling man
No human tongue can tell
No human tongue can tell
No human tongue can tell"

I've gambled down in Washington
I gambled down in Spain
I'm going down to Georgia
To gamble my last game
To gamble my last game
To gamble my last game...


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O caso da cerca (antes e depois)

Assim era a cerca aqui de casa.


Depois que eu e o Daniel lavamos, ela ficou assim:


Foram 3 horas e meia de trabalho pesado, embaixo de um sol de 35 graus! No dia seguinte meus braços ficaram imprestáveis de tanto esfregar a m... da cerca!

Bom, dedico esta postagem ao Daniel porque sem ele, certamente a cerca continuaria sujismunda, pois eu jamais conseguiria terminar o trabalho sujo sozinha. Valeu a força, Danico!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

I love you!




I love you
(Xanda Lemos e Bruno Zagonel)

It isn't easy, it isn't easy, it isn't easy
It's been harsh times
There's no believing but still we're trying
To be strong instead of crying

So if I'm smiling now
I don't know why, I don't know how
Everything is driving me crazy
Everything is hiding, looking so hazy

Where am I, where am I?
Who am I, who am I and what am I looking for?
Why do I do what I do if I don't know
Who is it for?

And if I care, will it be different?
And if I dare, will it matter at all to you?
I love you, I love you, I do...