sábado, 16 de agosto de 2008
Jueves: La Provincia de Buenos Aires
Ao sair da cidade, beiramos o Rio da Prata, que separa a Argentina do Uruguai e cuja margem oposta não se pode ver. Na região mais periférica da cidade está o Aeroporto para vôos domésticos e o gigantesco estádio do River Plate, com capacidade para mais de 80 mil torcedores.
As cidadezinhas na província são mais parecidas com lugarejos europeus. A vegetação ajuda a criar esse clima "Europa". Geralmente elas têm somente uma rua principal, uma avenida que é o centro comercial da cidade, e as ruas transversais e paralelas são residenciais. Casas muito chiques, por sinal.
Em Tigre, fizemos o famoso passeio pelo delta do rio Paraná. Uma hora de barco para percorrer 15 km de micro-ilhas, onde os argentinos mais abonados têm sua casa de campo e seu barco. No começo o passeio é legal, mas depois foi ficando entediante. O Bruno até dormiu, tadinho.
Culpa do guia que não parava de se repetir. Poxa, nem tem muito o que falar... é um rio, umas ilhas, umas casas, pronto. Cala a boca! Mas não. Ele não parava de falar, e falava dez vezes as mesmas coisas. Dez vezes! As mesmas coisas! Como eu disse, ele falava dez vezes as mesmas coisas. Vêem? Era assim que ele fazia.
Voltamos pra BsAs ciudad às duas da tarde, e pedimos pra ficar perto dos museus. Fomos no MALBA, no Museo Nacional de Belas Artes, no Museo de Design e no cemitério da Recoleta, que além da arquitetura dos mausoléus, oferece a curiosidade de ser habitado por dezenas - ou quem sabe centenas - de gatos. Serão as almas penadas? O Bruno diz que sim.
De noite fomos só no La Diosa, uma casa noturna que fica num lado meio obscuro da cidade (na beira do Rio da Prata), e que mais parece ser um bar de beira de estrada, pra caminhoneiros. Só jantamos e caímos fora.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Miércoles: caminando!
As paredes, o teto, tudo é de veludo vermelho, com espelhos, luz de velas, almofadas, e o cardápio ilustrado com temas sexuais é um convite ao prazer. Como já tínhamos jantado, comemos só a sobremesa. Fondue de chocolate com frutas da estação, lascas de brownie e trufas. Assistimos a um show teatral muito interessante! Apesar da proposta "erótica" e literária (paródias e citações de Shakespeare e outros escritores consagrados), a encenação cômica dos atores foi o forte do show, que está há cinco anos em cartaz.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Segundo dia de lua de mel
Às sete e meia da matina o telefone tocou. Era nossa agente de viagens, dizendo que às nove eles viriam nos buscar para o city tour. Horário estranho, mas ela justificou dizendo que nós não atendemos o telefone na noite anterior, enquanto andávamos na tempeestade sob o mesmo guarda-chuva.
Nos arrumamos, tomamos o café mais gostoso do mundo - café de hotel é sempre um banquete - e um argentininho bonitinho, mas com os dentes levemente comprometidos, veio nos chamar para o nosso tour. Era um ônibus grande, quase cheio, de turistas brasileiros e de outras nacionalidades. Passamos pelos principais pontos da cidade, e a guia ia explicando primeiro em espanhol, depois em portunhol, depois em inglês, cada detalhe interessante do passeio.
Fomos na praça das nações, onde uma flor mecânica gigante abre de dia e fecha de noite, fomos na plaza del gobierno, onde está a casa rosada (você sabia que a casa rosada é rosada porque fora pintada com gordura e sangue animal para protegê-la da umidade e que continua sendo pintada de rosa por tradição?). Fomos no Caminito, en La Boca, lá onde fica o estádio do Boca Juniors. Passamos pelos belos bairros de Palermo e da Recoleta, zonas requintadas onde ficam as embaixadas, os museus, os monumentos principais da cidade. A idéia deste tour era mesmo de conhecer o que a cidade oferece, pra depois você escolher onde ir com mais calma. E olha... deu pra perceber que cinco dias é pouco.
Voltamos pro hotel e fomos almoçar em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. E lá eu saboreei a coisa mais deliciosa que já comi na minha vida: Lomo à Parisiense... era uma carne com molho branco e purê de batatas, simples, mas que sabor!
De tarde ... hmmm... não lembro o que fizemos de tarde! Fomos às compras? Sim, sim, Bruno acabou de confirmar que na terça saímos torrar nossos reales, nossos pesos, nossa plata. Gastamos sem nenhum pudor. Sobretudo de couro, paletós, blusas de lã... fomos de personal shopper, um guia que te busca no hotel, te carrega as sacolas, te induz a gastar seu dinheirinho sem o menor escrúpulo e depois de devolve no hotel, tudo com muita simpatia. O nosso guia era argentino, mas falava um português impecável, sem aquele sotaque irritante de argentino, mas com um sotaque igualmente irritante de carioca.
Perdoem! Mas para mim não há nada mais pedante do que sotaque carregado. Um certo afetamento. Hum.
Depois que chegamos no hotel, acho que minha ficha caiu. Notei que estava podre, cansada talvez desde muito tempo, com toda aquela ansiedade que precedeu o casório, a canseira da festa seguida da noite de núpcias, depois fazer malas, viajar, chegar, sair, passear. Caí na cama antes das oito e só acordei no dia seguinte.
Falar nisso, vou acordar o Bruno pra gente ir pra balada: vamos no cassino ver se estamos com sorte no jogo, e depois, se ganharmos algo, gastar tudo no La Diosa, uma boate em Palermo. Brinde da agência de viagens. Buenas noches mi queridos. Y hasta luego.
Impressões de Viagem
Chegamos aqui na segunda-feira, no horário previsto de aterrissagem, mais precisamente, três e nove da tarde. No entanto, tivemos que esperar na pista para alguns aviões decolarem antes de desembarcarmos. Ao chegarmos no saguão do aeroporto, ninguém da agência estava esperando por nós, como era pra ser, então resolvemos buscar informações. Isso demorou mais ou menos uma meia hora... até que descobrimos que eles nos esperavam às duas da tarde, e não às três e meia... assim, tivemos que pegar um táxi pro hotel.
Ainda no aeroporto me dei conta de que os argentinos são pessoas muito argentinas. Quero dizer com essa frase estúpida de que eu poderia, olhando para todo aquele povo que ia e vinha de diferentes lugares do mundo, apontar quem era e quem não era argentino. O argentino é, em primeiro lugar, elegante. Não importa o quão esdrúxulo seja seu corte de cabelo. A elegância do argentino é inquestionável.
No hotel: nosso quarto é uma reconfortante mistura do clássico com o moderno. TV LCD, cômodas art noveau e um quadro impressionista na parede. Cama king size delícia, banheira hidromassagem maravilhosa... enfim. Um hotel 4 estrelas.
Obs.: Bruno começou a roncar.
Saímos pra comer às seis da tarde, porque até então só tínhamos degustado aqueles cereais e amendoinzinhos chinfrins que essas companhias aéreas nos dão. Para recompor os ânimos e o bom humor, nada do que uma dica quente do Caetanão: fomos comer o famoso chorizo jugoso con papas fritas do El Establo, que fica a três quarteirões de onde estamos. Eu não fazia a menor idéia do que era um chorizo jugoso. Na verdade, podia ser qualquer coisa, que no estado de fome em que nos encontrávamos... enfim. O tal chorizo é um pedaço descomunal de uma carne saborosíssima, o jugoso é o adjetivo divinal para mal passado; a carne meio cruda, sagrando, uma carnona de verdade, não esses bifinhos que a gente no Brasil pensa que é carne.
Depois de jantar e de ficar com o zóio parado e a barriga pesando, fomos caminhar pela peatone Florida (rua de pedestre, eu acho que peatone é pedestre, Caetano me diga se eu estiver errada). Tava garoando, mas a garoa apertou, fomos então atrás de uma sombrinha, ou como dizem aqui, un parágua. Fomos numas 10 lojas e nada. O jeito foi então ir ao shopping. Um lugar chique, requintado, onde certamente pagamos uma fortuna por um guarda-chuva bengala da Voghe. E assim que saímos, adivinhem: a chuva parou? Não. Mas tinha um cara vendendo sombrinhas por uma bagatela. E durante a caminhada, cada lojinha que a gente passava tinha mil paráguas pra vender, de todos os preços, cores, estampas. Pffff!
Em nossa caminhada, fomos observando a suntuosidade dos prédios antigos, a elegância anteriormente citada dos argentinos em ternos de risca de giz, paletós de lã, chapéus, casacos de couro, seus cortes de cabelos curto-compridos - como bem observou nossa querida Eliza - enfim, esse jeito argentino de ser. Os velhinhos são os mais elegantes. As senhoras, sempre muito bem vestidas e penteadas, maquiadas... chiques. Um povo bonito de ficar olhando e admirando.
Nas ruas, além do espanhol e do português, ouvimos francês, italiano e inglês. Buenos Aires é uma cidade cosmopolita! O mundo inteiro está querendo respirar os bons ares daqui. Dizem que tudo é muito barato. Mas eu não achei muuuuito barato. Achei que alguma coisa ou outra é mais barata do que no Brasil. Mas dizer que tudo é barato, hmmm, não sei não... eu acho que é exagero. E como não entendo nada de economia, detesto fazer contas e não sou de economizar, vou ficar bem quieta. Um aviso aos naufragantes: aqui é fácil de afundar em dívidas!! Tudo é lindo e dá vontade de levar pra casa.
Cultivando el panzón!
Apesar de estarmos caminhando bastante, creio que as calorias ainda nos vencem. Também... com esses pratos carnívoros - muito mais afrodisíacos que os pratos eróticos do restaurante de ontem à noite - fica impossível almejar uma dieta. Nham nham. Chorizo jugoso, lomo al hierbas... hmmmm... sem falar nas cervejas. Apesar de eu não ter provado toda a variedade de cervejas aqui existentes - por un precito muy bajo - as cervejas nacionais Quilmes e Isenbeck já estão na minha lista de preferidas, entre a Heineken e Stella Artoir.
Lua de Mel em Buenos Aires
domingo, 16 de março de 2008
08/03/2008 - Swimming with the sweet dolphins

Depois de fazer o check out e antes de ir para Tampa, tínhamos um compromisso muito importante marcado para encerrar nossa estadia em Orlando: nadar com os golfinhos!
Chegamos no Discovery Cove, o aquário de água salgada onde você pode passar o dia mergulhando entre enguias, peixes exóticos e tubarões - destes últimos sempre mantendo uma distância segura de alguns centímetros de vidro, é claro - e tomamos um belo café da manhã. Colocamos nossos sleeves e snorkels e ficamos a manhã toda explorando as profundezas relativamente rasas dos aquários, até a hora do almoço.
Comemos bem - todas as refeições faziam parte do pacote - e esperamos até dar a nossa hora pra o tão esperado encontro com os golfinhos. Assistimos a uma breve palestra e fomos para o aquário principal, onde aqueles belos e dóceis animais trabalham duro para nos entreter.
Os golfinhos são encantadores, inteligentes, sociáveis e talentosos. Eles emitem sons engraçados por aquele buraquinho que têm em cima da cabeça. Adoram um cafuné no dorso e na barriga, beijinhos no queixo, peixes fresquinhos para recompensar as manobras que demonstram, e um gelinho sabor peixe cru pra matar a sede.
Depois de tudo, eles ainda nos dão uma carona muito divertida até a parte rasa do aquário. Basta segurar nas barbatanas superior e lateral do seu corpo - que parece feito de borracha - e pronto, em alguns segundos você já está onde dá pé. Para finalizar, um balé aquático de golfinhos, muito perfeitamente sincronizado! Um verdadeiro show!
Depois nadamos na piscina aquecida e de água doce e corrente, que dá a volta em todos os aquários de água salgada. Foi um dia inteiro na água, deu pra enrugar e eu até desidratei, passei mal no final da tarde e fui de ambulância pro hospital. Mas fiquei boa logo e pudemos seguir nossa viagem pra Tampa às sete da noite.
Chegamos em Tampa e jantamos o mais tradicional prato americano: hamburger e fritas. Demos entrada no hotel e caímos no sono numa confortável cama king size! Muito providencial após dormirmos em camas separadas no hotel da Disney… ehehehe…
07/03/2008 - Magic Kingdom

Nosso último dia em Orlando foi no parque mais famoso da Disney, onde está o castelo da Cinderella e onde todos os personagens desfilam! Você tem duas opções pra chegar lá, uma delas é de trem e outra de barco. Fomos de barco, mais ou menos dez minutos de travessia, mas a ansiedade faz parecer mais demorado.
A primeira coisa que fizemos ao chegar lá foi tirar aquela famosa foto com o castelo de fundo. O céu estava fechando, o que deixou a nossa foto mais surrealista e bonita, na minha opinião, claro.
De brinquedos emocionantes, tinha a Space Mountain e um barquinho que ia na boa e de repente caía, mas nenhum deles chegou nem perto da montanha russa do Aerosmith.
Houve dois desfiles durate o dia chamados Family Parade, e de noite teve o desfile principal, quando todas as luzes se apagam para os carros com os personagens, cujas roupas eram infestadas de luzinhas, brilharem na avenida.
Depois deste desfile teve o famoso show pirotécnico, quase chorei de emoção! Tem todo um show sonoro além dos fogos… e os rojões explodem em perfeita sincronia com as músicas e as falas. Uma beleza, uma perfeição, um sonho!
Embaixo de chuva, bem verdade… na volta, pegamos o barquinho e no caminho do barco pro carro a chuva resolveu cair de verdade. Resultado, ficamos encharcados, o Bruno meio mau humorado, e eu achando tudo lindo!
Voltamos pro hotel, tomamos um banho e começamos a arrumar as malas pois amanhã vamos pra Tampa, cidade onde fica o Busch Gardens.
sexta-feira, 14 de março de 2008
06/03/2008 - MGM Universal Studios
Hoje foi um dia muito divertido! Na MGM estão os dois brinquedos mais emocionantes na minha opinião: a montanha russa do Aerosmith e a torre do terror.
Além do mais, almoçamos num restaurante que imita aqueles cinemas antigos, nos quais as pessoas assistiam aos filmes de dentro dos seus respectivos automóveis.
As outras atrações foram filminhos 3D, uma apresentação meio circence do Indiana Jones e passeios pelos cenários incrivelmente realistas da MGM.
Hoje é o nosso penúltimo dia na Disney. Mas muitas emoções ainda nos aguardam, vocês verão! Então até lá.
quinta-feira, 13 de março de 2008
05/03/2008 - Às compras de conversível
Acordamos meio tarde demais pra aproveitarmos os parques, por isso resolvemos tirar o dia pra ir nos outlets fazer compras. Para tanto teríamos que pegar o carro que alugamos pra viajar pra Miami alguns dias antes do previsto, então ligamos na locadora pra ver se rolava mesmo e tudo deu certo.
Quase morri de emoção quando o Bruno veio me buscar no saguão do hotel naquele PT Cruiser branco, com a capota aberta, todo galã, de óculos escuros e cara de safado! Esse meu maridão é fogo… o melhor de todos! Mulheres, podem morrer de inveja… homem como o meu, difícil de encontrar. Mas continuem tentando, quem procura acha, minha vó sempre dizia.
Compramos um monte de roupas chiques por precinhos inacreditáveis. Coisas que no Brasil custam o olho da cara… tenis e roupas da Adidas, calças da Levis, blusas e camisas da Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, Gap… pela primeira vez na vida vou vestir roupas de marca!
Quase 30 anos na cara e nunca tive uma Levis! Na verdade, não porque eu não podia comprar, mas sim por uma questão de princípios… Acho um absurdo, uma falta de noção de mundo gastar uma fortuna numa calca jeans, ou num tenis, numa camisa… Mas da mesma forma, é incrível pagar 15 pila numa blusinha que no Brasil não custaria menos de 60, ou 60 numa calça que aí eu pagaria 180, porque só assim faz sentido e até me dá gosto de ostentar roupas de marca.
Claro que estava me sentindo o máximo, fazer compras em Orlando e encher o banco de trás de um conversível com sacolas e mais sacolas de roupas novas deixa qualquer ego nas alturas. E para comemorar e fechar nosso dia com chave de ouro, fomos jantar num restaurante na Itália, dentro do Epcot Center.
Chegamos um pouco antes do horário da reserva e aproveitamos pra dar um pulinho na Alemanha tomar um chopp. Fomos então pra Itália, jantamos maravilhosamente bem, eu comi um salmão delicioso com camarões e ostras e o Bruno foi num macarrão tipo fetuccini. Depois da janta terminamos de percorrer os demais países, compramos mais alguns presentinhos e voltamos pra casa muito satisfeitos e felizes!