
Today tinha tudo para ser uma terça-feira ordinária. E no entanto, antes de eu dar a última aula do dia, meu pandaphone delivered me a message. Era mabeibe:
"Please call me to see about tonight's concert. Kisses! Ticket prices are lowering and vanishing"
Tonight's concert era o show do Eric Clapton!!! Sim!!! Aquele para o qual não tínhamos comprado o ingresso antecipado. Aqui os caras são loucos. Eles vendem os tickets 3 meses antes, os preços vão lá nas alturas... mas Bruno tinha um plano e seu plano era tentar a sorte. E sorte, ladies and gentlemen, é com Panda Lemon!
Resumindo: por dez mangos estacionamos num public parking moderníssimo bem na frente da Time Warner Cable Arena. Caminhamos até a entrada do ginásio. Vários policiais, rockers, peruas, casais, coroas, famílias. E nenhum cambista à vista, nem a prazo. Mas as máquinas vendedoras de ingresso estavam ali, convidativas. Sem fila nenhuma. Bruno então disse, com a voz calma dos sábios: a primeira coisa antes de caçar cambistas, é ver se ainda tem ingresso pra vender na porta.
Nos aproximamos da cabine automática. Selecionamos EriClapton 2013 Tour. Especificamos o número de ingressos. Por fim clicamos em best options available. Qual não foi nossa surpresa ao nos depararmos com ingressos muito mais baratos do que estavam anunciando há 3 meses! Comprar! Insira seu cartão. Thank you for your purchase. Entramos na arena em menos de 1 minuto. Em menos de cinco já estávamos no nosso setor -- o "North Gate" -- que mais parecia uma área VIP, com praça de alimentação e tudo. Jantamos um sanduíche tranquilamente e descemos com nossos drinks para o floor level. Para quem não sabia nem se ia, o fundão era o gargarejo! It couldn't be better.
Apesar de o som não estar lá grandes coisas, a banda do Jakob Dylan fez um excelente show de abertura. As músicas são boas, e os caras no palco são melhores ainda. Pena que o técnico de som não tinha a menor ideia do que estava fazendo, coitado. Primeiro, não parou de mexer nos botões por um minuto. E ficava cada vez pior, e mais alto, mais agudo, e distorcendo, e nada de teclado, o cara era uma mula! O som da bateria era uma pata rota morta, um negócio horrível, mas não tinha como não simpatizar. A banda é foda! Superou a incompetência do seu técnico de som e fez um show impecável, sincronizado, afinado, no começo contido, depois nervoso, e no fim empolgado. Sem chiliques.
The Wallflowers. Diretamente de Los Angeles, California. Eu nunca escutei um album inteiro deles, mas já conhecia algumas músicas, talvez de ouvir na rádio. Eu gostava e não sabia. Mas era óbvio! Tem muito DNA de Bob Dylan nas cordas vocais e nas veias de Jakob, no chapéu, nos trejeitos, no violão e no palco. Lembra o pai? Claro que lembra! Ainda bem, né?
Eric Clapton
Well ladies and gentlemen. Que experiência! Minha alma está lavada. Showzaço! Perfeição. Som tinindo. Timbrera de guitarras. E a grandeza do rock, do reggae (sim!), do blues e do funk passeando bem à vontade nos dedos mágicos deste mito vivo da música. A banda de apoio dispensa comentários. Talento, competência, feeling, afinidade, não faltou nada, mas nada mesmo, neste show. Ou talvez tenha faltado Layla (para os leigos, leia-se Leila). E faltou, é claro, vocês que sabem quem são, e que mesmo não indo, foram em nosso coração!
Eis o setlist... está um pouco comentado!
1-Hello Old Friend (E aí, velho Clapton!! Muito bom mesmo te ver por aqui!)
2-My Father's Eyes
3-Tell the Truth
4-Gotta Get Over
5-Black Cat Bone
6-Got to Get Better in a Little While
7-Tempted
8-I Shot the Sheriff (ponto alto do show, hora de tomar uma Margarita)
9-Driftin' Blues (bluesêra da bowa!)
10-Nobody Knows You When You're Down and Out
11-Tears in Heaven (reggae style)
12-Goodnight, Irene
13-Wonderful Tonight
(romântico, como o Rei)
14-How Long
15-Stones in My Passway
16-Love in Vain
17-Crossroads (at this point my jaw was on the floor)
18-Little Queen of Spades
19-Cocaine (dance! shout! dance! shout! dance!)
Encore (MAIS UM! MAIS UM!)
20-Sunshine of Your Loooooooove! (nada melhor que uma psicodelia
no final)
21-High Time We Went (ouiés indeed)
The Smoothness of the English Sound
Entre a banda de abertura e o show principal foram 30 minutos de break. O palco mudou, mudaram os rodies, o técnico era outro. De orelhas grandes, nariz adunco, as sobrancelhas circunflexas na testa sempre atenta. Tratava-se de um senhor respeitável. Não fosse uma leve curvatura nas costas, teria a postura de um Lord inglês. Esse sim, manjava das coisas. Quase não mexeu nos botões, conhecedor da arte de captar e projetar o som ideal, o volume perfeito, vigoroso, sem distorção. Também! Anos de experiência. Deve trabalhar com o Clapton desde o Cream.












