quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

09/01/2008 - Hang Over

Completely drunk last night!

Como não dormi muito e bebi demais last night, acordei podre e trabalhei bem devagar… só limpei 3 quartos, hehehe… cheguei em casa tão cansada que não fiz nada, nem tomei banho e nem comi, vim direto pra cama dormir.


Lá pelas tantas, ouvi alguém me chamar no computador… era o Bruno! To com tanta saudade dele… hmmm… antes de dormir fiquei vendo os vídeos da Cosmonave no youtube. Também to com saudades dos meus pupilos. Na verdade, estou com saudades de todas as pessoas no Brasil.

Acho que to com TPM porque hoje foi especialmente difícil suportar aqueles mexicanos no trabalho. Tão irritante! Bom… só mais amanhã e depois terei meus days off. Gracias a la vida… yo tengo tantos hermanos que no los puedo contar… quem dera eles ouvissem Mercedes Sosa. Seria menos irritante. Mas fazer o que, estou lidando com housekeepers, pessoas simples, sem a mínima instrução, que moram aqui há anos e que não falam uma palavra sequer em inglês.

Ô dureza. Mas vou levando. Tchau então.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

08/01/2008 - Dustin’s Farewell Party

Waiting for the bus in Dillon

Hoje quase não trabalhei. At 11a.m. my shift was done so I went home, aproveitando para dar uma de housekeeping por aqui. Desde que cheguei nunca ninguém limpou os banheiros, e eles estavam um tanto nojentos… emprestei o aspirador de pó do Tonny e dei um fino trato no muquifo.

De tarde fui até Dillon mandar os cartões postais pro Brasil. Em breve vocês irão recebê-los. Na volta conheci uns peruanos que moram aqui no Sunrise também. Eles me convidaram para uma festa lá no apartamento deles, moram 11 pessoas lá, 6 garotos e 5 garotas, tudo peruano. Durante a nossa conversa no ônibus, um americano ouviu que eu era brasileira e começou a falar algumas coisas em português. Então eu ensinei a ele mais umas expressões, tais como vai se foder, filho da puta, etc.

Renato, Diego e Jose, crazy Perubean guys


Trouxe os peruanos aqui pra casa pra gente esquentar tomando umas tequilas e a Amber tava aqui no meu computador toda sexy, de espartilho... hahahahaha! Os peruanos se apavoraram com a visão, coitados. Assim que eles saíram me aprontei pra ir na despedida do Dustin, pois de manhã quando fui buscar o aspirador lá no Tonny ele me avisou que ia rolar uma farewell party.



Bye Dustin! Last picture of us.



Cheguei lá e dei de cara com o Paul loiro! Ele pintou o cabelo, é um viadinho mesmo. Na festa, tomei muita cerveja, apavorei o Matt nos dardos, ensinei o Dustin a tocar Ziggy Stardust e voltei pra casa com o Tonny e o Matt e tomamos tequila, depois fomos no apartamento dos peruanos e tava rolando uma festa muito estranha, resolvemos não ficar, voltamos pra cá e ficamos falando merda até quase às três da matina. We got so insane! And I had lotta fun!




terça-feira, 8 de janeiro de 2008

07/01/2008 - Empty Days



Resolvi traduzir o título da música “Dias Vazios” do meu amado sobrinho Yan para definir o dia de hoje… Trabalhei bastante, e o mais foda do meu trabalho acho que nem é o esforço, mas a falta de estímulo mental, sabe. Você fica limpando e pensando em um monte de merda, porque o serviço não exige raciocínio e, como dizia minha vó, cabeça vazia é oficina do diabo.


Cheguei em casa fisicamente esgotada, tomei um banho e fui pra cama. Assisti um silly movie chamado Stardust e fiquei cuidando da Amber, ela tava vomitando, com dor de cabeça, fiquei aqui de babá e enfermeira. Não fui na casa dos guris porque o Dusting só vai embora na quarta então posso me despedir amanhã.


Meu sogrão me mandou as fotos do Natal e do Ano Novo… deu uma saudade… e por um momento eu fiquei pensando no que diabos estou fazendo aqui neste frio, longe das pessoas que amo… we’ll never get to be completely happy I think. But it’s ok. And that’s just the way it goes…

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

06/01/2008 - My first month living in Keystone



Bom, hoje faz um mês que estou aqui. Cheguei exatamente no dia 06 de dezembro do ano passado e acho que já dá pra fazer um balanço de como andam as coisas.


Em primeiro lugar, o meu inglês está um pouco melhor. Na verdade, eu não noto muita diferença, mas meus amigos americanos dizem que eu estou falando bem melhor agora. Talvez por causa do sotaque, porque vocabularmente falando não tenho acrescido muitas palavras ao meu léxico, já que passo a maior parte do tempo hablando español. That sucks! Em compensação, meu vocabulário de espanhol aumenta a cada dia.


Embora tenha amigos brasileiros, peruanos, russos, sulafricanos e mexicanos, meu círculo de amizade gira mesmo em torno dos americanos. É com eles que eu saio, foi com eles que passei Natal e Ano Novo, é deles que eu tenho o telefone… então creio que o fato de eu ser cucaracha aqui não tem afetado nas minhas relações de amizade com os yankees e isso é oátimo.


Por outro lado, não faz nem um mês que estou trabalhando e já estou de saco bem cheio, com vontade de chutar o balde. Enquanto não chuto, vou fazendo corpo mole e já desisti de tentar ser rápida para ganhar mais. O que eu ganho por hora já é o bastante.


Agora fofocas! Peguei o ônibus com o roomate do Dustin e ele me perguntou porque eu não apareci mais, e eu disse que da última vez não tinha sido muito agradável e que eu tava dando um tempo dos guris. Então ele me contou que ficou sabendo do carão, e que o San, aquele russo com quem o Dustin brigou por minha causa, se mudou para Tenderfoot, outro housing, porque não aguentava mais olhar pra cara do Dusting. Se mudou à toa, pois o Dustin foi mandado embora da Vail Resorts e está quebrado agora, vai ter que voltar pra casa mais cedo. É claro que não pulei de alegria quando soube que o Dustin se ferrou, mas achei que bem feito. De qualquer forma, vou dar um pulo lá amanhã pra me despedir dele.


Buenas noches, yo me voy ahora.

domingo, 6 de janeiro de 2008

05/01/2008 - Snow happy to be here!


Snowboard rocks, dude!

Hoje fui fazer snowboard! No pé da montanha, claro, nada de muito radical. Cheguei lá às dez e meia da manhã e só saí às cinco da tarde. Aluguei todo o equipamento e fui na maior cara dura, did it by myself, without taking classes! Nas primeiras duas vezes mal levantava e já dava uma bela bundada na neve. Então resolvi sentar e fiquei de butuca, só escutando o professor dando uma aula para um grupo de japas e ficando bem atenta aos seus movimentos e explicações. E tentei copiar, não é que deu certo? Na terceira tentativa já consegui completar o trecho sem cair. Depois fui só me adaptando, tentando controlar a prancha e treinando andar dos dois lados, aprendendo a parar tanto de frente quanto de costas, etc. Mandei muito muito bem! Palmas para mim. Estive sonhando esta noite que eu tava fazendo altas manobras… mas ainda não estou para tanto. Hehheh….


Depois fui com os brasileiros para o Lake Side comer uma pizza e patinar no gelo. Se no snowboard mandei bem, na patinação, ai, ai, que fiasco! É muito mais difícil se equilibrar naquelas lâminas. Além do mais, tenho os dois tornozelos comprometidos, e é muito mais fácil virar o pé com os patins do que com o snowboard, em que seus pés estão totalmente protegidos com uma bota dura pra caramba, que nem permite esticar as pernas, exigindo sempre ter seus joelhos flexionados, e que você prende na prancha com um outro equipamento, parafusado na madeira. Então quando você cai, você cai de bunda, de lado, de frente, mas seus pés nem se mexem.


Estou toda dolorida… imagino como será o amanhã. Vou ter que trabalhar com o cóx, o famoso ossinho da alegria dolorido, fora as dores musculares, nas coxas, nos braços, porque sempre quando eu caía, tentava amortecer a queda colocando as mãos no chão… mas olha, fiquei surpresa com a facilidade do esporte. Mandei muito bem. Os outros brasileiros já tinham feito snowboard duas, três vezes, e eles ficaram de cara como eu peguei rápido, logo no primeiro dia. Levo jeito pra coisa! Tô empolgada! Meus próximos days off certamente serão dedicados ao snowboard, mas ainda vou ficar no pé da montanha por mais dois dias, e só então vou encarar uma descida mais íngrime e longa.
See ya!

sábado, 5 de janeiro de 2008

04/01/2008 - Walking in the cold!



A Britaney me acordou às nove e meia pra ir no dentista com ela em Dillon, já que eu teria que ir ao banco e queria comprar uma bota de snowboard. A Cristine nos deu uma carona até o dentista, e fiquei esperando por horas, até bater a fome e eu sair andando pra procurar um lugar pra comer. Fui almoçar num restaurante italiano deliciosos e não tão caro, paguei $14 por um ravioli deliciosos e um refri gigante.

Quando cheguei do almoço ela já estava pronta, falando e sorrindo com a boca torta de anestesia. Então decidimos ir ao banco depositar nossos pagamentos. Mas como tínhamos esquecido os horários do ônibus em casa, decidimos ir caminhando, afinal estava um dia lindo e o banco não era tão longe. Ilusão a nossa. Caminhamos incansavelmente por duas horas e meia naquela estrada enlameada de neve marrom. Mas chegamos.

Depois ligamos pro Elder pra vir buscar a gente, não estávamos em condições de dar nem mais um passo em direção ao ponto de ônibus. E ele foi, um santo! Chegando no housing parei direto no escritório pra pagar meu aluguel, depois vim pra casa separar as roupas pra ir na lavanderia.

Recebi ligações calorosas do Brasil, o que me deixou muito contente, como sempre! Então desci com as trouxas de roupa e lá fui eu para a maratona na lavanderia. Trocar dinheiro por moedas, depositar moedas, esperar 45 minutos até a roupa lavar, depois depositar mais moedas na máquina de secar, transportar todas as roupas, esperar 50 minutos até a roupa secar, depois tirar da máquina, dobrar roupa por roupa, colocar na mochila e nas sacolas e vir embora pra guardar. Ufa! Que saco.

Aproveitei pra dar uma organizada nos meus bagulhos aqui… arrumei os armários, separei a papelada, o sono foi batendo, e não pude resistir a minha caminha. Amanhã vai ser um dia longo de folga, pois vou praticar snowboard. Hehehehe… mal vejo a hora. Bye.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

03/01/2008 - Dos Locos Ladies’ Night

Eu e o James, meu parceiro de sinuca.

Fui com a Brtinaney, a Cristine, O Chris e o James no Dos Locos, aquele bar-restaurante mexicano onde todas as quintas mulheres pagam um dolar por qualquer drink. Uma beleza. Tomei três tequilas e três Heinekens, joguei sinuca, pebolim, ganhei tudo, também pudera, longe do meu amor, só o que eu posso ter aqui é sorte no jogo.

O foda foi o karaoke… toda quinta tem karaoke lá. Mas aqui a galera é bem afinada, chega a ser incrível, e as músicas são foda, a maioria delas boas músicas, sem aquele acompanhamento chingling, midi. Bem diferente do nosso karaoke aí no Brasil. Mesmo assim, foi foda de suportar. Então viemos embora cedo e continuamos a festinha no apartamento da Cris, do Chris e do James, que fica no mesmo bloco que o meu, mas no primeiro andar. Eu não fiquei lá mais do que dez minutos, ao invés de ficar bêbada, fiquei bodeada; nunca aconteceu isso comigo das outras vezes que tomei tequila… mas é que o trabalho realmente está começando a pesar… então vim dormir! Enquanto vocês aí no Brasil estão prestes a acordar!

02/01/2008 - Masks begun to fall


Tem sido melhor agora, com o celular aqui… o Bruno me ligou lá de casa e falei com ele, com minha mãezinha, com a Cris e com o Yan! Ah, como é bom ouvir as vozes que eu mais amo nesta vida! Tive um dia puxado no trabalho, cheguei em casa podre e falar com minha família foi um conforto para mim.

Estou meio puta da cara com alguns dos guris. Eu começo a perceber que a primeira impressão não é a que fica, não. Talvez a altitude esteja interferindo também no meu senso de julgamento. O fato é que quem eu achava que prestasse não presta, e quem eu tinha julgado escroto e bossal pelo menos não me decepcionou.

Um dia desses, depois do trabalho encontrei o Tonny no ônibus e fomos pra casa dos guris assistir um filme. Então o San, o russo que mora com eles, chegou e foi um pouco rude - como ele sempre é com todo mundo - comigo. O Dustin, por sua vez, quis provar sua masculinidade infanto-juvenil, batendo no San porque “não se fala assim com uma mulher”. Eu tive que separar a briga, e fiquei realmente puta da cara, mais com o Dustin do que com o San. O San pelo menos sempre foi assim, mas eu não fazia idéia de quão idiota era o Dustin. Pensei que ele fosse um garoto sossegado, maduro até para sua idade, mas aí está. O Paul a mesma coisa. Só porque levou um pé na bunda da Britaney, tem sido um babaca com ela e comigo.

Who the fuck they think they are? They’re all american stupid boys. I’m done with them. Now it’s time to know better people here.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

01/01/2008 - A long day’s journey into work

Eu na casa do Scott, festa de ano novo.


Trabalho, trabalho, trabalho, mais trabalho! E eu podre, cansada, de ressaca, e não só eu, mas meu companheiro de trabalho, O Jayme, brasileiro, tava pior, porque só tinha dormido duas horas. A gente já demora pra agilizar as coisas normalmente, já que ainda somos inexperientes, mas hoje ficamos até oito da noite pra terminar tudo. Ganhamos 20 dólares de gorjeta e fomos torrar na pizzaria, hehehe… pizza de ano novo, que beleza, a gente bem que mereceu, pois estávamos famintos.



Agora tô em casa atualizando esta birosca. Hoje foi um dia cansativo, mas muito especial, pois acordei com uma ligação do Brasil, era o meu amor! Falei com ele, com o Ivo, com a Fátima, com a Eliza, com o Caetano! Ai, que saudades! Amo vocês… Beijos sem fim. Agora vou tomar um banho e dormir. Ahhh! Tô podre! Mas feliz.



31/12/2007 - New Year’s Party

Dia duro no trabalho. Muitos quartos pra limpar. Não conseguir sair antes das seis… cheguei em casa, tomei um banho e me arrumei para o ano novo. Não sabia ao certo o que fazer. O Scott me convidou para ir na festa de ano novo na casa dele, mas ninguém aqui quis ir comigo e eu estava decidida a não ir sozinha, uma vez que não conheceria ninguém além dele. Então resolvi ir com a JJ, o Elder e a Britney num pub chamado Green Light. Mas pra mim foi Red Light, fui barrada no baile. Eles não aceitaram minha identidade brasileira, só passaporte, e meu passaporte estava em casa. Nesta confusão, todos já tinham entrado no bar e o idiota do porteiro não quis nem me deixar avisar a galera que eu não poderia ficar. Então fui caminhando até o ponto de ônibus, quase chorando de ódio porque, pra piorar, saí de casa com pressa e esqueci minha chave.

Chegando no ponto de ônibus, já menos fula da vida - pois uma caminhada na neve realmente esfria a sua cabeça - pedi fogo pra um guri que tava fumando um cigarro. Quando ele perguntou como eu estava eu disse que tava com frio e fula da vida, lhe explicando a minha desesperada situação. Nem entrar em casa eu poderia… pra tomar minhas cervejinhas de ano novo sozinha. Então ele me ofereceu uma dose de uísque, pra amenizar o problema. Dali a pouco veio o irmão dele e mais um amiguinho, e ficamos bebendo até o ônibus chegar. Entramos no ônibus, e eu lembrei do convite do Scott. A casa dele era ali perto, na próxima parada. Desci, me despedi e agradeci o Andy pelo uísque e pela companhia, e fui caminhando até o apartamento do Scott.


Andy and me in the bus: just met and got drunk!

A casa do Scott é simplesmente maravilhosa… um baita apartamento duplex, completamente equipado com o que há de melhor - TV plasma, cozinha moderna, ampla sala e sacada, lareira a gás, um luxo. A festa foi boa, muita bebida, champanhe, cerveja, vodka, vinho, tinha de tudo para todos os gostos. Pra variar, me arreguei. Certamente não teria sido tão legal no bar, sem falar que iria torrar uma grana. E lá no Scott, conforto, bebida, comida, tudo de graça! Mais que perfeito!

Ben, seu tio e seu primo.


O anfitrião abastecendo as taças.


Grande maioria dos demais convidados era pirralhada - que surpresa! Eles aprenderam a fazer caipirinha, porque era muita gente e eu não estava vencendo a demanda.




O nome dela é Carlie, o nome dos outros não lembro!


A galera se empenhando na arte da caipirinha...




Eu e A.P., americana sobrinha de brasileiro!

Para mim, muita sorte neste novo ano que entra… tenho certeza. Pois quando tudo parecia dar errado - ser barrada no bar e não ter a chave de casa - me deparo com uma baita festa, num baita apartamento, conhecendo novas pessoas, todos americanos - o que é ótimo para mim e para meu inglês.



Depois da virada, antes de voltar pra casa liguei pra JJ pra ver se eles já estavam aqui e tudo deu certo. Nem precisei esperar o ônibus da madrugada, quando eu saí do prédio tinha um ônibus esperando na porta. Sorte minha, pois fazia 36 graus negativos, inacreditável!

Então foi assim, meu ano novo maluco. Feliz 2008!