A morte. A inevitável maldita das gentes. A tal única certeza sorumbática. Abjecto final de todos. A morte da carne.
O fim?
O espírito dá um suspiro e sai. Vamos zabedê pra onde?
Vamos dançar entre a árvore e o bonde?
Dar uma volta na rua? Soltar, expandir-se no espaço?
Há um melhor lugar aqui, ali, lá! Por aí tem tanto lugar!
Voar.
Ir de barco.
Atravessar pro outro lado.
Luminosas estrelas que nunca se apagam.
Não dá pra voltar?
Aguarde e verá.
A saudade.
Pra sempre?
Será?
Sim, senhor.
O amor.
Lembranças que ficam, memórias tácteis
Saborosas sinestesias sonoras
Sorrisos saudosos
Solitários e mudos
Pai, vô, vó, padrinho,
tio, tia, primo, vizinho,
amigos, vocês, do lado de lá
Aguardem sem pressa.
Nosso dia virá.
2 comentários:
Mortal, ou melhor: imortal.
Imortal?
Uau!
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