segunda-feira, 4 de maio de 2009

Poemetos embriagados e despretenciosos de um poeta-Panda.

Meus sentimentos

O que dizer numa hora dessas?
Nenhuma palavra é conforto
A realidade oscila por um instante
Será que estou sonhando?
Não pode ser verdade.
Mas é.

A vida não passa de tudo isso
Que vem antes da morte.
Vacila-se uma vida inteira
Com uma única certeza:
A morte.

O clichê, o chavão mais manjado.

Tem que ser forte.
O tempo cura a saudade
Matura, transforma em sorriso
E às vezes sim, incomoda.

Isso. Chora que é bom.
(Abraço com tapinhas nas costas)
E o silêncio complacente dos fortes.
Afinal, que dizer numa hora dessas?

Ele está tranquilo.
Está melhor do que nós.
Está com Deus.
Deus quis assim.
Deus escreve certo por linhas tortas.
Veja em seu rosto que semblante sereno!

Força um sorriso amarelo,
Olhando pro rosto cinzento.

À frente das boas intenções
Cada palavra soa estridente
Esmaga o coração a ponto de extrair veneno
Corroendo cada pedaço
Muita dor no peito
Dilacerado mais a cada instante.
Lentamente.
Até que passa.


Refletindo sobre o sentido da vida


Qual o sentido da vida?
A vida não tem nenhum sentido
Você a direciona para onde bem quiser
A vida é somente um experimento
Uma boa - ou má - experiência
Depende do que você quer
Por isso a vida não passa
De uma sequência de decisões
- Indeciso não se pode ser
O que você vai escolher?
Tudo ou nada?
Tudo.


Recado para Drummond

No meio do caminho tinha uma pedra.
Eu era a pedra no meio do caminho.


Confusion

Como eu me sinto right now.
A little bit sad.
Por que?
I don't know at all!


Mais reflexões sobre o sentido da vida

A vida é uma novelinha do Henry James.
Daisy Miller.


Ser ou não ser

Um poeta, quando escreve, mal quer saber de teoria.
Eu, quando escrevo, só me preocupo com teoria.
Por isso nunca serei poeta, teoricamente.


Sobretudo sobre nada

Mais uma semana que passou voando!
E eu... voando!


Uma Tragédia de Ésquilo

Hoje um esquilo estava aqui no meu quintal.
Lépido, faminto, faceiro.
Me aproximo com cautela.
Esquilo medroso!
Fugiu!!!


Minha vida

Pessoas me questionam o tempo todo.
Quem eu penso que sou?
Que quero pra minha vida?
Que fiz de bom?
Ora, não interessa.
Pergunte-se a si mesmo
Quem você pensa que é?
Que quer da sua vida?
Que fez de bom?
Mas não me diga.
Pois sua vida não me diz respeito.
(Mas eu aceito uma sugestão!)


Medo da Morte

Sou feliz.
Tenho sorte.
Mas de uns tempos pra cá
Tenho tido medo da morte.
Acho que porque tô ficando velha.
E quanto mais velha eu fico
Fico mais perto do fim
(Que nem sei se é fim)
Eu fico pensando que logo eu vou morrer
Do coração, num acidente de carro
Numa pane no avião
De câncer no pulmão
Não sei como, mas fico imaginando
Como eu vou morrer então.
Pois que a morte
É sorte certeira de todos
Mas eu queria ser que nem antes
Não pensar nesse dia
Nem imaginar que pode acontecer comigo
Encontrar no meu próprio umbigo
A vida plena de diversão.

Tenho medo de morrer
Porque amo a vida
E me dá prazer
Acordar de mau-humor
E cumprir com a obrigação
De viver um dia após o outro.

Mas quando eu morrer
Eu quero choro e quero vela
Sem essa de fita amarela
Porque eu gosto - sempre gostei - do preto no branco
Quero sim muito pranto
Muita saudade sentida, chorada
Eu quero ser lembrada
Por muitas gerações.

E a chuva tá vindo.
Vou entrar lá, lavar a louça.
Quem tiver ouvidos para ouvir,
Ouça!


O lado de lá

Entre o lado de lá
E o medo de morrer
Há muita relação
(Para medo de morrer
Leia-se lado de cá)

A vida começa assim
Sem saber o que é a morte
E termina igual
Sem saber o que é a morte.

Crenças e religiões
Para dar sentido à vida
Inventam sentidos para a morte
Mas vai saber o que é a verdade?
O importante é acreditar
Em qualquer coisa que seja.
E fazer o bem, sem se importar a quem.

Mas se fazendo o bem a alguém
Comete-se o mal a outrém
Não tem escapatória
Não há uma solução
Nem sequer há esperança
De total compreensão.

O mundo é assim
Fazer o quê...
É a lei da evolução.


Entendimento

Ao homem não foi dado o poder da compreensão.
Ao homem foi relegada a simples aceitação.
Se é assim, é porque tem que ser.
Esta é a única boa explicação!


Acabou o carnaval

Se você pensa que cachaça é água
Você é um completo idiota!


Como os pássaros voam

Esqueça a ciência.
Se os ossos são pneumáticos
Isso não importa.
Os pássaros voam
Por que? E como?

Os pássaros voam
Porque são anjos
Que nascem de um ovo
Que precisa ser quebrado.

Ao quebrar a casca
Os pássaros afiam seus bicos
E abrem espaços
Para abrirem suas asas

O primeiro vôo dos pássaros
É sempre seguido de uma queda.
Se longe dos predadores
Sempre encontram nova chance para sair do chão.

E é por isso que os homens não voam.
Ou porque não quebram a casca do ovo
Ou porque, quando quebram,
Os predadores os dominam então.

E também porque os homens não são anjos.

Meu fígado

Meu querido fígado!
Como vai você?
Dizem que estou lhe judiando.
O que você me diz?
Devo parar de beber?
(Nenhuma resposta)

Adorável fígado!
Você produz a bile
O fel de cor amarela
Que antes de eu tirar a vesícula
Ficava armazenado nela.

Fígado amado!
Em tempos idos
Tu eras o coração e a mente dos poetas!
E o que és hoje?
Não mais que fígado.
Pobre fígado.
Aguenta firme.
Estamos juntos nesta jornada

Yan

Meu poeta urbano!
Humano...
Já dizia Manuel Bandeira:
- Amor: chama, depois fumaça.
Chama que queima
Fumo que embaça.
E dizia você aos 5 anos, nem isso:
- O amor é brega, mas é massa.

10 comentários:

Alessandra Pilar disse...

Ráááááá!!!

Alessandra Pilar disse...

Tá que tá, hein? Dá-lhe poesia pra todos os gostos.
E concordo com o Yan!

bjooo e boa viagem queridona!

Panda disse...

nossa, Pilar! que ninja vc!!! acabei de postar MESMO, nesse minuto! Uhuuu... vou terminar de arrumar as tralhas pra viagem. Bjo.

Anônimo disse...

Maletas afiveladas?

Beijo e até mais...

Evi

Ivo e Fátima disse...

Oi Pandinha linda

Pensei que com a viagem você nem ia passar perto do blog e não fui conferindo nova postagem como sempre.

Confirmada a velha tese - distraídos perderemos...

Em todo caso, você tá F mesmo, hem? Um "poemeto" melhor que outro. E deixa de lado o poemeto, e chama de poema mesmo, que é o que são.

Beijos do Sogrão

P.S.: congratulações à Pilar, que, rááááááá, não se deixou impressionar pela viagem iminente e me roubou o primeirão.

Talita disse...

Tá inpirada a nossa Pandinha!Um poeta ja disse que os mesmos só são bons se sofrerem. A Xanda não sofre, tem tudo, amor do amado, amor dos parentes dos amigos, é bonita talentosa...e ainda por cima faz poemas lindos!Boa viajem filhota do coração!

Yan disse...

vem que tem muita sadade pra matar!!!!
vem vem vem!!!!!!

Ivo e Fátima disse...

Evi, malas desafiveladas e desmonatadas já! Já pegou seu convitim? Amanhã às 19 na reitoria, não esqueça!

Ifinha! Vc não vale, é muito suspeito, é meu fã número menos um (porque meu fã número um já é o Bruno)... mesmo assim obrigada!!!

Ps.: quem eu tô querendo enganar, já tô aqui no seu computador, hehehe....==))

Yanzim, meu sobrim queridim, o próximo recordar é viver vai ser sobre o episódio do Pequeno Príncipe... hehehhee

Tô aqui já, vem me visitar, pô!

Ass: Panda na conta do Ivo e da Fátima

Alessandra Pilar disse...

Panda, espero que tenha feito boa viagem! O aeroporto tava fechado hoje cedo né? Atrasou muito? Bom, agora que o Sogrão não perde mais a pole nos posts com vc aí no pc dele... hhehehe
bjo e bem vinda!!!

Ana B. disse...

Xanda!
E afinal não nos encontramos....ainda!
Beijos