sábado, 19 de janeiro de 2008

18/01/2008 - Music really can make my days go through faster






Trabalhar com o meu iPod foi menos estressante. Música muda o meu humor. Hoje minha supervisora me perguntou: Alerrandra, por que pareces que estas siempre enorrada, e eu respondi, porque no me gusta de mi trabarro, pero hoi djo me boi a trabarrar un poquito mas alegre, pois trago muchas musicas en mi iPod. Como não sei escrever certo, procurei fazer uma espécie de transcrição fonética, hehehe...


Pois é, os mexicanos devem me odiar, porque eu odeio não exatamente eles, mas o trabalho em si - o que obviamente envolve os mexicanos. Todo dia chego lá com a maior cara de bunda. But now I don’t give a shit, just turn on the music and clean stuff, I take my time, and sing sometimes… it’s so much better now, for sure…



Me and Ashley, we rock!

Saí do trabalho às três e vim aqui pra casa. Dei uma arrumada na zona do meu quarto, tomei banho, fiz as unhas… lá pelas cinco a Ashley veio aqui me convidar pra sair. Sexta é noite rock no Goat e ia rolar uma banda. As I’m a party girl in a party world, me arrumei e lá fomos nós.




Matias, o chileno com menos cara de chileno do mundo.


A banda era uma bosta, mas conheci muita gente interessante, alguns chilenos e outros americanos. Tomei duas high life beers, que custam 1 dólar e não são ruins, e uma tequila. Meia noite me bateu o banzo e eu peguei o ônibus pra casa.


Encontrei com o Tony chegando de Silverthorne, ele sempre vai lá de noite. Então perguntei o que diabos ele tem pra fazer em Silverthorne todos os dias e ele me contou que está tentando fazer o Matt e a ex-namorada dele, que mora lá, reatarem a relação. Eu ri e disse, oh Im sorry, but this is ridiculous, why do you have to do this, can’t they fix their relationship by themselves, e ele deu risada, mas eu conheço o Tony, ele tava triste, e eu perguntei are you sad, I know you are, you can talk to me if you want, e ele disse que realmente precisava falar com alguém e então a gente veio aqui em casa e ele me contou que está gostando da ex-namorada do Matt, que por sua vez é um dos seus melhores amigos e que, pra piorar a situação, está vivendo a primeira grande paixão, ou seja, esta foi a primeira namorada, o primeiro amor, a primeira trepada, tudo, do Matt. Matt está sofrendo, é claro, e contando com o Tony para consolá-lo e ajudá-lo a reatar a relação com a garota. Oh my god, what can I say… yeah you’re in trouble man, that sucks! Tadinho do Tony. Ele é um bom rapaz.


Matt and Tony... South Dakota boys are in trouble!


Quase peguei o violão e cantei aquela música: estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu, mas ele não ia entender a letra, e eu não saberia traduzir tudo, nem lembraria da letra inteira. So then we were having this conversation and Matt just called him, really depressed, crying a lot, so Tony went home about one in the mornig to help his best friend… fuck! That’s a hard situation for both of them…


When he left, I was a little sad too… I miss my boy. The best man ever. It hurts so bad, I think I got a heartache. And I'm better say goodbye before I cry.


Vocabulário Keystoneano 2ª Edição revisada e atualizada


Alex - meu apelido para os americanos mais chegados.
Amber - minha companheira de quarto texana, gorducha e querida; mas se irrita e me irrita facilmente, ainda não sabe aproveitar a vida; não gosta de limpeza nem de festas e tem visível tendência à depressão e ao estresse.
Andrew - ver Elder.
Andy - primeira companhia no ano novo depois de ser barrada no bar. Nos encontramos no ponto de ônibus de River Run e pegamos o Brown Bus juntos, e enchemos a cara de Jack Daniels! Nunca mais o vi.
Ashley - típica americana peituda, bonita, doida varrida, nos conhecemos no natal na casa dos guris. Roubaram a mochila dela com tudo dentro, então ela foi afogar as mágoas, ficou mais louca que o lobão, pulou da sacada do Goat num monte de neve e quebrou duas costelas, deslocou todos os dentes da gengiva, que estão inflamados agora. Merda na cabeça, mas muito gente fina! E está me ensinando a fazer snowboard e quer muito ir pro Brasil pra ver o mar. 22 anos e nunca viu o mar. Incrível.
Beer Pong - curioso jogo em em que cada dupla fica do lado de uma mesa de ping pong, diante de seis copos de cerveja dispostos em forma de pinos de boliche, dentro dos quais a dupla adversária deve acertar a bolinha, fazendo a outra dupla beber.
Ben - Meu companheiro de ano novo na festa do Scott. Como não conhecia ninguém fora o anfitrião, que por sua vez tinha que dar atenção a todos os convidados, fiquei maior parte do tempo conversando com esse gurizinho de 18 anos. Tão fofo! Nunca mais o vi.
Brendon - mecânico de carros antigos, está em Keystone ensinando snowboard para crianças. É um rapaz divertido, bem educado, gosta da Brittaney e de festas.
Brian - um californiano vermelho que trabalha no mesmo prédio que eu, nos encontramos praticamente todos os dias no brake room for lunch mas nunca conversamos muito.
Britney - minha companheira do quarto atravessando a cozinha, gosta de festas e se apaixona por vários garotos ao mesmo tempo, encontrando grande dificuldade em se decidir com qual deles quer ficar. Mas ela é a sensação da estação aqui, tem muito cara no pé dela! Dá pra entender
Bruno - 1. Meu amor, homem da minha vida, gosta de festas, e atualmente sente a minha falta tanto quanto eu sinto falta dele. 2. Curitibano da mesma agência que a minha que trabalha comigo, ele é muito engraçado, namora a Mariana.
Caroline - japinha carioca que fez parte do meu grupo de treinamento.
Casa dos guris - dois apartamentos do bloco em frente ao meu, onde festas ocorriam com freqüência e boa música podia ser ouvida, tanto mecânica como ao vivo. Depois que o Dustin foi embora, porém, já não é mais a mesma coisa. Incrível como esses South Dakota boys são ligados um no outro. Uma máfia praticamente.
Christina - uma americana careca que conheci na casa dos guris, bem divertida e inteligente, com fortes tendências bissexuais.
Dario - curitibano da mesma agência que a minha, que estuda Farmácia na Federal. É o rei das cucarachas, as mexicanas adoram ele e suas piadas. E realmente, ele é querido, tem um humor incrível.
Derik - tem um cara chato no bar, ele nunca para de falar… ficava me chamando de gorgeous o tempo todo, muito irritante!
Dillon - cidade vizinha onde se encontram os bancos, correios, supermercados, shoppings, teatro, cinema, qualquer coisa, a um preço menos esfaqueador.
Dude - “cara”, “meu chapa”. Palavra que freqüentemente encerra uma sentensa.
Dustin - Dustin Warren. Sem dúvida foi o primeiro e um dos meus melhores amigos aqui; ente da família dos vermelhos, praticante do snowboard e de alma pura e aberta; gosta de festas e é perdidamente apaixonado por uma garota que não gosta mais dele; atualmente sofre de amor e voltou pra South Dakota porque foi banido de Keystone!
Elder - meu ex-companheiro do quarto atravessando a cozinha, australiano, namorado da JJ, gosta de festas. Atualmente ele e a JJ estão em Las Vegas.
Frisco - próxima cidade depois de Dillon, onde tem o Wall Mart.
Free bus - todas as rotas gratuitas de ônibus em Keystone, desde que você seja funcionário do resort ou tenha um cartão de turista em temporada.
Guris - Solar, Paul, Jimmy, Dustin, Sen, Matt e Tony. Gostam de festa.
Grocery store - mercadinho ou loja de conveniências.
Housekeeping - meu trabalho, vulgo camareira.
Housing - o famoso pombal americano, onde eu e todas as pessoas que trabalham nas montanhas moram.
I.D. - toda vez que vou à Liquor Store comprar bebidas eles pedem para ver minha identidade. No início senti-me lisonjeada, mas agora sei que eles pedem a identidade até para o velho mais barbado. Lei é lei. É assim que as coisas funcionam por aqui.
I’ve broken my seal, man! - expressão para designar a primeira ida ao banheiro depois de algumas cervejas, significando que a partir de então terá de fazê-lo repetidas vezes.
Jamie - amiga da Amber, que é também muito querida e que não sabe aproveitar a vida, não gosta de festas e atualmente está em busca de um namorado que tope casar virgem.
Janeice - sulafricana muito querida que conheci quando cheguei em Keystone.
Jayme - gaúcho bonitão e simpático que mora em Araraquara-SP e que também veio se aventurar em Keystone como housekeeper.
Jeff - 1. Meu novo room mate across the kitchen. Sossegado o gurizinho, tem 18 anos e é meio devagar quase parando. Mas muito querido. 2. Amigo da Ashley.
Jimmy - americano gordinho com quem gostava de conversar mas que agora não suporto mais, ele é um gordo chato, como a maioria dos gordos chatos.
JJ - minha ex- companheira de quarto atravessando a cozinha, namorada do Elder, gosta de festa e emite uns sons peculiares para expressar frio, alegria, fome e cansaço.
Kevin - um americano de Minessota que estava com segundas intenções para comigo, e quando eu falei pela segunda vez que nunca ele conseguiria nada além de amizade, ele nunca mais apareceu.
Kimber - típica americana loira e peituda, que mora numa casa em Dillon onde ocorrem festas com freqüência nas quais se pode praticar o Beer Pong.
Leo - meu supervisor no trabalho. Mexicano que fala inglês com sotaque engraçado o que por vezes dificulta a comunicação entre ele e seus imediatos.
Louis - americano, toca guitarra com os dentes, não gosta nem desgosta de festas.
Maria - catarinense que trabalha na Grocery Store aqui do Sunrise Housing, e que demorou para eu descobrir que era brasileira. Isso explica o porquê de sempre ter música brasileira tocando no mercado. Música ruim, diga-se de passagem.
Matias - um chileno bonitão com quem pratico minha nova modalidade lingüística denominada Spenglish.
Matt - 1. Dos guris é o que eu menos tenho afinidade; americano com cara de quem comeu e não gostou e que não tem muita coisa na cabeça. Mas às vezes, quando ele fala pela boca (porque ele vive soltando pum!), ele fala umas coisas interessantes. 2. Rapaz bonito que não sente frio, anda de camiseta na neve, é de Denver e atualmente mora em Dillon e gosta da Brittaney.
Mike - Michael Christian, de North Dakota, quase no Canadá. Trabalha na liquor store e parecia ser mal humorado. Mas eu sou caruda, e de small talk em small talk, acabamos ficando amigos e agora ganho desconto quando vou lá! Ele tem 28 anos e diz que eu sou a pessoa mais engraçada, inteligente e interessante que ele já conheceu aqui. Namora a Maezy, e eles são um casal muito massa, mais ou menos da mesma idade que eu e isso é ótimo.
New Mexico - lugar onde JJ nasceu e onde ela e Elder foram passar o Natal.
Oh my Gosh! - expressão muito utilizada pelos americanos quando algo dá quase certo ou tudo dá errado.
Paul - americano, toca violão direitinho e quer fazer algumas aulas comigo. Era um forte candidato entre os pretendentes da Britney, mas ela já o baniu da lista. Ele pintou o cabelo de loiro e foi levar o Dustin pra cidade deles… 40 horas de viagem. Agora voltou e quando fui lá falar com ele, ele estava deprimido.
PBR - abreviação da cerveja Pabst Blue Ribbon; a PBR está para a América do Norte como a Kaiser está para o Brasil.
Peace - é o “tchau” dos manos aqui, pessoalmente ou por telefone. Geralmente eles dizem “Peace, dude“.
Pool shark - fera na sinuca, que geralmente joga apostando grana ou bebida.
Quick Silver - condomínio residencial que fica na frente do meu housing e que dá nome ao ponto de ônibus que você deve descer para vir aqui em casa.
Raven - corvo, belo pássaro negro que emite um som agourento e que gosta de sobrevoar a neve; aparentemente se alimenta de lixo.
River Run - meu setor de trabalho, onde encontram-se os melhores hotéis, restaurantes e as melhores pistas para esqui e snowboard de Keystone.
Sacar la basura - tirar o lixo em espanhol.
Sen - russo de senso de humor afiado e prático, gosta de festas e de música eletrônica, odeia franceses e futebol, e agora também o Dustin, motivo pelo qual não mora mais aqui no Sunrise, mas em Tenderfoot. He’s a pool shark.
Scott - americano que conheci na palestra que todos os funcionários do resort devem assistir antes de começar a trabalhar; esqueceu as luvas no ônibus, as quais devolvi dois dias depois após contatos por e-mail. É apresentador de um programa na MTV americana e foi na casa dele que eu passei o ano novo.
Solar - era um dos meus melhores amigos aqui; americano e bom cantor, com apurado gosto musical. Gosta de festas e está completamente perdido aqui sem o Dustin. Vive malucão agora, às vezes nem dá pra conversar com ele de tão chato. Mas tadinho. Dá dó de ver. Um amigo deles se suicidou esses dias e todos levaram fora das namoradas, e no caso do Solar, ele tem um filho com a guria e está especialmente deprimido.
Sunrise Housing - o lugar onde eu moro.
That’s sick, dude! - “massa, cara“; “muito louco, meu“; “do caralho“, etc.
That pissed me off! - me deixou fulo da vida, de cara, isso me deixou puto.
Tony - Antony Even. Atualmente, dos guris, ele é o único com quem mantenho mais contato. Gosta de festa e na maioria das vezes é legal, mas quando bebe muito e se junta com a turma fica retardado igual aos outros. Está amando loucamente a namoradinha do seu melhor amigo.
Under zero - a temperatura aqui diariamente, caia neve ou faça sol.
Whats up, dude! - “e aí, cara”, é o oi dos manos americanos.
Wilder - gurizinho que toca guitarra muito bem, mas se perde por querer demosntrar seu excesso de virtuosismo. Gosta de festas e atuamente concorre entre os pretendentes da Britney.
Verônica Fuentes - minha chefe da Guatemala, de meia idade e muito simpática e bonitona, talvez com os olhos muito saltados, mas de puríssimo azul.
Xmas - abreviação de Christmas.
Yankees - no meio deles que eu estou, tentando me acostumar a tudo, ao frio, à cultura, ao jeito anasalado, enjoado e rápido deles conversarem, a eles, enfim. Sem dúvida me sinto um alienígena por aqui. Mas vim em paz.
Yolande - sulafricana querida que conheci no dia em que cheguei aqui em Keystone.
Zummiez - a loja de roupas e acessórios para os praticantes do snowboard, sensação do inverno por essas bandas.

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